Bahrein
Código Telefônico
+973
Capital
Manama
População
1,6 mi (2023)
Idiomas
árabe
Área
787 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
BS 1363
Mão de direção
direita
Nome Nativo
البحرين
Região
Ásia
Ásia Ocidental
Fuso Horário
Horário Padrão da Arábia
UTC+03:00
Nesta página
O Bahrein é um país insular no Golfo Arábico, ligado à Arábia Saudita pela ponte King Fahd Causeway e conhecido pelo ambiente liberal, pelo setor de serviços financeiros e pelo Grande Prêmio de Fórmula 1. Manama, a capital, reúne shoppings modernos, souqs tradicionais, hotéis de luxo e restaurantes à beira-mar. O viajante se interessa pelo Forte do Bahrein (Qal'at al-Bahrain), pela Grande Mesquita Al-Fateh, pelo Museu Nacional, pela Árvore da Vida e pela herança da pesca de pérolas. O país oferece entrada acessível por e-visa e visto na chegada para a maioria dos visitantes internacionais.
Requisitos de visto para o Bahrein
O Bahrein oferece várias opções de entrada. Brasileiros e portugueses estão entre as nacionalidades que podem solicitar o e-visa online no portal oficial de vistos do Bahrein antes da viagem, ou obter o visto na chegada no Aeroporto Internacional do Bahrein. O e-visa exige passaporte válido, foto, dados de hospedagem, passagem de volta e a taxa, e é processado em 3 a 5 dias úteis; o visto de turismo costuma conceder entrada única por cerca de 14 dias ou múltiplas entradas por 3 meses. Cidadãos dos países do GCC (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Omã, Catar) entram sem visto, e residentes do GCC com permissão válida obtêm visto na chegada. O passaporte deve ser válido por pelo menos 6 meses além da saída. Como as listas e os prazos mudam, confirme as condições atuais no portal oficial antes de reservar.
Tipos de visto comuns
E-visa (turismo)
Para turismo, lazer, visita a família e eventos culturais, de nacionalidades elegíveis — entre elas Brasil e Portugal. Pedido online no portal oficial de vistos do Bahrein, com passaporte, foto, hospedagem e passagem de volta.
Visto na chegada
Para nacionalidades elegíveis e residentes do GCC que chegam ao Aeroporto Internacional do Bahrein sem visto prévio.
Visto / entrada do GCC
Para cidadãos dos países do GCC (Arábia Saudita, Emirados, Kuwait, Omã, Catar), que entram sem visto, e para residentes do GCC com permissão válida.
Visto de negócios
Para reuniões comerciais, conferências e missões de negócios, com patrocínio de empresa ou organização bahreinita.
Informações práticas de viagem
•O passaporte deve ser válido...
•Quem usa e-visa deve imprimi-lo...
•Residentes do GCC devem levar...
•A King Fahd Causeway liga...
•Pode ser exigido registro de...
•Clima desértico: o verão é...
•O Bahrein é relativamente liberal...
•Moeda: o dinar bahreinita (BHD)...
O menor Estado árabe entrega muito mais do que o tamanho sugere. O Bahrein é um arquipélago de 33 ilhas no Golfo Arábico, onde a antiga civilização de Dilmun controlou os corredores comerciais entre a Mesopotâmia e o vale do Indo — e onde hoje um circuito de Fórmula 1, bares de cobertura e dois sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO convivem num território menor que a maioria das capitais. O Forte do Bahrein (Qal'at al-Bahrain), um sítio arqueológico com camadas de ocupação que somam cerca de quatro mil anos, de Dilmun ao período colonial português, ancora a herança histórica. A Trilha das Pérolas (Pearling Trail), em Muharraq, encadeia casas de mercadores restauradas, bancos de ostras e o Forte Bu Maher num passeio de 3,5 km à beira-mar que conta a economia da pesca de pérolas, anterior ao petróleo. A Grande Mesquita Al-Fateh, uma das maiores do mundo, recebe visitantes não muçulmanos com visitas guiadas gratuitas — sinal da abertura do Bahrein, o mais liberal dos Estados do Golfo. O perfil de Manama mistura a arquitetura de torres de vento do antigo souq Bab al-Bahrain com o Bahrain World Trade Center, em forma de vela, o primeiro arranha-céu do mundo a integrar turbinas eólicas. O Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, sedia a corrida noturna de F1 sob holofotes, em cenário de deserto. E a King Fahd Causeway, ponte de 25 km até a Arábia Saudita, faz do reino uma porta fácil para o resto do Golfo.
