Bahamas

Bandeira: Bahamas

Código Telefônico

+1

Capital

Nassau

População

410.000

Nome Nativo

Bahamas

Região

Américas

Caribe

Fuso Horário

Eastern Standard Time (North America)

UTC-05:00

As Bahamas formam um arquipélago de mais de 700 ilhas e cays no Atlântico, um dos destinos mais procurados do Caribe. São conhecidas pela água turquesa transparente, pelas praias intactas, pelos recifes de coral vivos e por um ambiente anglófono, estável e sem imposto de renda pessoal. A pouco mais de 80 km da Flórida, o país combina a movimentada Nassau — com cruzeiros, o resort Atlantis em Paradise Island e a Bay Street colonial — com as Out Islands (ilhas Família), onde o ritmo desacelera e o Caribe dos cartões-postais realmente existe. Para o viajante, é tanto um paraíso de praia e mergulho quanto um centro financeiro internacional.

Requisitos de visto para as Bahamas

Brasileiros e portugueses entram sem visto nas Bahamas para turismo: a exigência de visto é dispensada por acordos específicos por país, para estadias de até 3 ou até 8 meses conforme o acordo da nacionalidade — e o período efetivamente concedido é o que o oficial de imigração carimba na fronteira, a seu critério. Exige-se passaporte válido por pelo menos 6 meses além da data de saída; na chegada, podem ser pedidos passagem de volta ou de continuação e comprovação de recursos para a estadia. As extensões de permanência são solicitadas presencialmente ao Departamento de Imigração antes de o período vigente expirar, e 8 meses é o máximo para visitantes que comprovem meios de subsistência. As nacionalidades que precisam de visto solicitam em embaixada ou consulado das Bahamas antes de viajar. A entrada sem visto não autoriza trabalho: emprego exige autorização patrocinada por empregador local, e residência ou investimento têm permissões próprias.

Tipos de visto comuns

Entrada de visitante (sem visto)

Dispensa de visto por até 3 ou até 8 meses conforme o acordo da nacionalidade; o período concedido é carimbado na entrada, a critério do oficial, com teto absoluto de 8 meses; trabalho não permitido.

Para turismo, negócios curtos, conferências e visita a família — sem emprego local. Brasileiros, portugueses e cidadãos dos EUA, do Canadá, do Reino Unido e da UE entram sem visto. Exige passaporte válido (mais de 6 meses), passagem de volta ou de continuação e recursos suficientes.

Visto de visitante

Variável; em geral de 30 a 90 dias por entrada.

Para nacionalidades que precisam de visto prévio. Pedido em embaixada ou consulado das Bahamas, com formulário, passaporte (6 meses), fotos, comprovante de hospedagem, passagem e extratos bancários.

Autorização de trabalho

Anual renovável, ou pela duração do projeto (1 a 90 dias).

Para emprego nas Bahamas, com patrocínio de empregador local. Há a anual (acima de 90 dias) e a de curta duração (1 a 90 dias, para projetos, instalações, consultoria, performances). Exige certificados médico e de antecedentes, contrato e documentos da empresa.

Autorização de residência (sem trabalho)

12 meses, renovável; após 20 anos contínuos pode dar acesso à residência permanente.

Residência sem trabalho local — aposentadoria, reagrupamento familiar (exceto cônjuge de bahamense) ou preferência pessoal. Há também a permissão específica para proprietários de imóvel (Homeowner). Exige comprovação de recursos, certificados médico e de antecedentes.

Residência permanente (incluindo econômica)

Vitalícia, salvo revogação; não confere cidadania nem direito de voto.

Para cônjuges de bahamenses (casados há mais de 5 anos), residentes de longa data e investidores. A via econômica acelera a residência mediante investimento mínimo (a partir de 1 milhão de dólares bahamenses em imóvel aprovado), com ou sem direito de trabalho conforme a taxa.

Informações práticas de viagem

O passaporte deve ser válido por pelo menos 6 meses além da data de saída. Passagem de volta ou de continuação e comprovação de recursos podem ser exigidas na entrada.

Entrada sem visto para turismo de brasileiros, portugueses e muitas outras nacionalidades, por até 3 ou até 8 meses conforme o acordo do país; o período concedido é carimbado na fronteira, e as extensões são pedidas presencialmente antes do vencimento, com teto de 8 meses.

A entrada de visitante não autoriza trabalho: quem vai trabalhar precisa de autorização patrocinada pelo empregador. O programa de nômades digitais BEATS foi suspenso em 2022 e não está mais disponível.

