Belize

Bandeira: Belize

Código Telefônico

+501

Capital

Belmopan

População

411.106 (2023)

Idiomas

inglês

Área

22.966 km²

Eletricidade

550 V

Tipos de tomada

NEMA 1-15 · NEMA 5-15 · BS 1363

Mão de direção

direita

Nome Nativo

Belize

Região

Américas

América Central

Fuso Horário

Horário Padrão Central

UTC-06:00

Belize é um país da América Central conhecido pelo Great Blue Hole, pelas ruínas maias, pelo litoral caribenho e pela barreira de corais (a segunda maior do mundo). O inglês é a língua oficial, o que o torna único na região. Atraem o visitante o mergulho e o snorkel, sítios maias como Caracol e Xunantunich, a fauna da floresta, o cave tubing e o ritmo tranquilo das ilhas de Ambergris Caye e Caye Caulker. Belize oferece entrada sem visto a muitos viajantes — brasileiros por até 90 dias — e serve de porta para aventuras pela América Central.

Regras de entrada e visto para Belize

Brasileiros entram sem visto em Belize para turismo por até 90 dias; portugueses, como cidadãos da União Europeia, entram sem visto por 30 dias. É preciso passaporte válido por pelo menos seis meses além da data de entrada, comprovação de passagem de volta ou de continuação e de recursos suficientes para a estadia. A permanência inicial pode ser estendida mês a mês, até o total de seis meses, nos escritórios de imigração da Cidade de Belize, de Belmopan ou de San Pedro, a um custo por mês, mediante comprovação de hospedagem e de recursos. As nacionalidades que precisam de visto solicitam em embaixada ou consulado de Belize antes de viajar.

Tipos de visto comuns

Entrada sem visto

Brasil: até 90 dias; Portugal e UE: 30 dias. Estadia prorrogável mês a mês, até seis meses no total.

Para turismo, negócios ou visita. Brasileiros entram sem visto por até 90 dias; portugueses e demais cidadãos da União Europeia, por 30 dias. Exige passaporte válido por seis meses, passagem de volta e comprovação de recursos.

Visto de turismo

Em geral 30 dias por entrada, conforme a finalidade.

Para nacionalidades que não têm direito à entrada sem visto. Solicitado em embaixada ou consulado de Belize, com formulário, fotos, itinerário, reserva de hospedagem e comprovação de recursos.

Extensão de permanência

Prorrogações mensais, até o total de seis meses, mediante taxa por mês.

Para prorrogar a estadia sem visto ou o visto de turismo além do prazo inicial. Solicitada nos escritórios de imigração das principais cidades.

Autorização de trabalho

Em geral 1 ano, renovável; exige oferta de emprego ou registro de empresa.

Para estrangeiros empregados por um empregador de Belize ou que abram um negócio no país. O empregador precisa demonstrar a falta de mão de obra local.

Informações importantes para viajar a Belize

•Entrada sem visto por até...

Entrada sem visto por até 90 dias para brasileiros e 30 dias para portugueses e demais cidadãos da UE, prorrogável mês a mês até seis meses. Exige passaporte válido por seis meses, passagem de volta e comprovação de recursos.

•O inglês é a língua...

O inglês é a língua oficial — algo único na América Central. O espanhol também é muito falado, sobretudo perto das fronteiras com o México e a Guatemala.

•Moeda: dólar de Belize (BZD),...

Moeda: dólar de Belize (BZD), atrelado à razão fixa de BZ$ 2 = US$ 1. O dólar americano é aceito em toda parte na taxa fixa, sem necessidade de troca para quem leva dólares.

•Há caixas eletrônicos na Cidade...

Há caixas eletrônicos na Cidade de Belize, em San Pedro, Caye Caulker, San Ignacio e Placencia. Lodges de selva remotos e cayes pequenos não têm — leve dinheiro em espécie.

•Cartões funcionam em hotéis e...

Cartões funcionam em hotéis e negócios de turismo; o dinheiro vivo é essencial para ônibus locais, feiras, restaurantes de vila e pequenas pousadas. Apple Pay e Google Pay têm pouca aceitação.

•Taxa de saída: BZ$ 73...

Taxa de saída: BZ$ 73 (cerca de US$ 37) para voos internacionais, em geral já inclusa na passagem aérea. Confirme com a companhia.