Descubra Bahrein
Qal'at al-Bahrain: quatro mil anos empilhados num só monte
O Forte do Bahrein não é um forte, ou não só: é um tell, uma colina artificial formada por camadas de cidades construídas umas sobre as outras durante cerca de quatro milênios. Escavar ali é atravessar Dilmun — a civilização que controlava o comércio entre a Mesopotâmia e o vale do Indo —, depois os cassitas, os persas e o período em que Portugal ocupou a ilha no século XVI, cuja fortificação é justamente a estrutura que se vê da estrada e que deu nome ao conjunto. Para o visitante lusófono há um encontro inesperado: a última camada da colina é portuguesa, e o museu de sítio, à beira-mar, explica a sequência inteira com clareza antes de se subir. Vá ao fim da tarde, quando a luz baixa destaca o relevo das paredes e o calor cede.
A Trilha das Pérolas e a economia anterior ao petróleo
Antes do petróleo, o Bahrein era pérola — e foi a pérola que fez destas ilhas as mais ricas do Golfo. A Trilha das Pérolas, em Muharraq, é a última paisagem intacta dessa indústria: 3,5 quilômetros a pé ligando casas de mercadores restauradas, armazéns, lojas e o Forte Bu Maher, de onde saíam os barcos. O que torna o percurso melhor do que um museu é que ele passa por dentro do bairro vivo, entre casas comuns e oficinas, e não por um recinto isolado. Entre outubro e março é possível embarcar num dhow e acompanhar a pesca tradicional de ostras, que continua a ser praticada — a única forma de entender por que uma economia inteira dependeu de homens mergulhando sem equipamento.
Al-Fateh, Beit al-Quran e uma abertura pouco comum no Golfo
A Grande Mesquita Al-Fateh recebe sete mil fiéis sob uma cúpula de fibra de vidro de 25 metros, a maior do gênero no mundo, e faz algo que poucas mesquitas da região fazem: recebe visitantes não muçulmanos em visitas guiadas gratuitas, todos os dias exceto sexta, com guias que explicam arquitetura, caligrafia e prática religiosa e respondem a perguntas diretas. Leve roupa que cubra ombros e joelhos; abayas são emprestadas na entrada às visitantes. A poucos minutos dali, o Beit al-Quran guarda uma das melhores coleções de manuscritos corânicos do Golfo, com peças do Norte da África à Ásia Central — vale mesmo para quem não tem interesse religioso, pela caligrafia como arte gráfica.
Fórmula 1 em Sakhir, souqs e a noite de Manama
O Circuito Internacional do Bahrein trouxe a Fórmula 1 ao Oriente Médio em 2004 e costuma abrir a temporada; a prova corre à noite, sob holofotes, com o deserto em volta no escuro — visualmente é das mais distintas do calendário. Fora dos fins de semana de corrida, o circuito abre para provas de endurance, arrancada e dias de pista. Na cidade, o souq Bab al-Bahrain concentra especiarias, oud, ouro e tecidos, e a mesa vale a viagem por si: machboos de cordeiro ou de hammour, muhammar doce de tâmara, o pão fino regag no café da manhã. O Bahrein é o mais liberal dos Estados do Golfo e tem cena noturna de verdade — coberturas em Adliya e Juffair, brunch de sexta, música ao vivo —, o que explica o fluxo de sauditas que atravessa a ponte no fim de semana.
A Árvore da Vida, Al Areen e o mar raso
No deserto do sul, uma algarobeira solitária de cerca de 400 anos cresce sem fonte de água visível a quilômetros de distância — a Shajarat al-Hayat, a Árvore da Vida, que continua sem explicação consensual e é o marco mais enigmático do país. O Parque e Reserva de Al Areen protege órix-da-arábia e gazelas do deserto, espécies que quase desapareceram da península. No mar, o arquipélago é raso e morno: as ilhas Amwaj e Al Dar concentram praia, caiaque, saídas para ver golfinhos e snorkel sobre corais a pouca profundidade, o que torna o Bahrein um destino de mar acessível a quem não mergulha. As 33 ilhas cabem em poucos dias de carro, e é isso que permite juntar arqueologia, mesquita, souq e praia num roteiro curto.
Formas de explorar este destino
O Forte do Bahrein (Qal'at al-Bahrain, UNESCO) preserva cerca de quatro mil anos de ocupação contínua, da civilização de Dilmun aos cassitas, portugueses e persas, com museu de sítio. A Trilha das Pérolas, em Muharraq (UNESCO), percorre 3,5 km de casas de mercadores de pérolas, armazéns e o Forte Bu Maher — a última paisagem intacta da indústria de pérolas que já fez do Bahrein as ilhas mais ricas do Golfo. De outubro a março, é possível embarcar em dhows na pesca tradicional de pérolas.
O Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, trouxe a Fórmula 1 ao Oriente Médio em 2004. A corrida noturna sob holofotes — em geral a abertura da temporada — está entre as mais dramáticas do calendário, com os carros cruzando o deserto sob luz artificial. Fora dos fins de semana de prova, o circuito recebe provas de endurance, arrancada e dias de pista abertos ao público.
O souq Bab al-Bahrain, no centro de Manama, é um labirinto de especiarias, perfumes de oud, ouro e tecidos. A cozinha bahreinita mistura influências árabe, indiana e persa: machboos (arroz temperado com cordeiro ou peixe hammour), muhammar (arroz doce com tâmara) e o pão fino regag no café da manhã. Como o mais liberal dos Estados do Golfo, o Bahrein tem cena real de bares e restaurantes — coberturas em Adliya e Juffair, brunches de sexta, música ao vivo —, o que o torna a válvula de escape de fim de semana de visitantes da vizinha Arábia Saudita.
A Grande Mesquita Al-Fateh acomoda sete mil fiéis sob uma cúpula de fibra de vidro de 25 metros, a maior do tipo no mundo. As visitas guiadas gratuitas (exceto às sextas) explicam a caligrafia, a arquitetura e a fé islâmica a visitantes não muçulmanos, com notável abertura. O museu Beit al-Quran guarda uma das melhores coleções de manuscritos do Alcorão do Golfo, de séculos e tradições caligráficas que vão do Norte da África à Ásia Central.
A Árvore da Vida (Shajarat al-Hayat), uma solitária algarobeira de 400 anos que prospera no deserto do sul sem fonte de água visível, é um dos marcos mais enigmáticos do Bahrein. O Parque e Reserva de Vida Selvagem de Al Areen protege o órix-da-arábia e gazelas do deserto. No mar, as ilhas Amwaj e Al Dar oferecem resorts de praia, caiaque, passeios para ver golfinhos e snorkel em águas rasas sobre os corais.
Dinheiro e moeda
Dinar bareinita (BHD)
Código da moeda: BHD
Dicas práticas sobre dinheiro
Dinar bahreinita — uma das moedas mais valorizadas do mundo
O dinar bahreinita (BHD, BD) é uma das moedas de maior valor do planeta, fixado em cerca de 1 BHD = 2,65 dólares americanos, e se divide em 1.000 fils (não em 100 centavos). A taxa contra o dólar é fixa e muito estável. Dólares e euros são aceitos em grandes hotéis e shoppings, e o rial saudita (SAR) é comum, sobretudo nas lojas perto da King Fahd Causeway, por onde centenas de milhares de sauditas cruzam toda semana. Quem vem do Brasil leva dólares ou usa cartão.
Caixas eletrônicos abundantes em Manama — ótima infraestrutura
O Bahrein tem excelente cobertura de caixas eletrônicos em Manama, Riffa e Muharraq (National Bank of Bahrain, Bank of Bahrain and Kuwait, Arab Bank), e Visa e Mastercard internacionais funcionam bem; o saguão de chegada do aeroporto tem vários. O limite diário por cartão pode surpreender pela baixa — confirme o seu com o banco emissor e, para quantias maiores, vá ao balcão do banco em vez de repetir saques. Cartões brasileiros sofrem o IOF sobre gastos no exterior.
Muito amigável ao cartão — aproximação e carteira digital consolidadas
O Bahrein é um dos países mais amigáveis ao cartão do Golfo. Visa, Mastercard e Amex são aceitos em praticamente todos os hotéis, shoppings, restaurantes e atrações. O pagamento por aproximação é padrão, e Apple Pay e Google Pay funcionam na maioria dos terminais modernos. Bancas de souq tradicionais, oficinas independentes e operadores de passeio de dhow podem preferir dinheiro.
Custo médio-alto — mais barato que Emirados ou Catar
O Bahrein costuma ser sensivelmente mais barato que Dubai ou Doha, ainda que fique no patamar médio-alto do Golfo. As proporções orientam melhor que os números: a hospedagem é o item que define o orçamento, um jantar em bom restaurante custa um múltiplo da mesma refeição numa praça de alimentação de shopping, e o harees ou o machboos num restaurante de bairro saem por uma fração de ambos — comendo onde os bahreinitas comem, a comida deixa de pesar. Leve dinheiro para os mercados tradicionais, o souq Al-Qaisaria e as gorjetas, e confirme os valores em vigor ao montar o orçamento.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Qual é a moeda usada no Bahrein?
Posso pagar com Apple Pay, Google Pay ou por aproximação no Bahrein?
Onde devo trocar dinheiro no Bahrein?
