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Canadá

O Canadá é o segundo maior país do mundo em área, conhecido pela natureza imensa, pelas cidades multiculturais, pelas Montanhas Rochosas, pelas Cataratas do Niágara e pela herança bilingue (inglês e francês). Otava é a capital, enquanto Toronto, Vancouver e Montreal são os grandes centros culturais e económicos. O viajante é atraído pelas Cataratas do Niágara, pelos Parques Nacionais de Banff e Jasper, pela beleza costeira de Vancouver, pela Torre CN de Toronto, pelo charme francês da Cidade de Quebec, pela aurora boreal do Yukon, pelo esqui em Whistler e pela conhecida hospitalidade canadiana. Para o viajante lusófono, há um ponto a confirmar com atenção: cidadãos portugueses entram com uma eTA (autorização eletrónica), mas os brasileiros, em regra, precisam de visto — exceto se tiverem um visto americano válido ou um visto canadiano dos últimos 10 anos, caso em que podem usar a eTA.

  • Vistoautorização eletrônica de viagem
  • CapitalOttawa
  • MoedaCAD $
  • Fuso horárioNST a PST (UTC-3,5 a UTC-8)
  • Idiomasinglês · francês
  • População37 mi (2021)
  • Área9.984.670 km²
  • RegiãoAméricas · América do Norte
  • DDI+1
  • Nome localCanada
  • Eletricidade120 V
  • Tipos de tomadaNEMA 1-15 · NEMA 5-15
  • Mão de direçãodireita
  • Domínio de internet.ca

Vistos e regras de entrada no Canadá

As regras de entrada no Canadá variam conforme a nacionalidade. Cidadãos portugueses (e dos restantes países da UE) estão isentos de visto, mas precisam de uma eTA (Electronic Travel Authorization) para viajar de avião para o Canadá — pede-se online, tem uma taxa baixa (na ordem dos CAD 7) e é válida por 5 anos ou até o passaporte expirar, para estadias de turismo ou negócios de até 6 meses. Os cidadãos brasileiros são um caso particular: em regra, precisam de um visto de visitante (Temporary Resident Visa), pedido num centro de vistos com recolha de biometria — mas, se tiverem um visto de não imigrante dos Estados Unidos válido, ou se já tiverem tido um visto canadiano nos últimos 10 anos, podem pedir antes a eTA, mais simples, em vez do visto. Confirme a sua situação antes de marcar a viagem. Outras nacionalidades lusófonas (Angola, Moçambique, Cabo Verde) costumam precisar do visto de visitante. Cidadãos dos Estados Unidos não precisam de eTA nem de visto. Para trabalhar, estudar ou imigrar, aplicam-se vistos próprios, pedidos antes da partida.

Tipos de visto

eTA (autorização eletrónica de viagem)

Até 6 meses por visita; eTA válida 5 anos ou até o passaporte expirar

Para cidadãos isentos de visto (Portugal e restante UE, Reino Unido, etc.) que viajam de avião para o Canadá em turismo, negócios ou trânsito. Pede-se online, sem ir ao consulado. Os brasileiros também a podem usar se tiverem um visto americano válido ou um visto canadiano dos últimos 10 anos.

Visto de visitante (Temporary Resident Visa)

Em geral até 6 meses; entrada única ou múltipla; prazos variam por país

Para cidadãos de países que precisam de visto — incluindo, em regra, o Brasil e vários países africanos lusófonos. Turismo, visita a familiares ou negócios. Pede-se num centro de vistos, com biometria, foto, itinerário, prova de meios financeiros e de ligações ao país de origem.

Entrada de cidadãos dos EUA (sem eTA nem visto)

Até 6 meses; sem eTA nem visto

Para cidadãos dos Estados Unidos em turismo, negócios ou visita a familiares. Basta o passaporte americano válido (o passport card não serve para viagem aérea).

Visto de trânsito

Em geral até 48 horas

Para certas nacionalidades que fazem trânsito por aeroportos canadianos a caminho de outros países. Exigido a nacionais de alguns países mesmo sem sair do aeroporto — confirme se a sua nacionalidade precisa.

