Japão
O Japão é o arquipélago do Leste Asiático onde a tradição milenar e a tecnologia de ponta convivem sem se anularem. Tóquio é uma metrópole de quase 38 milhões de pessoas em que os desfiladeiros de néon de Shinjuku, o cruzamento de Shibuya e as torres de eletrónica de Akihabara ficam a poucos minutos a pé do bosque que rodeia o santuário Meiji. Quioto é o polo oposto, com mais de dois mil templos e santuários, o bairro das gueixas de Gion e o bosque de bambu de Arashiyama. Pelo meio: a comida de rua de Osaka (takoyaki e okonomiyaki em Dotonbori), o Memorial da Paz de Hiroshima, os veados mansos de Nara, os Alpes Japoneses e o monte Fuji, que domina o horizonte o ano inteiro. O shinkansen — o comboio-bala — liga tudo a 300 quilómetros por hora, com uma pontualidade medida ao segundo. A cozinha japonesa, Património Cultural Imaterial da UNESCO, vai muito além do sushi: ramen com um caldo próprio em cada região, jantares kaiseki que elevam o cozinhar a cerimónia, e izakayas cheias de yakitori e cerveja. O Japão é um dos países mais seguros e limpos do mundo e funciona com uma precisão que recalibra aquilo que esperamos de uma sociedade.
Opcional — não exigido para a entrada
Visto e regras de entrada no Japão
O Japão concede entrada sem visto a cidadãos de mais de sessenta países e territórios. Tanto os portugueses (e os restantes cidadãos da UE) como os brasileiros podem entrar sem visto e permanecer até 90 dias para turismo ou negócios — o Brasil tem acordo de isenção de visto com o Japão e Portugal beneficia da isenção enquanto país da UE. É preciso um passaporte válido durante toda a estada (o Japão não exige a habitual validade de seis meses), prova de bilhete de regresso ou de continuação de viagem e meios de subsistência suficientes. Bilhetes só de ida podem levar a recusa na fronteira. Quem precise de visto requere-o numa embaixada ou consulado do Japão com formulário, fotografia, itinerário, reservas de alojamento e prova de meios; o tratamento demora habitualmente cinco dias úteis. A prorrogação do período sem visto é difícil e só é concedida por motivos imperiosos. Para estadas mais longas — estudar, trabalhar, residir — é necessário obter previamente o visto de residência adequado.
Tipos de visto
Para turismo, reuniões de negócios, conferências e visitas a família por parte de cidadãos de mais de sessenta países, incluindo Portugal, os restantes países da UE e o Brasil. O passaporte tem de ser válido durante a estada e apresenta-se bilhete de regresso e prova de meios suficientes.
Informações importantes de viagem
- Validade do passaporte: tem de ser válido durante toda a estada. Ao contrário de muitos países, o Japão não exige a validade adicional de seis meses para além das datas de viagem.
- Prova de continuação de viagem: é preciso poder mostrar um bilhete de regresso ou de continuação confirmado. A imigração é rigorosa; um bilhete só de ida pode levar a recusa. Guarde a confirmação em papel ou no telemóvel.
- JR Pass: o Japan Rail Pass tem de ser comprado ANTES da chegada (no Japão já não se consegue). Dá viagens ilimitadas nos comboios JR, incluindo a maioria dos shinkansen, e poupa muito em itinerários por várias cidades. Encomende online semanas antes de partir.
- País do dinheiro vivo: apesar da imagem tecnológica, o Japão funciona em grande parte a dinheiro. Muitos restaurantes pequenos, lojas e táxis não aceitam cartão. Os multibancos das 7-Eleven e dos correios aceitam cartões estrangeiros; ande sempre com dinheiro suficiente.
- Sem gorjetas: dar gorjeta não se pratica no Japão e pode ser visto como ofensivo. O serviço excelente é a norma. Não deixe gorjeta em restaurantes, táxis ou hotéis.
- Etiqueta: descalce-se ao entrar em casas, alojamentos tradicionais, alguns restaurantes e templos. No onsen, lave-se bem antes de entrar no banho. Mantenha-se em silêncio nos comboios.
