Croácia

Bandeira: Croácia

Código Telefônico

+385

Capital

Zagreb

População

3,9 milhões

Nome Nativo

Hrvatska

Região

Europa

Europa Meridional

Fuso Horário

Central European Time

UTC+01:00

A Croácia é o país que transformou o Adriático em destino de massa sem perder o que o tornava bom: mil e tantas ilhas, uma costa de pedra branca e água transparente, e cidades muralhadas que continuam habitadas em vez de museificadas. Zagreb é a capital, mas a viagem quase sempre acontece na costa, entre a Ístria ao norte, perfumada a trufas, e Dubrovnik ao sul, encostada à fronteira com o Montenegro. Há uma data que muda tudo para quem planeja: em 1º de janeiro de 2023 o país entrou no Espaço Schengen e adotou o euro na mesma semana. Para quem viaja com passaporte português, isso significa circulação livre e a moeda de casa. Para quem viaja com passaporte brasileiro, significa uma coisa concreta e menos divulgada — os dias passados na Croácia passaram a contar na cota Schengen dos 90 dias, e isso muda a aritmética de qualquer roteiro europeu mais longo.

Regras de entrada para a Croácia

Desde 1º de janeiro de 2023 a Croácia é membro pleno do Espaço Schengen, e aplicam-se as regras comuns de entrada. Quem viaja com passaporte português — ou é cidadão da União Europeia, do Espaço Económico Europeu ou da Suíça — entra apenas com o cartão de cidadão ou o passaporte, ao abrigo da livre circulação, sem limite de permanência e sem necessidade de autorização para trabalhar. Quem viaja com passaporte brasileiro entra sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, e este é o ponto que merece atenção redobrada: esse limite vale para TODO o Espaço Schengen e não apenas para a Croácia, pelo que os dias passados em Portugal, na Espanha, na Itália ou em qualquer outro país do espaço entram na mesma conta. Antes de 2023 a Croácia tinha contagem própria; deixou de ter. O viajante brasileiro deve ainda verificar se já é exigida a autorização eletrônica de viagem da União Europeia, o ETIAS — uma pré-autorização à semelhança do ESTA norte-americano, solicitada on-line no portal oficial antes de embarcar. Confirme a exigência aplicável à data da sua viagem, porque é matéria que se confirma na fonte e não se presume. O passaporte deve ter validade de pelo menos 3 meses além da data prevista de saída do Espaço Schengen e ter sido emitido nos últimos 10 anos. As nacionalidades sujeitas a visto solicitam o visto Schengen de curta duração num consulado da Croácia ou de qualquer país do espaço, com formulário, fotos, itinerário, comprovação de hospedagem, seguro de viagem com cobertura mínima de € 30.000 e comprovação de recursos. Para permanências acima de 90 dias é necessário o visto nacional de tipo D.

Tipos de visto comuns

Entrada sem visto (Schengen)

Até 90 dias em qualquer período de 180, contados em TODO o Espaço Schengen e não só na Croácia; passaporte válido 3 meses além da saída. Verifique se já é exigido o ETIAS à data da viagem.

Turismo, negócios, conferências e visitas a familiares e amigos para as nacionalidades isentas — caso do passaporte brasileiro. Sem pedido prévio, com carimbo na fronteira externa do espaço.

Livre circulação (UE, EEE e Suíça)

Permanência ilimitada; entrada com cartão de cidadão ou passaporte; direito de trabalhar sem autorização prévia

Para cidadãos da União Europeia, do Espaço Económico Europeu e da Suíça — caso do passaporte português — a turismo, trabalho, estudo, residência ou qualquer outra finalidade, sem restrições de permanência.

Visto Schengen de curta duração (tipo C)

Até 90 dias em qualquer período de 180, válido em todos os países Schengen; entrada simples, dupla ou múltipla conforme a emissão

Para estadas curtas — turismo, negócios, eventos culturais, conferências — das nacionalidades sujeitas a visto. Solicitado num consulado da Croácia ou de qualquer Estado do espaço, conforme o destino principal da viagem.