O Bahrein é caro para visitar?
Posso usar dólares americanos ou riais sauditas no Bahrein?
A gorjeta é esperada no Bahrein?
O Bahrein tem IVA (imposto sobre valor agregado)?
Preciso de visto para visitar o Bahrein?
Precisa, mas de forma simples: brasileiros e portugueses estão entre as nacionalidades que podem pedir o e-visa online antes da viagem ou obter o visto na chegada no Aeroporto Internacional do Bahrein. Não há isenção total para nenhum dos dois passaportes — o que existe é uma via fácil. Cidadãos dos países do GCC entram sem visto, e residentes do GCC com permissão válida obtêm o visto na chegada. Confirme as condições vigentes no portal oficial antes de reservar, porque listas e prazos mudam.
Como funciona o e-visa do Bahrein?
O pedido é online, no portal oficial de vistos do país, com passaporte válido, foto, dados de hospedagem, passagem de volta e o pagamento da taxa. O processamento costuma levar de três a cinco dias úteis, e o visto de turismo em geral concede entrada única por cerca de 14 dias ou múltiplas entradas por três meses, conforme o que for concedido. Imprima o e-visa e leve o papel: ele é apresentado na imigração junto com o passaporte e os documentos de apoio.
Dá para obter visto na chegada?
Dá, para as nacionalidades elegíveis, no Aeroporto Internacional do Bahrein — em geral cerca de 14 dias, entrada única. Vale ponderar mesmo assim: com o e-visa aprovado antes de embarcar você não depende do balcão nem da fila num voo que chega de madrugada, que é o horário de boa parte das conexões vindas da Europa e do Brasil. A via de terra pela King Fahd Causeway também emite visto na imigração da ponte para quem tem direito.
O que é a King Fahd Causeway?
É a ponte de 25 quilômetros que liga o Bahrein à Arábia Saudita por estrada, com posto de imigração no meio. Ela explica boa parte do caráter do país: é por ali que entram os sauditas no fim de semana, e é ela que torna o Bahrein uma porta prática para o resto do Golfo, inclusive para quem queira combinar os dois destinos numa viagem só. Há ainda balsas para a Arábia Saudita, e o aeroporto segue sendo a principal porta de entrada.
Qual é a melhor época para visitar?
De novembro a março, quando as temperaturas ficam na faixa dos 15 a 25 °C e dá para caminhar pela Trilha das Pérolas ou pelo Forte do Bahrein sem sofrimento. O verão, de junho a setembro, chega aos 45 °C e transforma qualquer programa ao ar livre em prova de resistência — nessa época a vida acontece dentro de shoppings e hotéis. A janela de inverno coincide com a temporada de pesca de pérolas em dhow e, em geral, com o Grande Prêmio.
Que moeda se usa, e dá para pagar com cartão?
O dinar bahreinita, uma das moedas mais valorizadas do mundo — o que causa estranheza no primeiro pagamento, porque os números são pequenos e cada unidade vale muito. Cartões são aceitos em hotéis, shoppings e restaurantes, e há caixas eletrônicos em abundância. Leve algum dinheiro em espécie para o souq e para os táxis, onde o cartão nem sempre funciona.
Encontra-se álcool, e há código de vestuário?
O Bahrein é o mais liberal dos Estados do Golfo: o álcool é legal e servido em estabelecimentos licenciados, sobretudo hotéis e bares de Adliya e Juffair. Isso não dispensa a conduta esperada — roupa modesta em público, ombros e joelhos cobertos em locais religiosos, e atenção redobrada durante o Ramadã, quando comer, beber e fumar em público durante o dia não é aceitável mesmo para não muçulmanos.
Vale a pena para quem tem pouco tempo, numa escala?
Vale, e é uma das melhores escalas do Golfo justamente pelo tamanho. As 33 ilhas cabem em poucos dias de carro, e num único dia bem organizado dá para juntar o Forte do Bahrein, a Grande Mesquita Al-Fateh e o souq Bab al-Bahrain, com jantar à beira-mar. Dois ou três dias já permitem acrescentar Muharraq, a Árvore da Vida e uma tarde de praia nas ilhas Amwaj.
Há alguma ligação histórica com Portugal?
Há, e ela está literalmente construída na paisagem. Qal'at al-Bahrain é uma colina formada por camadas de ocupação de cerca de quatro mil anos, e a fortificação que hoje se vê do lado de fora — a que deu nome ao sítio — é a portuguesa, do século XVI. O museu à beira-mar apresenta a sequência inteira, de Dilmun aos cassitas, persas e portugueses, o que faz do lugar uma visita com um interesse a mais para o leitor lusófono do que para a maioria dos visitantes.
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