Burquina Faso
Código Telefônico
+226
Capital
Uagadugu
População
22,7 milhões
Nome Nativo
Burkina Faso
Região
África
África Ocidental
Fuso Horário
Greenwich Mean Time
UTC±00
Nesta página
Burkina Faso é um país sem litoral da África Ocidental, na margem sul do Sahel, com fronteiras para seis países vizinhos — e o nome, que significa algo como terra das pessoas íntegras, diz mais sobre o destino do que qualquer folheto. Não é um país de praia nem de safári fácil: é um dos grandes repositórios culturais da região, e quem vai, vai por isso. Ouagadougou, a capital, acolhe o festival de cinema mais importante do continente africano e a maior feira de artesanato da África francófona. No sul, junto à fronteira com o Gana, as casas de um recinto real são inteiramente cobertas de murais geométricos pintados à mão por mulheres, repintados de geração em geração. A segunda cidade guarda uma mesquita de adobe do século XIX na tradição sudano-saheliana, e no sudoeste erguem-se agulhas de arenito erodido, cascatas e um lago com hipopótamos. Sobre tudo isto está uma monarquia mossi que funciona sem interrupção há mais de seiscentos anos. Duas notas práticas: o visto tira-se numa embaixada antes de viajar, sem alternativa, e a vacina contra a febre amarela é obrigatória para todos.
Vistos e regras de entrada em Burkina Faso
A maioria dos estrangeiros precisa de visto para entrar em Burkina Faso, e há aqui um ponto que convém interiorizar logo no início do planeamento: não existe visto eletrónico nem visto à chegada para turismo. O visto pede-se antecipadamente numa embaixada ou consulado burquinabé, o que significa contar com semanas de antecedência, envio ou entrega de passaporte e um processo consular a sério — é bastante mais exigente do que a média dos destinos e é a razão pela qual muita gente descobre tarde demais que não pode simplesmente comprar bilhete. Tanto o passaporte brasileiro como o português seguem esta via. Há uma exceção regional relevante para esta família de leitores: os cidadãos dos Estados da comunidade económica da África Ocidental entram sem visto por até 90 dias ao abrigo do protocolo de livre circulação, e entre esses Estados estão dois países de língua portuguesa, Cabo Verde e a Guiné-Bissau — quem viaja com um desses passaportes tem uma via muito mais simples, bastando documento válido. Os requisitos habituais do pedido de visto são passaporte com pelo menos seis meses de validade para além das datas de viagem e com páginas em branco, formulário preenchido, fotografias, certificado de vacinação contra a febre amarela, comprovante de alojamento ou carta-convite, itinerário e passagem de regresso, além da taxa consular; algumas representações pedem ainda carta-convite de anfitrião ou empresa local. E há um requisito que não tem exceção de nacionalidade nenhuma: o certificado de febre amarela é obrigatório e é efetivamente verificado, tanto no aeroporto como nas fronteiras terrestres, com a vacina administrada pelo menos dez dias antes da viagem. Algumas regiões do norte e do leste do país são objeto de orientações oficiais de viagem específicas — consulte as recomendações do governo do seu país para o percurso que pretende fazer, antes de definir o itinerário.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (CEDEAO)
Para cidadãos dos Estados membros da comunidade económica da África Ocidental, ao abrigo do protocolo regional de livre circulação — entre eles Cabo Verde e a Guiné-Bissau, os dois países de língua portuguesa do grupo. Entra-se com passaporte ou documento de identidade da comunidade, sem pedido prévio.
Visto de turismo (pedido em embaixada)
Para turismo, visita a familiares e amigos e estadas curtas — a via do passaporte brasileiro e do português. Pede-se antecipadamente numa embaixada ou consulado burquinabé, com reserva de alojamento ou carta-convite, certificado de febre amarela e a documentação corrente. Não há visto eletrónico nem emissão à chegada.
