Antártida

Bandeira: Antártida

Código Telefônico

+672

Capital

Sem capital (apenas estações de investigação)

População

Sem população permanente

Área

13.720.000 km²

Nome Nativo

Antarctica

Região

Polar

Fusos Horários

Horário Padrão da Austrália Ocidental

UTC+11:00

+9 mais

A Antártida é o continente mais ao sul da Terra — o lugar mais frio, seco e ventoso do planeta e o único sem população humana permanente nem povos nativos. São 14 milhões de km² (maior que a Europa), com 98% do território sob um gelo de quase 2 km de espessura em média, que guarda 70% da água doce do mundo. É governada pelo Sistema do Tratado da Antártida (assinado em 1959, em vigor desde 1961), que reserva o continente à paz e à ciência, suspende as reivindicações territoriais e proíbe atividades militares. Hoje cerca de 70 estações de pesquisa de 30 países pontuam o gelo, com população que vai de mil pessoas no inverno a cerca de cinco mil no verão. Para o viajante, a Antártida é a expedição definitiva: icebergs do tamanho de prédios, colônias de pinguins às centenas de milhares, focas-leopardo, baleias-jubarte e uma imensidão de gelo de beleza surreal.

Requisitos de entrada para a Antártida

A Antártida é única entre os destinos: não tem visto, porque não é um país — ninguém é dono do continente, e as reivindicações de sete países estão suspensas pelo Tratado da Antártida. Não é preciso visto para a Antártida em si. Na prática, porém, o acesso quase sempre passa por países-porta (Argentina, Chile, Nova Zelândia), cada um com suas próprias regras de visto conforme a nacionalidade. Boa notícia para o leitor lusófono: brasileiros e portugueses entram sem visto na Argentina e no Chile, as portas de saída mais comuns (Ushuaia e Punta Arenas), então não há visto de trânsito a resolver nessas rotas. As operadoras de expedição cuidam de todas as autorizações exigidas pelo Tratado da Antártida e pelos protocolos da IAATO (associação internacional das operadoras). Basta passaporte válido.

Informações práticas de viagem

•A temporada vai de novembro...

A temporada vai de novembro a março (verão antártico). Novembro: quebra do gelo e pinguins em cortejo; dezembro–janeiro: pico, temperaturas mais altas (até cerca de 10 °C), dias de 24 horas de luz e filhotes de pinguim nascendo; fevereiro–março: pico de baleias e início do recongelamento.

•A Passagem de Drake, entre...

A Passagem de Drake, entre a América do Sul e a Antártida, é uma das travessias de mar mais agitadas do mundo. Conte com ondas de 2 metros, às vezes mais de 10. O enjoo é comum mesmo para quem tem experiência — leve medicação preventiva.

•Leve vestuário para frio e...

Leve vestuário para frio e umidade extremos, em camadas: capa e calça impermeáveis (parkas e botas costumam ser fornecidas pela operadora), camadas térmicas, gorro, luvas e óculos com proteção UV.

•Os cruzeiros de expedição são...

Os cruzeiros de expedição são quase tudo incluído (refeições, desembarques, zodiacs, palestras e parkas). Voos até a cidade-porta, hotéis, seguro, gorjetas e bebidas costumam ser à parte.

•Os roteiros estão SEMPRE sujeitos...

Os roteiros estão SEMPRE sujeitos a mudança por causa do clima, do gelo e da proteção à fauna. Desembarques específicos não são garantidos — flexibilidade é parte da experiência.

•Protocolos rígidos protegem a fauna:...

Protocolos rígidos protegem a fauna: mantenha distância de pinguins e focas (eles podem se aproximar — fique parado), não toque nem alimente. Aspira-se roupas e mochilas antes de desembarcar para não introduzir sementes ou organismos. Não se leva nada (pedras, penas, ossos) nem se deixa nada.

•Algumas estações de pesquisa permitem...

Algumas estações de pesquisa permitem visitas breves, a critério dos cientistas. Port Lockroy (base histórica britânica) tem a agência de correios mais ao sul do mundo e vende selos e postais.

•Seguro de viagem com cobertura...

Seguro de viagem com cobertura de evacuação médica é obrigatório — apólices comuns costumam excluir áreas remotas. Garanta cobertura de evacuação de emergência e repatriação, que na Antártida pode custar de 50.000 a mais de 200.000 dólares.

