Bósnia e Herzegovina

Bandeira: Bósnia e Herzegovina

Código Telefônico

+387

Capital

Sarajevo

População

3,8 mi (2022)

Idiomas

Língua bósnia · croata · língua sérvia

Área

10 km²

Eletricidade

230 V

Tipos de tomada

Europlug · Schuko

Mão de direção

direita

Nome Nativo

Bosna i Hercegovina

Região

Europa

Europa Meridional

Fuso Horário

Horário da Europa Central

UTC+01:00

A Bósnia e Herzegovina é um país dos Bálcãs conhecido pelos vilarejos medievais, pela rica herança cultural, pela arquitetura otomana e austro-húngara e pelas paisagens dramáticas de montanha. Sarajevo, a capital, reúne de forma única influências do Oriente e do Ocidente, enquanto Mostar é famosa pela icônica Stari Most (a Ponte Velha, Patrimônio da UNESCO). Atraem o visitante a Sarajevo histórica, a ponte e a cidade velha de Mostar, as cachoeiras medievais de Jajce, o mosteiro derviche de Blagaj, o rafting em águas bravas e o esqui acessível. O país oferece história rica e natureza deslumbrante a preços convidativos — e brasileiros e portugueses entram sem visto.

Regras de entrada e visto para a Bósnia e Herzegovina

Brasileiros, e portugueses como cidadãos da União Europeia, entram sem visto na Bósnia e Herzegovina para turismo ou negócios por até 90 dias em cada período de seis meses. Além disso, quem precisaria de visto mas tem visto válido de múltiplas entradas ou autorização de residência de um país Schengen, de um país da UE ou dos Estados Unidos pode entrar sem visto próprio: até 30 dias por estada contínua, no máximo 90 dias em cada período de 180 e sempre dentro da validade do documento. É preciso passaporte válido por pelo menos três meses além da saída prevista, comprovação de hospedagem e de recursos. Hotéis e demais hospedagens registram os hóspedes estrangeiros; quem fica mais de três dias na casa de amigos ou familiares precisa ser comunicado à polícia em até 48 horas após a entrada. As nacionalidades que precisam de visto solicitam em uma embaixada ou consulado da Bósnia e Herzegovina.

Tipos de visto comuns

Entrada sem visto

Até 90 dias em cada período de seis meses; passaporte válido por três meses além da saída; sem taxa.

Para turismo, negócios e visitas. Vale para brasileiros, portugueses e demais cidadãos da UE, além de norte-americanos, britânicos, canadenses, australianos e outras nacionalidades.

Entrada com visto ou residência Schengen, da UE ou dos EUA

Até 30 dias por estada contínua, no máximo 90 dias em cada período de 180 e nunca além da validade do visto ou da autorização; confira a regra em vigor antes de viajar.

Para quem precisaria de visto mas tem visto válido de múltiplas entradas ou autorização de residência de um país Schengen, de um país da UE ou dos Estados Unidos, em viagens de turismo ou negócios.

Visto de curta duração (tipo C)

Até 90 dias em seis meses; entrada simples ou múltipla; peça com boa antecedência.

Para nacionalidades que precisam de visto, em viagens de turismo, negócios, cultura ou esporte de até 90 dias. Solicitado em embaixada ou consulado.

Visto de longa duração (tipo D)

Acima de 90 dias; conduz à autorização de residência temporária; solicitado nas missões diplomáticas.

Para estadias acima de 90 dias — trabalho, estudo, reunificação familiar ou residência —, mediante documentação específica.

Informações importantes para viajar à Bósnia e Herzegovina

•O passaporte deve ser válido...

O passaporte deve ser válido por pelo menos três meses além da data de saída prevista, com páginas em branco.

•Vale o limite de 90...

Vale o limite de 90 dias em cada período de seis meses para quem entra sem visto. Conte os dias com cuidado para não exceder.

•Quem tem visto válido de...

