Arábia Saudita
Código Telefônico
+966
Capital
Riade
População
33 mi (2018)
Idiomas
árabe
Área
2.250.000 km²
Eletricidade
220 V
Tipos de tomada
BS 1363
Mão de direção
direita
Nome Nativo
المملكة العربية السعودية
Região
Ásia
Ásia Ocidental
Fuso Horário
Horário Padrão da Arábia
UTC+03:00
Nesta página
A Arábia Saudita abriu-se ao turismo internacional pela primeira vez na sua história moderna em setembro de 2019, e desde então tem-se transformado a um ritmo sem paralelo no Médio Oriente. Os túmulos nabateus escavados na rocha em AlUla (Hegra, património da UNESCO, frequentemente chamada «a Petra saudita»), a costa do Mar Vermelho em desenvolvimento como destino de mergulho de nível mundial e megaprojetos da Visão 2030 como a NEOM estão a moldar um novo rosto para o país. Meca e Medina, as duas cidades mais sagradas do islão, continuam reservadas aos muçulmanos, mas todo o resto do território se visita livremente com o visto eletrónico de turismo — e é esse resto que um número crescente de viajantes de Portugal e do Brasil começa agora a descobrir, dos sítios arqueológicos de AlUla aos recifes do Mar Vermelho.
Sistema de vistos de turismo da Arábia Saudita
A Arábia Saudita lançou o seu visto eletrónico de turismo (e-Visa) online em 2019 para cidadãos de países na lista aprovada — convém confirmar o estatuto atual do passaporte português ou brasileiro nessa lista diretamente antes de reservar a viagem. Titulares de visto Schengen, britânico ou norte-americano válido, bem como residentes permanentes nos EUA, na UE ou no Reino Unido, podem candidatar-se ao mesmo e-Visa ou obter visto à chegada, independentemente da nacionalidade. O custo ronda os 120-160 USD (incluindo seguro médico obrigatório), a validade é de 1 ano com múltiplas entradas, e a estadia máxima é de 90 dias por visita (não mais de 180 dias por ano no total). O passaporte deve ter pelo menos 6 meses de validade à entrada. Os muçulmanos podem realizar a Umrah durante todo o ano com este mesmo visto de turismo, mediante uma autorização de Umrah pedida separadamente online; o Hajj não está incluído no e-Visa e exige autorização própria, apenas durante a época do Hajj.
Tipos de visto comuns
Visto eletrónico de turismo
Para turismo, lazer, visitas familiares e Umrah. Candidatura online, com decisão em minutos a horas. Disponível também para titulares de visto Schengen, britânico ou norte-americano válido. Inclui seguro médico obrigatório.
Visto de Umrah
Para realizar a peregrinação menor (Umrah), possível durante todo o ano. Pode ser tratado através de agências de viagens acreditadas ou através do visto eletrónico de turismo com uma autorização de Umrah pedida separadamente online.
Visto de Hajj
Para a grande peregrinação anual — obrigatória pelo menos uma vez na vida para os muçulmanos com capacidade para tal. Emitido segundo um sistema de quotas nacionais, apenas através de agências acreditadas, durante a época do Hajj.
Visto de trabalho/negócios
Para emprego ou atividade comercial na Arábia Saudita. Requer patrocínio de um empregador ou organização local.
Informações importantes para a viagem à Arábia Saudita
•Visto: confirme o estatuto atual...
•Álcool: completamente proibido em todo...
•Vestuário: recomenda-se vestuário discreto para...
•Meca e Medina: fechadas a...
•Ramadão: comer, beber ou fumar...
•Moeda: o rial saudita (SAR)...
•Clima: predominantemente quente e seco....
•Transportes: as distâncias no país...
