Coreia do Sul
Código Telefônico
+82
Capital
Seul
População
51,5 mi (2017)
Idiomas
coreano · língua de sinais coreana
Área
100.295 km²
Eletricidade
220 V
Tipos de tomada
Schuko · Europlug
Mão de direção
direita
Nome Nativo
대한민국
Região
Ásia
Ásia Oriental
Fuso Horário
Horário Padrão da Coreia
UTC+09:00
Nesta página
A Coreia do Sul é um país do leste asiático com cerca de 52 milhões de habitantes, cuja capital, Seul, concentra boa parte da vida econômica e cultural nacional. Brasileiros e portugueses entram sem visto para estadias turísticas de até 90 dias, mas precisam solicitar previamente o K-ETA (autorização eletrônica de viagem) — a isenção temporária que dispensa alguns passaportes ocidentais não inclui o Brasil nem Portugal — além de preencher o cartão e-Arrival on-line até três dias antes da viagem.
Coreia do Sul: sistema de visto e entrada
A Coreia do Sul oferece entrada sem visto para a maioria das nacionalidades ocidentais, incluindo Brasil e Portugal, para estadias de até 90 dias com fins turísticos ou de negócios. Não é preciso solicitar visto com antecedência, mas o K-ETA (Korean Electronic Travel Authorization) é obrigatório para brasileiros e portugueses antes do embarque — a isenção temporária que a Coreia concede a alguns passaportes ocidentais não inclui o Brasil nem Portugal. A solicitação deve ser feita exclusivamente pelo portal oficial do governo coreano, já que outros sites que oferecem o serviço costumam ser golpes. O processamento leva até 72 horas. Desde fevereiro de 2025, também é obrigatório preencher o cartão e-Arrival on-line, com até três dias de antecedência da viagem. O passaporte deve estar válido no momento da entrada para estadias curtas (não há prazo mínimo de validade exigido nesse caso); quem solicita visto de longa duração precisa de seis meses de validade. Um bilhete de ida e volta ou de continuação de viagem pode ser solicitado na chegada. O trabalho é estritamente proibido durante estadias sem visto — qualquer atividade remunerada exige visto específico, obtido antecipadamente numa missão diplomática coreana.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (até 90 dias)
Para turismo, visitas culturais, reuniões de negócios, conferências e visitas a familiares. Disponível para brasileiros, portugueses e a maioria das nacionalidades ocidentais. Exige K-ETA aprovado antes do embarque e o cartão e-Arrival preenchido on-line com até três dias de antecedência. Trabalho remunerado proibido nessa modalidade.
K-ETA (autorização eletrônica de viagem)
Obrigatório para brasileiros, portugueses e demais viajantes isentos de visto não abrangidos pela isenção temporária coreana. Solicitação exclusivamente pelo portal oficial do governo coreano — outros sites que oferecem o serviço são golpes. Processamento de até 72 horas; permite múltiplas entradas durante o período de validade, e um K-ETA aprovado dispensa também o cartão e-Arrival.
Visto de trabalho ou ensino (série E)
Para atividade remunerada na Coreia do Sul. O visto de professor E-2, por exemplo, exige diploma universitário de graduação (curso de TEFL isolado não é suficiente), antecedentes criminais limpos e exame médico. Deve ser obtido numa embaixada coreana antes do embarque — o status de visto não pode ser alterado dentro do país.
Visto de estudante (D-2)
Para estudos de tempo integral em universidades coreanas. Exige carta de aceite de instituição credenciada. Solicitado por meio de missões diplomáticas coreanas, com passaporte válido por pelo menos seis meses.
Informações essenciais para viajar à Coreia do Sul
•Entrada sem visto por até...
•K-ETA: obrigatório para brasileiros e...
•Cartão e-Arrival: obrigatório desde fevereiro...
•Passaporte: deve estar válido no...
•Trabalho remunerado é estritamente proibido...
•Medicamentos controlados: alguns exigem aprovação...
•Moeda: won sul-coreano (KRW). Cartões...
•Transporte: metrôs de padrão mundial...
