Bolívia
Código Telefônico
+591
Capital
Sucre (constitucional), La Paz (administrativa)
População
12,2 milhões
Nome Nativo
Bolivia
Região
Américas
América do Sul
Fuso Horário
Bolivia Time
UTC-04:00
Nesta página
A Bolívia é um país sem litoral da América do Sul, conhecido pelo Salar de Uyuni, por La Paz — a capital administrativa mais alta do mundo —, pela floresta amazônica, pelo lago Titicaca e pelas culturas indígenas quéchua e aimará. As paisagens vão dos Andes às terras baixas tropicais. Atraem o visitante o Salar de Uyuni (o maior deserto de sal do planeta), a Isla del Sol no lago Titicaca, a arquitetura colonial de Sucre e Potosí, a descida de mountain bike pela Estrada da Morte, a fauna do Parque Nacional Madidi e os mercados vibrantes de tradição indígena. A Bolívia oferece experiências culturais autênticas a preços acessíveis — e, para o viajante brasileiro, é um vizinho de entrada simples.
Regras de entrada e visto para a Bolívia
A Bolívia simplificou bastante a sua política de vistos. Brasileiros, como cidadãos do Mercosul, entram sem visto e podem ingressar apenas com o documento de identidade nacional, para estadias de turismo de até 90 dias. Portugueses, como cidadãos da União Europeia, entram sem visto por até 90 dias por ano civil. O passaporte deve ser válido por pelo menos seis meses além da estadia, e preenche-se o cartão de imigração na entrada (verifique se há pré-registro on-line exigido). Quem chega de uma zona de febre amarela — caso de várias regiões do Brasil — deve levar o certificado internacional de vacinação, também recomendado para as terras baixas amazônicas. As nacionalidades que ainda precisam de visto solicitam em um consulado boliviano antes de viajar.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (turismo)
Para turismo, negócios e visitas. Vale para portugueses e demais cidadãos da União Europeia, além de britânicos, norte-americanos, canadenses, australianos e da maioria das nacionalidades sul-americanas.
Entrada com documento de identidade (Mercosul)
Brasileiros e cidadãos dos demais países do Mercosul podem entrar apenas com o documento de identidade nacional, sem necessidade de passaporte, para turismo.
Visto consular
Para nacionalidades que ainda precisam de visto prévio. Solicitado em embaixada ou consulado boliviano, com formulário, fotos, comprovação de hospedagem, recursos e itinerário.
Extensão de permanência
Para prorrogar a estadia sem visto além do prazo inicial concedido na entrada.
Informações importantes para viajar à Bolívia
A Bolívia é a América do Sul na sua forma mais crua, acessível e culturalmente intacta. O Salar de Uyuni — o maior deserto de sal do mundo, com mais de 10 000 km² — vira um espelho infinito na estação das chuvas, num dos espetáculos naturais mais surreais do planeta. La Paz, encravada num cânion andino dramático a 3 640 metros, é uma cidade vertical de teleféricos, mercados indígenas e igrejas coloniais, vigiada pelo nevado Illimani. O lago Titicaca, o mais alto navegável do mundo, guarda a Isla del Sol — berço lendário do sol na cosmologia inca. Sucre, a capital constitucional, encanta com a arquitetura colonial branca e o clima ameno. Potosí, Patrimônio da UNESCO, exibe o imenso Cerro Rico e a Casa da Moeda. A Estrada da Morte (North Yungas Road) oferece a descida de mountain bike mais famosa do mundo. E o Parque Nacional Madidi, na bacia amazônica, está entre os lugares mais biodiversos da Terra. As culturas quéchua e aimará não são peças de museu, mas realidades vivas do dia a dia — das lutadoras cholitas de El Alto às oferendas à Pachamama no Mercado das Bruxas.
Descubra Bolívia
Com mais de 10 000 km², o Salar de Uyuni é a maior superfície de sal do planeta, mas não é o tamanho que o torna único: é o que acontece na estação das chuvas, quando uma lâmina de água de poucos centímetros transforma a crosta num espelho perfeito e o céu passa a existir duas vezes. O circuito clássico de jipe, de três dias, avança para o altiplano largo — a Laguna Colorada e a Laguna Verde, tingidas por depósitos minerais e povoadas de flamingos, as rochas esculpidas pelo vento no deserto de Siloli, e os gêiseres do Sol de Mañana, a 4 800 metros, onde a mesma atividade vulcânica que desenhou a região ainda respira em jatos de vapor e lama fervente. Quem chega do Brasil precisa contar com o choque de altitude logo no primeiro dia: o circuito nunca desce abaixo dos 3 600 metros e boa parte dele corre acima dos 4 000.
Formas de explorar este destino
O Salar de Uyuni como um horizonte branco infinito, a Laguna Colorada e a Laguna Verde com flamingos, o surreal deserto de rochas de Siloli e os gêiseres do Sol de Mañana a 4 800 metros — a travessia de jipe de três dias pelo altiplano é uma das experiências mais inesquecíveis da América do Sul.
A Isla del Sol, com suas ruínas incas e o panorama azul-profundo do lago, Copacabana como cidade de peregrinação e o pôr do sol sobre o lago navegável mais alto do mundo — místico e inesquecível.
A arquitetura colonial branca de Sucre (Patrimônio da UNESCO), o Cerro Rico e a Casa da Moeda de Potosí, e o Mercado das Bruxas e as igrejas coloniais de La Paz — as cidades bolivianas reúnem história e arquitetura de grande caráter.