Visto nacional (tipo D)

Acima de 90 dias; é um visto croata, embora permita o trânsito pelo espaço Schengen

Para estadas acima de 90 dias — trabalho, estudo, reagrupamento familiar ou residência na Croácia. Exige documentação própria da finalidade e conduz a uma autorização de residência emitida já no país.

Informações essenciais para viajar à Croácia

A Croácia é membro do Espaço Schengen desde 1º de janeiro de 2023: sem controles de fronteira com os demais países do espaço e com as mesmas regras comuns de entrada.

Regra 90/180 para o viajante brasileiro: o máximo de 90 dias em qualquer período de 180 conta para TODO o Espaço Schengen e não apenas para a Croácia. Os dias em outros países do espaço entram na mesma conta — o que mudou com a adesão de 2023, já que antes a Croácia tinha contagem própria.

O Montenegro, ao lado de Dubrovnik, está fora do Espaço Schengen: os dias passados lá não descontam da cota Schengen, o que é útil a quem esteja perto do limite dos 90 dias.

Visão geral da viagem

A Croácia concentra numa costa relativamente curta uma variedade que costuma surpreender quem chega pela primeira vez. A Dalmácia é o cartão de visita: água transparente em todos os tons de turquesa, mais de mil ilhas, vilas portuárias de pedra branca e enseadas que só se alcançam de barco. Dubrovnik, no extremo sul, é uma cidade muralhada inteira e habitada, com um circuito de muralhas sobre o mar que se percorre a pé. Split organiza-se dentro de um palácio romano de mil e setecentos anos que nunca foi abandonado — hoje é um bairro com cafés, lojas e apartamentos entre as paredes imperiais. No interior, o parque nacional dos Lagos de Plitvice encadeia dezasseis lagos em cascata por passadiços de madeira. As ilhas dão a viagem outra escala e outro ritmo, cada uma com carácter próprio, e o arquipélago de Kornati acrescenta dezenas de ilhas desabitadas para quem navega. A norte, a Ístria muda de tema por completo: colinas, vilas fortificadas no alto, azeite, vinho e trufas. E a cozinha acompanha, do peixe grelhado e do risoto negro de tinta de lula à peka cozida devagar sob um sino de ferro. Navegar de Split a Dubrovnik pelas ilhas continua a ser uma das grandes viagens do Mediterrâneo.

Descubra Croácia

Em 1º de janeiro de 2023 a Croácia fez duas coisas ao mesmo tempo: entrou no Espaço Schengen e adotou o euro no lugar da antiga kuna. Para o leitor português o efeito é simples e todo positivo — circula-se com cartão de cidadão, sem controle de fronteira vindo de outro país do espaço, e paga-se na moeda de casa, sem câmbio nem conversão. Para o leitor brasileiro há uma consequência concreta que raramente aparece explicada: até 2022 a Croácia mantinha uma contagem de dias própria, separada da Schengen; desde a adesão, deixou de manter. Os dias na costa croata descontam agora dos 90 dias em cada 180 do espaço inteiro, somando-se aos passados em Portugal, na Espanha, na Itália ou em qualquer outro país do bloco. Quem monta uma viagem europeia longa precisa refazer essa aritmética. E há um detalhe geográfico que compensa conhecer: o Montenegro, logo ali a sul de Dubrovnik, está fora do Espaço Schengen, pelo que os dias passados lá não entram na conta — o que faz da baía de Kotor uma extensão natural do roteiro para quem esteja perto do limite dos 90 dias.

Formas de explorar este destino

Ilhas e travessias

Mais de mil ilhas pontuam a costa dálmata, ligadas por ferries, catamarãs e rotas de vela, com a Jadrolinija a cobrir a maior parte das rotas. Hvar tem lavanda, arquitetura veneziana e vida noturna; Korčula reivindica Marco Polo e produz bons brancos; Brač tem a Zlatni Rat, a praia que muda de forma com o vento; Vis, fechada a estrangeiros até 1989, é a mais intocada, com a Gruta Azul e enseadas só acessíveis de barco. O arquipélago de Kornati reúne 89 ilhas desabitadas.