Informações importantes de viagem

  • eTA ou visto: cidadãos portugueses (e da UE) precisam de eTA apenas para viagem de avião; por terra ou mar a partir dos EUA não é exigida. Cidadãos brasileiros precisam, em regra, de visto — mas podem usar a eTA se tiverem um visto americano válido ou um visto canadiano dos últimos 10 anos.
  • Biometria: a maioria de quem pede o visto de visitante tem de dar impressões digitais e foto num centro de vistos, com marcação e taxa adicional.
  • Validade do passaporte: deve ser válido durante toda a estadia; recomenda-se uma margem de 6 meses por segurança.
  • Prova de meios: a imigração pode pedir comprovativos de recursos suficientes (extratos bancários, cartões) para a estadia.
  • País bilingue: o inglês e o francês são línguas oficiais. O inglês predomina em todo o país, exceto no Quebec (francês). A sinalética e os serviços são bilingues.
  • Moeda: o dólar canadiano (CAD), não o euro nem o real. O cartão é muito aceite e os multibancos são abundantes. A gorjeta é habitual (15-20% nos restaurantes).
  • Impostos sobre vendas: os preços expostos não incluem imposto — é somado na caixa e varia por província (de 5% no Alberta a 13-15% em Ontário e nas Maritimes).
  • Seis fusos horários: o Canadá vai do NST (UTC-3:30), na Terra Nova, ao PST (UTC-8), na Colúmbia Britânica. Confirme a hora local ao mudar de província.

Visão geral da viagem

O Canadá estende-se do Atlântico ao Pacífico e ao Ártico — o segundo maior país do mundo em área, com a população concentrada numa faixa estreita junto à fronteira com os EUA e uma natureza que faz a da Europa parecer pequena. As Montanhas Rochosas, em Alberta e na Colúmbia Britânica, oferecem alguns dos cenários mais dramáticos da América do Norte: os Parques Nacionais de Banff e Jasper, com os seus lagos turquesa de origem glaciar (Lake Louise, Moraine Lake, Peyto Lake), a Icefields Parkway, que liga os dois parques por 230 km de estrada alpina, e Whistler, para o esqui e o BTT. Vancouver junta a beleza da costa do Pacífico a uma cultura gastronómica de influência asiática — o Stanley Park, o mercado de Granville Island, as montanhas vistas do centro e uma cena de dim sum que rivaliza com Hong Kong. Toronto é o motor multicultural do Canadá: a Torre CN, o Royal Ontario Museum, o Distillery District, o Kensington Market e bairros onde se come etíope, português, chinês, italiano, caribenho e coreano numa só viagem de metro. Montreal é o contrapeso francófono — a Basílica de Notre-Dame, a calçada da Vieux-Montréal, o maior festival de jazz do mundo, a poutine e as sanduíches de smoked meat, e uma atmosfera europeia única na América do Norte. A Cidade de Quebec é a cidade mais europeia do continente: a cidade velha fortificada (UNESCO), o Château Frontenac e o Carnaval de inverno. As Cataratas do Niágara continuam a ser um dos grandes espetáculos naturais do planeta. As Maritimes — Nova Escócia, Nova Brunswick, Ilha do Príncipe Eduardo — trazem casas de lagosta, estradas de faróis e o drama costeiro da Cabot Trail. A aurora boreal vê-se do Yukon, dos Territórios do Noroeste e do norte de Manitoba (Churchill, a capital mundial do urso-polar). E a natureza canadiana — a canoagem em Algonquin, o caiaque em Haida Gwaii, a observação de orcas ao largo da Ilha de Vancouver — está a uma escala que redefine o que significa «ar livre».

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A Icefields Parkway: 230 quilômetros entre Banff e Jasper

A Icefields Parkway liga os Parques Nacionais de Banff e Jasper por 230 quilômetros de estrada alpina, considerada por muitos uma das rotas mais cênicas do planeta, e passa por lagos turquesa de origem glaciar — Lake Louise, Moraine Lake, Peyto Lake — cuja cor vem da farinha de rocha moída pelos próprios glaciares ao redor. Essa mesma geologia glacial explica o status de reserva de céu escuro de Jasper e as Cataratas Takakkaw, no Parque Nacional Yoho, uma das mais altas do Canadá, enquanto Whistler, mais a oeste, colocou as Rochosas no mapa mundial do esqui ao sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010.

Toronto, Montreal e Cidade de Quebec: três Canadás muito diferentes

Toronto funciona como o motor multicultural do Canadá, onde uma única viagem de metro pode passar por bairros etíopes, portugueses, chineses, italianos, caribenhos e coreanos, ancorada pela Torre CN e pelo Royal Ontario Museum. Montreal oferece o contrapeso francófono — as pedras da Vieux-Montréal, a Basílica de Notre-Dame e um festival de jazz que é o maior do gênero no mundo —, enquanto a Cidade de Quebec vai ainda mais longe: a cidade velha fortificada, tombada pela UNESCO, e o Château Frontenac fazem dela, para a maioria dos critérios, a cidade mais europeia de toda a América do Norte. As três ficam dentro das mesmas fronteiras nacionais, mas se leem como mundos culturais genuinamente distintos, não como variações de uma única identidade.