Visto de negócios
Para reuniões, conferências, atividade comercial de curta duração, projetos institucionais e trabalho com organizações não governamentais e humanitárias. Exige carta-convite de empresa, organização ou entidade pública burquinabé, em papel timbrado, com indicação do objeto e da duração.
Longa permanência e autorização de residência
Para estadas além do período turístico — trabalho, estudo, reagrupamento familiar ou fixação. O visto de longa duração é emitido na embaixada no estrangeiro, e a autorização de residência é depois tratada já no país, junto da autoridade competente em Ouagadougou.
Visto de trânsito
Para quem passa pelo aeroporto de Ouagadougou a caminho de um terceiro país. Exige comprovativo de viagem em continuação, passaporte com seis meses de validade e certificado de febre amarela. Quem permanece na zona internacional em escalas curtas dispensa normalmente o visto.
Informações importantes para viajar a Burkina Faso
Burkina Faso é uma viagem de cultura, e é assim que deve ser escolhida. Ouagadougou é o centro cultural da África Ocidental francófona: acolhe de dois em dois anos o festival panafricano de cinema e televisão, o mais importante do continente desde o final dos anos sessenta, cujo grande prémio lançou uma geração inteira de realizadores africanos, e recebe também a maior feira internacional de artesanato da África francófona. Bobo-Dioulasso, a segunda cidade, foi paragem de caravanas nas rotas transarianas e conserva uma grande mesquita de adobe de 1880, construída na tradição sudano-saheliana com as vigas de madeira a espetar das paredes, além de um bairro antigo da mesma arquitetura e da cena de música ao vivo mais reputada do país. No sul, junto à fronteira com o Gana, o recinto real de Tiébélé é um dos exemplos mais notáveis de arte mural vernacular de toda a África Ocidental. No sudoeste, as ruínas classificadas pela UNESCO ligam o território às antigas rotas do ouro, e a região das cascatas junta agulhas de arenito erodido, quedas de água, domos de pedra e um lago com hipopótamos. E os reinos mossi, com mais de seiscentos anos de tradição real ininterrupta, mantêm uma corte em funcionamento na capital. Algumas regiões do norte e do leste têm orientações oficiais de viagem específicas, a consultar antes de traçar o percurso.
Descubra Burquina Faso
Esta é a primeira coisa a resolver e a que mais planos estraga quando se descobre tarde. Ao contrário da maioria dos destinos que esta página cobre, Burkina Faso não tem visto eletrónico nem emissão à chegada para turismo: o visto pede-se numa embaixada ou consulado burquinabé, com antecedência real, e tanto o passaporte brasileiro como o português seguem essa via. Conte com semanas, não dias, e com um processo consular clássico — formulário, fotografias, passaporte com seis meses de validade e páginas livres, comprovante de alojamento ou carta-convite, itinerário, passagem de regresso e taxa. Algumas representações pedem ainda carta-convite de um anfitrião ou empresa local, o que na prática significa ter alguma coisa organizada no destino antes de pedir. A par disso corre um requisito sem exceções: o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, obrigatório para todas as nacionalidades e verificado tanto no aeroporto como nas fronteiras terrestres, com a vacina administrada pelo menos dez dias antes da viagem. Trate da vacina primeiro, porque sem o certificado o visto não lhe serve de nada. Quem viaja com passaporte de Cabo Verde ou da Guiné-Bissau tem outra vida: como Estados da comunidade regional, entram sem visto por 90 dias.
Formas de explorar este destino
O festival de cinema e televisão de Ouagadougou realiza-se de dois em dois anos desde o final dos anos sessenta e é o mais importante do continente africano, com um grande prémio que se tornou a distinção definidora da profissão e ajudou a lançar uma geração de realizadores. Durante a quinzena, as salas e os mercados adjacentes transformam a capital — e o alojamento esgota com meses de antecedência.
No sul, junto à fronteira com o Gana, as casas de adobe do recinto real kassena estão inteiramente cobertas de murais geométricos — galões, ziguezagues, losangos e motivos animais — pintados à mão por mulheres com pigmentos naturais de manganês preto, caulino branco e laterite vermelha, e repintados de geração em geração. Casas habitadas, não museu.
