França
A França é o país mais visitado do mundo e se estende do Canal da Mancha e do Atlântico até o Mediterrâneo e a alta montanha dos Alpes, com Paris como capital e uma das maiores economias da Europa. Membro fundador da União Europeia e do Espaço Schengen, o país está no centro das redes de viagem europeias: voos diretos ligam Paris à maioria das grandes cidades do mundo, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Porto, e a rede de alta velocidade TGV deixa a maior parte do território a poucas horas da chegada. Cidadãos da UE, do EEE e da Suíça entram livremente com documento de identidade ou passaporte; muitas outras nacionalidades, incluindo cidadãos dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália, pode visitar o país sem visto por até 90 dias em qualquer período de 180 dias, pelas regras de Schengen.
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Regras de visto e entrada na França
A França faz parte do Espaço Schengen e aplica as regras europeias comuns de entrada. Cidadãos da UE, do EEE e da Suíça — incluindo os portugueses — podem entrar, morar e trabalhar livremente com documento nacional de identidade (em Portugal, o cartão de cidadão) ou passaporte válido. Cidadãos do Brasil, dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, do Japão, da Coreia do Sul e de muitos outros países podem visitar sem visto, a turismo ou a negócios, por até 90 dias em qualquer período de 180 dias em todo o Espaço Schengen. Quem precisa de visto Schengen (tipo C) deve pedi-lo ao consulado francês competente, normalmente via TLScontact ou VFS Global. Para estadias acima de 90 dias — trabalho, estudo, reunião familiar — é obrigatório obter, antes da partida, um visto nacional de longa duração (tipo D). Depois de chegar com um visto de longa duração, é preciso validar o VLS-TS online ou pedir uma autorização de residência (titre de séjour) na Préfecture em até três meses. A análise do visto Schengen de curta duração costuma levar 15 dias corridos, mas pedidos feitos na alta temporada (junho a agosto) podem exigir de 30 a 45 dias. Os territórios franceses ultramarinos — entre eles Martinica, Guadalupe, Reunião, Guiana Francesa, Mayotte, Nova Caledônia e Polinésia Francesa — não seguem todos as regras de Schengen da mesma forma; alguns têm exigências de entrada próprias, diferentes das da França metropolitana, por isso quem vai a um desses territórios, e não ao continente, deve verificar as regras específicas dele em vez de supor que o modelo Schengen vale ali sem mudanças.
Tipos de visto
Entrada sem visto (Schengen)
Turismo, passeios, reuniões de negócios, conferências e visitas a amigos e familiares — para cidadãos do Brasil, dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, do Japão, da Coreia do Sul e de outros países elegíveis. Vale para todo o Espaço Schengen, com seus 29 países. O passaporte deve ser válido por pelo menos 3 meses além da data prevista de saída e ter sido emitido nos últimos 10 anos. Na fronteira, podem ser pedidos comprovantes da viagem de continuação ou de volta, da hospedagem e de meios financeiros.
Entrada de cidadãos da UE, do EEE e da Suíça
Para cidadãos da UE, do EEE e da Suíça, portugueses incluídos — turismo, trabalho, residência ou qualquer outro motivo, sem restrições. A entrada se faz com documento nacional de identidade ou passaporte válido. Vale a plena liberdade de circulação, incluindo o direito de trabalhar sem autorização.
Visto Schengen (tipo C)
Visto de curta duração para as nacionalidades que precisam dele: turismo (Paris, Côte d'Azur, Vale do Loire, Alpes), viagens de negócios, eventos culturais, conferências, tratamento médico e visitas a familiares. Pedido nos consulados franceses via TLScontact ou VFS Global. Exige um seguro-viagem que cumpra a cobertura mínima de Schengen — confira o valor mínimo vigente com o consulado.
Visto de longa duração para estudos (tipo D)
Matrícula em universidades e Grandes Écoles francesas (Sorbonne, Sciences Po, HEC Paris, École Polytechnique, INSEAD), intercâmbio Erasmus+, pesquisa de doutorado e cursos de língua francesa. Na maioria dos países, o pedido passa pelo Campus France. O VLS-TS inclui autorização de trabalho de até 964 horas por ano.
Visto de longa duração para trabalho (tipo D)
Emprego com um empregador francês, transferências dentro da mesma empresa e vagas em setores de alta demanda: TI, engenharia, saúde, hotelaria e agricultura. Exige contrato de trabalho assinado. Leva a uma autorização de residência (titre de séjour) depois da chegada.
Passaporte Talento (Passeport Talent)
O programa francês para profissionais altamente qualificados, em várias categorias: pesquisadores, artistas, empreendedores, investidores, atletas de elite e profissionais de tecnologia com pacotes salariais atraentes. Procedimento simplificado, com a opção de incluir familiares já no primeiro pedido.
Visto de reunião familiar (tipo D)
Para quem vai se juntar a cônjuge, parceiro de PACS, filhos menores ou outros familiares que moram legalmente na França — sejam cidadãos franceses ou titulares de autorização de residência.
Visto au pair (tipo D)
Morar com uma família anfitriã francesa, cuidando de crianças, com matrícula obrigatória em um curso de francês. Idade de 18 a 30 anos; exige francês básico (A1–A2).
Visto de férias-trabalho (Working Holiday)
Para jovens adultos (de 18 a 30 ou de 18 a 35 anos, conforme o acordo bilateral) de países parceiros: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e outros. Combina viagem com trabalho remunerado.