Quem tem visto válido de múltiplas entradas ou autorização de residência de um país Schengen, da UE ou dos EUA pode entrar sem visto próprio por até 30 dias seguidos, no máximo 90 em 180 — prático para quem já está viajando pela Europa.

•Hotéis e demais hospedagens registram...

Hotéis e demais hospedagens registram os hóspedes estrangeiros; uma estada de mais de três dias na casa de amigos ou familiares precisa ser comunicada à polícia em até 48 horas após a entrada.

•Moeda: marco conversível (BAM), atrelado...

Moeda: marco conversível (BAM), atrelado ao euro a 1,95583 BAM = 1 EUR. O euro é amplamente aceito, e há caixas eletrônicos nas cidades.

•Línguas: bósnio, croata e sérvio...

Línguas: bósnio, croata e sérvio são oficiais (mutuamente compreensíveis). O inglês é falado em áreas turísticas, e o alemão também é comum.

•Minas terrestres: em áreas rurais,...

Minas terrestres: em áreas rurais, mantenha-se em estradas pavimentadas e trilhas sinalizadas. Algumas zonas ainda têm minas não detonadas do conflito dos anos 1990 — respeite as placas de aviso.

•Fronteiras: a Bósnia e Herzegovina...

Fronteiras: a Bósnia e Herzegovina faz divisa com a Croácia, a Sérvia e Montenegro. Confirme se tem a documentação correta para a viagem de continuação.
Visão geral da viagem

A Bósnia e Herzegovina é um dos últimos grandes destinos por descobrir da Europa — um país onde bazares otomanos e bulevares austro-húngaros convivem no mesmo quarteirão, onde os rios correm verde-esmeralda por cânions de calcário e onde estações olímpicas de esqui cobram uma fração do preço alpino. Sarajevo, a capital, faz jus ao apelido de Jerusalém da Europa, com mesquitas, igrejas, uma catedral e uma sinagoga dividindo o mesmo horizonte; o bazar de Baščaršija, a fonte Sebilj e o ritual do café bósnio fazem dela uma cidade fascinante, de história em camadas — a Ponte Latina, onde em 1914 ocorreu o atentado que precipitou a Primeira Guerra Mundial, é hoje um marco histórico. A Stari Most de Mostar — a icônica ponte otomana, reconstruída — arqueia-se sobre o Neretva numa das cenas mais fotografadas da Europa. As cachoeiras de Kravice despencam em piscinas de água turquesa, e Jajce tem uma cachoeira no centro da cidade. O rio Una, no noroeste, oferece um dos melhores rafting da Europa. As pistas dos Jogos de Inverno de 1984, em Jahorina e Bjelašnica, rendem esqui acessível a 40 minutos de Sarajevo. E tudo isso por cerca de um terço do preço da Europa Ocidental.

Descubra Bósnia e Herzegovina

Stari Most: uma ponte otomana e os saltos de Mostar

A Stari Most foi erguida no século XVI por um arquiteto da escola de Sinan e atravessa o Neretva num arco único de pedra, sem apoio central, com quase trinta metros de vão — proeza estrutural que na época era discutida em toda a Europa. Foi destruída em 1993 e reconstruída com as técnicas e a pedra originais, reabrindo em 2004; é Patrimônio Mundial da UNESCO, e a cronologia fica dita uma vez, porque o que se visita hoje é a ponte e a cidade à sua volta. O ritual que define o lugar é o salto: o clube local de saltadores mergulha do parapeito nos vinte e poucos metros até o rio, tradição que antecede em séculos qualquer turismo, e nos dias de calor há sempre alguém a reunir plateia antes de saltar. As duas margens de calçada de pedra, com bazares, oficinas de cobre e casas de chá, percorrem-se numa tarde.

