Austrália
Código Telefônico
+61
Capital
Canberra
População
26,7 milhões
Nome Nativo
Australia
Região
Oceania
Austrália e Nova Zelândia
Fusos Horários
Macquarie Island Station Time
UTC+11:00
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Nesta página
A Austrália é o sexto maior país do mundo e a única nação-continente — um destino de qualidade de vida invejável, natureza única e cidades multiculturais no Hemisfério Sul. De Sydney, com a sua Opera House sobre uma das baías mais bonitas do mundo, à vitalidade cultural de Melbourne; do norte tropical de Cairns e da Grande Barreira de Coral às regiões vinícolas do sul; do deserto vermelho e de Uluru, no centro, às florestas e praias — a Austrália reúne paisagens e fauna que não existem em mais lado nenhum. Para o viajante lusófono, há um ponto essencial: ao contrário de muitos países, a Austrália exige uma autorização de viagem a toda a gente. Cidadãos portugueses (e da UE) usam a eVisitor, gratuita e online; cidadãos brasileiros precisam de um visto de visitante (subclasse 600), também pedido online. Confirme sempre a sua situação antes de marcar a viagem.
Vistos e regras de entrada na Austrália
A Austrália tem um dos sistemas de vistos mais digitais do mundo, e nenhum estrangeiro entra sem autorização prévia — não há entrada totalmente «sem visto». Para turismo e negócios de curta duração, há duas vias eletrónicas: a eVisitor (subclasse 651), gratuita e exclusiva para cidadãos da União Europeia, do EEE e da Suíça (que inclui Portugal), e a ETA (subclasse 601), para passaportes de uma lista específica de países (Estados Unidos, Canadá, Japão, Singapura, entre outros). Ambas permitem múltiplas entradas durante 12 meses, com estadias de até 3 meses por visita. Os cidadãos brasileiros não são elegíveis para a eVisitor (só UE) nem para a ETA, por isso precisam do visto de visitante (subclasse 600), pedido online, com uma taxa — é o mesmo visto usado por outras nacionalidades fora das vias eletrónicas, incluindo vários países africanos lusófonos. Para estudo aplica-se o visto de estudante (subclasse 500); para jovens, há o Work and Holiday (subclasse 462), em que Portugal é elegível mas o Brasil não. Todos os pedidos devem ser feitos com antecedência, pois a aprovação pode demorar. Para trabalho qualificado e residência, a Austrália usa um conhecido sistema de pontos, com pedido prévio.
Tipos de visto comuns
eVisitor (subclasse 651)
Turismo, visita a familiares e negócios de curta duração (reuniões, conferências, sem trabalho remunerado) para cidadãos portugueses e dos restantes países da UE, do EEE e da Suíça. Pede-se online, sem ir ao consulado, e é gratuita.
Visto de visitante (subclasse 600)
Para cidadãos brasileiros e de outras nacionalidades não elegíveis para a eVisitor ou a ETA — turismo, visita a familiares e negócios. Pede-se online antes de viajar, com uma taxa, e pode permitir estadias mais longas do que as vias eletrónicas.
Visto de estudante (subclasse 500)
Para estudos a tempo inteiro em instituições australianas registadas — universidades, formação profissional, cursos de inglês e investigação. Exige carta de aceitação, prova de meios financeiros e seguro de saúde, e permite trabalho limitado durante o curso.
Work and Holiday (subclasse 462)
Férias prolongadas com trabalho para jovens (em geral dos 18 aos 30 anos) de países parceiros — Portugal é elegível, o Brasil não. Combina viagem e trabalho pontual (hotelaria, agricultura, turismo) para financiar a estadia. Há quotas anuais e exige inglês funcional.
Vistos de trabalho e residência (sistema de pontos)
Para trabalho qualificado patrocinado por empregador (subclasse 482) e para residência permanente pelo sistema de pontos (subclasse 189 e outras), que avalia idade, inglês, qualificações e experiência. Cobrem áreas com falta de mão de obra (saúde, engenharia, TI, ofícios).
