Bangladesh

Bandeira: Bangladesh

Código Telefônico

+880

Capital

Daca

População

171,5 mi (2023)

Idiomas

língua bangla

Área

147.570 km²

Eletricidade

220 V

Tipos de tomada

NEMA 1-15 · Europlug · AC power plugs and sockets: British and related types · BS 1363 · Type K

Mão de direção

esquerda

Nome Nativo

Bangladesh

Região

Ásia

Ásia Meridional

Fuso Horário

Horário Padrão de Bangladesh

UTC+06:00

Bangladesh é um país do Sul da Ásia densamente povoado e de forte identidade cultural, moldado pelo grande delta do Bengala. Tem a praia natural mais longa do mundo, em Cox's Bazar, e a maior floresta de mangue do planeta, os Sundarbans (Patrimônio Mundial da UNESCO), onde vive o tigre-de-bengala. Daca (Dhaka), a capital fervilhante, reúne arquitetura da era mogol, mercados vibrantes e museus como o Forte de Lalbagh e o palácio Ahsan Manzil. Atraem o visitante a praia de Cox's Bazar, a reserva de tigres dos Sundarbans, os jardins de chá de Sylhet, as mesquitas históricas de Bagerhat e as paisagens fluviais do delta. Conforme a nacionalidade, Bangladesh oferece visto na chegada ou visto solicitado previamente.

Regras de entrada e visto para Bangladesh

A maioria dos estrangeiros precisa de visto para entrar em Bangladesh. Há visto na chegada (visa on arrival) nos aeroportos internacionais de Daca (Hazrat Shahjalal) e de Chattogram (Shah Amanat) para várias nacionalidades elegíveis — entre elas Brasil e Portugal —, concedido a critério do oficial de imigração, em geral para uma única entrada de até 30 dias, voltado a turismo ou negócios. Para obtê-lo é preciso passaporte válido por pelo menos seis meses, passagem de volta ou de continuação e comprovação de recursos e de hospedagem; viagens de negócios costumam exigir carta-convite. Quem não se enquadra no visto na chegada, ou planeja estadia mais longa, trabalho ou estudo, solicita o visto previamente em uma missão diplomática de Bangladesh. A disponibilidade do visto eletrônico varia — confirme no portal oficial e, na dúvida, peça o visto com antecedência. Verifique sempre os requisitos atualizados para o seu passaporte antes de viajar, incluindo validade e documentos exigidos.

Tipos de visto comuns

Visto na chegada (turismo e negócios)

Em geral uma entrada de 15 a 30 dias, prorrogável dentro do país. Taxa cobrada no balcão (cerca de US$ 51, sujeita a alteração — confirme o valor vigente).

Para turismo, reuniões e visitas curtas, oferecido a nacionalidades elegíveis — incluindo Brasil e Portugal — nos aeroportos de Daca e Chattogram. Concedido a critério da imigração, mediante passaporte válido, passagem de volta e comprovação de recursos e hospedagem.

Visto consular (solicitado com antecedência)

Conforme a categoria; turismo e negócios em geral até 30 dias por entrada.

Para quem não é elegível ao visto na chegada ou prefere garantir a entrada antes de viajar. Solicitado em embaixada ou consulado de Bangladesh, com formulário, passaporte, fotos, itinerário e comprovações de hospedagem e recursos.

Visto de trabalho ou longa duração

Alinhada à autorização de trabalho ou à duração do curso.

Para emprego — com autorização da Bangladesh Investment Development Authority (BIDA) — ou estudo em instituições do país, mediante patrocínio de empregador ou de instituição de ensino.

Trânsito

Dependente do itinerário; confirme se a sua escala exige visto.

Para conexão por Bangladesh rumo a um terceiro destino, conforme a rota e o tempo de escala.

Informações importantes para viajar a Bangladesh

•O passaporte deve ser válido...

O passaporte deve ser válido por pelo menos seis meses além da data prevista de saída, com páginas em branco para os carimbos.

•O visto na chegada é...

O visto na chegada é concedido apenas nos aeroportos internacionais de Daca e Chattogram, não nas fronteiras terrestres. Para entrar por terra, obtenha o visto com antecedência.

•Em estadias acima de três...

Em estadias acima de três dias em acomodação privada, pode ser exigido registro na polícia local em até 24 horas; hotéis costumam cuidar disso automaticamente.

•A estação das monções (junho...