Sarajevo: onde o Oriente e o Ocidente se encontram numa rua

Há um ponto na Ferhadija, em Sarajevo, marcado no chão, onde a cidade muda de continente arquitetônico: de um lado a Baščaršija otomana, de ruas estreitas, cúpulas, mesquitas e o mercado de cobre; do outro, fachadas austro-húngaras de rua larga e janela alta, como um pedaço de Viena. Andar dessa marca para os dois lados é a melhor introdução possível ao país. A Baščaršija concentra as oficinas dos artesãos do cobre, as fontes públicas e as casas de café; a Vijećnica, a antiga biblioteca em estilo pseudo-mourisco, é o edifício mais fotografado da cidade. Suba à colina de Žuta Tabija ao fim da tarde: a vista sobre os telhados e os minaretes com as montanhas fechando o vale explica a geografia de Sarajevo melhor do que qualquer mapa.

Neretva, Una e o rafting nos rios mais limpos da Europa

A Bósnia é um país de água corrente e é essa a sua carta natural mais forte. O Una, no noroeste, corre sobre travertino numa sequência de quedas e piscinas verdes dentro de um parque nacional, e é o rio de rafting mais acessível para iniciantes. O Tara, na fronteira com Montenegro, escavou o cânion mais profundo da Europa e oferece descidas sérias. O Neretva atravessa a Herzegovina em água tão fria que corta a respiração em pleno agosto. Perto de Mostar ficam duas paradas que quase todos combinam: as cascatas de Kravice, largas e rasas, boas para banho, e Blagaj, onde uma casa de dervixes do século XVI se encosta a um paredão de rocha exatamente na nascente do rio Buna, que sai da montanha já como um rio inteiro.

Otomano e austro-húngaro: duas camadas que se leem na fachada

A arquitetura da Bósnia conta-se em duas gramáticas sobrepostas e distinguíveis à primeira vista. A otomana, de quatro séculos, deixou as mesquitas de cúpula e minarete fino, os hans (albergues de caravana), as pontes de arco e as casas com o andar superior em balanço e pátio interior — a Casa Muslibegović, em Mostar, visita-se por dentro e funciona como hotel. A austro-húngara, de apenas quatro décadas, trouxe o urbanismo de bulevar, os edifícios administrativos de fachada simétrica e a engenharia ferroviária, e concentra-se em Sarajevo e nas cidades maiores. Travnik e Jajce mostram a mistura fora da capital, com fortalezas medievais por cima das duas camadas — Jajce tem ainda uma cascata de vinte metros a cair dentro do centro da cidade.

Bjelašnica, Jahorina e o esqui mais barato da Europa

As montanhas em volta de Sarajevo receberam os Jogos Olímpicos de Inverno de 1984 e continuam a ser estações em funcionamento — Bjelašnica e Jahorina ficam a menos de uma hora da capital, o que significa dormir na cidade, esquiar de dia e jantar na Baščaršija à noite, combinação rara em qualquer país. A neve é confiável entre dezembro e março e os preços de passe, aula e aluguel de equipamento ficam muito abaixo dos Alpes ou dos Pirineus, o que faz da Bósnia um dos destinos de esqui com melhor relação custo-benefício do continente. No verão as mesmas montanhas servem para caminhada e bicicleta, e as aldeias de Lukomir e Umoljani, na Bjelašnica, mantêm construção tradicional de pedra e telhado de madeira.

Ćevapi, burek e o café que se bebe devagar

A mesa bósnia é substancial e barata. Os ćevapi — pequenos rolos de carne grelhada servidos dentro de um pão somun quente com cebola crua e kajmak — são o prato nacional e comem-se em casas especializadas que quase não servem outra coisa. O burek, folhado em espiral de carne, e as suas variantes de queijo, espinafre ou batata, resolvem qualquer refeição do dia. A doçaria é otomana: baklava, tufahija, hurmašice. Mas o que melhor define o país é o café bósnio, servido em džezva de cobre com um cubo de açúcar e um pedaço de rahat lokum, e bebido devagar por definição — pedir para levar é quase uma contradição de termos. Sentar-se numa casa de café da Baščaršija sem pressa nenhuma é a atividade cultural mais autêntica que a cidade oferece.