Visão geral da viagem

As Bahamas são dois destinos num só. Há a Nassau que todos conhecem — navios de cruzeiro no Prince George Wharf, as torres cor-de-rosa do resort Atlantis em Paradise Island, o tom pastel colonial da Bay Street, o Straw Market, as multidões. E há as Out Islands, onde as multidões somem e o Caribe dos cartões-postais existe de verdade. Os Exuma Cays são o destaque: os porcos nadadores de Big Major Cay, os tubarões-lixa ao lado dos quais se pode entrar na água em Compass Cay, as iguanas tomando sol em Allen Cay e a Thunderball Grotto — uma caverna marinha iluminada por feixes de sol, famosa como locação de James Bond. Harbour Island, junto a Eleuthera, tem 5 km de praia de areia rosa (tingida por conchas de foraminíferos trituradas), sempre entre as mais bonitas do Atlântico. Andros, a maior e menos visitada ilha, fica atrás do terceiro maior recife de barreira do mundo e é cravejada de blue holes — cavernas submarinas verticais que descem centenas de metros no calcário. O Dean's Blue Hole, em Long Island, com 202 m, é o mais profundo buraco azul de água salgada conhecido e meca dos mergulhadores livres. Os Abacos são um paraíso de vela, de águas abrigadas e vilarejos de madeira da era dos Loyalists. E atravessando tudo há uma cultura construída sobre o Junkanoo — um carnaval de percussão e fantasias no Boxing Day e no Ano-Novo, que expressa a identidade afro-descendente das ilhas — e sobre o conch, o grande caramujo do mar que aparece em salada, bolinhos e frito em toda barraca de fish fry.

Descubra Bahamas

Não há voo direto do Brasil nem de Portugal para Nassau — todo itinerário passa por uma escala, e é a escala, não o preço, que define os documentos da viagem. A rota mais óbvia, Miami ou outro hub americano, esconde a armadilha que separa os dois lados da família: os Estados Unidos não têm trânsito estéril, de modo que até uma simples troca de avião vale como entrada formal no país — e aí o passaporte português, incluído no programa de isenção americano, resolve-se com a autorização eletrônica aprovada antes do embarque, enquanto o passaporte brasileiro, fora desse programa, precisa de visto americano pleno só para o trânsito. Quem parte do Brasil sem visto americano tem uma porta limpa: rotear pelo hub do Panamá, que liga a Nassau sem pisar em território dos Estados Unidos. Do lado europeu, a ligação direta a partir de Londres cumpre o mesmo papel — valendo as regras de trânsito britânicas, distintas das americanas e a verificar antes da reserva. A regra prática: primeiro escolha a escala segundo os seus documentos, depois compare preços.

Formas de explorar este destino

Exuma Cays: porcos nadadores, tubarões-lixa e areia intacta

Os Exuma Cays são a razão pela qual a maioria dos viajantes vai além de Nassau. A colônia de porcos nadadores de Big Major Cay nada até os barcos que se aproximam; Compass Cay tem tubarões-lixa em água rasa, ao lado dos quais se pode ficar; Allen Cay abriga as iguanas-das-rochas ameaçadas. A Thunderball Grotto — caverna submarina iluminada pelo sol — explora-se mergulhando por uma entrada estreita na maré baixa. O Exuma Cays Land and Sea Park protege 456 km² de ecossistema marinho. Há bate-voltas de Nassau ou George Town, e charters de vários dias com base em Staniel Cay.

Areia rosa, blue holes e mergulho de classe mundial

A Pink Sands Beach de Harbour Island estende 5 km no lado atlântico — a cor vem de conchas microscópicas de foraminíferos e fica mais viva depois da chuva ou no sol baixo. O Dean's Blue Hole, em Long Island, despenca 202 m no calcário e é peregrinação dos mergulhadores livres. O Recife de Barreira de Andros, o terceiro maior do mundo, oferece mergulhos de parede, e os blue holes do interior de Andros são portais de água doce a sistemas de cavernas submersas. Tiger Beach, em Grand Bahama, é um dos lugares mais confiáveis do mundo para encontros de perto com tubarões-tigre. Água de 24 a 29 °C e visibilidade que passa dos 30 m.

Junkanoo, conch e cultura bahamense

O Junkanoo é a alma cultural das Bahamas — um desfile de rua de tambores de pele de cabra, cowbells, metais e fantasias elaboradas de papel crepom, realizado no Boxing Day (26 de dezembro) e no Ano-Novo, ao longo da Bay Street, em Nassau, expressando a identidade afro-descendente das ilhas. A cozinha gira em torno do conch: a salada de conch (cru, picado com limão, cebola e pimenta, preparada na hora à beira do cais), o conch frito empanado e os bolinhos de conch. O fish fry de Arawak Cay, em Nassau — uma fileira de barracas coloridas servindo pargo frito, arroz com ervilha e cerveja Kalik —, é a experiência local indispensável.