- Cerejeiras em flor: de finais de março a início de abril (varia por região). Época muito procurada, com locais cheios e preços mais altos; reserve alojamento com meses de antecedência. As cores de outono (outubro–novembro) são igualmente belas e menos concorridas.
- Fenómenos naturais: os sismos são frequentes (quase sempre ligeiros) e os edifícios são antissísmicos. A época de tufões vai de junho a outubro. Instale a aplicação «Safety Tips» para alertas em inglês.
- Língua: fora das grandes zonas turísticas e dos hotéis fala-se pouco inglês. Aprenda algumas palavras em japonês, leve uma aplicação de tradução e considere um pocket wi-fi ou um cartão SIM local para navegar.
- Pagamentos: o iene japonês (JPY, ¥). Quem viaja da zona euro ou do Brasil tem de trocar; levantar dinheiro numa 7-Eleven ou nos correios dá a melhor taxa. Um cartão IC (Suica ou Pasmo) é indispensável para comboio, metro e autocarro.
Visão geral da viagem
O Japão é o choque entre o antiquíssimo e o ultramoderno que muitos países prometem e poucos cumprem. Tóquio desafia qualquer compreensão: o cruzamento de Shibuya, os desfiladeiros de néon de Shinjuku, as torres de eletrónica e anime de Akihabara e, a poucos minutos, o silêncio do santuário Meiji no seu bosque ao lado da rua de cosplay de Harajuku — tudo ligado por uma rede de comboios tão precisa que um atraso de trinta segundos dá nas notícias nacionais. Quioto é o polo oposto: mais de dois mil templos e santuários, entre eles o dourado Kinkaku-ji, os pórticos vermelhão de Fushimi Inari a subir a colina, o jardim zen de pedra de Ryoan-ji, o bairro das gueixas de Gion e o bosque de bambu de Arashiyama. Pelo meio fica Osaka, com a sua exuberante comida de rua (a takoyaki e a okonomiyaki de Dotonbori), Hiroshima, com o Memorial da Paz e a ilha-santuário de Miyajima, Nara, com os seus veados mansos entre templos do século VIII, os Alpes Japoneses (o vale de Kamikochi, o centro histórico de era Edo de Takayama) e o monte Fuji — escalável no verão, fotografável de todo o lado o ano inteiro. O shinkansen liga tudo a 300 quilómetros por hora, com um atraso médio inferior a um minuto por ano. A cozinha japonesa vai muito além do sushi: casas de ramen em que cada região tem a sua tradição de caldo, jantares kaiseki que elevam o cozinhar a cerimónia, izakayas para yakitori e cerveja, carne de Kobe, marisco de Hokkaido, matcha em tudo em Quioto e comida de loja de conveniência que envergonha muitos restaurantes europeus. A cultura dos onsen é singularmente japonesa: banhos alimentados por nascentes vulcânicas em ryokan (estalagens tradicionais), de Hakone a Beppu e às nascentes dos macacos da neve de Nagano. O Japão é um dos países mais seguros do mundo, extraordinariamente limpo, e funciona com uma precisão que ajusta as nossas expectativas.
Descubra Japão
Os milhares de portões torii vermelhos do Fushimi Inari Taisha sobem o monte Inari numa caminhada de ida e volta de 2-3 horas, gratuita e aberta 24 horas — chegue antes das 7 da manhã ou depois do pôr do sol para experimentar os portões inferiores sem as multidões que lotam o primeiro quilómetro a partir de meia-manhã. O Kinkaku-ji, o Pavilhão Dourado, é um destino de um único edifício e uma única fotografia, melhor visto numa manhã límpida, quando a folha de ouro se reflete no lago que o rodeia (entrada 500 ienes, sem acesso ao interior — o templo observa-se apenas a partir dos caminhos designados). O bosque de bambu de Arashiyama, a poucos minutos a pé do terminal do elétrico Randen, é genuinamente impressionante ao amanhecer e genuinamente cheio a partir das 10 da manhã; combine-o com o jardim do templo Tenryu-ji (Património da UNESCO) e a ponte Togetsukyo, em vez de visitar só o bosque. Gion, o bairro das gueixas de Quioto, recompensa um passeio tranquilo ao final da tarde pela Hanamikoji-dori com a possibilidade de avistar uma geiko ou maiko a caminho de um compromisso — fotografá-las diretamente está agora restringido por regulamento local em partes do bairro, uma regra que vale a pena respeitar.