Formas de explorar este destino

Stari Most e a cultura das pontes

A Ponte Velha de Mostar (UNESCO), erguida sob domínio otomano em 1566 e reconstruída em 2004, é um símbolo de reconciliação. Os saltadores da ponte, as casas otomanas à beira do rio e as vielas de artesãos da cidade velha formam um conjunto incomparável.

Sarajevo, encontro de Oriente e Ocidente

Sarajevo reúne mesquitas, igrejas, catedral e sinagoga no mesmo horizonte. O bazar de Baščaršija, a fonte Sebilj, o ritual do café bósnio servido na džezva e os ateliês de cobre fazem dela uma das cidades mais envolventes da Europa. O Túnel da Esperança, hoje museu, e a Ponte Latina contam a história em camadas da cidade.

Rios selvagens e natureza

O Neretva e o Una estão entre os rios mais limpos e selvagens da Europa — perfeitos para rafting e caiaque. As cachoeiras de Kravice rendem banho sob as quedas no verão. O desfiladeiro de Sutjeska e o parque nacional, com a floresta primária de Perućica, oferecem natureza intocada.

Herança otomana e austro-húngara

Pontes, bazares e mesquitas otomanas encontram bulevares austro-húngaros e prédios da Secessão. A fortaleza de Počitelj sobre o Neretva, a cidade velha otomana de Travnik com suas mesquitas coloridas e o tekke derviche de Blagaj, numa gruta no paredão, são joias arquitetônicas.

Esqui e legado olímpico

Jahorina e Bjelašnica, sedes dos Jogos de Inverno de Sarajevo de 1984, têm ótimas pistas, infraestrutura moderna e après-ski por uma fração do preço alpino — a apenas 40 minutos da capital.

Gastronomia e cultura do café

Ćevapi (rolinhos de carne moída grelhada) com pão somun e cebola crua, burek (massa folhada recheada), begova čorba (sopa de frango) e o café bósnio preparado ritualmente na džezva — a cozinha bósnia é farta, barata e cheia de sabor.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
KM

Marco conversível (BAM)

Código da moeda: BAM

Dicas práticas sobre dinheiro

Marco conversível e a paridade com o euro

A moeda da Bósnia e Herzegovina é o marco conversível (BAM ou KM), atrelado ao euro à taxa fixa de 1,95583 BAM = 1 EUR. Essa paridade fixa torna a conversão simples para quem vem da zona do euro. O euro é aceito informalmente em muitas áreas turísticas, hotéis e restaurantes — mas a câmbio arredondado a favor do vendedor. Para o melhor valor, troque euros ou dólares em bancos ou casas de câmbio (mjenjačnica) no centro das cidades. Como há paridade fixa, o risco cambial para o europeu é mínimo.

Caixas eletrônicos e acesso a dinheiro

Os caixas eletrônicos (bankomati) são abundantes em Sarajevo, Mostar, Banja Luka, Tuzla e outras cidades, e a maioria aceita Visa e Mastercard. Os limites por transação são modestos e as tarifas variam de banco para banco — confirme o limite do seu cartão com o emissor e prefira sacar de uma vez a repetir operações pequenas. Em cidades menores e áreas rurais, os caixas podem ser escassos — saque o suficiente antes de bate-voltas a lugares como Kravice, Jajce ou o vale do Una. A paridade com o euro ajuda a estimar custos: cerca de 2 BAM = 1 EUR.

Aceitação de cartão

Cartões de crédito e débito (Visa, Mastercard) são aceitos em hotéis, restaurantes e lojas de Sarajevo, Mostar e cidades maiores. Estabelecimentos menores, bancas de feira, pousadas rurais e bilhetes de ônibus são só dinheiro. O pagamento por aproximação se torna mais comum nos estabelecimentos modernos, mas ainda não é universal. Para o viajante brasileiro, compras e saques internacionais com cartão emitido no Brasil têm IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) — confirme a alíquota com o seu banco e avise o banco da viagem para evitar bloqueios.