A estação das monções (junho a outubro) pode trazer enchentes e chuvas fortes; há temporada de ciclones por volta de abril-maio e de outubro-novembro. Planeje os deslocamentos com margem.

•É proibido fotografar instalações militares,...

É proibido fotografar instalações militares, prédios governamentais e locais sensíveis sem autorização.

•Leve dólares americanos ou euros...

Leve dólares americanos ou euros para trocar em bancos e casas de câmbio autorizadas. Há caixas eletrônicos nas cidades, e cartões são aceitos em hotéis e restaurantes maiores.

•Saúde: costumam ser recomendadas vacinas...

Saúde: costumam ser recomendadas vacinas como hepatite A, febre tifoide e encefalite japonesa, além de profilaxia contra a malária para os Sundarbans e as colinas de Chittagong. Consulte um serviço de medicina do viajante.

•Confirme a disponibilidade do visto...

Confirme a disponibilidade do visto eletrônico no portal oficial e acompanhe sempre os avisos atualizados antes da viagem.
Visão geral da viagem

Bangladesh é um dos destinos mais subestimados do Sul da Ásia, com uma combinação rara de cultura ribeirinha, escala ecológica e história em camadas. Daca oferece uma introdução intensa, com marcos da era mogol, bairros de mercado densos e uma das orlas fluviais urbanas mais movimentadas do mundo. Além da capital, o país se abre em paisagens muito distintas: o sistema de mangues dos Sundarbans (UNESCO), a arquitetura histórica das mesquitas de Bagerhat (UNESCO), as colinas cobertas de jardins de chá em Sylhet e o longo litoral da Baía de Bengala em torno de Cox's Bazar. O país funciona melhor para quem valoriza imersão cultural e contrastes regionais em vez de um turismo de lista. As distâncias são moderadas, mas a velocidade dos deslocamentos varia com a estação e a infraestrutura, então roteiros bem dosados fazem toda a diferença.

Descubra Bangladesh

O maior delta do mundo, e a vida que se organiza sobre ele

Bangladesh é essencialmente um delta: o Ganges, o Brahmaputra e o Meghna encontram-se aqui e desaguam na baía de Bengala, e o país que resulta disso é plano, atravessado por centenas de rios e refeito todos os anos pela água. Isso não é pano de fundo, é a estrutura do cotidiano — o transporte de longa distância faz-se em barco, os mercados são fluviais, e povoações inteiras vivem em ilhas de sedimento que mudam de forma a cada monção. A travessia clássica é o Rocket, o velho vapor de pás que liga Daca ao sul em viagens de uma noite, e há hoje ferries modernos na mesma rota. Para o visitante, entender essa lógica de água resolve a metade da viagem: aqui o rio não é uma atração, é a estrada.

Sundarbans: o maior manguezal do planeta e o tigre que nele vive

Os Sundarbans são a maior floresta contínua de mangue do mundo, Patrimônio Mundial partilhado com a Índia, e o único manguezal habitado por tigres — a subpopulação daqui adaptou-se a nadar entre ilhas e a beber água salobra. Vê-lo é improvável e ninguém honesto promete o contrário; o que se vê são pegadas frescas, cervos-pintados, macacos, crocodilos de estuário, martins-pescadores e uma parede de raízes aéreas que se fecha sobre o canal. A visita faz-se exclusivamente de barco, em saídas de dois a três dias com dormida a bordo, saindo de Khulna ou de Mongla, e requer autorização e guia — não há acesso por conta própria. A estação seca, de novembro a março, é a única janela confortável.

Mesquitas de Bagerhat, ruínas budistas e a camada anterior

Bangladesh guarda dois sítios do Patrimônio Mundial que quase nenhum visitante estrangeiro conhece. A cidade-mesquita de Bagerhat, do século XV, conserva dezenas de estruturas de tijolo cozido no meio de arrozais, com a Shait Gumbad Masjid e as suas dezenas de cúpulas como peça central — arquitetura sultanal bengali, de tijolo e não de pedra, porque é o que o delta oferece. Bem mais antigo é o Vihara de Paharpur, um enorme mosteiro budista do século VIII, cuja planta em cruz sobre um pátio quadrado influenciou construções tão distantes quanto a Birmânia e Java. Juntos, contam a camada budista e depois islâmica de Bengala, e ambos se visitam praticamente sozinhos.

