Cuba

Bandeira: Cuba

Código Telefônico

+53

Capital

Havana

População

11,2 milhões

Nome Nativo

Cuba

Região

Américas

Caribe

Fuso Horário

Cuba Standard Time

UTC-05:00

Cuba é a maior ilha do Caribe e a que menos se parece com as outras. Havana tem quilómetros de fachadas coloniais e art déco por onde circulam automóveis americanos dos anos cinquenta mantidos vivos por sucessivas gerações de mecânicos; o paredão à beira-mar enche-se ao fim da tarde com a cidade inteira sentada a ver o sol pôr-se; e há música ao vivo, todas as noites, em bares onde ninguém cobra bilhete. Fora da capital ficam uma cidade colonial parada no século XIX, um vale de plantações de tabaco entre montes de calcário de forma arredondada onde se produzem alguns dos melhores charutos do mundo, e praias de areia branca que se estendem por dezenas de quilómetros. Mas há uma coisa a saber antes de tudo isto, e é a mais importante desta página: a mecânica prática de viajar em Cuba — dinheiro, ligações à internet, abastecimento — não se parece com a de nenhum outro destino da região, e uma viagem que corre bem é quase sempre uma viagem que foi preparada em casa. Leve dinheiro em espécie para toda a estada, e trate do visto, do formulário obrigatório e do seguro antes de embarcar.

Regras de entrada e visto de turista para Cuba

Para a maioria dos visitantes, incluindo quem viaja com passaporte brasileiro ou português, Cuba exige um visto de turista em vez de um visto tradicional de consulado. O antigo cartão de turista em papel foi substituído por um visto eletrónico, pedido antes da viagem através de companhias aéreas, agências de viagem ou consulados cubanos — como o sistema foi alterado, confirme na fonte oficial o procedimento, o prazo de estada concedido e as condições de prorrogação aplicáveis à data da sua viagem, em vez de assumir o que era válido antes. Historicamente a estada de turismo ronda os 30 dias, prorrogável uma vez junto dos serviços de imigração nas cidades maiores. Há mais duas obrigações que não se resolvem no aeroporto e que apanham muita gente. A primeira é o formulário eletrónico de viajante, uma declaração digital de saúde e imigração que TODOS os passageiros preenchem em linha antes do embarque, e cujo comprovativo é pedido à chegada. A segunda é o seguro de viagem com cobertura médica válida para Cuba, que é obrigatório e verificável: leve o certificado consigo, em espanhol ou inglês, porque quem não o consegue apresentar pode ter de contratar um seguro no próprio aeroporto antes de passar. Exige-se ainda passaporte válido e passagem de volta ou de continuação. E um ponto de dinheiro que é decisivo e não intuitivo: os cartões emitidos por bancos dos Estados Unidos não funcionam em Cuba, o que se aplica a qualquer viajante que tenha um cartão americano, independentemente da sua nacionalidade. Conte com uma viagem paga em espécie e leve dinheiro suficiente, de preferência em euros.

Tipos de visto comuns

Visto de turista eletrónico

Estada de turismo, historicamente cerca de 30 dias, prorrogável uma vez junto da imigração; confirme o prazo em vigor na fonte oficial

Para turismo da maioria das nacionalidades, incluindo o passaporte brasileiro e o português. Pedido antes de viajar através da companhia aérea, de agência de viagens ou de consulado cubano, e emitido em formato eletrónico. Não é um visto de consulado no sentido tradicional, mas também não se obtém à chegada.

Visto de negócios

Variável conforme a finalidade e o convite

Para viagens de negócios, conferências e atividades profissionais fora do enquadramento turístico. Exige convite de uma entidade cubana e é pedido em consulado, com um processo bastante mais exigente do que o do turismo.

Visita familiar

Período prolongado, com múltiplas entradas conforme a emissão

Para visitas a familiares residentes em Cuba, por períodos prolongados e com possibilidade de múltiplas entradas. Exige comprovação do vínculo familiar e é pedido em consulado cubano.

Informações essenciais para viajar a Cuba

Visto de turista obrigatório, hoje em formato eletrónico, pedido antes da partida através da companhia aérea, de agência ou de consulado cubano. Aplica-se ao passaporte brasileiro e ao português. Como o sistema foi alterado, confirme na fonte oficial o procedimento e o prazo de estada em vigor.

Formulário eletrónico de viajante obrigatório para TODOS os passageiros: declaração digital de saúde e imigração preenchida em linha antes do embarque, com comprovativo pedido à chegada.

Seguro de viagem com cobertura médica válida para Cuba é OBRIGATÓRIO e efetivamente verificado. Leve o certificado impresso, em espanhol ou inglês; sem ele, pode ter de contratar seguro no aeroporto antes de passar o controlo.

