Reino Unido
O Reino Unido reúne Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, e tem Londres como capital. A maioria das nacionalidades isentas de visto — entre elas Estados Unidos, Canadá, Austrália e a maior parte dos países da União Europeia — passou a precisar de uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) antes de embarcar, mesmo sem exigência de visto para turismo, negócios ou estudos curtos de até seis meses.
Vistos e entrada no Reino Unido
Cidadãos de países isentos de visto (Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Coreia do Sul e a maioria dos demais) não precisam de visto para turismo, negócios ou estudos curtos de até 6 meses — mas, desde 8 de janeiro de 2025, precisam ter uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) antes de embarcar. Os países-membros da União Europeia (com exceção da Irlanda), mais Suíça, Noruega, Islândia, Liechtenstein, Andorra, Mônaco, San Marino e Cidade do Vaticano, entraram na exigência depois, a partir de 2 de abril de 2025. O Reino Unido não faz parte da União Europeia nem do espaço Schengen e tem política de entrada própria: cidadãos portugueses e de outros países da UE, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça não precisam de visto para uma visita curta de até seis meses, mas o cartão de cidadão não é aceito como documento de entrada para a maioria das nacionalidades da UE — viaje com passaporte válido. Cidadãos brasileiros também não precisam de visto para turismo, visita a familiares ou negócios de até seis meses, e o passaporte brasileiro está no primeiro grupo, o das nacionalidades isentas de fora da Europa: a viagem exige uma ETA aprovada antes do embarque. A ETA não é um visto: é uma permissão prévia de viagem, parecida com o ESTA dos Estados Unidos, solicitada pela internet ou pelo aplicativo oficial da ETA britânica mediante o pagamento de uma taxa (confira o valor atual), em geral aprovada entre algumas horas e 3 dias úteis e válida por 2 anos (ou até o passaporte vencer), com entradas ilimitadas. Desde 25 de fevereiro de 2026, a regra «No Permission, No Travel» está plenamente em vigor: as companhias aéreas conferem a situação da ETA no check-in e são obrigadas por lei a negar embarque a quem não tiver uma válida, inclusive a passageiros que apenas fazem conexão no Reino Unido. Estadias mais longas, trabalho e estudo em tempo integral exigem um visto de verdade — as vias mais comuns são o Standard Visitor Visa, os vistos de trabalho (Skilled Worker e outros), o Youth Mobility Scheme para quem tem de 18 a 30 anos e vem de um país elegível, e o Student visa. É essencial definir qual é a sua exigência — ETA ou visto — antes de comprar a passagem.
Tipos de visto
Autorização Eletrônica de Viagem (ETA)
Para nacionalidades isentas de visto que viajam a turismo, a negócios, para visitar a família ou para um curso curto — solicitada pela internet ou pelo aplicativo oficial da ETA britânica antes da viagem.
Standard Visitor Visa
Turismo, visita a amigos e à família, reuniões de negócios — para nacionalidades fora da lista de isenção e da ETA, ou para atividades que a ETA não cobre.
Youth Mobility Scheme (YMS)
Via de trabalho e viagem para quem tem de 18 a 30 anos e vem de um país parceiro elegível (Austrália, Canadá, Japão, Coreia do Sul e outros) — sem patrocínio de empregador.
Visto de trabalho
Emprego no Reino Unido, pelo sistema de pontos — a via Skilled Worker exige um patrocinador licenciado e uma vaga que atenda aos limites de salário e de qualificação.
Visto de estudante
Estudo em universidades e instituições de ensino do Reino Unido — exige carta de aceitação da instituição (CAS) e comprovação de recursos.
Guias
O Reino Unido concentra quatro nações distintas em um grupo de ilhas relativamente pequeno. Londres tem a maior densidade de atrações do país — a Torre de Londres, o Museu Britânico e a Galeria Nacional, os dois de entrada gratuita, o Palácio de Buckingham e um West End teatral que rivaliza com a Broadway. Edimburgo guarda um castelo medieval sobre rocha vulcânica, acima da Royal Mile, e recebe todo mês de agosto o maior festival de artes do mundo. As Terras Altas da Escócia reúnem Glen Coe, a Ilha de Skye e as destilarias de uísque de Speyside, enquanto o Lake District, Patrimônio Mundial da UNESCO, rende caminhadas entre os picos mais altos da Inglaterra. Em todo o país, o pub segue sendo uma instituição social de verdade — real ale, o assado de domingo e os quizzes de pub —, ao lado de uma herança musical que vai dos Beatles aos artistas britânicos de hoje.