Guias
A França recompensa quem a encara como um conjunto de regiões, e não como um destino único. Paris ancora qualquer primeira visita, mas a profundidade do país está no quanto as regiões diferem da capital e umas das outras. Além das regiões mais conhecidas, a França tem faces mais tranquilas: o litoral celta e as crêperies da Bretanha, os vilarejos medievais do Périgord, a Auvérnia vulcânica e o interior selvagem da Córsega, entre montanha e mar, percorrido pela lendária trilha GR20. O que amarra tudo é uma cultura gastronômica que começa na boulangerie do bairro e cuja refeição gastronômica a UNESCO inscreveu como Patrimônio Cultural Imaterial, e uma rede de TGV centrada em Paris, que faz de uma base fixa na capital, com idas e voltas às regiões, o jeito natural de conhecer o país.
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Cidades e planejamento
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Regiões
Embaixadas e missões
Perguntas frequentes
Brasileiros precisam de visto para viajar à França?
Não para turismo ou negócios de curta duração: com passaporte brasileiro, você pode ficar até 90 dias em qualquer período de 180 dias, contados em todo o Espaço Schengen, e não só na França. O passaporte deve ser válido por pelo menos 3 meses além da data prevista de saída e ter sido emitido nos últimos 10 anos; na fronteira, podem ser pedidos comprovantes da viagem de volta ou de continuação, da hospedagem e de meios financeiros. Para estudar, trabalhar ou ficar mais de 90 dias, é preciso um visto nacional de longa duração (tipo D), pedido antes da viagem.
E quem tem passaporte português ou de outro país da UE?
Entra sem nenhuma formalidade. Cidadãos portugueses, como os de qualquer país da UE, do EEE ou da Suíça, entram, moram e trabalham livremente na França com cartão de cidadão ou passaporte válido, sem limite de permanência e sem precisar de autorização de trabalho.
Preciso de algum registro ou autorização além do passaporte?
São duas coisas diferentes. Nas fronteiras externas do Espaço Schengen, as entradas e saídas de quem não é cidadão da UE são registradas por um sistema automatizado: na primeira passagem, são coletados dados biométricos, o que pode acrescentar alguns minutos à chegada. Confira também se a sua viagem exige o ETIAS, a autorização eletrônica prévia da União Europeia para viajantes isentos de visto — parecida com o ESTA americano, pedida online e vinculada ao passaporte —, no portal oficial da UE, para a data em que você vai viajar. Nenhum dos dois substitui a regra dos 90 dias a cada 180, e nenhum se aplica a quem viaja com passaporte português ou de outro país da UE.
O seguro-viagem é obrigatório?
Para quem pede visto Schengen, sim: é exigido um seguro com cobertura mínima para emergências médicas, internação e repatriação, válido em todo o Espaço Schengen e durante toda a estadia — confira o valor mínimo vigente com o consulado. Para quem entra sem visto, como os brasileiros, não é uma exigência formal, mas continua sendo a decisão mais sensata: na França, quem não tem cobertura paga o atendimento diretamente, e qualquer coisa além de uma consulta simples fica cara depressa. Cidadãos portugueses devem levar o Cartão Europeu de Seguro de Doença, que dá acesso à saúde pública nas mesmas condições dos residentes, mas não cobre repatriação nem despesas no setor privado.
Quais outras nacionalidades entram sem visto, e quem precisa de um?
Cidadãos dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, do Japão, da Coreia do Sul e de muitos outros países podem visitar a França sem visto por até 90 dias em qualquer período de 180 dias, e esse prazo vale para todo o Espaço Schengen. As demais nacionalidades pedem um visto Schengen (tipo C) por meio de um consulado francês, normalmente via TLScontact ou VFS Global.
O visto Schengen emitido pela França permite visitar outros países europeus?
Sim — o visto Schengen francês vale para todo o Espaço Schengen, e não só para a França: inclui Alemanha, Itália, Espanha, os países do Benelux e a Escandinávia. O limite de 90 dias a cada 180 vale para todos eles somados.
Quanto tempo leva a análise de um visto Schengen?
Normalmente 15 dias corridos, mas a alta temporada (o verão europeu, de junho a agosto) e as semanas que antecedem o Natal podem estender o prazo para 30 a 45 dias. Para não correr riscos, faça o pedido com pelo menos 6 a 8 semanas de antecedência da viagem.
Quantos dias preciso para Paris e o resto da França?
Só Paris já rende de 3 a 4 dias. Uma primeira viagem que combine Paris com uma região — o Vale do Loire, a Provença ou a Normandia — ocupa bem de 10 a 12 dias; conhecer várias regiões com calma exige duas semanas ou mais, por causa das distâncias.
As greves de trem atrapalham mesmo as viagens pela França?
Podem atrapalhar. Paralisações (as grèves) que afetam trens, o metrô de Paris e, às vezes, aeroportos fazem parte da rotina francesa — confira os avisos de serviço da SNCF ou o noticiário local antes de viajar, embora um serviço mínimo garantido costume ser mantido.
Como funciona a gorjeta na França?
Por lei, o serviço já vem incluído na conta dos restaurantes (service compris), então a gorjeta não é esperada — arredondar o valor ou deixar um ou dois euros por um bom atendimento é um gesto simpático, mas não obrigatório.
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Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.