Croácia
Código Telefônico
+385
Capital
Zagreb
População
3,9 mi (2021)
Idiomas
croata
Área
56.594 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
Europlug · Schuko
Mão de direção
direita
Nome Nativo
Hrvatska
Região
Europa
Europa Meridional
Fuso Horário
Horário da Europa Central
UTC+01:00
Nesta página
A Croácia é o país que transformou o Adriático em destino de massa sem perder o que o tornava bom: mil e tantas ilhas, uma costa de pedra branca e água transparente, e cidades muralhadas que continuam habitadas em vez de museificadas. Zagreb é a capital, mas a viagem quase sempre acontece na costa, entre a Ístria ao norte, perfumada a trufas, e Dubrovnik ao sul, encostada à fronteira com o Montenegro. Há uma data que muda tudo para quem planeja: em 1º de janeiro de 2023 o país entrou no Espaço Schengen e adotou o euro na mesma semana. Para quem viaja com passaporte português, isso significa circulação livre e a moeda de casa. Para quem viaja com passaporte brasileiro, significa uma coisa concreta e menos divulgada — os dias passados na Croácia passaram a contar na cota Schengen dos 90 dias, e isso muda a aritmética de qualquer roteiro europeu mais longo.
Regras de entrada para a Croácia
Desde 1º de janeiro de 2023 a Croácia é membro pleno do Espaço Schengen, e aplicam-se as regras comuns de entrada. Quem viaja com passaporte português — ou é cidadão da União Europeia, do Espaço Económico Europeu ou da Suíça — entra apenas com o cartão de cidadão ou o passaporte, ao abrigo da livre circulação, sem limite de permanência e sem necessidade de autorização para trabalhar. Quem viaja com passaporte brasileiro entra sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, e este é o ponto que merece atenção redobrada: esse limite vale para TODO o Espaço Schengen e não apenas para a Croácia, pelo que os dias passados em Portugal, na Espanha, na Itália ou em qualquer outro país do espaço entram na mesma conta. Antes de 2023 a Croácia tinha contagem própria; deixou de ter. O viajante brasileiro deve ainda verificar se já é exigida a autorização eletrônica de viagem da União Europeia, o ETIAS — uma pré-autorização à semelhança do ESTA norte-americano, solicitada on-line no portal oficial antes de embarcar. Confirme a exigência aplicável à data da sua viagem, porque é matéria que se confirma na fonte e não se presume. O passaporte deve ter validade de pelo menos 3 meses além da data prevista de saída do Espaço Schengen e ter sido emitido nos últimos 10 anos. As nacionalidades sujeitas a visto solicitam o visto Schengen de curta duração num consulado da Croácia ou de qualquer país do espaço, com formulário, fotos, itinerário, comprovação de hospedagem, seguro de viagem com cobertura mínima de € 30.000 e comprovação de recursos. Para permanências acima de 90 dias é necessário o visto nacional de tipo D.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (Schengen)
Turismo, negócios, conferências e visitas a familiares e amigos para as nacionalidades isentas — caso do passaporte brasileiro. Sem pedido prévio, com carimbo na fronteira externa do espaço.
Livre circulação (UE, EEE e Suíça)
Para cidadãos da União Europeia, do Espaço Económico Europeu e da Suíça — caso do passaporte português — a turismo, trabalho, estudo, residência ou qualquer outra finalidade, sem restrições de permanência.
Visto Schengen de curta duração (tipo C)
Para estadas curtas — turismo, negócios, eventos culturais, conferências — das nacionalidades sujeitas a visto. Solicitado num consulado da Croácia ou de qualquer Estado do espaço, conforme o destino principal da viagem.
Visto nacional (tipo D)
Para estadas acima de 90 dias — trabalho, estudo, reagrupamento familiar ou residência na Croácia. Exige documentação própria da finalidade e conduz a uma autorização de residência emitida já no país.
Informações essenciais para viajar à Croácia
•A Croácia é membro do...
•Regra 90/180 para o viajante...
•O Montenegro, ao lado de...
•Cidadãos portugueses e dos demais...
•ETIAS: o viajante brasileiro deve...
•Moeda: euro desde 1º de...
•Passaporte: validade de pelo menos...
•Seguro de viagem: obrigatório para...
•Travessias para as ilhas: a...
•Praias de seixo e rocha,...
•Idioma: o croata é a...