As Maritimes: a Cabot Trail, faróis e lagosta

O Canadá atlântico se lê como um país inteiramente separado, em miniatura. A Cabot Trail da Nova Escócia, que contorna a Ilha do Cabo Bretão, está entre as estradas costeiras mais cênicas do mundo, com curvas à beira do penhasco que passam por um farol atrás do outro e pequenos portos de pesca ainda construídos em torno da lagosta. Peggy's Cove, a orla marítima e a Cidadela de Halifax, e as praias de areia vermelha da Ilha do Príncipe Eduardo, ligadas à herança de Anne of Green Gables, completam uma região moldada tanto pela colonização celta quanto pelo próprio mar, enquanto a Terra Nova acrescenta sua própria camada da UNESCO: L'Anse aux Meadows preserva o primeiro povoamento europeu confirmado na América do Norte, um sítio nórdico anterior a Colombo em cerca de 500 anos, com icebergs à deriva junto à costa a cada primavera, vindos do Ártico.

A fronteira ártica: aurora boreal e os ursos-polares de Churchill

O extremo norte canadiano opera numa escala de natureza completamente diferente. A aurora boreal é visível de forma confiável a partir do Yukon, dos Territórios do Noroeste e do norte de Manitoba, onde Churchill construiu toda uma indústria de turismo sazonal em torno de sua posição na rota de migração outonal dos ursos-polares — os visitantes observam os ursos a partir de veículos especializados para a tundra enquanto esperam a Baía de Hudson congelar. Essa mesma vastidão nortenha sustenta a canoagem no Parque Provincial de Algonquin, o caiaque entre as ilhas remotas de Haida Gwaii e a observação de orcas ao largo da Ilha de Vancouver — atividades que, juntas, exigem recalibrar o que «ar livre» significa num país onde uma única província pode ser maior que a maioria das nações.

Formas de explorar este destino

Montanhas Rochosas e parques nacionais

Banff (Lake Louise, Moraine Lake, fontes termais, esqui), Jasper (Maligne Lake, Icefields Parkway, reserva de céu escuro), a Icefields Parkway (uma das estradas mais cénicas do mundo, 230 km pelas Rochosas), Yoho (Emerald Lake), Kootenay, Waterton Lakes e o Pacific Rim, na Ilha de Vancouver. O Parks Canada Discovery Pass dá entrada ilimitada a todos os parques nacionais.

Cidades e cultura

Toronto (Torre CN, ROM, bairros multiculturais, Distillery District), Montreal (Vieux-Montréal, Notre-Dame, festival de jazz, gastronomia), Vancouver (Stanley Park, Granville Island, montanhas e oceano), Cidade de Quebec (cidade velha fortificada UNESCO, Château Frontenac), Otava (Parliament Hill, museus nacionais, ByWard Market) e Victoria (capital da Colúmbia Britânica, Butchart Gardens).

Gastronomia canadiana

A poutine (o ícone de batata frita, molho e queijo do Quebec), o smoked meat de Montreal (Schwartz's), a lagosta das Maritimes, a cena de comida asiática de Vancouver (dim sum, sushi, ramen — dos melhores fora da Ásia), o xarope de ácer (as cabanas de açúcar do Quebec na primavera) e o salmão selvagem da costa do Pacífico.

Natureza e vida selvagem

Os ursos-polares de Churchill (Manitoba), as orcas e as baleias-corcunda ao largo da Ilha de Vancouver, os ursos-pardos da Great Bear Rainforest, os alces das Rochosas, a canoagem no Parque de Algonquin, a aurora boreal do Yukon e dos Territórios do Noroeste, e as marés extremas da Baía de Fundy (as mais altas do mundo, até 16 metros).

Desportos de inverno

Whistler Blackcomb (a maior estância de esqui da América do Norte, Jogos Olímpicos de 2010), Lake Louise em Banff, Revelstoke (neve de classe mundial), Mont-Tremblant (Quebec), a patinagem no Canal Rideau, em Otava (a maior pista de gelo do mundo), os trenós de cães no Yukon e o hóquei — assistir a um jogo da NHL é uma experiência canadiana por excelência.