•Dirige-se pela DIREITA. As rodovias...

Dirige-se pela DIREITA. As rodovias do Norte e do Oeste são as principais. Estradas de selva podem ser ruins. Táxis aquáticos ligam os cayes à Cidade de Belize.

•Estação seca de fevereiro a...

Estação seca de fevereiro a maio (melhor clima); temporada de furacões de junho a novembro. Temperaturas entre 24 e 32 °C o ano inteiro.
Visão geral da viagem

Belize é o ponto fora da curva anglófono da América Central — uma faixa de costa caribenha, barreira de corais, floresta e ruínas maias encaixada entre o México e a Guatemala, menor que muitos estados brasileiros, mas com uma densidade de espetáculo natural que rivaliza com países muito maiores. A Barreira de Corais de Belize (UNESCO) é o segundo maior sistema de recifes de coral do planeta, e seu cartão-postal é o Great Blue Hole — um sumidouro marinho perfeitamente circular, com 300 metros de diâmetro e 125 de profundidade, visível do espaço e um dos pontos de mergulho mais icônicos do mundo. Ambergris Caye é a maior ilha, com os restaurantes à beira-mar de San Pedro, lojas de mergulho e acesso fácil à Reserva Marinha de Hol Chan e ao Shark Ray Alley. Caye Caulker, menor e mais despojada, vive sob o lema Go Slow — bares de reggae, lagosta na brasa e nenhum carro. No interior, os sítios maias impressionam: Caracol, no fundo da floresta de Chiquibul, já foi maior que a atual Cidade de Belize, e sua pirâmide Caana segue como a construção mais alta do país, com 43 metros; Xunantunich domina uma colina acima do rio Mopan. O cave tubing — descer boiando em câmaras de ar por rios subterrâneos dentro de cavernas que os antigos maias consideravam portais para o submundo — é uma experiência rara. A Reserva de Vida Selvagem da Bacia de Cockscomb é a única reserva de onças-pintadas designada do mundo. As comunidades garífunas da costa sul, em torno de Dangriga e Hopkins, preservam uma cultura reconhecida pela UNESCO. E como o idioma oficial é o inglês e a moeda é atrelada 2 para 1 ao dólar americano, Belize é o país mais acessível da América Central para quem fala inglês.

Descubra Belize

A barreira, o Blue Hole e por que a água é rasa e morna

A Barreira de Corais de Belize corre por quase 300 quilômetros e é o segundo maior sistema de recifes do planeta, mas o que define a experiência de mergulho aqui é a geografia: o recife fica perto da costa e protege uma laguna rasa entre ele e a terra, de modo que grande parte do snorkel se faz em água calma, morna e clara, sem barco de longa travessia. Hol Chan e o Shark Ray Alley, ao largo de Ambergris Caye, colocam tubarões-lixa e raias ao alcance de quem nunca mergulhou com cilindro. O Great Blue Hole é outra categoria: um sumidouro circular de 300 metros de diâmetro e 125 de profundidade, formado pelo desabamento de uma caverna calcária quando o mar subiu — mergulho fundo, escuro, para certificação avançada, e escolhido mais pela geologia e pelo mito do que pela vida marinha, que é escassa lá embaixo.

Caracol, Xunantunich e as cavernas como portais

Belize tem mais de 900 sítios maias registrados, e os principais estão longe do turismo de massa que se vê no México. Caracol, no fundo da floresta de Chiquibul, foi uma cidade-estado que derrotou Tikal em batalha, e a sua pirâmide Caana, com 43 metros, continua sendo a construção mais alta do país — chega-se por estrada de terra longa, o que mantém a visitação baixa e a experiência silenciosa. Xunantunich fica sobre uma colina acima do rio Mopan e alcança-se por uma balsa movida à manivela, uma travessia de minutos que já vale a manhã. O que Belize tem e os vizinhos não têm é a dimensão subterrânea: as cavernas de rio eram consideradas entradas do submundo, e percorrê-las boiando numa câmara de ar — o cave tubing de Nohoch Che'en — é entrar por onde os maias entravam.