•Épocas: julho e agosto são...
A Croácia concentra numa costa relativamente curta uma variedade que costuma surpreender quem chega pela primeira vez. A Dalmácia é o cartão de visita: água transparente em todos os tons de turquesa, mais de mil ilhas, vilas portuárias de pedra branca e enseadas que só se alcançam de barco. Dubrovnik, no extremo sul, é uma cidade muralhada inteira e habitada, com um circuito de muralhas sobre o mar que se percorre a pé. Split organiza-se dentro de um palácio romano de mil e setecentos anos que nunca foi abandonado — hoje é um bairro com cafés, lojas e apartamentos entre as paredes imperiais. No interior, o parque nacional dos Lagos de Plitvice encadeia dezasseis lagos em cascata por passadiços de madeira. As ilhas dão a viagem outra escala e outro ritmo, cada uma com carácter próprio, e o arquipélago de Kornati acrescenta dezenas de ilhas desabitadas para quem navega. A norte, a Ístria muda de tema por completo: colinas, vilas fortificadas no alto, azeite, vinho e trufas. E a cozinha acompanha, do peixe grelhado e do risoto negro de tinta de lula à peka cozida devagar sob um sino de ferro. Navegar de Split a Dubrovnik pelas ilhas continua a ser uma das grandes viagens do Mediterrâneo.
Descubra Croácia
2023 mudou a conta: Schengen, euro e os dias que passaram a contar
Em 1º de janeiro de 2023 a Croácia fez duas coisas ao mesmo tempo: entrou no Espaço Schengen e adotou o euro no lugar da antiga kuna. Para o leitor português o efeito é simples e todo positivo — circula-se com cartão de cidadão, sem controle de fronteira vindo de outro país do espaço, e paga-se na moeda de casa, sem câmbio nem conversão. Para o leitor brasileiro há uma consequência concreta que raramente aparece explicada: até 2022 a Croácia mantinha uma contagem de dias própria, separada da Schengen; desde a adesão, deixou de manter. Os dias na costa croata descontam agora dos 90 dias em cada 180 do espaço inteiro, somando-se aos passados em Portugal, na Espanha, na Itália ou em qualquer outro país do bloco. Quem monta uma viagem europeia longa precisa refazer essa aritmética. E há um detalhe geográfico que compensa conhecer: o Montenegro, logo ali a sul de Dubrovnik, está fora do Espaço Schengen, pelo que os dias passados lá não entram na conta — o que faz da baía de Kotor uma extensão natural do roteiro para quem esteja perto do limite dos 90 dias.
As muralhas de Dubrovnik: sentido, hora e sombra
O circuito de muralhas de Dubrovnik é o programa que define a cidade e também aquele que mais gente faz mal. São cerca de dois quilómetros de percurso elevado sobre o mar e sobre os telhados da Cidade Velha, com bilhete próprio à parte da entrada na cidade — confirme o valor atual na bilheteria, que é revisto com frequência. Três coisas decidem a qualidade da experiência. A primeira é a hora: comece logo na abertura ou nas últimas horas da tarde, porque o percurso é quase todo exposto e no verão o calor a meio do dia torna-o penoso em vez de memorável. A segunda é o sentido, já que percorrer no sentido dos ponteiros do relógio deixa as melhores vistas do mar para a segunda metade e distribui melhor as subidas. A terceira é o calendário dos navios de cruzeiro, que despejam multidões nas ruas estreitas em horários concentrados durante o dia. Dentro das muralhas, a cidade é um conjunto barroco e gótico de ruas de mármore polido, e quem seguiu a série que a usou como capital ficcional reconhece esquinas a cada passo. Durma dentro ou muito perto da Cidade Velha: as primeiras e as últimas horas do dia são outra cidade.
Split: um palácio romano que nunca deixou de ser bairro
O Palácio de Diocleciano é a coisa mais invulgar da Croácia e costuma ser mal explicado, porque a palavra palácio faz esperar um monumento com bilheteira e corda de veludo. Não é isso. O imperador mandou construí-lo há cerca de mil e setecentos anos como residência de reforma, e depois da queda do império a população da região instalou-se lá dentro e nunca mais saiu — o que se visita hoje é um bairro vivo com cafés, lojas, restaurantes e apartamentos habitados encaixados entre paredes, colunas e subterrâneos romanos. Serve-se café onde havia dependências imperiais, e roupa estendida atravessa arcos com dezassete séculos. Essa continuidade é precisamente o que torna Split diferente de qualquer sítio arqueológico convencional: não há uma fronteira entre a ruína e a cidade. Reserve uma manhã para o núcleo e os subterrâneos, suba ao campanário para perceber a planta do palácio vista de cima, e deixe o fim da tarde para a Riva, a marginal onde a cidade inteira passeia. Split é também o principal porto de ligação às ilhas, o que a torna base natural.
