Camboja

Bandeira: Camboja

Código Telefônico

+855

Capital

Phnom Penh

População

17,3 milhões

Nome Nativo

Kâmpŭchéa

Região

Ásia

Sudeste Asiático

Fuso Horário

Indochina Time

UTC+07:00

O Camboja é o país de Angkor, e essa é uma frase que engana pela metade. Angkor não é um templo: é um parque arqueológico de cerca de 400 km² com mais de mil templos erguidos pelo Império Khmer entre os séculos IX e XV, e visitá-lo é uma questão de logística tanto quanto de deslumbramento. Mas o país que o rodeia tem vida própria — uma capital à beira da confluência de dois rios, um lago imenso com aldeias construídas sobre a água, ilhas de areia branca no golfo, e uma cozinha de curry no vapor e peixe de água doce que quase ninguém antecipa. Para brasileiros e portugueses a entrada é direta: nenhuma das duas nacionalidades é isenta, mas ambas resolvem o visto pela internet antes de viajar ou no próprio balcão de chegada. E há uma particularidade prática que convém saber antes de arrumar a carteira: aqui circulam duas moedas ao mesmo tempo, e o dólar americano é a principal delas.

Regras de visto e entrada para o Camboja

O Camboja tem opções de visto convenientes, e tanto brasileiros quanto portugueses seguem o mesmo caminho: nenhum dos dois é isento, mas ambos podem usar o e-visa ou o visto na chegada. O e-visa de turismo é solicitado on-line no portal oficial do governo cambojano, com processamento de alguns dias úteis; vale por 30 dias, entrada única, e é aceito apenas em pontos de entrada específicos — confira a lista atual no site oficial antes de comprar a passagem, porque essa é a limitação que mais atrapalha quem entra por terra. O visto na chegada está disponível nos aeroportos de Phnom Penh e Siem Reap e na maioria das fronteiras terrestres; leve uma foto tipo passe e o valor da taxa em dólares americanos em dinheiro, em notas limpas e sem rasgos, porque não se aceita cartão no balcão. Há ainda o visto de negócios na chegada, que custa um pouco mais e permite prorrogações sucessivas de até um ano — é a escolha prática de quem pretende ficar bastante tempo, e não o visto de turismo. As taxas variam conforme a categoria e são revistas de tempos em tempos: confirme os valores em vigor no portal oficial antes de viajar. O passaporte deve ter validade mínima de seis meses e ao menos uma página em branco. O visto de turismo pode ser prorrogado uma vez, por mais 30 dias, num escritório de imigração.

Tipos de visto comuns

E-visa de turismo (a via mais prática)

30 dias, entrada única; válido por alguns meses a partir da emissão; taxa confirmada no portal oficial

Solicitado on-line no sistema oficial do governo cambojano por brasileiros, portugueses e a maioria das nacionalidades. Peça pela internet, receba a aprovação por e-mail, imprima e apresente na chegada. Válido apenas em pontos de entrada específicos — os aeroportos de Phnom Penh e Siem Reap e algumas fronteiras terrestres —, o que exige conferir o seu ponto de entrada antes de emitir.

Visto na chegada (turismo)

30 dias; prorrogável uma vez por mais 30 dias

Para turismo, nos aeroportos de Phnom Penh e Siem Reap e na maioria das fronteiras terrestres. Leve uma foto tipo passe e o valor exato da taxa em dólares americanos em dinheiro, com notas em bom estado. Dispensa pedido prévio, mas pode haver fila nos pontos movimentados e nos horários de chegada concentrada.

Visto de negócios na chegada

30 dias iniciais; prorrogável por 1, 3, 6 ou 12 meses

Para viagens de negócios, profissionais de organizações não governamentais ou quem planeja estadas mais longas. Custa um pouco mais que o de turismo e permite várias prorrogações de até um ano, com múltiplas reentradas enquanto a prorrogação estiver válida — a escolha certa para permanências longas, em vez de encadear vistos de turista.

Entrada sem visto (ASEAN)

De 14 a 30 dias conforme a nacionalidade

Para cidadãos dos países da associação de nações do Sudeste Asiático — Tailândia, Malásia, Singapura, Indonésia, Filipinas, Vietnã, Laos, Mianmar e Brunei — em viagens de turismo ou negócios, sem taxa e sem pedido prévio.

Informações importantes para viajar ao Camboja

Vistos: brasileiros e portugueses não são isentos, mas ambos usam o e-visa, pedido no portal oficial do governo cambojano antes de viajar, ou o visto na chegada. O e-visa só vale em pontos de entrada específicos — confira a lista no site oficial antes de comprar a passagem.

Taxas: os valores das três categorias de visto e da prorrogação são revistos de tempos em tempos. Confirme os montantes em vigor no portal oficial e leve o valor exato em dólares americanos em dinheiro se optar pelo visto na chegada, com notas limpas e sem rasgos.

Passaporte: validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada, com ao menos uma página em branco para o carimbo do visto.