Caye Caulker, Ambergris e a escolha entre as duas ilhas

As duas ilhas principais servem a viagens diferentes e a decisão vale ser tomada antes de reservar. Caye Caulker é pequena, sem carros, e vive sob o lema Go Slow que está pintado nas placas: o Split, um canal estreito que corta a ilha, funciona como praia social, o reggae sai dos bares e a lagosta é grelhada na rua — é a escolha de quem quer pouco dinheiro e nenhum compromisso. Ambergris Caye, com San Pedro, é maior e mais estruturada, com restaurantes, hospedagem de padrão resort e as lojas de mergulho mais organizadas do país. Para além delas, Tobacco Caye e os atóis de Turneffe, Lighthouse Reef e Glover's oferecem ilhas remotas de verdade, onde se vai para mergulhar e não há mais nada — e é justamente esse o ponto.

Cockscomb, Mountain Pine Ridge e a floresta que ocupa metade do país

A Reserva da Bacia de Cockscomb é a única reserva de onças-pintadas designada do mundo: 400 km² de floresta com trilhas bem marcadas, cachoeiras e uma chance real, ainda que pequena, de encontro — a onça é noturna e discreta, e quem vai contando com vê-la sai frustrado; quem vai pela floresta sai satisfeito. Mountain Pine Ridge é outro ecossistema por completo, de pinheiros sobre solo granítico, com as Thousand Foot Falls, as piscinas naturais das Rio On Pools e a caverna de Rio Frio. O Santuário Comunitário de Babuínos protege bugios-pretos por acordo voluntário entre proprietários rurais, um modelo de conservação que se tornou referência. Para o viajante brasileiro habituado à Amazônia ou à Mata Atlântica, a diferença que salta é a escala: aqui tudo está a poucas horas de tudo.

A costa garífuna: tambor, mandioca e a outra Belize

Na costa sul, em torno de Dangriga, Hopkins e Punta Gorda, vive a cultura garífuna, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial — língua própria, percussão e dança punta, e uma cozinha que se distingue de tudo o que se come no resto do país: hudut, peixe cozido em leite de coco servido com banana-da-terra amassada no pilão, e o pão de mandioca que dá trabalho de um dia inteiro para fazer. Hopkins tornou-se um destino pequeno e agradável, com pousadas na areia, oficinas de tambor abertas a visitantes e acesso direto ao recife. Quem puder ajustar as datas para 19 de novembro encontra o Dia do Assentamento Garífuna, quando as comunidades reencenam a chegada por mar em canoas e a costa inteira toca tambor.

Formas de explorar este destino

Barreira de corais, Blue Hole e mergulho de classe mundial

A Barreira de Corais de Belize (UNESCO) se estende por quase 300 quilômetros e abriga uma diversidade marinha extraordinária. O Great Blue Hole — sumidouro marinho de 300 metros de diâmetro e 125 de profundidade, formado pelo colapso de uma caverna calcária quando o nível do mar subiu — é um dos mergulhos mais famosos do mundo (recomenda-se certificação avançada). Hol Chan e o Shark Ray Alley, junto a Ambergris Caye, rendem snorkel com tubarões-lixa e raias em água rasa. Half Moon Caye tem recifes intactos e uma colônia de atobás-de-pés-vermelhos. A água fica entre 26 e 29 °C o ano inteiro.

Sítios maias: Caracol, Xunantunich e cave tubing

Belize tem mais de 900 sítios maias registrados. Caracol, no fundo da Floresta de Chiquibul perto da fronteira com a Guatemala, foi uma cidade-estado que derrotou Tikal em batalha — sua pirâmide Caana (43 metros) ainda é a construção mais alta do país. Xunantunich fica no alto de uma colina sobre o rio Mopan, alcançada por uma balsa movida à manivela. Lamanai, na lagoa do rio New, chega-se de barco por território de bugios. O cave tubing em Nohoch Che'en — boiar por cavernas de rio decoradas com estalactites que os maias usavam como sítios cerimoniais — é exclusivo de Belize.