A segunda cidade do país, antiga paragem de caravanas nas rotas transarianas, conserva a grande mesquita de 1880, erguida inteiramente em adobe na tradição sudano-saheliana com as vigas de madeira a sair das paredes. Atrás dela fica o bairro antigo de pátios tradicionais, e a cidade tem ainda uma estação ferroviária dos anos trinta e a vida noturna musical mais reputada do país.
Primeiro sítio do país classificado como Património Mundial, no sudoeste junto às fronteiras com o Gana e a Costa do Marfim: muralhas maciças de pedra laterítica, as mais bem preservadas de cerca de uma centena de fortificações da região, datadas de pelo menos o século XI e ligadas ao comércio de ouro que atravessava o Saara. Sobrevivem intactas no meio de floresta densa.
No sudoeste, uma fila de agulhas e pináculos de arenito erodido que sobem abruptamente de terreno plano, percorridos a pé com a luz rasante do início ou do fim do dia. Perto dali, as quedas de água da região das cascatas, os domos de pedra erodida que formam um labirinto de cúpulas arredondadas, e um lago com hipopótamos visitado em piroga ao amanhecer.
Os mossi são cerca de metade da população e os seus reinos, fundados no século XV, continuam a ser uma instituição viva. O imperador mantém corte na capital, e todas as sextas-feiras de manhã uma cerimónia de meia hora diante do palácio reencena um ritual com mais de quinhentos anos. O museu nacional de música e um museu a norte da capital reúnem insígnias reais, máscaras e instrumentos.
Um complexo classificado pela UNESCO e partilhado com o Níger e o Benim, entre os últimos grandes ecossistemas de savana intactos da África Ocidental, com elefantes, leões, hipopótamos, búfalos, antílopes e mais de trezentas espécies de aves. Confirme o acesso com o operador e consulte as orientações oficiais de viagem para a região oriental antes de planear a visita.
Dinheiro e moeda
Franco CFA da África Ocidental (XOF)
Código da moeda: XOF
Dicas práticas sobre dinheiro
Franco CFA, com paridade fixa ao euro
Burkina Faso usa o franco CFA da África Ocidental, emitido pelo banco central regional e partilhado por oito países da região — o que significa que a mesma moeda serve vários destinos vizinhos, mas não vale fora dessa zona. Tem paridade fixa com o euro, a 655,957 francos por euro, e essa fixação é a melhor notícia prática do destino para quem vem da zona euro: não há incerteza cambial nenhuma, e a conversão faz-se de cabeça depois de interiorizada. Troque nos bancos das cidades maiores, que dão as melhores condições; os hotéis também trocam, com câmbio pior, e os balcões de aeroporto servem apenas para o indispensável do primeiro dia. Para o viajante brasileiro, o real não se troca no país: leve euros em notas novas e bem conservadas, que rendem melhor, ou dólares americanos, aceites com condições ligeiramente inferiores. Evite câmbio informal de rua.
Caixas automáticas poucas, e nem sempre fiáveis
Há caixas automáticas em Ouagadougou, em Bobo-Dioulasso e noutras cidades maiores, geralmente em agências bancárias e em hotéis grandes — mas ficam sem notas com alguma frequência, sobretudo ao fim de semana, e avarias não são raras. Não construa a viagem à volta delas. Prefira as máquinas de bancos com presença sólida na região, como o Ecobank e o Bank of Africa, e use-as durante o horário de expediente para ter a quem recorrer se o cartão ficar retido. Uma nota prática que vale dinheiro: os cartões de uma das bandeiras internacionais são aceites com mais frequência do que os da outra, pelo que levar um de cada é a redundância certa neste país. Avise o banco das datas da viagem para evitar bloqueio preventivo, espere um limite por levantamento, e mantenha sempre uma reserva de dinheiro vivo intocada.