O destaque de uma viagem à Arábia Saudita é AlUla, no noroeste do país. Hegra (património da UNESCO), antiga capital meridional do reino nabateu que também construiu Petra, guarda mais de 100 túmulos monumentais escavados em arenito — menos visitados e alegadamente melhor preservados do que a Petra jordana. A Rocha do Elefante, os desfiladeiros ladeados de palmeiras e a sala de concertos Maraya, o maior edifício espelhado do mundo, completam a paisagem. A costa do Mar Vermelho entre Jidá e a NEOM tem recifes de coral intactos, onde o Red Sea Project está a construir resorts insulares de luxo. O deserto de Rub al-Khali («o Quarto Vazio») é o maior deserto de areia contínuo do mundo. O bairro histórico de Al-Balad, em Jidá (património da UNESCO), é um labirinto de casas de pedra coral com varandas de madeira entalhada. Os projetos da Visão 2030, incluindo a NEOM e a cidade linear The Line, com 170 km de extensão, estão a transformar rapidamente o rosto do país.
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Porque os túmulos de Hegra se conservaram melhor do que os de Petra
Hegra foi a capital meridional do reino nabateu — a mesma civilização que ergueu Petra, a mesma tradição de escavar fachadas monumentais no arenito. A diferença está no isolamento: enquanto Petra recebeu séculos de visitantes num vale acessível, Hegra ficou num canto remoto do deserto, com pouquíssimo pisoteio e erosão de origem humana, e é por isso que as suas fachadas e os interiores dos túmulos conservam um grau de detalhe que a irmã jordana já perdeu. A AlUla só abriu ao turismo internacional no movimento de 2019, o que explica a segunda coisa difícil de acreditar: um sítio desta escala permaneceu praticamente desconhecido dos viajantes até anteontem, apesar de os arqueólogos o estudarem há décadas. A paisagem em redor nasceu do mesmo processo que os túmulos — a Rocha do Elefante e os desfiladeiros de palmeiras são obra do vento e da água sobre o mesmo arenito, apenas sem mão humana pelo meio.
Porque os recifes sauditas do Mar Vermelho chegaram intactos ao século XXI
A explicação é quase administrativa: a Arábia Saudita não emitiu vistos de turismo até 2019, e um país onde o mergulhador não pode entrar é um país cujos recifes ninguém visita. Enquanto os destinos vizinhos do Mar Vermelho acumulavam gerações de barcos, âncoras e mergulhadores, este troço de costa ficou fora do circuito internacional por decisão administrativa, não por acaso. O Red Sea Project foi depois construído em torno dessa qualidade preexistente, escolhendo ilhas e enseadas pelo estado do recife e limitando o número de camas por sítio, em vez de urbanizar primeiro e esperar que o mar aguentasse. Yanbu e as ilhas Farasan continuam bastante menos desenvolvidas do que a zona dos resorts, e é para lá que segue quem procura recife sem infraestrutura à volta.
Porque o Quarto Vazio não se compara a nenhum outro deserto
O Rub al-Khali é o maior deserto de areia contínuo do planeta por uma razão geológica simples: a península Arábica ofereceu-lhe uma bacia enorme e ininterrupta onde a areia se acumulou durante milhões de anos, sem cadeias montanhosas nem sistemas fluviais a dividi-la, ao contrário do que sucede na maioria dos grandes desertos. Daí a escala que desorienta quem lá chega — dunas que passam dos 250 metros de altura e correm centenas de quilómetros sem uma única interrupção. A escarpa a que chamam «Fim do Mundo», perto de Riade, resulta de um processo diferente: a erosão foi consumindo a rocha mais mole ao longo de uma linha de falha até deixar um corte a pique sobre a planície — a mesma erosão em degraus que esculpe os cânions noutras partes do mundo, só que sobre um planalto em vez de dentro de um vale de rio.