Ilhas: qual escolher e como funcionam os barcos
A ideia de saltar entre ilhas é fácil de romantizar e um pouco mais exigente de executar, porque a rede de barcos é radial e não circular: as ligações partem sobretudo dos portos do continente, e não há necessariamente rota direta entre duas ilhas vizinhas. Planeie por isso o roteiro em estrela, a partir de Split ou de Dubrovnik, em vez de imaginar uma travessia contínua de ilha em ilha. Há dois tipos de embarcação e a diferença importa: os ferries transportam viaturas, são mais lentos e mais tolerantes ao mau tempo; os catamarãs só levam passageiros, são bem mais rápidos e esgotam primeiro. A operadora nacional, a Jadrolinija, cobre a maior parte das rotas, e em julho e agosto reserva-se com bastante antecedência. Quanto à escolha, cada ilha tem carácter próprio: uma vive de vida noturna e campos de lavanda, outra de vinho branco e centro medieval, outra da praia de seixos que muda de forma com o vento e a corrente, e a mais afastada — fechada a estrangeiros até ao fim dos anos oitenta — é hoje a mais intocada, com enseadas que só se alcançam de barco. Duas ilhas bem vividas valem mais do que quatro em correria.
Plitvice e Krka: o parque onde não se nada e o parque onde se nada
Os dois parques de água mais visitados do país são frequentemente tratados como alternativas equivalentes, e não são — a diferença prática entre eles resolve-se numa frase. Nos Lagos de Plitvice, dezasseis lagos em socalcos ligados por quedas de água percorrem-se por passadiços de madeira suspensos sobre a água, num sistema de travertino que continua vivo e em crescimento; é por ser um processo geológico ativo e frágil que o banho está proibido em todo o parque. Em Krka, pelo contrário, há trechos onde historicamente se pode entrar na água junto às quedas, o que faz dele a escolha óbvia para quem viaja com crianças ou em pleno calor — confirme as regras em vigor à chegada, porque variam com a estação e com a gestão do parque. Plitvice fica no interior, a várias horas da costa, e pede um dia inteiro; Krka está muito mais perto do litoral e resolve-se em meio dia a partir de Šibenik ou de Split. Em ambos, a regra que mais rende é chegar à abertura: os autocarros de excursão entram a meio da manhã e as passadiças, que são estreitas, ficam num passo só.
A Ístria: o outro país, a norte
Quem só conhece a Dalmácia fica com metade da Croácia. A península da Ístria, no extremo noroeste, muda de paisagem, de cozinha e até de sotaque histórico: em vez de ilhas e pedra branca, colinas verdes com vilas fortificadas no alto, e uma herança veneziana e italiana que se ouve nos nomes e se prova à mesa. É a região das trufas, brancas no outono e pretas o ano inteiro, procuradas com cães nos bosques do interior e servidas raladas sobre massa fresca, ovos ou carne — e é também terra de azeites que ganham prémios internacionais com regularidade e de vinhos brancos de casta local. Pula, no extremo sul da península, tem um anfiteatro romano dos mais completos que sobreviveram, ainda hoje usado para espetáculos. As vilas do interior são pequenas, percorrem-se a pé em meia hora e vivem de ateliês, restaurantes familiares e miradouros sobre o vale. Para o viajante que chega de avião pelo norte, ou que vem de carro pela Eslovénia e pela Itália, a Ístria é a entrada natural — e um contrapeso perfeito a uma semana de costa e barco.
Formas de explorar este destino
Mais de mil ilhas pontuam a costa dálmata, ligadas por ferries, catamarãs e rotas de vela, com a Jadrolinija a cobrir a maior parte das rotas. Hvar tem lavanda, arquitetura veneziana e vida noturna; Korčula reivindica Marco Polo e produz bons brancos; Brač tem a Zlatni Rat, a praia que muda de forma com o vento; Vis, fechada a estrangeiros até 1989, é a mais intocada, com a Gruta Azul e enseadas só acessíveis de barco. O arquipélago de Kornati reúne 89 ilhas desabitadas.