Informações importantes de viagem
A Austrália é um continente que calha ser um país — e a primeira coisa que impressiona é a escala. De Sydney a Perth há quase a mesma distância que de Lisboa a Bagdad. Dentro dessa imensidão cabe uma diversidade de paisagens que nenhum outro país iguala. Sydney é a porta de entrada: a Opera House e a Harbour Bridge a emoldurar uma das grandes baías do mundo, a praia de Bondi para o surf da manhã e o ferry para Manly. Melbourne é o contrapeso cultural — vielas de arte urbana e cafés, o MCG para o críquete e o futebol australiano, e uma das melhores cenas gastronómicas do mundo. A Grande Barreira de Coral estende-se por 2.300 km ao largo de Queensland — a maior estrutura viva da Terra, melhor alcançada de Cairns ou das Ilhas Whitsunday. Uluru ergue-se do deserto vermelho do centro, sagrado para o povo Anangu e um dos marcos naturais mais poderosos do planeta. A Floresta de Daintree, a norte de Cairns, é a mais antiga floresta tropical ainda viva da Terra, e encontra o recife em Cape Tribulation. A Great Ocean Road serpenteia pela costa de Victoria, junto aos pináculos calcários dos Doze Apóstolos. A Tasmânia oferece natureza selvagem — Cradle Mountain, a Wineglass Bay de Freycinet e o ar mais limpo do mundo. A Austrália Ocidental esconde o recife de Ningaloo (nadar com tubarões-baleia), os desfiladeiros antigos do Kimberley e o vinho e o surf de Margaret River. E a fauna: cangurus, coalas, ornitorrincos, vombates e equidnas, além de mais cobras, aranhas, tubarões e medusas perigosos do que qualquer seguro de viagem gostaria. A viagem de autocaravana — pela costa leste, pelo centro vermelho ou a atravessar a planície de Nullarbor — é uma das experiências de viagem que definem o mundo.
Descubra Austrália
Sydney impõe-se de imediato — o telhado em forma de vela da Opera House e a Harbour Bridge emolduram uma das grandes baías naturais do mundo, com a cultura de surf matinal de Bondi e o curto passeio de ferry até Manly a completarem uma cidade construída em torno da água. Melbourne oferece o contraponto deliberado: um labirinto de vielas cobertas de arte urbana e cafés escondidos, o MCG a receber críquete no verão e futebol australiano no inverno, e uma cena musical e gastronómica repetidamente classificada entre as melhores do mundo. Entre as duas há uma rivalidade genuína e bem-humorada, e a maioria dos visitantes acaba por preferir claramente uma — normalmente depois de visitar as duas. Para quem vem do Brasil ou de Portugal, vale planear com folga: mesmo com boas ligações via Ásia ou o Golfo, a viagem até à Austrália é sempre de muitas horas, por isso combinar as duas cidades numa só estadia compensa o esforço da distância.
Formas de explorar este destino
A Grande Barreira de Coral (2.300 km, UNESCO — mergulho e snorkeling a partir de Cairns e das Whitsunday), Bondi e a cultura de praia de Sydney, a Gold Coast (surf e parques temáticos), Byron Bay, o recife de Ningaloo (nadar com tubarões-baleia), os Doze Apóstolos e a Great Ocean Road, e Fraser Island (a maior ilha de areia do mundo).
Uluru e Kata Tjuta (sagrados para o povo Anangu — caminhadas ao nascer e pôr do sol, visitas culturais), Kings Canyon, Alice Springs, as Flinders Ranges, os desfiladeiros antigos do Kimberley, a cidade subterrânea de mineração de opala de Coober Pedy e a vastidão da planície de Nullarbor.
Sydney (Opera House, Harbour Bridge, Bondi, The Rocks), Melbourne (vielas, cultura de café, MCG, arte urbana), Brisbane, Perth (Kings Park, os quokkas de Rottnest Island), Adelaide (festivais, o vinho do Barossa Valley), Hobart (museu MONA) e Darwin (porta para o Kakadu).
Kangaroo Island (leões-marinhos, coalas, equidnas), a Floresta de Daintree (a mais antiga floresta tropical do mundo), o Parque de Kakadu (zonas húmidas, crocodilos, arte rupestre aborígene — UNESCO), a natureza da Tasmânia (Cradle Mountain, Freycinet), o desfile dos pinguins de Phillip Island e os quokkas de Rottnest Island.
O Barossa Valley e o McLaren Vale (Austrália do Sul — terra do Shiraz), o Hunter Valley, Margaret River (Cabernet e surf), o Yarra Valley (Pinot Noir e espumante), a Tasmânia (Pinot de clima fresco) e uma cozinha que junta influências asiáticas, mediterrânicas e indígenas — Melbourne e Sydney estão entre as grandes cidades gastronómicas do mundo.