Caye Caulker e a vida insular caribenha

Caye Caulker é o coração mochileiro do turismo de Belize — uma pequena ilha sem carros, onde o Split (um canal estreito que divide a ilha) é o ponto social de banho, o reggae sai de cada bar, a lagosta é grelhada na rua e o ritmo é ditado pelo lema Go Slow. Ambergris Caye (San Pedro) é maior e mais desenvolvida, com restaurantes, bares e hospedagem de padrão resort ao lado do acesso fácil ao recife. Tobacco Caye e os atóis (Turneffe, Lighthouse Reef, Glover's) oferecem estadias em ilhas remotas para mergulhadores e quem busca sossego.

Reserva de onças, selva e vida selvagem

A Reserva de Vida Selvagem da Bacia de Cockscomb é a única reserva de onças-pintadas designada do mundo — 400 km² de floresta tropical com trilhas, cachoeiras e uma chance real (sem garantia) de avistar uma onça. A Reserva de Mountain Pine Ridge tem as Thousand Foot Falls (a cachoeira mais alta da América Central), piscinas naturais nas Rio On Pools e a caverna de Rio Frio. O Santuário Comunitário de Babuínos protege os bugios-pretos por um modelo de conservação comunitária. Crocodilos, antas, tucanos e udus-de-bico-quilha completam a lista.

Cultura garífuna na costa sul

As comunidades garífunas de Dangriga, Hopkins e Punta Gorda, na costa sul, preservam uma cultura descendente de povos da África Ocidental e caribes insulares — Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO. A percussão e a dança punta, o hudut (peixe cozido no leite de coco com banana-da-terra amassada), o pão de mandioca e as celebrações do Dia do Assentamento Garífuna, em 19 de novembro, são os destaques culturais. Hopkins virou um pequeno destino de praia e cultura, com pousadas, oficinas de tambor e acesso direto ao recife.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
$

Dólar de Belize (BZD)

Código da moeda: BZD

Dicas práticas sobre dinheiro

Dólar de Belize atrelado 2 para 1 ao dólar americano — as duas moedas circulam

O dólar de Belize (BZD, BZ$) é atrelado a uma taxa fixa de exatamente 2 BZD para 1 dólar americano. As duas moedas circulam livremente e são intercambiáveis no país — os preços costumam aparecer nas duas. O dólar americano é aceito em toda parte na taxa de 2 para 1, em lojas, restaurantes, hotéis e serviços de turismo, sem necessidade de troca. O troco pode vir em BZD ou em dólar. Dólares canadenses, libras e euros têm pouca aceitação e devem ser trocados em bancos ou sacados em caixas.

Caixas na Cidade de Belize e nas principais cidades, raros em áreas remotas

Belize Bank, Atlantic Bank e Scotiabank têm caixas eletrônicos na Cidade de Belize, em San Ignacio, Dangriga e Placencia. Ambergris Caye (San Pedro) e Caye Caulker também têm caixas. Cartões Visa e Mastercard internacionais funcionam de forma confiável. Os caixas entregam BZD ou dólar, conforme a máquina. Lodges de selva remotos, vilarejos do distrito de Toledo e cayes pequenos não têm caixa — leve dinheiro em espécie suficiente antes de sair dos roteiros principais.

Cartão nos negócios de turismo; dinheiro para feiras e vilas

Visa e Mastercard são aceitos na maioria dos hotéis, operadores de passeios, lojas de mergulho e restaurantes de padrão médio para cima das áreas turísticas (Ambergris Caye, Placencia, San Ignacio, Cidade de Belize). Bancas de feira, comedores de vila, os ônibus locais (chicken buses) e pousadas pequenas em geral só aceitam dinheiro. Apple Pay e Google Pay têm pouca aceitação. Leve BZD ou dólar em espécie para os gastos locais do dia a dia. Para o viajante brasileiro, compras e saques internacionais com cartão emitido no Brasil têm IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — confirme a alíquota vigente com o seu banco.

Destino acessível da América Central — os cayes custam um pouco mais

Belize é acessível para o padrão caribenho, embora sensivelmente mais caro que a vizinha Guatemala ou o México — quem chega viajando pela região sente o salto ao cruzar a fronteira. A divisão que realmente organiza o orçamento é continente contra ilhas: uma pousada e um prato de frango ensopado com arroz no continente custam uma fração do quarto de resort e da refeição equivalentes em Ambergris Caye, e o gasto diário nos cayes chega facilmente ao dobro. Quem quiser esticar a viagem faz a base no continente e vai às ilhas por alguns dias. Leve notas pequenas de BZD para os ônibus locais, lanches e frutas de feira, e confirme os valores em vigor ao planejar.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Qual moeda é usada em Belize?