Cox's Bazar: a praia contínua mais longa do mundo

Cox's Bazar reivindica a praia natural de areia contínua mais extensa do planeta, com cerca de 120 quilômetros de faixa ininterrupta na baía de Bengala, e é o destino de férias doméstico por excelência — o que significa que a experiência não é de resort isolado e sim de praia cheia de famílias bengalis, barracas de comida e cavalos, sobretudo ao fim da tarde. Quem procura água mais limpa e menos gente segue para Saint Martin's, a única ilha de coral do país, no extremo sul, alcançável de barco na estação seca. É a face de Bangladesh que menos aparece lá fora e a que melhor mostra o país a divertir-se.

Srimangal, os jardins de chá e as colinas de Chittagong

Longe do delta plano, o nordeste sobe em encostas suaves cobertas de chá: Srimangal é o centro da região produtora, com jardins que se percorrem a pé ou de bicicleta entre fileiras podadas à mesma altura, fábricas visitáveis e o curioso chá de sete camadas, servido em copo de vidro com estratos que não se misturam. É também a base para a floresta de Lawachara, onde vive o gibão-hoolock, o único símio do subcontinente. Mais a sudeste, as colinas de Chittagong têm relevo, lagos e uma composição étnica distinta do resto do país; parte da região exige autorização prévia para estrangeiros, então confirme o que está em vigor antes de planejar essa etapa.

Formas de explorar este destino

Delta e cultura ribeirinha

Portos fluviais, balsas e vilarejos ligados à água revelam o cotidiano de Bangladesh em um dos maiores sistemas de delta do mundo.

Sundarbans e vida selvagem

Os mangues dos Sundarbans abrem rotas de natureza — paisagens estuarinas, observação de fauna e passeios de barco guiados em busca do tigre-de-bengala.

História e patrimônio UNESCO

Bagerhat, Paharpur e o núcleo histórico de Daca interessam a quem busca as camadas islâmica, budista e mogol do país.

Costa e praia

Cox's Bazar e o litoral vizinho rendem roteiros à beira da Baía de Bengala, com estadias de praia sazonais.

País do chá e colinas

Os jardins de chá de Sylhet e as terras altas próximas convidam a roteiros mais lentos, focados em paisagem e variação cultural regional.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
৳

Taka bengali (BDT)

Código da moeda: BDT

Dicas práticas sobre dinheiro

Taka: troque apenas em bancos ou casas de câmbio autorizadas

O taka de Bangladesh (BDT, ৳) é a moeda oficial e não é conversível fora do país. Troque dólares americanos, euros ou libras apenas em casas de câmbio licenciadas pelo Banco de Bangladesh ou nos balcões de chegada do Aeroporto Internacional Hazrat Shahjalal, em Daca. Cambistas de rua operam ilegalmente. Guarde todos os comprovantes de câmbio — hotéis e alguns comércios podem pedi-los, e você precisará deles para reconverter o taka na saída.

Caixas eletrônicos em Daca e nas grandes cidades, raros no interior

O Dutch-Bangla Bank (DBBL) tem a maior rede de caixas eletrônicos do país, inclusive em áreas rurais. BRAC Bank, Prime Bank e City Bank são comuns em Daca, Chattogram e Sylhet. Cartões Visa e Mastercard internacionais são aceitos no DBBL e em algumas outras redes. Fora dos grandes centros — na região dos Sundarbans, no interior de Cox's Bazar e nas colinas de Chittagong — os caixas são escassos. Saque nas cidades antes de seguir para o interior.

O bKash domina os pagamentos por celular; cartão funciona sobretudo em hotéis

Bangladesh tem um setor de serviços financeiros por celular muito desenvolvido, liderado pelo bKash (mais de 65 milhões de usuários), pelo Nagad e pelo Rocket. Como visitante estrangeiro, em geral você não consegue abrir uma conta bKash — mas a sua hospedagem ou guia local pode usá-la. Cartões Visa e Mastercard estrangeiros funcionam em hotéis de padrão alto, escritórios de companhias aéreas e restaurantes maiores de Daca. A maioria das lojas, mercados e meios de transporte trabalha só com dinheiro. Apple Pay e Google Pay têm funcionamento limitado. Para o viajante brasileiro, lembre-se de que compras e saques internacionais com cartão emitido no Brasil têm IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — confirme a alíquota vigente com o seu banco.