Porque a cidade velha de Jidá é feita de coral e não de pedra
As casas de mercador de Al-Balad foram erguidas com pedra de coral extraída do próprio Mar Vermelho, pela razão mais prática possível: numa cidade portuária sem pedreiras nas imediações, o coral era o material que estava à mão. As varandas de madeira entalhada (rawasheen) que dão o rosto à cidade velha também não são apenas ornamento — filtram a rua, resguardam a intimidade das divisões interiores e deixam a brisa marítima atravessar a casa, o que num clima destes é questão de habitabilidade e não de estética. Diriyah conta outra história: foi a base a partir da qual se formou o primeiro Estado saudita, no século XVIII, mais de cem anos antes da fundação do reino moderno, e o que resta desse povoado original é a arquitetura de adobe do distrito de At-Turaif, hoje em restauro.
Porque a NEOM se constrói em linha e não em quadrícula
O desenho linear do The Line parte de uma recusa: eliminar de vez a expansão dependente do automóvel que define a cidade em quadrícula. A ideia é que tudo aquilo de que um residente precisa fique à distância de uma curta caminhada, com transporte rápido a percorrer o comprimento da estrutura em vez de estradas a ramificar para fora — uma aposta que só faz sentido a esta escala e num sítio onde se planeia a partir do zero, sem cidade preexistente a contornar. O nível de investimento explica-se pelo programa Visão 2030, que é antes de mais um plano de diversificação económica destinado a criar receitas fora do petróleo: é por isso que Qiddiya e o Red Sea Project avançam ao mesmo tempo, e não um de cada vez, já que turismo e entretenimento servem a mesma estratégia.
Porque a Umrah se faz o ano inteiro e o Hajj não
A Umrah é um conjunto de ritos que um peregrino cumpre em poucas horas e que não está preso a nenhuma data do calendário islâmico — daí poder marcar-se em qualquer altura do ano, inclusive com o visto eletrónico de turismo e uma autorização pedida à parte. O Hajj obedece a uma sequência fixa de ritos ligados a dias concretos do mês lunar de Dhu al-Hijjah, o que o limita a uma vez por ano e obriga a um sistema de autorizações próprio, feito para gerir o volume de peregrinos que chega todo na mesma janela estreita. O comboio de alta velocidade Haramain existe precisamente por causa dessa concentração: liga o aeroporto de Jidá às duas cidades sagradas com rapidez suficiente para absorver a procura, reduzindo uma viagem de estrada de várias horas ao tempo do próprio percurso ferroviário.
Formas de explorar este destino
Hegra (património da UNESCO, túmulos nabateus escavados em arenito — «a Petra saudita»), a Rocha do Elefante, inscrições antigas das civilizações dadan e liyanita, desfiladeiros ladeados de palmeiras e a sala de concertos Maraya, o maior edifício espelhado do mundo.
Recifes de coral intactos entre Jidá e a NEOM, locais de nidificação de tartarugas marinhas, tubarões-baleia e mergulho em naufrágios, além do Red Sea Project com resorts insulares de luxo. Yanbu e as ilhas Farasan oferecem mergulho de qualidade, menos desenvolvido.
Rub al-Khali (o Quarto Vazio), o maior deserto de areia do mundo, a escarpa «Fim do Mundo» (Jabal Fihrayn) perto de Riade, condução em dunas, campismo no deserto, passeios de camelo e as paisagens dramáticas das montanhas Hejaz.
O bairro de Al-Balad em Jidá (património da UNESCO, casas de pedra coral com varandas de madeira entalhada), Diriyah — berço do estado saudita (distrito At-Turaif, património da UNESCO), o forte de Masmak e o Museu Nacional em Riade.
NEOM — uma cidade planeada do tamanho da Bélgica, The Line — uma cidade linear de 170 km, Qiddiya — uma cidade de entretenimento perto de Riade, e o novo rosto de Riade com corridas de Fórmula E e concertos.
Meca e Medina — as duas cidades mais sagradas do islão — estão reservadas aos muçulmanos. O resto da Arábia Saudita está aberto a todos os viajantes, seja qual for a sua religião. A Umrah pode realizar-se durante todo o ano com uma autorização pedida online; o Hajj ocorre apenas numa época fixa, com visto próprio.