•Idioma: coreano predominante. O inglês...
•Estações: primavera (março a maio,...
•Gorjeta não é costume na...
A Coreia do Sul entrega uma densidade de experiências que rivaliza com o Japão por uma fração do custo. Seul mistura palácios centenários com bairros futuristas, a Zona Desmilitarizada (DMZ) oferece um mergulho surreal na Guerra Fria ainda ativa, e a Ilha de Jeju atrai com paisagens vulcânicas e mulheres mergulhadoras haenyeo. A gastronomia — churrasco coreano grelhado à mesa, bibimbap, tteokbokki e mercados de rua que não fecham — já justifica sozinha a viagem.
Descubra Coreia do Sul
Palácio Gyeongbokgung e os cinco grandes palácios de Seul
Seul abriga cinco palácios reais da dinastia Joseon, e o Gyeongbokgung é o maior e mais fotografado: reconstruído após a demolição promovida durante a ocupação colonial japonesa, seu salão do trono Geunjeongjeon e o Museu Folclórico Nacional no mesmo terreno preenchem uma manhã inteira, com a cerimônia de troca da guarda (10h e 14h, gratuita) encenada com trajes militares Joseon completos. Alugar um hanbok em uma das dezenas de lojas nas ruas de acesso ao palácio isenta totalmente a entrada — um dos raros casos em que a fantasia turística também é o desconto. O Changdeokgung, Patrimônio Mundial da UNESCO, é a escolha de quem busca algo mais raro: seu Jardim Secreto (Huwon) exige ingresso separado, com horário marcado e visita guiada obrigatória, recompensando com um refúgio real ajardinado de lagoas, pavilhões e árvores de trezentos anos que a geometria mais formal do Gyeongbokgung não tenta reproduzir.
A DMZ: Panmunjom, túneis e postos de observação
Nenhum outro destino no mundo oferece o que a DMZ oferece: uma fronteira da Guerra Fria congelada em operação ativa, setenta anos depois. A Área de Segurança Conjunta em Panmunjom — onde cabanas azuis de conferência ficam sobre a linha de demarcação militar e soldados das duas Coreias permanecem a poucos metros um do outro — exige reserva com semanas de antecedência por meio de operadora autorizada, passaporte em mãos, com código de vestimenta rigorosamente aplicado (nada de calças rasgadas ou camuflagem). Passeios mais amplos pela DMZ saindo de Seul, sem acesso à Área de Segurança Conjunta, visitam o Terceiro Túnel de Infiltração cavado pela Coreia do Norte, o Observatório de Dora com binóculos apontados para Kaesong do outro lado da fronteira, e a Estação de Dorasan — uma estação de trem totalmente construída e nunca usada, pensada para um dia conectar Seul a Pyongyang.
Ilha de Jeju: paisagens vulcânicas e as mergulhadoras haenyeo
A uma hora de voo de Seul, Jeju segue um ritmo totalmente próprio. O Hallasan, pico mais alto da Coreia do Sul com 1.950 metros, é um vulcão adormecido que pode ser escalado por diversas trilhas — as rotas Seongpanak e Gwaneumsa alcançam a borda da cratera no cume, outras param mais abaixo. A Caverna Manjanggul, um dos melhores sistemas de tubos de lava do mundo, tem um trecho de um quilômetro aberto ao público, passando por uma coluna de lava de 7,6 metros. As haenyeo — mulheres que mergulham sem equipamento de respiração para colher abalone, ouriço-do-mar e polvo, prática reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial — podem ser observadas em vilarejos costeiros e no Museu Haenyeo, em Hado, com o produto da pesca servido fresco na sequência.