•Escolha operadoras membros da IAATO,...

Escolha operadoras membros da IAATO, que seguem os protocolos ambientais, limitam o número de passageiros e empregam guias polares experientes.

Guia de viagem

O acesso à Antártida se dá exclusivamente por expedições organizadas por operadoras licenciadas, membros da IAATO (associação internacional das operadoras de turismo da Antártida). A viagem independente não é viável para civis. Todas as operadoras obtêm as autorizações do Tratado da Antártida, seguem protocolos ambientais rígidos e cumprem as regras internacionais do turismo antártico. A maioria dos visitantes chega por cruzeiros de expedição a partir das cidades-porta sul-americanas, mas há ainda opções de voo-cruzeiro e expedições ao interior para quem busca alternativas à travessia marítima ou uma exploração mais profunda.

Formas de explorar este destino

Cruzeiro de expedição

É a forma padrão de visitar a Antártida, em navios de operadoras polares especializadas. A maioria dos cruzeiros à Península Antártica parte de Ushuaia, na Argentina (viagens de 10 a 21 dias). Os navios vão de pequenas embarcações de expedição (50 a 200 passageiros) a navios maiores; os menores rendem mais desembarques, por causa das regras da IAATO que limitam o número de pessoas em terra. Inclui a travessia da Passagem de Drake (1,5 a 2 dias de cada lado, de mar notoriamente agitado), vários desembarques de zodiac, observação de fauna e palestras. Custa de 5.000 a mais de 15.000 dólares por pessoa; reserve com 12 a 18 meses de antecedência. A operadora cuida das autorizações antárticas — o passageiro só precisa de passaporte e da entrada no país-porta.

Voo-cruzeiro

As expedições de voo-cruzeiro evitam a Passagem de Drake: parte-se de Punta Arenas, no Chile, num voo charter de cerca de 2 horas até a Ilha Rei George, na Antártida, embarcando ali no navio para explorar a Península antes de voltar de avião. Poupa quatro dias de travessia, reduz o enjoo e dá mais tempo na Antártida. Custa mais (de 12.000 a mais de 20.000 dólares) e tem oferta limitada. As autorizações ficam com a operadora; conforme a nacionalidade, pode ser exigido visto de trânsito chileno.

Mar de Ross e Antártida Oriental

As expedições ao Mar de Ross (saindo da Nova Zelândia ou da Austrália) e à Antártida Oriental exploram regiões menos visitadas, em viagens mais longas (3 a 6 semanas) e mais caras (de 15.000 a mais de 40.000 dólares). Os roteiros passam por sítios históricos (as cabanas de Scott e Shackleton), colônias de pinguins-imperador, a Barreira de Gelo de Ross e ilhas subantárticas espetaculares. A oferta é muito restrita, em geral uma vez por temporada, e há visto da Nova Zelândia ou da Austrália para o trânsito.

Polo Sul e interior

Um número pequeno de operações comerciais oferece voos ao interior da Antártida, incluindo o Polo Sul, o acampamento de Union Glacier e expedições de montanhismo (Monte Vinson, esqui no último grau até o Polo). São expedições extremas, de 50.000 a mais de 150.000 dólares, que exigem ótimo preparo físico, equipamento especializado e enorme dedicação. Parte-se de Punta Arenas em aviões Ilyushin fretados até Union Glacier. Limitadas a algumas dezenas de pessoas por ano, com autorizações coordenadas pelas operadoras sob os protocolos do Tratado.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
$

Sem moeda oficial (USD comumente usado em expedições)

Código da moeda: AAD

Dicas práticas sobre dinheiro

Sem moeda — o navio é a sua economia

A Antártida não tem população civil permanente, moeda nem economia local. Toda viagem turística acontece em navios de expedição ou em operações de voo-cruzeiro. A sua vida financeira fica antes e durante a viagem: a tarifa da expedição cobre a maior parte dos custos, e os gastos a bordo entram numa conta do navio, quitada no cartão ao fim da viagem.