O circuito de dois quilómetros de muralhas de Dubrovnik sobre o Adriático, e a Cidade Velha barroca e gótica lá dentro; o Palácio de Diocleciano em Split, complexo romano de 1.700 anos convertido em bairro vivo; o Órgão do Mar de Zadar, que toca com as ondas; a catedral de Šibenik, erguida inteiramente em pedra; o centro medieval de Trogir numa ilhota; e a Cidade Alta de Zagreb, de charme austro-húngaro.
Um dos principais destinos de vela do mundo: baías abrigadas, ventos confiáveis no verão, centenas de fundeadouros e marinas nos portos principais, com aluguer de veleiro com ou sem tripulação a partir de Split, Dubrovnik ou Šibenik. Também caiaque junto às muralhas de Dubrovnik, mergulho ao largo de Vis, windsurfe em Bol e rafting no rio Cetina.
Os Lagos de Plitvice, dezasseis lagos em cascata percorridos por passadiços de madeira, onde o banho é proibido para proteger o travertino vivo; Krka, onde há trechos historicamente abertos a banho junto às quedas; o arquipélago de Kornati, de beleza árida e quase lunar; Paklenica, destino sério de escalada sob as montanhas de Velebit; e Mljet, ilha florestada com lagos de água salgada e um mosteiro numa ilha dentro do lago.
A Ístria rivaliza com o Piemonte nas trufas, brancas no outono e pretas o ano inteiro, e produz azeites premiados. A cozinha dálmata vive do mar: peixe inteiro grelhado, risoto negro de tinta de lula, peka cozida devagar sob um sino de ferro, presunto curado ao ar e queijo da ilha de Pag. Os vinhos autóctones são a revelação — tintos Plavac Mali e Dingač da península de Pelješac, o branco Grk de Korčula, a Malvasia istriana — servidos nas konobas, as tavernas de família.
A Zlatni Rat em Brač, cuja ponta se desloca com o vento e a corrente; as enseadas escondidas de Vis, incluindo Stiniva, uma faixa estreita de seixos entre falésias; a praia de Banje com a Cidade Velha de Dubrovnik ao fundo; a rara praia de areia de Šunj, em Lopud; e a Riviera de Makarska sob as montanhas de Biokovo. As praias croatas são predominantemente de seixo e rocha, e não de areia — leve sapatilhas de água.
Dinheiro e moeda
Euro (EUR)
Código da moeda: EUR
Dicas práticas sobre dinheiro
Euro desde janeiro de 2023, no lugar da kuna
A Croácia adotou o euro em 1º de janeiro de 2023, em substituição à antiga kuna, e é hoje membro pleno da zona do euro — quem vem de Portugal, da Alemanha, da França, da Espanha ou de qualquer outro país do euro não precisa trocar dinheiro nenhum, e essa é uma mudança recente o suficiente para ainda apanhar viajantes desprevenidos. Para o viajante brasileiro, o real não circula: converta em euros antes de viajar ou saque euros em caixas eletrônicos já no país, lembrando do IOF incidente sobre operações internacionais na hora de escolher entre cartão de crédito, cartão pré-pago e dinheiro em espécie. As casas de câmbio são abundantes nas cidades turísticas e praticam condições melhores do que os balcões de aeroporto. E se ainda tiver cédulas de kuna de uma viagem anterior, não tente gastá-las: perderam curso legal.
Boa cobertura de caixas no continente, escassa nas ilhas
A rede de caixas eletrônicos é densa e fiável nas cidades — Zagreb, Split, Dubrovnik, Rijeka e Zadar têm caixas de bancos como o Erste, o Raiffeisen e o Zagrebačka Banka por toda parte, todos aceitando cartões internacionais. A ressalva está onde a viagem costuma acontecer: nas ilhas dálmatas menores os caixas são poucos, concentram-se nas vilas principais e alguns povoados não têm nenhum, e o mesmo vale para as áreas remotas e para o interior dos parques nacionais. A regra prática é levantar no continente antes de embarcar para as ilhas, com margem para os dias que lá pensa passar. Quando o terminal oferecer converter a operação para a sua moeda de origem, recuse sempre e escolha euros — a conversão proposta pela máquina é sistematicamente pior. Espere também um limite por levantamento, o que aconselha operações maiores e menos frequentes.