Economia de dinheiro vivo — o cartão é exceção
A aceitação de cartão é bastante limitada: alguns hotéis e restaurantes de gama alta na capital podem aceitar, e a lista acaba praticamente aí. Mercados, pequenos comércios, transportes, guias, entradas e a esmagadora maioria dos serviços do dia a dia funcionam exclusivamente em francos CFA em espécie. O pagamento por aproximação é raríssimo, e as carteiras digitais internacionais não funcionam. Existe um sistema de pagamentos por telemóvel muito usado pela população local para contas e transferências, mas exige cartão SIM e documento de identificação burquinabé para registo, pelo que não está ao alcance de quem está de passagem — saiba que existe para perceber a pergunta quando lha fizerem, e responda com dinheiro. Para cartões brasileiros, conte com o IOF sobre compras e levantamentos internacionais e confirme a alíquota com o seu banco antes de partir.
Acessível, mas organize o dinheiro de forma conservadora
Burkina Faso é um destino acessível face aos padrões ocidentais, com a capital mais cara do que as cidades menores e o interior mais barato do que ambas. O que exige método não é o custo, é a liquidez. A abordagem que funciona tem três passos: leve euros em notas boas para trocar, converta e levante com folga enquanto estiver nas cidades grandes, e entre no interior já com o dinheiro de que vai precisar, porque os serviços bancários fora do eixo principal são escassos ou inexistentes. Leve notas pequenas, já que o troco é um problema constante fora do comércio formal. A gorjeta não é obrigatória mas é apreciada: uma percentagem modesta em restaurantes, uma quantia simbólica para quem carrega bagagem, e uma gratificação diária para guias e condutores, que num país onde o guia faz metade da viagem é dinheiro bem entregue. Para emergências, os dois grandes operadores internacionais de transferência, Western Union e MoneyGram, têm balcões no país.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Precisa, tanto com passaporte brasileiro como com português, e é importante perceber que não há atalho: não existe visto eletrónico nem emissão à chegada para turismo. O pedido faz-se antecipadamente numa embaixada ou consulado burquinabé, com formulário, fotografias, passaporte válido por pelo menos seis meses com páginas em branco, certificado de febre amarela, comprovante de alojamento ou carta-convite, itinerário, passagem de regresso e a taxa consular. Algumas representações pedem também carta-convite de anfitrião ou empresa local. Conte com semanas de antecedência e organize o alojamento antes de submeter. Há uma exceção que interessa a parte dos leitores desta página: quem tem passaporte de Cabo Verde ou da Guiné-Bissau entra sem visto por até 90 dias, por serem Estados da comunidade regional.
É, para todas as nacionalidades e sem exceções, e é efetivamente verificada — tanto no aeroporto como nas fronteiras terrestres. O certificado internacional de vacinação tem de mostrar a vacina administrada pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo necessário para a imunidade se instalar. Trate dela antes de qualquer outra coisa, inclusive antes de submeter o pedido de visto, já que o certificado faz parte da documentação exigida no processo consular. Marque a consulta num centro de vacinação internacional assim que decidir viajar, leve o certificado em papel junto ao passaporte e guarde uma fotografia dele no telemóvel. Aproveite a mesma consulta para tratar da profilaxia da malária, que é endémica no país durante todo o ano.
O franco CFA da África Ocidental, que tem paridade fixa com o euro e não flutua — uma vantagem prática considerável, porque elimina a incerteza cambial e torna a conversão imediata para quem vem da zona euro. Para o leitor brasileiro, o caminho eficiente costuma ser converter reais em euros antes de partir e trocar no destino. As caixas automáticas são fiáveis em Ouagadougou e em Bobo-Dioulasso e escasseiam fora dessas duas cidades, pelo que se levanta antes de seguir para o interior, com margem. Os cartões funcionam apenas em hotelaria maior e em pouco mais. Note ainda que os pagamentos por telemóvel, que dominam a vida local, exigem cartão SIM e documento burquinabé e não estão ao alcance do visitante: conte com dinheiro vivo e leve notas pequenas.
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Solicite seu visto eletrônicoAs informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.