Estratégia de dinheiro vivo

Fora das grandes cidades, a Bósnia e Herzegovina ainda é, em boa parte, uma economia de dinheiro vivo. Leve BAM suficientes para bate-voltas, excursões rurais e cidades menores. Notas pequenas (BAM 5, 10, 20) são essenciais para táxis, ônibus, feiras e contas de café. A nota de 200 BAM existe, mas é difícil de trocar em lojas pequenas. A gorjeta é apreciada, mas não obrigatória — arredondar a conta ou deixar 5% a 10% em restaurantes é o padrão.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Qual é a moeda da Bósnia e Herzegovina?

O marco conversível (BAM ou KM), atrelado ao euro a 1,95583 BAM = 1 EUR. As moedas vêm em 5, 10, 20 e 50 feninga e em BAM 1, 2 e 5. As notas, em BAM 10, 20, 50, 100 e 200. A paridade facilita a conta de cabeça: cerca de 2 BAM por euro.

Posso pagar com euros na Bósnia e Herzegovina?

O euro é aceito informalmente em muitos negócios voltados a turistas — hotéis, restaurantes, operadoras —, sobretudo em Sarajevo e Mostar. No entanto, o troco em geral vem em BAM, e o câmbio oferecido pode não seguir a paridade oficial. Para o dia a dia, use o BAM.

Os caixas eletrônicos são confiáveis?

Os caixas funcionam de forma confiável em todas as cidades e na maioria das cidades de porte médio. Em áreas rurais e em lugares como as cachoeiras de Kravice, Blagaj ou Počitelj, pode não haver caixa. Saque dinheiro na cidade mais próxima antes de seguir para esses destinos.

Gorjeta é esperada?

A gorjeta é apreciada, mas não obrigatória. Em restaurantes, arredondar a conta ou deixar 5% a 10% é comum. Guias de bate-voltas ou de excursões de vários dias esperam gorjeta. Taxistas e funcionários de hotel em geral não recebem gorjeta à parte.

A Bósnia e Herzegovina é acessível?

Muito acessível para o padrão europeu, e a comparação que mais impressiona é com a Croácia vizinha, do outro lado da fronteira e num patamar completamente diferente. As proporções ajudam a planejar: um prato de ćevapi e um café custam uma fração do equivalente em qualquer capital da União Europeia, e passar do econômico para o quarto privativo com refeições em restaurante e passeios organizados mais ou menos dobra o gasto diário sem sair de um valor baixo para o continente. O esqui em Jahorina e Bjelašnica é dos mais baratos da Europa, passe, aula e equipamento incluídos. Confirme os valores em vigor ao planejar.

Preciso trocar dinheiro antes de chegar?

Não necessariamente. Os caixas do aeroporto de Sarajevo entregam BAM, e as casas de câmbio do saguão de chegada oferecem taxas razoáveis. Se você leva euros, a paridade fixa garante que sempre saberá o valor aproximado. Evite trocar na recepção dos hotéis, onde as taxas costumam ser piores.

Há duas moedas diferentes para as duas entidades do país?

Não. O marco conversível (BAM) é a única moeda legal em todo o país, tanto na Federação quanto na República Sérvia. A maioria das cédulas foi emitida em duas versões de desenho, uma para cada entidade (a de 200 KM, numa só), e as duas valem em todo o país.
Missões acreditadas

Missões acreditadas para Bósnia e Herzegovina

Perguntas frequentes

Preciso de visto para a Bósnia e Herzegovina?

Não, e os dois passaportes da família entram nas mesmas condições: brasileiros e portugueses viajam sem visto para turismo por até 90 dias dentro de cada período de 180. O passaporte deve estar válido por pelo menos três meses além da saída prevista. Há também uma via alternativa que resolve muitos casos: quem tem visto válido de entradas múltiplas ou autorização de residência de um país Schengen, da UE ou dos EUA pode entrar com ele, por até 30 dias seguidos, mesmo que a sua nacionalidade normalmente exigisse visto bósnio.

Os dias na Bósnia contam para a cota Schengen?