Cidades históricas

O circuito de dois quilómetros de muralhas de Dubrovnik sobre o Adriático, e a Cidade Velha barroca e gótica lá dentro; o Palácio de Diocleciano em Split, complexo romano de 1.700 anos convertido em bairro vivo; o Órgão do Mar de Zadar, que toca com as ondas; a catedral de Šibenik, erguida inteiramente em pedra; o centro medieval de Trogir numa ilhota; e a Cidade Alta de Zagreb, de charme austro-húngaro.

Vela e esportes aquáticos

Um dos principais destinos de vela do mundo: baías abrigadas, ventos confiáveis no verão, centenas de fundeadouros e marinas nos portos principais, com aluguer de veleiro com ou sem tripulação a partir de Split, Dubrovnik ou Šibenik. Também caiaque junto às muralhas de Dubrovnik, mergulho ao largo de Vis, windsurfe em Bol e rafting no rio Cetina.

Parques nacionais e natureza

Os Lagos de Plitvice, dezasseis lagos em cascata percorridos por passadiços de madeira, onde o banho é proibido para proteger o travertino vivo; Krka, onde há trechos historicamente abertos a banho junto às quedas; o arquipélago de Kornati, de beleza árida e quase lunar; Paklenica, destino sério de escalada sob as montanhas de Velebit; e Mljet, ilha florestada com lagos de água salgada e um mosteiro numa ilha dentro do lago.

Gastronomia e vinhos

A Ístria rivaliza com o Piemonte nas trufas, brancas no outono e pretas o ano inteiro, e produz azeites premiados. A cozinha dálmata vive do mar: peixe inteiro grelhado, risoto negro de tinta de lula, peka cozida devagar sob um sino de ferro, presunto curado ao ar e queijo da ilha de Pag. Os vinhos autóctones são a revelação — tintos Plavac Mali e Dingač da península de Pelješac, o branco Grk de Korčula, a Malvasia istriana — servidos nas konobas, as tavernas de família.

Praias e costa

A Zlatni Rat em Brač, cuja ponta se desloca com o vento e a corrente; as enseadas escondidas de Vis, incluindo Stiniva, uma faixa estreita de seixos entre falésias; a praia de Banje com a Cidade Velha de Dubrovnik ao fundo; a rara praia de areia de Šunj, em Lopud; e a Riviera de Makarska sob as montanhas de Biokovo. As praias croatas são predominantemente de seixo e rocha, e não de areia — leve sapatilhas de água.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda

Euro (EUR)

Código da moeda: EUR

Dicas práticas sobre dinheiro

Euro desde janeiro de 2023, no lugar da kuna

A Croácia adotou o euro em 1º de janeiro de 2023, em substituição à antiga kuna, e é hoje membro pleno da zona do euro — quem vem de Portugal, da Alemanha, da França, da Espanha ou de qualquer outro país do euro não precisa trocar dinheiro nenhum, e essa é uma mudança recente o suficiente para ainda apanhar viajantes desprevenidos. Para o viajante brasileiro, o real não circula: converta em euros antes de viajar ou saque euros em caixas eletrônicos já no país, lembrando do IOF incidente sobre operações internacionais na hora de escolher entre cartão de crédito, cartão pré-pago e dinheiro em espécie. As casas de câmbio são abundantes nas cidades turísticas e praticam condições melhores do que os balcões de aeroporto. E se ainda tiver cédulas de kuna de uma viagem anterior, não tente gastá-las: perderam curso legal.

Boa cobertura de caixas no continente, escassa nas ilhas

A rede de caixas eletrônicos é densa e fiável nas cidades — Zagreb, Split, Dubrovnik, Rijeka e Zadar têm caixas de bancos como o Erste, o Raiffeisen e o Zagrebačka Banka por toda parte, todos aceitando cartões internacionais. A ressalva está onde a viagem costuma acontecer: nas ilhas dálmatas menores os caixas são poucos, concentram-se nas vilas principais e alguns povoados não têm nenhum, e o mesmo vale para as áreas remotas e para o interior dos parques nacionais. A regra prática é levantar no continente antes de embarcar para as ilhas, com margem para os dias que lá pensa passar. Quando o terminal oferecer converter a operação para a sua moeda de origem, recuse sempre e escolha euros — a conversão proposta pela máquina é sistematicamente pior. Espere também um limite por levantamento, o que aconselha operações maiores e menos frequentes.