A North Yungas Road (Estrada da Morte), de La Paz aos Yungas, é uma das descidas de mountain bike mais espetaculares do mundo: 64 quilômetros e 3 600 metros de descida, da neve à selva. Some a escalada do Huayna Potosí (6 088 m) e o trekking dos picos Condoriri.
O Parque Nacional Madidi é uma das áreas protegidas mais ricas em espécies da Terra. Os passeios de selva a partir de Rurrenabaque encontram macacos, jacarés, papagaios e sucuris. As Pampas del Yacuma rendem avistamentos quase garantidos de botos cor-de-rosa.
A Bolívia tem a maior proporção de população indígena da América do Sul. As lutadoras cholitas de El Alto, os mercados coloridos de Tarabuco e Sucre, a cerimônia do Ano-Novo aimará e as vibrantes tradições quéchuas oferecem uma imersão cultural profunda.
Dinheiro e moeda
Boliviano (BOB)
Código da moeda: BOB
Dicas práticas sobre dinheiro
Boliviano e câmbio
A moeda da Bolívia é o boliviano (BOB). O dólar americano é muito aceito em áreas turísticas, hotéis e agências de turismo — sobretudo em La Paz, Uyuni e Copacabana —, mas sempre à cotação definida pelo vendedor. Para o melhor câmbio, troque dólares ou euros nas casas de câmbio do centro das cidades, e não em aeroportos ou hotéis. Cambistas de rua são comuns, mas há risco de notas falsas. A disponibilidade de dólares e de saques tem variado no país, então leve recursos com folga e confirme a situação. Mantenha notas pequenas de boliviano para feiras, transporte e áreas rurais, onde o troco para notas grandes é escasso.
Caixas eletrônicos e acesso a dinheiro
Há caixas eletrônicos (cajeros automáticos) em todas as grandes cidades — La Paz, Santa Cruz, Cochabamba, Sucre, Potosí — e eles entregam bolivianos. A maioria aceita Visa e Mastercard; American Express é raramente aceito. Os limites por transação são baixos e há tarifa fixa por operação, combinação que penaliza quem saca pouco de cada vez — confirme o limite do seu cartão com o banco emissor e saque de uma vez o que for precisar. Em cidades menores como Copacabana, Coroico, Rurrenabaque e Uyuni, os caixas existem, mas podem ficar sem dinheiro ou fora do ar. Tenha sempre uma reserva em espécie ao deixar as cidades grandes.
Aceitação de cartão
Cartões de crédito e débito (Visa, Mastercard) são aceitos em hotéis, restaurantes e lojas de padrão alto em La Paz, Santa Cruz e Cochabamba. Fora dessas cidades, a aceitação cai bastante. As operadoras dos passeios ao Salar de Uyuni, da Estrada da Morte e da selva em Rurrenabaque costumam preferir dinheiro ou cobrar uma taxa pelo cartão. O pagamento por aproximação começa a surgir nos estabelecimentos modernos, mas ainda é incomum. Para o viajante brasileiro, compras e saques internacionais com cartão emitido no Brasil têm IOF — confirme a alíquota com o seu banco e avise o banco da viagem para evitar bloqueios.
Estratégia de dinheiro vivo
Fora dos grandes centros, a Bolívia é uma economia predominantemente de dinheiro vivo. Leve bolivianos suficientes para as excursões de vários dias (os tours de três dias em Uyuni, as viagens à selva, as travessias do Titicaca), onde não há caixas. Notas pequenas (BOB 10, 20, 50) são essenciais — feirantes, motoristas de micro-ônibus e lojas rurais muitas vezes não têm troco para notas de BOB 100 ou 200. Dólares em notas pequenas servem de reserva de emergência. Distribua o dinheiro por bolsas diferentes e use o cofre do hotel quando houver.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Missões acreditadas para Bolívia
Não, em nenhum dos dois casos da família. Brasileiros entram sem visto como cidadãos do Mercosul, para turismo, por até 90 dias. Portugueses, como cidadãos da União Europeia, também entram sem visto, por até 90 dias por ano civil. Em ambos os casos preenche-se o cartão de imigração na entrada e o passaporte deve estar válido por pelo menos seis meses além da estadia. As nacionalidades que ainda precisam de visto solicitam num consulado boliviano antes de viajar.
Dá, e é uma das vantagens práticas de viajar a um país do Mercosul: para turismo, o documento de identidade nacional basta, sem necessidade de passaporte. A condição é que esteja em bom estado e legível — documento gasto, plastificado de forma irregular ou com foto antiga demais gera discussão na fronteira, que é onde ninguém quer discutir. Se pretende seguir do país para o Peru ou o Chile na mesma viagem, leve o passaporte de qualquer forma, porque a regra que vale é a de cada travessia.
A travessia mais usada é a de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, para Puerto Quijarro, do lado boliviano, de onde parte a linha ferroviária que atravessa as terras baixas até Santa Cruz de la Sierra. Há também passagens pelo norte, na fronteira com Rondônia e o Acre, mais próximas da Amazônia boliviana. Duas coisas a resolver antes: confirmar os horários e as exigências da travessia específica, que variam, e passar pelo posto de imigração dos dois lados para receber os carimbos — seguir viagem sem o registro de entrada é o erro que cria problema na saída.
As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.