Visão geral da viagem

Cuba pede mais preparação do que qualquer outro destino das Caraíbas e devolve mais em troca. Havana sozinha justifica uma semana: a cidade velha classificada pela UNESCO, com praças, igrejas barrocas, teatros e fábricas de charuto a funcionar; o paredão à beira-mar, onde a cidade se junta ao fim do dia; o bairro modernista a oeste, com uma antiga fábrica convertida num dos centros culturais mais interessantes das Américas; e o circuito das casas e bares associados a Hemingway, incluindo a quinta onde escreveu à saída da cidade. Trinidad, no centro do país, é uma cidade colonial de casas em tons pastel e ruas de calçada onde a percussão afro-cubana se ouve todas as noites. O vale de Viñales, a oeste, alinha plantações de tabaco entre montes de calcário arredondados, com secagem das folhas em celeiros tradicionais e passeios a cavalo entre os campos. A costa norte tem faixas longas de areia branca, e a costa sul guarda um recife com mergulho e snorkeling notáveis. A leste, Santiago de Cuba é o berço do son cubano e da tradição de carnaval mais forte da ilha. E há a música, que atravessa tudo e é o argumento a que quase ninguém resiste: salsa, son, timba e trova ao vivo, em casas dedicadas que existem em todas as cidades.

Descubra Cuba

A entrada em Cuba não é difícil, mas tem três peças e nenhuma delas se resolve bem à última hora. A primeira é o visto de turista, hoje em formato eletrónico, pedido antes da viagem através da companhia aérea, de uma agência ou de um consulado cubano — como o sistema mudou, confirme o procedimento e o prazo de estada concedido na fonte oficial em vez de seguir informação antiga, que abunda. A segunda é o formulário eletrónico de viajante, uma declaração digital de saúde e imigração que todos os passageiros preenchem em linha antes do embarque; o comprovativo é pedido à chegada e preenchê-lo custa minutos, mas só se souber que existe. A terceira, e a que mais gente descobre tarde, é o seguro de viagem com cobertura médica válida para Cuba: é obrigatório e é efetivamente verificado, pelo que se leva o certificado impresso, em espanhol ou inglês. Quem chega sem conseguir apresentá-lo pode ter de contratar um seguro no próprio aeroporto antes de passar o controlo, o que é caro e demorado ao fim de um voo longo. Trate das três com dias de antecedência e guarde tudo em papel e no telemóvel.

Formas de explorar este destino

Havana e cultura urbana

A cidade velha classificada pela UNESCO, com praças, igrejas barrocas, palácios e fábricas de charuto a laborar; o paredão à beira-mar ao pôr do sol; o bairro modernista a oeste com as suas mansões e uma antiga fábrica convertida em centro cultural; o circuito dos bares e da quinta de Hemingway; e uma cena de jazz de nível internacional. É uma cidade para caminhar sem pressa.

Cidades coloniais

Trinidad, parada no século XIX, com casas em tons pastel, calçada irregular e música ao ar livre nas escadarias; a cidade neoclássica do sul, de traçado elegante à beira de uma baía; a antiga cidade de ruas labirínticas e grandes potes de barro no centro do país; e uma das povoações mais antigas da ilha. Um conjunto colonial notavelmente preservado e pouco tocado pelo turismo de massa.

Música e dança

Onde nasceram ou se apuraram o son, a salsa, o mambo, o cha-cha-chá, a rumba, a timba e a trova. Há casas de trova dedicadas a música ao vivo em praticamente todas as cidades, quase sempre sem bilhete, e aulas de dança acessíveis em toda a parte. Santiago de Cuba, no extremo leste, é o berço do son e tem o maior carnaval da ilha, em julho.

Natureza e praias

O vale de tabaco a oeste, com os seus montes de calcário arredondados, grutas e passeios a cavalo; a faixa de areia branca da costa norte, com dezenas de quilómetros; os cayos do norte, ligados por estradas sobre o mar; o recife da costa sul, com mergulho e snorkeling excelentes; a serra acima de Trinidad, com trilhos e cascatas; e uma península de zonas húmidas a sul, para observação de aves e crocodilos.

Charutos e rum

Cuba produz os charutos mais celebrados do mundo: visitam-se as plantações do vale do oeste, veem-se os torcedores a trabalhar numa fábrica histórica de Havana e aprende-se a diferença entre as grandes casas — Cohiba, Montecristo, Romeo y Julieta. Ao lado disso, a cultura do rum e a coquetelaria que deu ao mundo o mojito, o daiquíri e a Cuba libre, com destilaria visitável na capital.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
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Peso cubano (CUP)

Código da moeda: CUP

Dicas práticas sobre dinheiro

Peso cubano, moeda de loja, e o cartão que não funciona

O peso cubano é a moeda nacional e é nele que se paga a esmagadora maioria das despesas de uma viagem. Existe em paralelo uma moeda digital de uso restrito, criada para lojas estatais que vendem produtos importados, indexada ao dólar e carregada num cartão pré-pago — não substitui o dinheiro para o dia a dia, mas explica por que certas lojas não aceitam notas. O antigo peso conversível foi extinto na reforma monetária e deixou de ter qualquer valor: se tiver notas dele de uma viagem anterior, não servem para nada e não se trocam. Há um ponto que decide o planeamento inteiro: os cartões emitidos por bancos dos Estados Unidos não funcionam em Cuba, e isso abrange qualquer viajante que tenha um cartão americano, independentemente da sua nacionalidade. Para o leitor brasileiro ou português, o euro é a moeda estrangeira mais prática a levar em espécie — o real não circula nem se troca — e o dólar canadiano e a libra também são bem aceites. Troque em pontos oficiais à chegada, e conte com o IOF sobre operações internacionais.