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Perguntas frequentes
Brasileiros precisam de visto para o Reino Unido?
Para uma visita curta, não: cidadãos brasileiros não precisam de visto para turismo, visita a familiares ou negócios de até seis meses. O que o passaporte brasileiro precisa ter é a autorização prévia — uma ETA aprovada antes do embarque, solicitada pela internet ou pelo aplicativo oficial. Ela não é um visto: é a mesma permissão de viagem exigida das demais nacionalidades isentas de fora da Europa, e o passaporte válido continua sendo o documento com que você entra. Para trabalhar, estudar em tempo integral ou ficar mais tempo, aí sim é preciso visto, solicitado antes da partida.
Portugueses precisam de visto? O cartão de cidadão ainda serve para entrar?
Cidadãos portugueses e de outros países da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça não precisam de visto para uma visita curta de até seis meses, a turismo ou a negócios. A diferença está no documento: o cartão de cidadão não é aceito como documento de entrada para a maioria das nacionalidades da UE, então a viagem tem de ser feita com passaporte válido. Como vale para qualquer nacionalidade isenta, confira também a exigência da ETA antes de embarcar.
O Reino Unido está na União Europeia ou no espaço Schengen?
Não está em nenhum dos dois. O Reino Unido tem política de entrada própria, e é por ela que a sua entrada é decidida, independentemente de qualquer autorização europeia que você já tenha. Na prática, isso significa conferir as regras britânicas em separado — qual documento levar, se a ETA se aplica a você e até quando a visita pode durar — em vez de supor que valem as mesmas do continente.
Preciso de visto ou de ETA para o Reino Unido?
Cidadãos de países isentos de visto (Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Coreia do Sul e a maioria dos demais) não precisam de visto para turismo, negócios ou estudos curtos de até 6 meses, mas, desde 8 de janeiro de 2025, precisam ter uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) antes de embarcar. Cidadãos da União Europeia e de várias outras nacionalidades europeias entraram na exigência a partir de 2 de abril de 2025.
Qual é a diferença entre a ETA e um visto?
A ETA é uma permissão prévia de viagem, parecida com o ESTA dos Estados Unidos, solicitada pela internet ou pelo aplicativo oficial da ETA britânica mediante o pagamento de uma taxa (confira o valor atual) — ela não é um visto. Estadias mais longas, trabalho ou estudo em tempo integral exigem um visto de verdade, como o Standard Visitor Visa, uma via de trabalho ou o Student visa.
Posso ser impedido de embarcar sem a ETA?
Pode. Desde 25 de fevereiro de 2026, a regra «No Permission, No Travel» está plenamente em vigor — as companhias aéreas conferem a situação da ETA no check-in e são obrigadas a negar embarque a quem não tiver uma válida, inclusive a passageiros que apenas fazem conexão no Reino Unido.
Por quanto tempo vale a ETA?
Dois anos, ou até o passaporte vencer, o que vier primeiro, com entradas ilimitadas nesse período — ainda que cada visita continue limitada a 6 meses.
De quantos dias preciso para Londres?
Três a quatro dias dão conta das atrações principais — a Torre de Londres, o Museu Britânico, Westminster e um espetáculo do West End — com folga para conhecer um bairro como Shoreditch ou Notting Hill em ritmo mais lento.
A Escócia é uma viagem separada de Londres?
Vale planejar as duas como uma só — Edimburgo fica a menos de 5 horas de Londres de trem, e as Terras Altas da Escócia somam paisagens (Glen Coe, a Ilha de Skye) que são um mundo à parte da Inglaterra. Uma viagem combinada costuma pedir pelo menos 10 dias para fazer jus às duas.
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As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.