Costa leste e Maritimes

A Cabot Trail da Nova Escócia (uma das estradas costeiras mais cénicas do mundo), a marginal e a Cidadela de Halifax, o farol de Peggy's Cove, as praias de areia vermelha da Ilha do Príncipe Eduardo, a Baía de Fundy, em Nova Brunswick, e o povoado viking de L'Anse aux Meadows, na Terra Nova (UNESCO — o povoado europeu mais antigo que se conhece na América do Norte).

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
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Dólar canadiano (CAD)

Código da moeda: CAD

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda local: o dólar canadiano (CAD)

O Canadá usa o dólar canadiano (CAD, C$). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. O CAD oscila face ao euro e ao real, por isso confirme a taxa atual antes de viajar. Os multibancos dão a melhor taxa; evite as casas de câmbio dos aeroportos, que cobram comissões de 3 a 8%. As notas canadianas são de polímero (plástico, como as australianas) — impermeáveis e coloridas: 5 (azul), 10 (roxo), 20 (verde), 50 (vermelho) e 100 (castanho). O Canadá retirou a moeda de 1 cêntimo em 2013, por isso os pagamentos em dinheiro são arredondados aos 5 cêntimos mais próximos.

Multibancos por toda a parte

Há multibancos em todo o Canadá — nos bancos (RBC, TD, Scotiabank, BMO, CIBC, os «cinco grandes»), em lojas de conveniência, postos de combustível, centros comerciais e aeroportos. A maioria dos caixas de banco cobra 1,50 a 3 CAD por levantamento a não clientes; os caixas independentes podem cobrar 3 a 5 CAD. As redes Visa, Mastercard, Plus, Cirrus e Interac são aceites. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC). Em zonas remotas (norte do Canadá, vilas pequenas) os caixas escasseiam — levante antes de seguir para a natureza. O seu banco pode somar tarifas internacionais (1 a 3%); confirme antes.

O cartão é o rei — pagamento por aproximação em todo o lado

O Canadá é muito favorável ao cartão — o pagamento por aproximação (tap) é o método padrão. Visa e Mastercard são aceites praticamente em todo o lado, e o Apple Pay, o Google Pay e o Samsung Pay funcionam na maioria dos terminais. A rede Interac (débito canadiano) é universal no país, mas não é compatível com a maioria dos cartões de débito estrangeiros — o seu cartão de débito Visa ou Mastercard funciona bem. Para aluguer de carro e caução de hotel pede-se, em regra, cartão de crédito. Tenha 30 a 50 CAD em dinheiro como reserva, úteis para pequenos comércios, mercados de produtores, food trucks, alguns táxis e para a gorjeta em dinheiro.

A gorjeta é esperada (como nos EUA)

A gorjeta no Canadá segue o mesmo sistema dos Estados Unidos — é esperada, não opcional. Valores habituais: restaurantes 15-20% sobre o valor antes de impostos; bar 1-2 CAD por bebida; táxis 15%; limpeza do quarto 2-5 CAD por noite; bagageiros 1-2 CAD por mala; entrega de comida 15-20%. Os empregados de mesa canadianos ganham o salário mínimo (mais alto do que nos EUA), mas a gorjeta continua a ser fortemente esperada. Calcule-a sobre o subtotal antes do imposto. Muitos terminais de pagamento já apresentam opções predefinidas (18%, 20%, 25%) — escolha o valor ou selecione «custom». Não dar gorjeta, ou dar pouco, é considerado muito malcriado.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Que moeda se usa no Canadá?

O dólar canadiano (CAD, símbolo C$). As notas são de 5, 10, 20, 50 e 100, todas em polímero (plástico). As moedas vão de 5 cêntimos ao «loonie» de 1 dólar (com um mergulhão) e ao «toonie» de 2 dólares (bimetálico). O Canadá retirou a moeda de 1 cêntimo em 2013, por isso os pagamentos em dinheiro são arredondados aos 5 cêntimos mais próximos. Quem vem do Brasil ou de Portugal troca reais ou euros por dólares canadianos.

Quanto devo orçar por dia no Canadá?

Em viagem económica: cerca de 80-120 CAD/dia (albergue, refeições de supermercado, transporte público). Intermédio: 150-300 CAD/dia (hotel intermédio, restaurantes, aluguer de carro, atrações). Alto padrão: 400-700+ CAD/dia. Vancouver e Toronto são as cidades mais caras; Montreal, Otava e Halifax oferecem melhor relação custo-benefício. Banff e Jasper são caros no alojamento durante a época alta (julho-agosto). Some sempre a gorjeta (15-20%) e o imposto sobre vendas, que não vêm no preço exposto.

Posso pagar com Apple Pay, Google Pay ou por aproximação?