Formas de explorar este destino
Os mais de dois mil templos e santuários de Quioto (Kinkaku-ji, Fushimi Inari, Ryoan-ji, Kiyomizu-dera), o Todai-ji de Nara (o maior edifício de madeira do mundo, com um Buda de 15 metros), o Memorial da Paz de Hiroshima e a ilha de Miyajima, o Grande Buda de Kamakura, o ornamentado santuário Toshogu de Nikko, e as cidades-castelo de Himeji (o mais belo castelo conservado do Japão), Matsumoto e Kanazawa.
O cruzamento de Shibuya e os arranha-céus de Shinjuku, Akihabara (eletrónica e anime), Harajuku (moda de rua e santuário Meiji), Asakusa com o templo Senso-ji, o mercado exterior de Tsukiji para um pequeno-almoço de marisco, o luxuoso Ginza, os jardins do Palácio Imperial, e uma vida noturna que vai dos becos de izakaya de Shimokitazawa aos bares de cocktails de Ginza e às salas de karaoke por todo o lado.
Sushi nos mercados de Tsukiji e Toyosu, ramen em estilos regionais (Hakata tonkotsu, Sapporo miso, Tóquio shoyu), jantares kaiseki em Quioto, a comida de rua de Osaka (takoyaki, okonomiyaki, kushikatsu), carne de Kobe, a cultura izakaya (yakitori, edamame, cerveja de pressão), matcha nas casas de chá de Quioto e comida de loja de conveniência que rivaliza com restaurantes a sério. Só Tóquio tem mais de duzentos restaurantes com estrela Michelin.
A cultura dos banhos é central na vida japonesa: águas alimentadas por nascentes vulcânicas em estalagens ryokan tradicionais. Hakone (vista do Fuji a partir do banho), Beppu (os oito «infernos» — poços vulcânicos a fumegar), Kinosaki Onsen (sete balneários públicos numa vila de lanternas), Kusatsu (uma das mais famosas vilas de onsen) e o parque dos macacos de Jigokudani, perto de Nagano (macacos da neve a banhar-se em nascentes quentes). Há cada vez mais onsen acessíveis a quem tem tatuagens.
O monte Fuji (escalável de julho a setembro, icónico no horizonte o ano inteiro), os Alpes Japoneses (o vale de Kamikochi, a rota alpina de Tateyama-Kurobe), a vastidão de Hokkaido (parque nacional de Daisetsuzan, península de Shiretoko — UNESCO), os trilhos de peregrinação de Kumano Kodo, as antiquíssimas florestas de cedros de Yakushima (inspiração para a Princesa Mononoke) e as praias tropicais de Okinawa.
As lojas de anime e manga de Akihabara, a moda de rua de Harajuku, o Museu Ghibli (bilhetes com muita antecedência), a arte digital de teamLab, os salões de jogos, os hotéis-cápsula, os cafés de gatos e os restaurantes temáticos, e a cultura otaku que se tornou, desde as gravuras ukiyo-e, o produto cultural mais influente do Japão.
Dinheiro e moeda
Iene japonês (JPY)
Código da moeda: JPY
Dicas práticas sobre dinheiro
Moeda e câmbio no Japão
O Japão usa o iene japonês (JPY, ¥). Quer viaje de Portugal e da zona euro, quer chegue do Brasil (real, BRL), terá de trocar — o iene não é nem euro nem real. As taxas oscilam, por isso confirme a taxa atual antes de partir. Pode trocar nos aeroportos (Narita, Haneda, Kansai), em bancos, correios e alguns hotéis, mas um multibanco dá quase sempre melhor taxa. Os balcões de câmbio de Narita e Kansai são razoavelmente competitivos e práticos para obter os primeiros ienes à chegada. Na cidade, casas como a Travelex cobram comissões variáveis. Os bancos só trocam em dias úteis e com horário limitado (em regra 9.00–15.00) e papelada. A melhor estratégia: levante ienes num multibanco das 7-Eleven ou dos correios com o seu próprio cartão.