Conta do navio — um acerto no cartão no fim

Os navios de expedição funcionam com uma conta de bordo sem dinheiro físico para os extras: bar, compras de equipamento, lavanderia e atividades opcionais fora do pacote. No fim, tudo é cobrado num cartão de crédito (Visa e Mastercard são aceitos em toda parte; Amex na maioria dos navios). Avise o seu banco das datas e do país de cobrança da operadora para evitar bloqueios. Cartões brasileiros sofrem o IOF sobre gastos no exterior.

Nenhum caixa eletrônico na Antártida

Não há caixas eletrônicos, agências bancárias nem serviços financeiros de qualquer tipo na Antártida. As estações de pesquisa são abastecidas por seus governos e não atendem turistas. A última chance de sacar dinheiro para necessidades antes ou depois da viagem é em Ushuaia (Argentina), Punta Arenas (Chile) ou Hobart (Austrália), conforme o porto de saída.

Orce a expedição — e os custos da cidade-porta

As expedições à Antártida estão entre as viagens mais caras do mundo: as tarifas básicas costumam ir de 5.000 a mais de 20.000 dólares por pessoa. Inclua no orçamento as noites na cidade-porta (em geral 1 ou 2 noites obrigatórias em Ushuaia ou Punta Arenas), voos, equipamento, seguro e os extras de bordo (degustações, oficinas de fotografia, caiaque).

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Qual é a moeda usada na Antártida?

A Antártida não tem moeda. Não há economia, lojas nem serviços para turistas no próprio continente. Todos os pagamentos de uma expedição antártica passam pela operadora: a tarifa principal é paga antes, e os extras de bordo são cobrados no seu cartão ao fim da viagem.

Posso pagar com Apple Pay, Google Pay ou por aproximação na Antártida?

Diretamente na Antártida, não. No navio de expedição, depende dos sistemas da operadora. A maioria dos navios modernos aceita cartão para os extras de bordo, e alguns aceitam aproximação ou Apple Pay para fechar a conta. Confirme as formas de pagamento com a operadora antes de partir.

Preciso de dinheiro vivo numa expedição à Antártida?

Para a expedição em si, não. Mas você vai precisar de dinheiro ou cartão na cidade-porta: Ushuaia (Argentina, peso argentino/dólar), Punta Arenas (Chile, peso chileno) ou Hobart (Austrália, dólar australiano), para hotel, traslados, restaurantes e compras de equipamento de última hora. Leve dólares americanos, bem aceitos nas cidades-porta sul-americanas.

Quanto custa uma expedição à Antártida?

As tarifas básicas de uma expedição de 10 a 12 dias à Península Antártica começam por volta de 5.000 a 8.000 dólares por pessoa em cabine compartilhada, chegando a 15.000 a mais de 20.000 dólares em cabine individual ou navios premium. O valor inclui refeições, desembarques guiados e palestras a bordo. Voos, equipamento, vistos (se houver) e seguro são à parte.

Quais extras de bordo devo prever no orçamento?

Os extras mais comuns são: bebidas alcoólicas, cafés especiais, lembranças e equipamento, oficinas de fotografia ou de ciência, caiaque, noites de acampamento no gelo, voos de helicóptero (em alguns navios) e as gorjetas da tripulação. Reserve de 200 a 500 dólares por pessoa para extras numa viagem padrão.

Devo dar gorjeta à tripulação da expedição?

A gorjeta é costume e bem-vinda nas expedições antárticas. O padrão do setor é de cerca de 15 a 25 dólares por passageiro por dia, recolhidos num envelope e distribuídos entre guias, palestrantes e tripulação. Leve dólares em espécie para isso, ou confirme se o navio aceita gorjeta no cartão.

Dá para comprar algo nas estações de pesquisa da Antártida?

Um pequeno número de estações (com destaque para Port Lockroy, sítio histórico britânico) tem loja com selos e postais — aceita dinheiro ou cartão, em geral em dólar, libra ou moeda local. Essas visitas são breves e já fazem parte do roteiro do navio. A maioria das estações de pesquisa não faz transações comerciais com turistas.

Que seguro de viagem preciso para a Antártida?

Seguro de viagem com cobertura de evacuação médica é obrigatório para a Antártida — apólices comuns costumam excluir áreas remotas. Garanta cobertura de evacuação de emergência por helicóptero e repatriação, que na Antártida pode custar de 50.000 a mais de 200.000 dólares. Algumas operadoras exigem a comprovação da cobertura antes do embarque.

Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.