Belize usa o dólar de Belize (BZD, BZ$), atrelado à razão fixa de 2 BZD para 1 dólar americano. As duas moedas são intercambiáveis em todo o país. O dólar americano é aceito em toda parte na taxa fixa de 2 para 1, sem necessidade de troca. O BZD não tem valor fora de Belize.

Dá para pagar com Apple Pay, Google Pay ou por aproximação em Belize?

Apple Pay e Google Pay têm pouca aceitação em Belize — a maioria dos comércios usa maquininhas mais antigas. Visa e Mastercard sem contato podem funcionar em alguns hotéis maiores e operadores de passeios em San Pedro (Ambergris Caye) e Placencia, mas o dinheiro e o cartão inserido (com chip) são a norma na maioria das transações. Leve sempre dólar ou BZD em espécie.

Preciso trocar dinheiro antes de viajar a Belize?

Se você leva dólares americanos, não — eles são aceitos em toda parte na taxa fixa de 2 para 1. Para o viajante brasileiro, a forma mais prática é levar dólares ou sacar BZD nos caixas com o cartão; lembre-se de que cartões emitidos no Brasil têm IOF em compras e saques internacionais — confirme a alíquota com o seu banco. Troque outras moedas em bancos como Belize Bank, Atlantic Bank ou Scotiabank, e evite cambistas informais.

Belize é caro?

Belize fica na faixa intermediária da América Central, acima da Guatemala e de Honduras e abaixo do Caribe insular clássico. Dentro do país, a diferença que pesa é geográfica: no continente, o quarto simples de pousada e o prato local de arroz com feijão mantêm o gasto diário baixo; nos cayes, e em Ambergris Caye em especial, os quartos de resort de mergulho multiplicam esse valor. A estratégia que mais rende é dormir no continente e reservar as ilhas para os dias de mar. Confirme os valores em vigor ao montar o orçamento.

Há caixas eletrônicos em Ambergris Caye e Caye Caulker?

Sim — Ambergris Caye (San Pedro) tem vários caixas do Belize Bank e do Atlantic Bank. Caye Caulker tem um ou dois caixas, que podem ficar sem dinheiro na alta temporada. Tenha sempre dinheiro suficiente antes de pegar o táxi aquático. Os caixas dos cayes entregam BZD e, às vezes, dólar. Saque a mais antes de seguir para cayes menores ou o atol de Turneffe.

Gorjeta é esperada em Belize?

A gorjeta é costume nos negócios voltados a turistas. Em restaurantes: 10% a 15% quando não está incluída (confira a conta). Guias e motoristas: BZ$ 20 a 40 por pessoa em um passeio de dia inteiro é generoso. Instrutores de mergulho: BZ$ 20 a 30 por pessoa. Funcionários de hotel: BZ$ 5 a 10. A gorjeta pode ser em BZD ou em dólar.

Posso usar dólar americano nos ônibus locais ou nas feiras de Belize?

Sim — o dólar americano é aceito na taxa de 2 para 1 nos ônibus locais e na maioria das bancas de feira. Ainda assim, ter BZD em notas e moedas pequenas (BZ$ 1, 2 e 5) torna as transações mais ágeis e evita confusão com o troco. As passagens de ônibus costumam ficar entre BZ$ 1 e 5 em trechos curtos.

Posso tirar dólares de Belize do país?

O dólar de Belize não tem valor de câmbio fora do país. Gaste os BZD antes de sair ou reconverta em um banco ou no balcão de câmbio do Aeroporto Internacional Philip Goldson antes de embarcar. Guarde os comprovantes de câmbio. O dólar americano pode ser levado de volta sem restrição.
Perguntas frequentes

Preciso de visto para Belize?

Não, mas os prazos são muito diferentes dentro da família e vale conferir qual é o seu. Brasileiros entram sem visto para turismo por até 90 dias. Portugueses e demais cidadãos da União Europeia entram sem visto por 30 dias — um terço do prazo brasileiro, o que costuma surpreender quem assume que o passaporte europeu recebe sempre o tratamento mais largo. Nos dois casos é preciso passaporte válido por pelo menos seis meses além da entrada, passagem de volta ou de continuação e comprovação de recursos.