Vela, pesca de bonefish e os Abacos

Os Abacos têm algumas das melhores águas de navegação do Atlântico ocidental — mar abrigado entre uma cadeia de cays, com marinas, vilarejos de madeira da era dos Loyalists (Hope Town, Green Turtle Cay, Man-O-War Cay) e regatas anuais. Bimini, a apenas 80 km de Miami, se apresenta como a Capital Mundial da Pesca Esportiva — marlim-azul, marlim-branco, wahoo e dourado. Andros é a meca mundial da pesca de bonefish em seus vastos baixios, com guias conduzindo barcos sobre água tão clara que se vê o peixe de longe.

Nassau, Atlantis e Paradise Island

Nassau segue como porta de entrada e coração comercial. O resort Atlantis, em Paradise Island, é um destino em si, com aquário de habitat marinho, parque aquático e cassino. O bairro colonial de Nassau, ao longo da Bay Street, tem os prédios do Parlamento, a Escadaria da Rainha, o Forte Fincastle e o Straw Market. A faixa de Cable Beach, a oeste, foi redesenvolvida com o megaresort Baha Mar. Mesmo um desvio de meio dia até o Arawak Cay para um fish fry revela uma cidade com mais caráter do que o folheto de resort sugere.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
B$

Dólar das Bahamas (BSD)

Código da moeda: BSD

Dicas práticas sobre dinheiro

Dólar bahamense atrelado 1:1 ao dólar americano — as duas moedas valem igual

O dólar bahamense (BSD, B$) é atrelado exatamente 1:1 ao dólar americano. As duas moedas circulam livremente e são intercambiáveis — preços, caixas eletrônicos e troco podem vir em BSD ou em USD, e não há taxa de câmbio com que se preocupar. Quem vem do Brasil leva dólares americanos (convertendo o real antes). Euros, dólares canadenses e libras às vezes são aceitos nos grandes resorts de Nassau, mas sempre a taxas ruins.

Caixas eletrônicos em Nassau — muito limitados nas Out Islands

Nassau (New Providence) e Paradise Island têm muitos caixas eletrônicos (Commonwealth Bank, RBC Royal Bank, Scotiabank), além dos caixas dos grandes resorts. Nas Out Islands — Exuma, Abaco, Eleuthera, Long Island, Crooked Island — eles são raros ou inexistentes. Para roteiros de ilha em ilha ou cays remotos, leve de Nassau todo o dinheiro de que vai precisar.

Cartão em Nassau e resorts — dinheiro nas ilhas remotas

Visa, Mastercard e Amex são amplamente aceitos em hotéis, restaurantes, lojas e serviços turísticos de Nassau. O pagamento por aproximação e Apple Pay / Google Pay funcionam nos terminais modernos. Nas ilhas menores e nas barracas de fish fry, nos pontos de salada de conch e nas pousadas pequenas, em geral exige-se dinheiro. Cartões brasileiros sofrem o IOF sobre gastos no exterior.

Orce uma experiência caribenha premium

As Bahamas são um destino de preço alto, perto dos EUA. Os hotéis de Nassau ficam de 150 a mais de 500 dólares a diária; o Atlantis, de 300 a mais de 800. Refeições em restaurantes turísticos: de 30 a 70 dólares por pessoa. As Out Islands rendem melhor custo em pousadas pequenas. Leve dólares (USD ou BSD) em espécie para os fish fry locais, gorjetas, operadores de esportes náuticos e balsas entre ilhas.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Brasileiros e portugueses não: as duas nacionalidades estão entre as dispensadas por acordos específicos por país, com estadias de até 3 ou até 8 meses conforme o acordo — o período concreto é o que o oficial de imigração carimba na chegada, a seu critério. Ficam de pé os requisitos de entrada: passaporte válido por pelo menos 6 meses além da saída, passagem de volta ou de continuação e comprovação de recursos, se pedida.

Se a rota passa pelos Estados Unidos, mesmo só para trocar de avião, você entra formalmente em território americano — e aí a família se divide: o passaporte português, dentro do programa de isenção, precisa da autorização eletrônica americana aprovada ANTES do embarque; o passaporte brasileiro, fora do programa, precisa de visto americano pleno só para o trânsito. Sem visto americano, a porta limpa a partir do Brasil é rotear pelo hub do Panamá, que chega a Nassau sem tocar os Estados Unidos; do lado europeu, a ligação direta desde Londres cumpre o mesmo papel, valendo as regras de trânsito britânicas. Escolha a escala pelos documentos antes de olhar preços.

Vale o que diz o carimbo de entrada, não o máximo teórico: o oficial fixa o período a seu critério dentro da moldura de 3 ou 8 meses da sua nacionalidade. As extensões pedem-se presencialmente ao Departamento de Imigração em Nassau antes de o período vigente vencer, e 8 meses é o teto absoluto para visitantes. Ficar além do prazo acarreta multas e possíveis vetos de entrada futuros.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.