Multibancos no Japão
Os multibancos bancários comuns do Japão muitas vezes NÃO aceitam cartões estrangeiros — algo que apanha muitos visitantes desprevenidos. As opções fiáveis: os multibancos das 7-Eleven (Seven Bank) funcionam com praticamente todos os cartões internacionais Visa, Mastercard, Maestro, Cirrus e Plus, 24 horas por dia, com menu em inglês. Há mais de 25 000 lojas 7-Eleven no Japão, o que faz desta a rede mais fiável para visitantes estrangeiros. Os multibancos dos correios japoneses (Yucho Bank) também aceitam cartões estrangeiros, com menu em inglês, embora com horário por vezes limitado (em regra 7.00–23.00). Algumas outras lojas de conveniência (Lawson, FamilyMart) já têm máquinas compatíveis. O limite de levantamento ronda os ¥50 000 a ¥100 000 por operação. O seu banco pode cobrar uma comissão por levantamento; confirme antes de viajar.
Pagar com cartão e telemóvel
Apesar da imagem tecnológica, o Japão depende muito mais do dinheiro vivo do que a maioria dos países ocidentais. A aceitação de cartões melhorou bastante desde 2019, mas o dinheiro continua indispensável. Aceitam cartão: hotéis, grandes armazéns, restaurantes maiores, estações de comboio, lojas de conveniência, grandes cadeias e estabelecimentos turísticos. Muitas vezes NÃO aceitam: restaurantes pequenos e izakayas, casas de ramen, lojas de bairro, entradas de templos, máquinas de venda, muitos táxis, bancas de mercado e o meio rural. Os cartões portugueses Multibanco/Visa/Mastercard e os cartões brasileiros Visa e Mastercard funcionam nas 7-Eleven; leve um cartão de crédito de reserva. O Apple Pay e o Google Pay funcionam em terminais modernos, mas na prática convém andar sempre com ¥10 000 a ¥20 000 em dinheiro (cerca de € 60 a 130; confirme a taxa). Um cartão IC (Suica ou Pasmo) é indispensável para comboio, autocarro, máquinas e algumas lojas.
Gorjetas no Japão
Dar gorjeta não se pratica no Japão e pode gerar confusão ou até incómodo. O serviço excelente é o padrão, não algo que exija recompensa em dinheiro. Não dê gorjeta em restaurantes, bares, táxis, hotéis ou cabeleireiros. Se deixar dinheiro em cima da mesa, o pessoal pode ir atrás de si para o devolver. As únicas exceções: numa ryokan de gama alta pode deixar uma pequena lembrança (¥1 000 a ¥3 000) num envelope (não entregue na mão) para o empregado de quarto, e a guias privados agradece-se uma pequena prenda — não dinheiro. Em viagens de grupo, por vezes recolhe-se uma gorjeta para o motorista e o guia; siga a indicação do chefe de grupo.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
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Perguntas frequentes
Depende da nacionalidade. Portugueses e brasileiros podem entrar sem visto para turismo ou negócios e ficar até 90 dias. O visto Working Holiday está disponível em separado para quem tem entre 18 e 30 anos. Quem não estiver abrangido por uma isenção tem de pedir visto numa embaixada ou consulado japonês antes de viajar.
Sim, mais do que a imagem de alta tecnologia sugere. Muitos restaurantes, lojas pequenas e táxis ainda não aceitam cartões, e os multibancos das 7-Eleven e dos correios são a forma mais fiável de levantar ienes com cartão estrangeiro. Leve dinheiro suficiente para o dia a dia, sobretudo fora das grandes cidades.
Não — dar gorjeta não se pratica no Japão e pode ser visto como confuso ou até ofensivo. Um serviço excelente é a expectativa padrão, já incluída no preço, por isso não é preciso deixar nada extra em restaurantes, táxis ou hotéis.
Próximo destino: Japão? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
Opcional — não exigido para a entrada
A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.