Dá para ficar mais tempo?

Dá. A permanência é prorrogável mês a mês, mediante taxa mensal, até o total de seis meses, nos escritórios de imigração da Cidade de Belize, de Belmopan ou de San Pedro. É preciso comprovar hospedagem e recursos a cada renovação. Para o viajante português, cujo prazo inicial é de 30 dias, a prorrogação deixa de ser uma opção e passa a ser parte do planejamento de qualquer estadia mais longa que um mês.

Que idioma se fala em Belize?

O inglês, e isso é o que torna Belize único na América Central — é o único país da região onde a língua oficial não é o espanhol. Na prática também se ouve muito espanhol, sobretudo perto das fronteiras com o México e a Guatemala, além do crioulo belizenho no dia a dia e do garífuna na costa sul. Para quem viaja pela América Central a partir do Brasil ou de Portugal, a consequência é concreta: aqui o espanhol de sobrevivência que serviu na Guatemala deixa de ser a chave, e o inglês passa a ser.

Que moeda se usa, e preciso trocar dinheiro?

O dólar de Belize, atrelado à razão fixa de dois para um com o dólar americano. Na prática isso significa que quem leva dólares americanos não precisa trocar nada: eles são aceitos em toda parte nessa taxa, e o troco pode vir nas duas moedas. Há caixas eletrônicos na Cidade de Belize, em San Pedro, Caye Caulker, San Ignacio e Placencia; lodges de selva remotos e cayes pequenos não têm nenhum, então saque antes de sair dos centros.

Existe taxa de saída?

Existe, para voos internacionais, e costuma já vir embutida no preço da passagem aérea — confirme com a companhia ao comprar, porque a diferença entre estar inclusa ou não é uma surpresa no balcão de check-in. Quem sai por terra para a Guatemala ou o México encontra cobranças de fronteira próprias, também confirmáveis no momento da travessia.

Precisa alugar carro, ou dá para circular de outra forma?

Depende inteiramente do roteiro. Para as ilhas não faz sentido: chega-se de táxi aquático a partir da Cidade de Belize, e em Caye Caulker não há carros. Para o interior — San Ignacio, os sítios maias, Mountain Pine Ridge, Cockscomb — o carro amplia muito o que se consegue ver, e há ônibus locais baratos ligando as cidades principais para quem não quiser dirigir. Dirige-se pela direita, ao contrário de boa parte do Caribe anglófono, e as estradas de selva podem estar ruins na estação das chuvas.

Qual é a melhor época para ir?

A estação seca, de fevereiro a maio, dá o melhor tempo e as melhores condições de visibilidade para mergulho. De junho a novembro é a temporada de furacões do Atlântico, com chuva e risco de tempestade, e também a época de preços mais baixos. As temperaturas variam pouco o ano inteiro, entre 24 e 32 °C, e a água do mar fica morna em qualquer estação — o que muda com o calendário não é o calor, é a chuva e a visibilidade debaixo d'água.

Preciso de certificação para mergulhar no Blue Hole?

Para o Great Blue Hole, sim: recomenda-se certificação avançada, porque é um mergulho profundo, em água escura e sem a vida marinha que se vê no recife — vai-se pela formação geológica e pelas estalactites submersas, não pelos peixes. Quem não tem certificação não fica de fora do melhor de Belize, muito pelo contrário: Hol Chan, o Shark Ray Alley e a laguna protegida atrás da barreira oferecem snorkel em água rasa e calma, com tubarões-lixa e raias, e é ali que a maioria dos visitantes tem as suas melhores horas no mar.

Belize é seguro para o turista?

As áreas turísticas — os cayes, San Ignacio, Placencia, Hopkins — são tranquilas e vivem do visitante. As precauções valem sobretudo para partes da Cidade de Belize, que não é destino turístico e onde não há motivo para caminhar sem rumo, especialmente à noite; a maioria dos viajantes apenas a atravessa entre o aeroporto e o táxi aquático. No resto, valem os cuidados de sempre: não deixar valores na praia, usar transporte combinado à noite e respeitar as orientações locais sobre correntes e trilhas.

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