Um dos destinos mais acessíveis do Sul da Ásia

Bangladesh é excepcionalmente acessível para quem chega de fora, e a escala entre os extremos é o que orienta o orçamento: uma refeição local de dal-bhat custa uma pequena fração de um jantar em restaurante de padrão médio, e a pousada simples de Daca fica muito abaixo da hospedagem confortável — passar de uma ponta à outra multiplica o gasto diário e ainda assim mantém o total baixo para o padrão asiático. Leve notas pequenas: obter troco para as cédulas maiores é genuinamente difícil com vendedores de rua, riquixás e barracas, e é o atrito prático mais frequente do dia. Confirme os valores em vigor ao planejar.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Qual moeda é usada em Bangladesh?

Bangladesh usa o taka (BDT, ৳), que não é conversível fora do país. A melhor forma de obtê-lo é trocar moeda estrangeira (dólar americano, euro ou libra) no Aeroporto Hazrat Shahjalal, em Daca, ou em casas de câmbio autorizadas. Guarde os comprovantes para uma eventual reconversão na saída.

Dá para pagar com Apple Pay, Google Pay ou cartão por aproximação?

O funcionamento é muito limitado — a maioria das maquininhas não aceita pagamentos por aproximação internacionais. Visa e Mastercard sem contato funcionam apenas nos terminais mais modernos de hotéis de padrão alto em Daca e em alguns escritórios de companhias aéreas. Para a grande maioria das despesas, é preciso dinheiro. O bKash, pagamento por celular muito popular entre os locais, não fica acessível ao visitante estrangeiro sem um chip local.

Onde trocar dinheiro em Bangladesh?

Os lugares mais confiáveis são os balcões de câmbio do Aeroporto Hazrat Shahjalal (Daca), as casas autorizadas dos bairros de Gulshan e Banani (área de expatriados de Daca) e as agências dos grandes bancos. O dólar americano é o mais fácil de trocar; euro e libra também são bem aceitos. Evite cambistas de rua e guarde os comprovantes para reconverter o taka que sobrar antes de embarcar.

Vale a pena levar dólares e como ficam os cartões brasileiros?

Levar dólares americanos ou euros é a forma mais prática de chegar com algum dinheiro para trocar — eles são aceitos no câmbio em toda parte. Pagar diretamente em dólar só funciona em alguns hotéis de padrão alto e resorts de Cox's Bazar, nunca no comércio comum. Para o viajante brasileiro, lembre-se de que saques e compras internacionais com cartão emitido no Brasil sofrem IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — confirme a alíquota atual com o seu banco e considere levar parte do dinheiro em espécie para trocar.

Bangladesh é caro para viajar?

É um dos destinos mais acessíveis da Ásia, com comida de rua, restaurantes locais e transporte terrestre a valores muito baixos mesmo em trechos longos. O que muda a conta não é o dia a dia e sim os itens que exigem operação organizada: as saídas de barco para os Sundarbans, com autorização, guia e dormida a bordo, e os voos domésticos, que são o único jeito rápido de cobrir o país. Reserve um valor à parte para essas experiências e conte com o resto como despesa modesta. Confirme os valores em vigor ao planejar.

Há caixas eletrônicos fora de Daca?

O Dutch-Bangla Bank (DBBL) tem a rede mais ampla fora da capital, com agências em Chattogram, Sylhet, Rajshahi, Cox's Bazar e cidades menores. Ainda assim, a cobertura no nível rural é mínima e as máquinas podem ficar fora do ar durante quedas de energia. Leve sempre taka suficiente da cidade grande mais próxima antes de explorar o interior, os Sundarbans ou as colinas de Chittagong.

Gorjeta é esperada em Bangladesh?

Não é uma tradição local forte, mas é apreciada em contextos turísticos. Em restaurantes voltados a turistas, 5% a 10% são bem-vindos — confira antes se a taxa de serviço já veio na conta. Em hotéis, uma quantia pequena por serviço é adequada, e para passeios de barco, riquixás e guias locais fica a seu critério; num país onde os valores do dia a dia são baixos, uma quantia modesta pelo padrão do visitante já é significativa para quem recebe. Tenha notas pequenas separadas para isso.

Posso tirar taka do país?

O taka não é conversível fora de Bangladesh e, na prática, não se deve levar mais do que BDT 5 000 em espécie ao sair. Reconverta o que sobrar no aeroporto antes de embarcar — leve os comprovantes de câmbio. A moeda estrangeira até o valor declarado na chegada pode ser levada de volta sem problema.
Perguntas frequentes

Preciso de visto para Bangladesh?