A rota de autocaravana da costa leste (Sydney a Cairns), a Great Ocean Road, a Gibb River Road (pista 4x4 do Kimberley), a Stuart Highway (Adelaide a Darwin pelo Centro Vermelho), o surf em Byron Bay e Bells Beach, o mergulho na Grande Barreira e em Ningaloo, e a Overland Track, na Tasmânia.
Dinheiro e moeda
Dólar australiano (AUD)
Código da moeda: AUD
Dicas práticas sobre dinheiro
Moeda local: o dólar australiano (AUD)
A Austrália usa o dólar australiano (AUD, A$). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. O AUD é uma moeda flutuante importante; confirme a taxa atual antes de viajar. Para a melhor taxa, saque num multibanco à chegada, em vez de trocar nos balcões de câmbio do aeroporto, que cobram comissões. As notas australianas são de polímero (plástico) — impermeáveis e coloridas. A estratégia mais económica é sacar AUD num caixa de banco com o seu cartão de débito internacional.
Multibancos por toda a parte
Há multibancos espalhados pelas cidades e vilas australianas — nos bancos (Commonwealth Bank, Westpac, ANZ, NAB, os «quatro grandes»), em centros comerciais, lojas de conveniência e postos de combustível. A maioria dos caixas de banco não cobra aos próprios clientes; o seu banco de origem pode somar uma tarifa (2 a 5 AUD) por levantamento internacional. As redes Visa, Mastercard, Plus e Cirrus são aceites. Em zonas remotas e no outback, os caixas escasseiam — saque antes de seguir para comunidades rurais, parques ou o interior. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em AUD.
Cartão e telemóvel pagam quase tudo
A Austrália é um dos países mais favoráveis ao cartão do mundo. O pagamento por aproximação (tap-and-go) é o método dominante — paga-se com cartão ou telemóvel desde um café de 3 AUD a um jantar de 300. Visa e Mastercard são aceites praticamente em todo o lado, e o Apple Pay, o Google Pay e o Samsung Pay funcionam em quase todos os terminais; muitos negócios já são totalmente sem dinheiro. A rede EFTPOS (débito australiano) é universal nas lojas, mas não é compatível com a maioria dos cartões estrangeiros — o seu cartão de débito Visa ou Mastercard funciona bem. O dinheiro só é útil nalgumas bancas de mercado, comércios rurais e parquímetros de vilas pequenas; nas cidades, vive-se perfeitamente sem ele.
A gorjeta NÃO é esperada na Austrália
Ao contrário dos EUA, a gorjeta não é esperada na Austrália — e isto é uma norma cultural genuína, não falsa modéstia. Os trabalhadores do setor recebem um salário digno (o salário mínimo é dos mais altos do mundo, com acréscimos ao fim de semana e à noite). Não há obrigação de dar gorjeta em restaurantes, cafés, bares, táxis ou hotéis. Dito isto, uma gorjeta por serviço genuinamente excecional é apreciada, mas não esperada: arredondar a conta, deixar 10% num restaurante de alta cozinha, 2 a 5 AUD para um bagageiro. Não se sinta obrigado a dar 15-20% como nos EUA — os australianos consideram isso exagerado.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Embaixadas em Austrália
Estas embaixadas e consulados estão sediados no país. Selecione uma missão para ver detalhes e informações de contato.
Todos os países por continente
Institutos culturais — Austrália
Cursos de idioma, exames, bibliotecas e programas culturais com presença local.
Depende da nacionalidade — mas ninguém entra sem autorização prévia, não há entrada totalmente sem visto. Cidadãos portugueses e de outros países da UE, do EEE e da Suíça usam a eVisitor (subclasse 651), gratuita e pedida online. Cidadãos brasileiros não são elegíveis para a eVisitor nem para a ETA, por isso precisam do visto de visitante (subclasse 600), também online, com uma taxa. Confirme sempre a sua situação específica antes de comprar os voos.
A eVisitor costuma ser processada em poucos dias, mas pode demorar mais em época de maior procura. O visto de visitante (subclasse 600), usado pelos brasileiros, tende a levar mais tempo por exigir uma análise mais detalhada. Peça a autorização com bastante antecedência e só depois compre as passagens.
Vale, e é o padrão mais comum entre primeiros visitantes — as duas cidades têm personalidades muito diferentes (o porto e as praias de Sydney contra as vielas culturais e a cena gastronómica de Melbourne) e um voo interno entre elas demora pouco mais de uma hora.
Próximo destino: Austrália? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
Inicie seu pedido de vistoAs informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.