Visão geral da viagem

O Camboja recompensa o viajante com grandiosidade antiga, hospitalidade calorosa e um custo de vida que faz os vizinhos do Sudeste Asiático parecerem caros. O Parque Arqueológico de Angkor é o centro de tudo: mais de mil templos espalhados por cerca de 400 km², erguidos pelo Império Khmer entre os séculos IX e XV. Angkor Wat ao amanhecer — o maior monumento religioso do mundo refletido no fosso enquanto o céu se faz dourado — é um dos grandes momentos de qualquer viagem. Os 216 rostos enigmáticos do Bayon sorriem de todos os ângulos; as figueiras gigantes do Ta Prohm consumindo as paredes parecem cena de outro mundo; e os relevos finíssimos em arenito rosa de Banteay Srei são o ápice da arte khmer. Siem Reap, a cidade-porta, deixou de ser uma base empoeirada para virar destino próprio: mercados noturnos, comida de rua e uma cena de restaurantes e galerias cada vez mais sofisticada. Phnom Penh, na confluência do Mekong com o Tonle Sap, combina o Palácio Real e o Pagode de Prata com museus memoriais do século XX — Tuol Sleng e Choeung Ek — entre os principais sítios culturais da cidade, visitados com respeito. As aldeias flutuantes do Tonle Sap mostram um modo de vida inteiramente sobre a água. E o litoral sul entrega paraíso tropical de verdade: Koh Rong e Koh Rong Sanloem têm areia branca, água turquesa e plâncton bioluminescente à noite.

Descubra Camboja

O erro mais comum de quem chega é tratar Angkor como uma visita e não como uma região, e é por isso que tanta gente sai de lá exausta e com a sensação de ter visto tudo igual. O sítio tem mais de mil templos espalhados por cerca de 400 km², e organiza-se na prática em dois circuitos: um pequeno, que liga os monumentos principais e cabe num dia, e um grande, mais afastado, que pede outro. O ingresso é comprado à parte, na bilheteria oficial perto de Siem Reap, e existe em versões de um, três e sete dias, com preço crescente — confirme os valores atuais na compra. A escolha do passe é a decisão que define a visita: um dia dá para os destaques e deixa dívida; três dias é o formato que a maioria considera certo, porque permite alternar templos com descanso nas horas de calor. Contrate um condutor de tuk-tuk por dia inteiro, o que é a forma normal e barata de circular entre monumentos distantes uns dos outros, e combine o roteiro na véspera. E leve a sério o calor: comece cedo, pare entre o meio-dia e as três da tarde, e volte ao fim do dia.

Formas de explorar este destino

Templos e arqueologia

Angkor Wat (o maior monumento religioso do mundo), o Bayon com 216 rostos de pedra sorridentes, o Ta Prohm (o templo tomado pelas figueiras), Banteay Srei (relevos finíssimos em arenito rosa) e Preah Vihear, no alto da escarpa da fronteira com a Tailândia. O ingresso do parque é comprado à parte, em passes de 1, 3 ou 7 dias.

Cidades e cultura

Siem Reap, com mercados noturnos, comida de rua e cena artística ao pé de Angkor; Phnom Penh, com o Palácio Real, o Pagode de Prata, a orla dos dois rios e o mercado art déco; Battambang, com arquitetura antiga, ateliês de arte e o famoso trem de bambu.

Praias e ilhas

Koh Rong e Koh Rong Sanloem, com praias de areia branca e plâncton bioluminescente brilhando à noite, e as praias mais tranquilas da costa continental. O litoral cambojano segue bem menos urbanizado que o das ilhas tailandesas.

Gastronomia e comida de rua

O amok (prato nacional: curry de peixe no vapor, na folha de bananeira, com leite de coco e açafrão-da-terra), o lok lak (carne com molho de pimenta e ovo frito), o num pang (o sanduíche cambojano, primo do banh mi vietnamita), manga e coco frescos, e a comida de rua dos mercados noturnos.

Natureza e vida selvagem

O Lago Tonle Sap, com as suas aldeias flutuantes, a floresta das Montanhas Cardamomo, os golfinhos do rio Mekong perto de Kratie, as Montanhas Kulen com rios sagrados e cachoeiras, e a natureza da província de Koh Kong.

História e sítios memoriais

Os museus memoriais do século XX em Phnom Penh — Tuol Sleng e Choeung Ek — estão entre os sítios culturais e históricos mais visitados da cidade; a visita é feita com respeito, em silêncio e com roupa discreta. Reserve pelo menos meio dia.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
KHR

Riel cambojano (KHR), dólar americano (USD)

Código da moeda: KHR

Dicas práticas sobre dinheiro

Economia bidolarizada — dólar para quase tudo, riel para o troco

O Camboja opera um sistema de moeda dupla bastante particular. O dólar americano (USD) é usado em quase todas as transações — contas de hotel, passeios, refeições, supermercados. O riel cambojano (KHR) é a moeda oficial, mas serve sobretudo para o troco abaixo de US$ 1 (1 dólar ≈ 4 000 riéis); você recebe riéis como troco ao pagar em dólar. Nas áreas turísticas, os preços costumam ser cotados em dólares. Leve dólares em espécie, limpos e sem rasgos — cédulas gastas ou rasgadas podem ser recusadas — e não traga riéis de fora do país. Euros e outras moedas podem ser trocados em bancos como o ABA e em casas de câmbio autorizadas (evite os balcões de aeroporto), mas o dólar é a única moeda estrangeira realmente usável no balcão.