Sim, e os dois passaportes da família estão na mesma situação: brasileiros e portugueses estão entre as nacionalidades elegíveis ao visto na chegada nos aeroportos internacionais de Daca e de Chattogram, em geral para uma entrada única de até 30 dias, a turismo ou negócios. Exige-se passaporte válido por pelo menos seis meses, passagem de volta ou de continuação e comprovação de recursos e de hospedagem. Viagem de negócios costuma pedir carta-convite. Confirme sempre os requisitos em vigor para o seu passaporte antes de embarcar.

Dá para contar com o visto na chegada?

Ele existe e é usado, mas há uma distinção que vale entender: o visto na chegada é concedido a critério do oficial de imigração, e não é um direito automático de quem preenche a lista. Quem chega sem documentação de apoio completa, sem hospedagem confirmada ou sem passagem de saída pode ter problemas no balcão, depois de um voo longo e sem alternativa. Se a viagem tem prazo apertado, compromissos marcados ou custo alto de remarcação, o visto pedido previamente numa missão diplomática de Bangladesh é a escolha prudente.

Qual é a melhor época para visitar?

De novembro a março, a estação seca e fresca, e a diferença em relação ao resto do ano é enorme. De junho a outubro é a monção, que num país de delta não significa apenas chuva: significa cheia, com estradas cortadas, travessias interrompidas e áreas extensas alagadas — parte disso é a vida normal do país, mas complica muito uma viagem curta. Abril e maio são de calor e umidade severos, antes da chuva. Os Sundarbans, em particular, só se visitam com conforto na janela seca.

Como se circula pelo país?

Pela água, sempre que possível, e é isso que torna a viagem interessante. Barcos e ferries ligam Daca ao sul, e o Rocket, o antigo vapor de pás, é uma travessia clássica de uma noite. Por terra, a rede rodoviária é congestionada e lenta, e o trem é uma alternativa razoável entre as cidades principais. Voos domésticos cobrem os trajetos longos, como Daca a Cox's Bazar ou a Sylhet. A regra de ouro é dobrar o tempo que o mapa sugere: as distâncias são curtas e os tempos não são.

Vou conseguir ver um tigre nos Sundarbans?

Quase certamente não, e é melhor viajar sabendo. O tigre-de-bengala dos Sundarbans é raro, noturno e vive numa floresta de mangue densa onde a visibilidade é de poucos metros — quem promete avistamento está a vender uma expectativa. O que se vê, e é bastante, são pegadas frescas na lama, cervos-pintados, macacos, crocodilos de estuário, imensa variedade de aves e a própria paisagem de canais fechados por raízes aéreas. A visita faz-se de barco, em saídas de dois a três dias com dormida a bordo, sempre com autorização e guia.

Preciso de autorização para alguma região?

Sim, para partes das colinas de Chittagong, no sudeste, onde estrangeiros podem precisar de autorização prévia e, em certas áreas, de acompanhamento. As exigências mudam, então confirme o que está em vigor antes de incluir essa etapa no roteiro e conte com o tempo do processo. O resto do país — Daca, o delta, Srimangal, Cox's Bazar, os sítios UNESCO — não exige nada além do visto.

Que idioma se fala, e dá para se comunicar em inglês?

O bengali é a língua oficial e a do dia a dia. O inglês é bem estabelecido no ensino superior, nos negócios, na hotelaria e na sinalização das cidades grandes, e resolve a maior parte das situações de um visitante; fora dos centros urbanos, cai bastante. O português não ajuda. Aprender os números e algumas fórmulas de cortesia em bengali muda a temperatura das interações, num país onde a hospitalidade com estrangeiros é notavelmente calorosa e a curiosidade é constante.

Que roupa levar e como se comportar?

Bangladesh é um país de maioria muçulmana e conservador no vestuário, sobretudo fora de Daca. Roupa que cubra ombros e joelhos para todos, e calça comprida em vez de bermuda para homens na maior parte dos contextos; para mulheres, o shalwar kameez local é confortável, prático no calor e muito bem recebido. Em mesquitas, cobrir a cabeça quando indicado e retirar os sapatos. Peça sempre antes de fotografar pessoas — e conte com o inverso: você será fotografado e abordado com simpatia várias vezes por dia.

Bangladesh é caro?

É um dos destinos mais baratos da Ásia para o viajante estrangeiro, com refeições, transporte e hospedagem local a valores muito baixos, e a estrutura de padrão internacional concentrada em Daca e em Cox's Bazar. Os itens que realmente pesam num orçamento são os que exigem operação organizada — as saídas de barco para os Sundarbans, com autorização, guia e dormida a bordo, e os voos domésticos. Confirme os valores em vigor ao planejar.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.