Não, porque o país não integra o espaço Schengen — e essa mesma regra vale de formas diferentes para os dois leitores desta página. Para quem viaja com passaporte brasileiro, é uma ferramenta concreta de planejamento: dias passados aqui não consomem a cota de 90 em 180 do Schengen, o que ajuda a esticar um roteiro europeu longo, sobretudo combinando com Albânia, Montenegro, Sérvia e Macedônia do Norte, todos igualmente fora. Para quem tem passaporte português, cidadão da União Europeia, a distinção não muda nada na prática.

É preciso registrar-se na chegada?

Sim, e é a formalidade que mais escapa. Na maioria dos casos quem cuida disso é a hospedagem: hotéis, pousadas, hostels e demais estabelecimentos registram os hóspedes estrangeiros e costumam entregar um comprovante — guarde-o. Ficando mais de três dias na casa de amigos ou familiares, a estada precisa ser comunicada à polícia ou ao Serviço para Assuntos de Estrangeiros em até 48 horas após a entrada. Vale conferir a exigência em vigor antes de viajar e, sobretudo, não descartar os comprovantes até sair do país.

A Bósnia é segura para viajar?

É, e recebe visitantes normalmente o ano inteiro. A criminalidade contra turistas é baixa e a hospitalidade é um traço cultural marcante. As precauções que realmente importam são práticas: nas montanhas e em zonas rurais afastadas, mantenha-se em trilhas e caminhos marcados e não corte caminho por terreno desconhecido — a orientação é dada localmente e deve ser seguida sem exceção. Nas cidades, valem os cuidados comuns de qualquer destino europeu.

Qual é a melhor época para ir?

Maio, junho e setembro dão o melhor equilíbrio: tempo bom, tudo aberto, rios em bom nível para rafting e sem o calor forte de julho e agosto, que na Herzegovina é considerável. De dezembro a março é temporada de esqui em Bjelašnica e Jahorina, ambas a menos de uma hora de Sarajevo. O outono é a estação mais bonita nos cânions e nos parques, com custos mais baixos e pouca gente.

Que moeda se usa?

O marco conversível, cuja taxa é fixada por lei em relação ao euro — o que torna a conversão estável e previsível para quem chega da zona do euro. O euro em espécie é aceito informalmente em parte do circuito turístico, mas com câmbio pior; conte com marcos para o dia a dia. Há caixas eletrônicos nas cidades, cartão funciona em hotéis e restaurantes de porte, e dinheiro vivo é indispensável em mercados, transporte local e casas de família na montanha.

Como se circula pelo país?

De carro alugado, que dá muito mais alcance, ou de ônibus, cuja rede é boa entre as cidades principais e barata. O trecho de trem entre Sarajevo e Mostar merece menção à parte: são cerca de duas horas atravessando o cânion do Neretva, e é uma das viagens ferroviárias mais bonitas da Europa por um preço irrisório. As distâncias enganam no mapa, como em todos os Balcãs: estrada de montanha impõe médias baixas, então acrescente folga a cada trecho.

Que idioma se fala, e dá para se comunicar?

O bósnio, o croata e o sérvio são as línguas oficiais e são mutuamente inteligíveis entre si; escreve-se em alfabeto latino e também em cirílico, sobretudo na Republika Srpska, o que pode confundir na sinalização. Nenhuma delas tem parentesco com o português, então não há atalho. O inglês é bem falado por gente mais jovem e no setor de turismo, e o alemão aparece com frequência, herança de trabalho e emigração. Um punhado de palavras — dobar dan, hvala, molim — abre portas.

A Bósnia é barata?

É um dos destinos com melhor relação custo-benefício da Europa, e a diferença para a Croácia vizinha, do outro lado da fronteira, é grande o suficiente para justificar por si só uma travessia de alguns dias. Refeição, hospedagem, transporte e esqui ficam todos bem abaixo do padrão da Europa Ocidental, e Sarajevo é sensivelmente mais barata que qualquer capital da União Europeia. Confirme os valores em vigor ao planejar.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.