As caixas automáticas não são um plano

Existem caixas automáticas, sobretudo em Havana, Varadero, Trinidad e Santiago de Cuba, associadas aos bancos nacionais, e cartões internacionais não americanos podem funcionar em algumas delas. A palavra decisiva é «podem»: as máquinas estão com frequência fora de serviço ou sem notas, o resultado é inconstante de dia para dia e de cidade para cidade, e não existe rede alternativa a que recorrer quando falham. Os cartões emitidos nos Estados Unidos estão bloqueados por completo, qualquer que seja a bandeira. A conclusão prática é simples e não admite meio-termo: não construa a viagem à volta de levantamentos. Leve dinheiro em espécie para a totalidade da estada, com margem confortável, e trate um eventual levantamento bem-sucedido como um bónus e nunca como parte do orçamento. Divida o dinheiro por dois ou três sítios e ande no dia a dia só com o necessário.

Uma economia de dinheiro vivo, sem pagamentos por telemóvel

Para o visitante, Cuba funciona quase inteiramente a dinheiro. A aceitação de cartão limita-se a alguns hotéis maiores e a poucos restaurantes de gama alta, e mesmo aí é conveniente confirmar antes de pedir a conta. Os pagamentos por telemóvel dos sistemas internacionais não funcionam em lado nenhum do país — não é questão de cobertura irregular, é infraestrutura que não existe para quem vem de fora, e convém desmontar essa expectativa antes de embarcar em vez de a descobrir no primeiro almoço. Cartões internacionais não americanos podem passar nalguns balcões e nos centros da operadora nacional de telecomunicações, sempre de forma inconstante. Planeie por isso uma viagem inteiramente baseada em espécie, com o cartão guardado apenas para a hipótese de servir nalgum sítio pontual. Para cartões brasileiros, conte também com o IOF sobre compras e levantamentos internacionais.

Leve mais do que acha que precisa

Cuba tem custo moderado para o viajante, mas o número que importa não é o custo diário e sim a margem. Dormir em casa particular custa uma fração de um hotel estatal equivalente e ainda costuma incluir o pequeno-almoço; comer nos restaurantes privados sai bem abaixo do que custaria comida comparável na região, e a comida de rua e os táxis partilhados são baratos. Nada disso resolve o problema real, que é de liquidez e não de preço: como as caixas automáticas não são fiáveis e os cartões quase não passam, ficar sem dinheiro a meio da viagem é um problema sério e sem solução fácil — não há transferência de emergência simples nem uma máquina na esquina seguinte. Sobrestime deliberadamente o orçamento, acrescente uma reserva para imprevistos e prolongamentos, e traga notas em bom estado e de valores variados. Sobrar dinheiro é um inconveniente; faltar não é.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Precisa, mas não de um visto tradicional de consulado: Cuba usa um visto de turista, hoje emitido em formato eletrónico, que se pede antes da viagem através da companhia aérea, de uma agência de viagens ou de um consulado cubano. Aplica-se tanto ao passaporte brasileiro como ao português. Como o sistema substituiu o antigo cartão de papel, circula muita informação desatualizada — confirme na fonte oficial o procedimento em vigor, o prazo de estada concedido e as condições de prorrogação aplicáveis à data da sua viagem. Historicamente a estada de turismo ronda os 30 dias, prorrogável uma vez junto dos serviços de imigração nas cidades maiores. Leve também passaporte válido e passagem de volta ou de continuação.

Duas coisas, e ambas se tratam antes de embarcar. A primeira é o formulário eletrónico de viajante, uma declaração digital de saúde e imigração que todos os passageiros preenchem em linha antes do voo e cujo comprovativo é pedido à chegada — é rápido, mas só o faz quem sabe que existe. A segunda é o seguro de viagem com cobertura médica válida para Cuba, que é obrigatório e efetivamente verificado no controlo: leve o certificado impresso, em espanhol ou inglês, e confirme com a seguradora que a apólice cobre expressamente este destino, porque nem todas cobrem. Quem chega sem o conseguir apresentar pode ser obrigado a contratar um seguro no próprio aeroporto antes de entrar, o que é mais caro e acontece ao fim de um voo longo.

Euros em espécie, e o suficiente para a viagem inteira mais uma margem. Esta é a diferença mais importante entre Cuba e qualquer outro destino da região, e ignorá-la cria problemas a sério. Há duas razões independentes para não contar com plástico: os cartões emitidos por bancos dos Estados Unidos simplesmente não funcionam no país — o que abrange qualquer viajante com um cartão americano, seja qual for a sua nacionalidade — e mesmo os cartões de outros países funcionam de forma irregular, com caixas automáticas instáveis que não podem ser tratadas como fonte de fundos. Leve notas em bom estado e de valores variados, guarde-as divididas por dois ou três sítios, e ande no dia a dia apenas com o que precisa. Para o leitor brasileiro, o real não circula: converta em euros antes de partir.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.