Sim — o Canadá é muito orientado ao cartão e o pagamento por aproximação é o padrão. O Apple Pay, o Google Pay e o Samsung Pay funcionam na maioria dos terminais, e Visa e Mastercard são aceites praticamente em todo o lado. A rede Interac (débito local) é universal no país, mas não funciona com a maioria dos cartões de débito estrangeiros — use o seu cartão Visa ou Mastercard. Leve algum dinheiro só para mercados, food trucks e pequenos comércios.

Preciso de dinheiro vivo no Canadá?

Cada vez menos. O Canadá é muito orientado ao cartão, e o pagamento por aproximação é o método por omissão na maioria dos negócios. O dinheiro é útil para mercados de produtores, food trucks, alguns comércios de vilas pequenas, a gorjeta em dinheiro (sempre apreciada) e parquímetros. Uma reserva de 30 a 50 CAD em notas variadas chega para a maioria das viagens; em zonas remotas do norte, leve mais.

Que impostos se somam aos preços no Canadá?

Os preços expostos não incluem o imposto sobre vendas — tal como nos EUA, é somado na caixa, e o sistema varia por província. O GST (federal, 5%) aplica-se em todo o país; algumas províncias somam o PST (provincial, 6-10%), outras têm o HST (combinado, 13-15%). O Alberta só tem 5%; Ontário e as Maritimes têm 13-15%. Na prática, um artigo de 100 CAD custa 105 no Alberta, mas 113-115 em Ontário. Conte ainda com a gorjeta de 15-20% nas contas de restaurante.

Devo trocar dinheiro antes de viajar ao Canadá?

Ter 50 a 100 CAD para os primeiros gastos é prático, mas não é preciso trocar grandes quantias antes. Os multibancos dos aeroportos canadianos (Toronto, Vancouver, Montreal) aceitam cartões estrangeiros e dão boa taxa. O seu cartão de débito num caixa de banco canadiano (RBC, TD, Scotiabank, BMO) dá quase a taxa interbancária, menos a tarifa do seu banco. Evite as casas de câmbio dos aeroportos. Se o seu banco cobra tarifas internacionais altas, prepare um cartão Wise ou Revolut antes de partir.

Cidades e planejamento

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Embaixadas e missões

Perguntas frequentes

Preciso de visto para visitar o Canadá?

Depende da nacionalidade. Cidadãos portugueses e dos demais países da UE precisam de uma eTA (Electronic Travel Authorization) para voar ao Canadá. Cidadãos brasileiros, em regra, precisam de um visto de visitante — a não ser que tenham um visto americano válido ou um visto canadiano dos últimos 10 anos, caso em que também podem usar a eTA.

Cidadãos dos Estados Unidos precisam de eTA ou visto?

Não — cidadãos americanos entram no Canadá apenas com um passaporte americano válido, para estadias de turismo ou negócios de até 6 meses, sem precisar de eTA nem de visto.

Como solicito a eTA e quanto custa?

A solicitação é feita on-line, com os dados do passaporte. A taxa é baixa — confirme o valor atual no site oficial —, a aprovação costuma sair em minutos, e a eTA vale por 5 anos ou até o passaporte expirar, o que vier primeiro.

Preciso de eTA se entrar por terra ou mar a partir dos EUA?

Não — a eTA só é exigida para viagens aéreas. Entrar por terra ou mar a partir dos Estados Unidos não exige eTA, embora quem precise de visto de visitante continue precisando dele, independentemente da via de entrada.

O que envolve o pedido de visto de visitante?

A solicitação é feita num centro de vistos ou embaixada canadiana, com biometria (impressões digitais e foto), fotos de passaporte, roteiro de viagem, prova de recursos financeiros e evidências de vínculos com o país de origem. Os prazos de processamento variam por país.

Que línguas se falam no Canadá?

Inglês e francês são as duas línguas oficiais. O inglês predomina em todo o país, exceto no Quebec, onde o francês domina — a sinalética e os serviços públicos são bilíngues em todo o território.

Que moeda o Canadá usa, e a gorjeta é esperada?

O dólar canadiano (CAD). Cartões e caixas eletrônicos são amplamente disponíveis. A gorjeta é habitual, em geral entre 15% e 20% em restaurantes.

O Canadá tem vários fusos horários?

Sim — seis fusos horários cobrem o país, do horário padrão da Terra Nova (UTC-3:30), no leste, ao horário do Pacífico (UTC-8), na Colúmbia Britânica, então vale conferir a hora local ao viajar entre províncias.

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