Cartão aceito quase em toda parte, com uma armadilha a evitar
A Croácia é um destino muito amigável ao cartão: hotéis, restaurantes, lojas e operadores das áreas turísticas aceitam os cartões internacionais correntes, e os pagamentos por aproximação e por telemóvel, incluindo Apple Pay e Google Pay, funcionam nos terminais das cidades e dos principais destinos. Isso reduz bastante a necessidade de andar com dinheiro. Mantenha ainda assim algum euro em espécie para mercados, vendedores de rua, pequenos estabelecimentos das ilhas, transportes locais e entradas em sítios mais isolados. E atenção à armadilha mais comum e mais cara: quando o terminal ou o caixa perguntar se quer pagar na sua moeda em vez de em euros, a resposta correta é sempre euros — a conversão dinâmica embute uma taxa pior e custos ocultos, e é oferecida com mais insistência precisamente nos estabelecimentos voltados ao turismo.
Custo médio europeu, com diferenças internas grandes
A Croácia continua mais acessível do que a Europa Ocidental, ainda que os preços tenham subido desde a entrada na zona do euro, e o que interessa ao planejamento são as diferenças internas, que são maiores do que a média sugere. Dubrovnik é claramente o ponto mais caro do país, em alojamento e em restauração, e o pico do verão agrava essa distância; Split fica abaixo, as ilhas variam muito consoante a fama de cada uma, e o interior — Zagreb e as regiões continentais a leste — é substancialmente mais barato do que toda a costa. A meia temporada é a maior alavanca de que dispõe: em maio-junho e setembro-outubro o mesmo alojamento na mesma cidade custa uma fração do que custa em agosto. Confirme valores na altura de planejar, que é a parte que envelhece mais depressa.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
A Croácia usa o euro?
Os pagamentos por telemóvel funcionam?
O que é a conversão dinâmica de moeda e devo evitá-la?
Há caixas eletrônicos nas ilhas?
A Croácia é cara?
Ainda posso usar kuna croata?
Quanto devo reservar para as entradas dos parques nacionais?
Gorjeta é costume?
Missões acreditadas para Croácia
Preciso de visto para a Croácia?
Com passaporte português, não — e nem sequer se trata de isenção de visto: como cidadão da União Europeia tem direito de livre circulação, entra com cartão de cidadão ou passaporte, fica o tempo que quiser e pode trabalhar sem autorização prévia. Com passaporte brasileiro também não precisa de visto para turismo ou negócios, mas com limite: até 90 dias dentro de qualquer período de 180. Verifique ainda se a autorização eletrônica de viagem da União Europeia, o ETIAS, já é exigida à data da sua viagem — é uma pré-autorização on-line semelhante ao ESTA norte-americano, obtida no portal oficial antes de embarcar. Em ambos os casos, o passaporte deve ter pelo menos 3 meses de validade além da saída prevista do Espaço Schengen e ter sido emitido nos últimos 10 anos.
Os dias na Croácia contam para a minha cota Schengen?
Contam, e essa é provavelmente a informação de planejamento mais importante desta página para quem viaja com passaporte brasileiro. Desde a adesão ao Espaço Schengen, em 1º de janeiro de 2023, a Croácia deixou de ter contagem própria: os dias passados aqui somam-se aos passados em Portugal, Espanha, Itália, França ou qualquer outro país do espaço, dentro do mesmo limite de 90 dias em cada 180. Quem montou roteiros europeus antes de 2023 e se lembra da Croácia como um país que «não contava» precisa refazer a conta. Há, no entanto, uma folga geográfica útil logo ao lado: o Montenegro, a sul de Dubrovnik, continua fora do Espaço Schengen, e os dias lá não descontam — o que faz da baía de Kotor uma continuação natural do roteiro para quem esteja a aproximar-se do limite.
Que moeda se usa?
O euro, desde 1º de janeiro de 2023, quando substituiu a antiga kuna na mesma altura em que o país entrou no Espaço Schengen. Todos os preços são apresentados em euros e a kuna já não circula, pelo que qualquer valor que encontre citado nessa moeda é anterior à mudança e deve ser ignorado. Para o viajante português isso elimina o câmbio por completo. Para o brasileiro, a conversão é a habitual de qualquer destino da zona do euro, valendo lembrar o IOF incidente sobre operações internacionais na hora de escolher entre cartão e dinheiro. Cartões são aceites com normalidade em hotéis, restaurantes e comércio, e vale ter algum dinheiro para mercados, pequenos estabelecimentos das ilhas e transportes locais.