Caixas eletrônicos entregam dólares — mas cobram US$ 4 a US$ 6 por saque

Os caixas eletrônicos são fáceis de achar em Phnom Penh, Siem Reap, Sihanoukville, Kampot e Battambang — os do ABA Bank, do ACLEDA Bank e do Canadia Bank são os mais confiáveis, e quase todos entregam dólares. A maioria cobra uma tarifa fixa por saque, independentemente do valor retirado, o que muda a estratégia: compensa sacar quantias maiores de uma vez em vez de repetir saques pequenos (os caixas do ACLEDA às vezes isentam a tarifa). Ao sacar, escolha sempre cobrar em dólar e recuse a conversão para a sua moeda. Para cartões brasileiros, some ainda o IOF sobre saques e operações internacionais; avise seu banco antes de viajar.

Cartões nos centros turísticos; o dinheiro em dólar é rei

Visa e Mastercard são aceitos em hotéis, restaurantes maiores e agências de viagem dos principais centros turísticos. O sistema cambojano Bakong (uma plataforma de pagamento por celular) e o ABA Pay crescem rápido entre a população local, mas exigem conta em banco local e não são acessíveis ao visitante de passagem. Apple Pay e Google Pay têm pouca aceitação. Na prática, o dinheiro vivo em dólar continua mandando nos gastos do dia a dia: leve sempre cédulas de dólar em mãos.

Um dos destinos mais baratos do Sudeste Asiático

O Camboja é um dos destinos mais acessíveis da região. Estimativas: comida de rua de US$ 1 a US$ 3; refeição em restaurante local de US$ 3 a US$ 8; pousada simples de US$ 8 a US$ 20 a diária; hotel de categoria média de US$ 25 a US$ 60; tuk-tuk pela cidade de US$ 2 a US$ 5. Os passes de Angkor são um custo à parte e relevante: US$ 37 (1 dia), US$ 62 (3 dias) e US$ 72 (7 dias). Gorjeta não é obrigatória, mas é muito apreciada, já que os salários são baixos: em restaurantes, deixe US$ 1 a US$ 2 ou arredonde; guias de turismo, US$ 5 a US$ 10 por um dia inteiro; arrumadeiras, US$ 1 a US$ 2 por noite — sempre em dólar.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Precisa, tanto com passaporte brasileiro quanto com português — nenhuma das duas nacionalidades é isenta —, mas a formalidade é simples e tem duas vias. A primeira é o e-visa de turismo, pedido on-line no portal oficial do governo cambojano antes de viajar, com processamento de alguns dias úteis: vale 30 dias, entrada única, e traz uma limitação importante, porque só é aceito em pontos de entrada específicos, sobretudo os aeroportos de Phnom Penh e Siem Reap e algumas fronteiras terrestres. Confira o seu ponto de entrada antes de emitir. A segunda é o visto na chegada, disponível nesses aeroportos e na maioria das fronteiras terrestres, para o qual precisa levar uma foto tipo passe e o valor da taxa em dólares americanos em dinheiro. O passaporte tem de ter seis meses de validade e ao menos uma página em branco.

Três, na maioria dos casos, e essa é provavelmente a decisão que mais afeta a qualidade da sua visita. O ingresso do parque é vendido à parte, na bilheteria oficial perto de Siem Reap, em versões de um, três e sete dias com preço crescente. Um dia chega para os destaques — Angkor Wat, o Bayon e o Ta Prohm — mas obriga a atravessar as horas de mais calor sem parar e deixa a sensação de ter corrido. Três dias permitem separar o circuito pequeno do grande, incluir Banteay Srei numa saída de meio dia e, sobretudo, descansar entre o meio-dia e o meio da tarde, que é o que torna a visita sustentável. Sete dias fazem sentido para quem tem interesse específico em arquitetura ou fotografia. Compre na véspera se pretende ver o nascer do sol.

Vale, com uma condição: ir sabendo que não vai estar sozinho. A silhueta das cinco torres refletida no fosso enquanto o céu muda de cor é a imagem que define o país, e o efeito é real. Mas é também o momento mais concorrido do dia, e a diferença entre uma boa e uma má experiência está na preparação: compre o ingresso na véspera, esteja no local por volta das cinco da manhã, leve lanterna e escolha antes de qual lado do lago se vai posicionar, já que ambos funcionam e o da esquerda costuma ter menos gente. Leve também repelente e algo para se sentar. Depois do amanhecer, aproveite que a maioria volta ao hotel para o café da manhã e siga direto para o templo seguinte — as duas horas seguintes são das mais tranquilas do dia.

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Solicite seu visto eletrônico

Também exigido: cartão digital de chegada

As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.