Churrasco coreano, comida de rua e a mesa de banchan
A gastronomia coreana gira em torno da grelha compartilhada e de uma mesa de banchan (acompanhamentos) que chega de graça com qualquer refeição, sempre reposta. Num restaurante de galbi ou samgyeopsal, a carne crua chega à mesa para você mesmo grelhar no carvão ou no gás, enrolada em folhas de alface com pasta ssamjang, alho e kimchi — uma refeição mais social e demorada do que parece. O Mercado Gwangjang, em Seul, aberto desde 1905, é a referência em comida de rua: bindaetteok (panquecas de feijão-mungo), mayak gimbap (rolinhos de arroz e alga em porções pequenas, apelidados de «viciantes» e não literalmente narcóticos) e yukhoe (tartar de carne bovina à coreana) são comidos em pé, em mesas comunitárias. Jeonju, duas horas ao sul de Seul, é reconhecida como o berço do bibimbap e vale o desvio só pela sua vila hanok.
Formas de explorar este destino
Palácio Gyeongbokgung (1395, troca da guarda em trajes Joseon), Jardim Secreto do Changdeokgung (UNESCO), Vila Hanok de Bukchon, compras em Myeongdong, cafés de design em Gangnam, cena musical independente de Hongdae e o Mercado de Peixes de Noryangjin — Seul é uma cidade que nunca para.
A fronteira mais fortemente militarizada do planeta, dividindo as duas Coreias desde 1953. Passeios com reserva antecipada visitam a Área de Segurança Conjunta em Panmunjom, túneis de infiltração norte-coreanos, o Observatório de Dora e a Estação de Dorasan — uma experiência única, disponível em nenhum outro lugar do mundo.
Ilha vulcânica subtropical (Reserva da Biosfera da UNESCO). Hallasan (1.950 m, pico mais alto), Tubo de Lava Manjanggul (UNESCO), mergulhadoras haenyeo (Patrimônio Imaterial da UNESCO), pomares de tangerina, praias de areia negra e a Trilha Olle, com 425 km de caminhos costeiros divididos em 21 trechos.
Churrasco coreano grelhado à mesa, bibimbap (Jeonju é o berço do prato), tteokbokki, kimchi jjigae, japchae e a extraordinária variedade de banchan. Pojangmacha (bares de tenda de rua) para soju e petiscos. Mercado Gwangjang em Seul para bindaetteok e mayak gimbap.
Pernoites em mosteiros budistas de montanha: dormir em pisos aquecidos ondol, comer comida vegetariana servida em silêncio, participar de cânticos antes do amanhecer e caminhar por trilhas de montanha. Haeinsa (Tripitaka Koreana, 80 mil blocos de xilogravura, UNESCO) e Bulguksa com a Gruta de Seokguram (Gyeongju, UNESCO) são os mais conhecidos.
HYBE Insight em Yongsan (agência do BTS), centros de experiência da SM Town e da JYP, locações de filmagem de k-dramas recorrentes na Torre Namsan e na Vila Mural de Ihwa, e noraebang (salas privadas de karaokê) espalhadas por praticamente toda rua comercial, abertas até tarde da noite.
Dinheiro e moeda
Won sul-coreano (KRW)
Código da moeda: KRW
Dicas práticas sobre dinheiro
Cartões e pagamento por aproximação funcionam quase em toda parte
A Coreia do Sul é um dos países mais amigáveis a cartões do mundo. Visa e Mastercard são aceitos em praticamente qualquer loja, restaurante, loja de conveniência, hotel e táxi em Seul, Busan e outras cidades. Pagamentos por aproximação (Apple Pay, Samsung Pay, Google Pay) funcionam na maioria dos terminais NFC. KakaoPay e Naver Pay dominam entre usuários locais, mas exigem conta bancária coreana. Para brasileiros e portugueses, o Apple Pay ou o Samsung Pay vinculados a um cartão internacional Visa/Mastercard costumam ser as opções mais práticas. Dinheiro em espécie ainda é necessário em mercados tradicionais, pequenos restaurantes locais e áreas rurais.
Procure caixas marcados «Global ATM» ou «Foreign Cards»
Nem todo caixa eletrônico coreano aceita cartões internacionais. Procure especificamente os marcados «Global ATM» ou «Foreign Cards» — encontrados em lojas de conveniência (CU, GS25, 7-Eleven), grandes bancos (Shinhan, KEB Hana, KB Kookmin) e aeroportos. Caixas eletrônicos comuns só funcionam com cartões domésticos. Sempre recuse a conversão automática de moeda no próprio caixa e saque diretamente em won. Cartões emitidos no Brasil têm incidência de IOF sobre saques e compras internacionais — confirme a alíquota vigente com o seu banco antes de viajar.