Quantos dias são precisos e que roteiro faz sentido?
Dez dias dão uma primeira viagem completa sem correria. Uma repartição que funciona: três noites em Split, usando a cidade como base para o palácio romano e para uma ida a Krka ou a Trogir; três a quatro nas ilhas, escolhendo duas e não quatro; e três em Dubrovnik, com um dia reservado para as muralhas logo à abertura e, se houver vontade, uma incursão ao Montenegro, que fica a cerca de uma hora e não desconta da cota Schengen. Com uma semana, corte as ilhas para uma só. Com duas, acrescente a Ístria no norte, que é praticamente outro país em paisagem e em cozinha, e o interior de Plitvice. Monte o roteiro em estrela a partir dos portos do continente, porque a rede de barcos é radial e nem sempre há ligação direta entre duas ilhas vizinhas.
Como se anda entre as ilhas?
De barco, e com duas distinções que convém conhecer antes de reservar. A primeira é o tipo de embarcação: os ferries transportam viaturas, são mais lentos e aguentam melhor mau tempo; os catamarãs levam só passageiros, são bastante mais rápidos e são também os primeiros a esgotar. A segunda é a forma da rede, que é radial: as ligações partem sobretudo dos portos do continente, sobretudo Split, e não existe necessariamente rota direta entre duas ilhas vizinhas, pelo que saltar de uma para outra pode implicar voltar ao continente. Planeie em estrela. A operadora nacional cobre a maior parte das rotas e, em julho e agosto, reserva-se com bastante antecedência, sobretudo se levar carro — nas ilhas mais pequenas, aliás, o carro costuma ser mais estorvo do que ajuda.
Qual é a melhor época para ir?
Maio-junho e setembro-outubro, com uma preferência clara por setembro, quando o mar ainda está quente das semanas anteriores, as multidões já baixaram e os preços de alojamento recuam. Julho e agosto entregam o verão adriático completo, com toda a oferta a funcionar e as ilhas na sua maior animação, mas também com Dubrovnik e Hvar no pico da procura, filas nas atrações e travessias esgotadas. Se viajar nesses meses, reserve barcos e alojamento com muita antecedência e organize os dias em torno das primeiras e últimas horas. Fora da temporada, entre novembro e março, boa parte da estrutura das ilhas fecha e as travessias reduzem-se — é uma boa altura para Zagreb, para a Ístria e para as cidades da costa, mas não para uma viagem de ilhas.
Como se fazem as muralhas de Dubrovnik?
Com hora marcada por si próprio e alguma estratégia. São cerca de dois quilómetros de percurso elevado sobre o mar e sobre os telhados, com bilhete próprio, separado de qualquer outra entrada — confirme o valor atual na bilheteria. Vá logo à abertura ou nas últimas horas da tarde: o percurso é quase todo exposto ao sol e, no verão, fazê-lo a meio do dia é penoso. Percorra no sentido dos ponteiros do relógio, o que deixa as melhores vistas de mar para a segunda metade. Leve água, chapéu e calçado com que consiga subir escadas, porque o traçado sobe e desce bastante. E consulte o calendário dos navios de cruzeiro se puder: nos dias de escala, as ruas estreitas da Cidade Velha enchem em horários muito concentrados, e as primeiras horas da manhã são um mundo diferente.
Plitvice ou Krka?
Depende de uma coisa muito concreta: se quer entrar na água. Em Plitvice o banho é proibido em todo o parque, porque as barreiras de travertino que formam os lagos são uma formação geológica viva e frágil, e o percurso faz-se por passadiços de madeira suspensos sobre a água — é o mais espetacular dos dois e pede um dia inteiro, já que fica no interior, a várias horas da costa. Krka está bem mais perto do litoral, resolve-se em meio dia a partir de Šibenik ou de Split e tem historicamente trechos onde se pode entrar na água junto às quedas, o que o torna a escolha natural com crianças ou em pleno calor; confirme as regras em vigor à chegada, porque variam. Se tiver de escolher um só e o banho não for decisivo, escolha Plitvice — e chegue à abertura, antes dos autocarros de excursão.
As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.