Cartão aceito quase em toda parte, com uma armadilha a evitar

A Croácia é um destino muito amigável ao cartão: hotéis, restaurantes, lojas e operadores das áreas turísticas aceitam os cartões internacionais correntes, e os pagamentos por aproximação e por telemóvel, incluindo Apple Pay e Google Pay, funcionam nos terminais das cidades e dos principais destinos. Isso reduz bastante a necessidade de andar com dinheiro. Mantenha ainda assim algum euro em espécie para mercados, vendedores de rua, pequenos estabelecimentos das ilhas, transportes locais e entradas em sítios mais isolados. E atenção à armadilha mais comum e mais cara: quando o terminal ou o caixa perguntar se quer pagar na sua moeda em vez de em euros, a resposta correta é sempre euros — a conversão dinâmica embute uma taxa pior e custos ocultos, e é oferecida com mais insistência precisamente nos estabelecimentos voltados ao turismo.

Custo médio europeu, com diferenças internas grandes

A Croácia continua mais acessível do que a Europa Ocidental, ainda que os preços tenham subido desde a entrada na zona do euro, e o que interessa ao planejamento são as diferenças internas, que são maiores do que a média sugere. Dubrovnik é claramente o ponto mais caro do país, em alojamento e em restauração, e o pico do verão agrava essa distância; Split fica abaixo, as ilhas variam muito consoante a fama de cada uma, e o interior — Zagreb e as regiões continentais a leste — é substancialmente mais barato do que toda a costa. A meia temporada é a maior alavanca de que dispõe: em maio-junho e setembro-outubro o mesmo alojamento na mesma cidade custa uma fração do que custa em agosto. Confirme valores na altura de planejar, que é a parte que envelhece mais depressa.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Com passaporte português, não — e nem sequer se trata de isenção de visto: como cidadão da União Europeia tem direito de livre circulação, entra com cartão de cidadão ou passaporte, fica o tempo que quiser e pode trabalhar sem autorização prévia. Com passaporte brasileiro também não precisa de visto para turismo ou negócios, mas com limite: até 90 dias dentro de qualquer período de 180. Verifique ainda se a autorização eletrônica de viagem da União Europeia, o ETIAS, já é exigida à data da sua viagem — é uma pré-autorização on-line semelhante ao ESTA norte-americano, obtida no portal oficial antes de embarcar. Em ambos os casos, o passaporte deve ter pelo menos 3 meses de validade além da saída prevista do Espaço Schengen e ter sido emitido nos últimos 10 anos.

Contam, e essa é provavelmente a informação de planejamento mais importante desta página para quem viaja com passaporte brasileiro. Desde a adesão ao Espaço Schengen, em 1º de janeiro de 2023, a Croácia deixou de ter contagem própria: os dias passados aqui somam-se aos passados em Portugal, Espanha, Itália, França ou qualquer outro país do espaço, dentro do mesmo limite de 90 dias em cada 180. Quem montou roteiros europeus antes de 2023 e se lembra da Croácia como um país que «não contava» precisa refazer a conta. Há, no entanto, uma folga geográfica útil logo ao lado: o Montenegro, a sul de Dubrovnik, continua fora do Espaço Schengen, e os dias lá não descontam — o que faz da baía de Kotor uma continuação natural do roteiro para quem esteja a aproximar-se do limite.

O euro, desde 1º de janeiro de 2023, quando substituiu a antiga kuna na mesma altura em que o país entrou no Espaço Schengen. Todos os preços são apresentados em euros e a kuna já não circula, pelo que qualquer valor que encontre citado nessa moeda é anterior à mudança e deve ser ignorado. Para o viajante português isso elimina o câmbio por completo. Para o brasileiro, a conversão é a habitual de qualquer destino da zona do euro, valendo lembrar o IOF incidente sobre operações internacionais na hora de escolher entre cartão e dinheiro. Cartões são aceites com normalidade em hotéis, restaurantes e comércio, e vale ter algum dinheiro para mercados, pequenos estabelecimentos das ilhas e transportes locais.

As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.