Tire um cartão T-money para o transporte — é essencial
O cartão T-money é o cartão de transporte integrado da Coreia do Sul: metrô, ônibus, táxi, lojas de conveniência e algumas máquinas de venda automática. Compre em qualquer loja de conveniência ou estação de metrô e depois recarregue com crédito. É só encostar para entrar no metrô ou pagar o ônibus, e ainda funciona em alguns táxis. Também dá desconto em relação à compra de passagens avulsas e funciona nos trens de alta velocidade KTX. Recarregável em lojas de conveniência e estações de metrô — a compra mais prática que você vai fazer na Coreia.
Gorjeta não faz parte da cultura coreana
A Coreia do Sul não tem cultura de gorjeta. Não deixe gorjeta em restaurantes, cafés, táxis ou hotéis — pode até causar confusão ou constrangimento. A taxa de serviço já vem incluída no preço, quando aplicável. Não é falsa modéstia, é norma cultural mesmo. As únicas exceções: alguns hotéis internacionais de luxo podem seguir o costume ocidental, e guias de passeios privados às vezes recebem uma gratificação pequena de bom grado. Fora isso, basta pagar a conta e seguir em frente.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Qual é a moeda da Coreia do Sul?
A Coreia do Sul é cara para viajar?
Cartões emitidos no Brasil pagam alguma taxa extra?
Posso usar Apple Pay ou Samsung Pay na Coreia do Sul?
O que é o cartão T-money e vale a pena comprar um?
Vale a pena trazer dólares ou euros em espécie?
Os mercados tradicionais só aceitam dinheiro?
Brasileiros e portugueses precisam de visto para a Coreia do Sul?
Não, para estadias turísticas de até 90 dias — mas brasileiros e portugueses precisam solicitar o K-ETA (autorização eletrônica de viagem) antes do embarque, exclusivamente pelo portal oficial do governo coreano; a isenção temporária que dispensa alguns passaportes ocidentais não inclui o Brasil nem Portugal.
O que é o K-ETA e como solicitar?
É a autorização eletrônica de viagem exigida dos viajantes isentos de visto — obrigatória para brasileiros e portugueses, que não estão na lista da isenção temporária coreana. Solicite apenas pelo portal oficial do governo coreano — sites de terceiros que oferecem o serviço costumam ser golpes. O processamento leva até 72 horas.
Preciso preencher algum formulário além do K-ETA?
Sim — o cartão e-Arrival, obrigatório desde fevereiro de 2025, deve ser preenchido on-line com até três dias de antecedência da viagem.
Posso trabalhar na Coreia do Sul com entrada sem visto?
Não — qualquer atividade remunerada é estritamente proibida durante estadias sem visto e exige visto de trabalho específico, obtido antecipadamente numa missão diplomática coreana.
Como faço a reserva para visitar a DMZ?
A Área de Segurança Conjunta em Panmunjom exige reserva com semanas de antecedência por meio de operadora autorizada, passaporte em mãos e código de vestimenta rigoroso. Passeios mais amplos pela DMZ, sem acesso a Panmunjom, têm reserva mais simples e saem de Seul.
Vale a pena visitar a Ilha de Jeju?
Sim — a uma hora de voo de Seul, Jeju oferece paisagens vulcânicas, trilhas até o Hallasan, tubos de lava e as tradicionais mergulhadoras haenyeo, um ritmo bem diferente do restante do país.
Qual é a melhor época para visitar a Coreia do Sul?
Primavera (março a maio, floração de cerejeiras) e outono (setembro a novembro, folhagem) são consideradas as melhores épocas, com clima ameno. O verão é quente e úmido, com chuvas de monção.
Próximo destino: Coreia do Sul? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
Garanta sua autorização de viagemA Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.