Dinheiro e moeda
Riyal saudita (SAR)
Código da moeda: SAR
Dicas práticas sobre dinheiro
Cartões e pagamentos sem contacto funcionam muito bem
A Arábia Saudita tem uma infraestrutura de pagamentos moderna e bem desenvolvida. Visa e Mastercard são aceites em hotéis, restaurantes, centros comerciais, supermercados e postos de combustível na maioria das cidades. Os pagamentos sem contacto (Apple Pay, Google Pay) são amplamente usados, sobretudo em Riade e Jidá. O dinheiro é necessário sobretudo nos souks, em pequenos restaurantes locais e em zonas rurais.
O rial está indexado ao dólar — câmbio estável e previsível
O rial saudita (SAR) está indexado a uma taxa de câmbio fixa de 3,75 SAR por 1 dólar americano. Para viajantes que raciocinam em euros ou reais, a taxa face ao SAR varia conforme a cotação do dólar. Pode trocar-se dinheiro em bancos (Al Rajhi, NCB, Riyad Bank) ou em casas de câmbio licenciadas — as taxas no aeroporto são aceitáveis, mas as casas de câmbio na cidade costumam ser um pouco melhores.
Multibancos por todo o lado
Os multibancos dos bancos sauditas encontram-se em todos os centros comerciais, átrios de hotéis e supermercados. A maioria aceita Visa e Mastercard, e os limites por operação são generosos em comparação com os europeus — confirme o seu com o banco emissor antes de partir, já que o limite que conta é o do cartão e não o da máquina. Recuse sempre a conversão automática de moeda (DCC) no multibanco e levante em riais.
Sem despesas com álcool — orçamento mais fácil de gerir
O álcool é totalmente proibido na Arábia Saudita, o que significa nenhuma despesa com bebidas alcoólicas em restaurantes ou minibares de hotel — isso reduz bastante os custos diários. Em contrapartida, existe uma rica cultura de café: café árabe (qahwa) servido com tâmaras, e cafetarias de qualidade em Riade e Jidá.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Qual é a moeda da Arábia Saudita?
A Arábia Saudita é cara para turistas?
É possível usar Apple Pay ou Google Pay?
Devo levar dólares americanos ou trocar riais antecipadamente?
Espera-se dar gorjeta?
Como se paga o táxi e os transportes?
Arábia Saudita — Embaixadas pelo mundo
Destinos Populares
Principais destinos com missões verificadas
Todos os países por continente
🌍Europa(1)
Cidadãos de Portugal e do Brasil podem obter o visto eletrónico de turismo saudita?
Convém confirmar o estatuto atual do passaporte português ou brasileiro na lista de países elegíveis diretamente antes da viagem. Independentemente desse estatuto, titulares de visto Schengen, britânico ou norte-americano válido, ou residentes permanentes nos EUA, na UE ou no Reino Unido, podem candidatar-se ao mesmo e-Visa ou obter visto à chegada.
Qual é a diferença entre Umrah e Hajj?
A Umrah é uma peregrinação mais curta e não obrigatória, que pode ser feita durante todo o ano, inclusive com o visto eletrónico de turismo e uma autorização de Umrah pedida separadamente online. O Hajj é a grande peregrinação, obrigatória pelo menos uma vez na vida para os muçulmanos com capacidade para tal, ocorre apenas numa época fixa e exige visto próprio através do sistema de quotas.
Os não muçulmanos podem visitar Meca e Medina?
Não. Meca e Medina estão reservadas aos muçulmanos, com controlos rigorosos nos pontos de entrada. O resto da Arábia Saudita está aberto a viajantes de qualquer religião.
É possível pagar com cartão na Arábia Saudita?
Sim. Cartões e pagamentos sem contacto são amplamente aceites nas cidades, não sendo necessário levar muito dinheiro; nos souks e em pequenos estabelecimentos, algum dinheiro é útil.
Qual é a melhor época para visitar a Arábia Saudita?
De outubro a abril, com temperaturas entre 25-35°C. No verão (junho-setembro) ultrapassa-se frequentemente os 45°C.
A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.