Islândia
Código Telefônico
+354
Capital
Reiquiavique
População
364.260 (2019)
Idiomas
islandês
Área
103.004 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
Europlug · Schuko
Mão de direção
direita
Nome Nativo
Ísland
Região
Europa
Europa do Norte
Fuso Horário
Horário do Meridiano de Greenwich
UTC±00
Nesta página
A Islândia é uma nação nórdica insular situada diretamente sobre a Cordilheira Mesoatlântica, onde as placas tectônicas Euro-Asiática e Norte-Americana se afastam — o mecanismo por trás das paisagens vulcânicas, das fontes termais e da geologia dramática do país. Reiquejavique, a capital mais setentrional do mundo, concentra uma população pequena, mas vibrante. A Islândia é genuinamente um dos destinos mais caros da Europa, mas a densidade e a escala de seu espetáculo natural são difíceis de igualar em qualquer outro lugar do continente. Portugueses, como cidadãos da UE dentro do Espaço Econômico Europeu, entram com apenas um documento de identidade válido, sem limite de estadia; brasileiros também contam com uma política ampla de isenção de visto por até 90 dias, mas o prazo exato deve ser confirmado no portal oficial antes de viajar.
Islândia: sistema de visto e entrada
Como membro do Espaço Schengen, a Islândia segue a política padrão de vistos Schengen — embora não faça parte da União Europeia, é membro do Espaço Econômico Europeu (EEE). Portugueses, como cidadãos da UE dentro do EEE, entram com apenas um cartão de identidade ou passaporte válido, sem limite de estadia. Brasileiros se beneficiam de uma política ampla de isenção de visto para turismo e negócios por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, válida em todo o Espaço Schengen, mas a fonte oficial não cita o Brasil nominalmente como faz com os países da UE/EEE — confirme o prazo exato no portal oficial antes de viajar. Quem precisa de visto Schengen deve solicitá-lo num consulado ou embaixada da Islândia — muitas vezes atendido por embaixadas da Dinamarca em locais onde a Islândia não tem representação própria —, apresentando formulário de solicitação, fotos, itinerário de viagem, comprovante de hospedagem, seguro viagem (cobertura mínima de 30.000 euros) e comprovação de recursos financeiros. O turismo é uma das principais indústrias da Islândia.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (Schengen)
Para turismo, negócios ou visitas familiares. O Brasil se beneficia dessa política ampla, mas o prazo exato deve ser confirmado no portal oficial, já que a fonte não cita o Brasil nominalmente.
Entrada para cidadãos da UE, EEE e Suíça
Para cidadãos da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça, para qualquer finalidade, sem restrições. Portugal está incluído diretamente.
Visto Schengen (Tipo C)
Para estadias de curta duração — turismo, negócios, eventos culturais — de nacionalidades que precisam de visto Schengen.
Visto de longa duração (Tipo D)
Para estadias além de 90 dias, incluindo trabalho, estudo, reunificação familiar ou residência na Islândia.
Informações essenciais para viajar à Islândia
•Passaporte deve ter validade de...
•Regra 90/180: no máximo 90...
•Muito cara: a Islândia está...
•Idioma: o islandês é o...
•Moeda: coroa islandesa (ISK). Cartões...
•Clima: imprevisível e pode mudar...
•Aurora boreal: melhor observação de...
•Route 1: a estrada circula...
A Islândia recompensa dois tipos diferentes de viagem: o Círculo Dourado como um dia intenso a partir de Reiquejavique, e a Route 1 completa como um roteiro de mais de uma semana ao redor de toda a ilha. As duas rotas seguem a mesma geologia de base — a fronteira visível entre placas tectônicas, os campos geotérmicos, o terreno vulcânico — em escalas diferentes. O inverno acrescenta a aurora boreal e cavernas de gelo em geleiras; o verão acrescenta o sol da meia-noite e colônias de papagaios-do-mar nidificando. A Islândia é cara por qualquer critério, mas a densidade e a escala de seu espetáculo natural são difíceis de igualar no continente.
Descubra Islândia
Por que dá para caminhar entre dois continentes em Þingvellir
O Parque Nacional de Þingvellir fica bem em cima da Cordilheira Mesoatlântica, onde as placas tectônicas Euro-Asiática e Norte-Americana se afastam alguns centímetros por ano — um vale de fenda que se pode atravessar a pé, com as paredes rochosas de cada lado pertencendo genuinamente a duas placas continentais diferentes. É essa mesma geologia de fenda que explica por que o Althing, o parlamento em funcionamento contínuo mais antigo do mundo, começou a se reunir ali a partir do ano 930 — o anfiteatro natural criado pelas paredes da fenda oferecia às assembleias antigas tanto acústica quanto um terreno neutro e dramático para o encontro. Geysir e Gullfoss, as outras duas paradas do Círculo Dourado, são consequências diretas do mesmo sistema de cordilheira — as erupções de cinco a dez minutos do gêiser Strokkur vêm de água subterrânea superaquecida por magma raso, e o cânion de Gullfoss foi esculpido pela água do degelo cortando o mesmo planalto vulcânico.
Por que a paisagem da Route 1 muda tão rápido
A paisagem da Route 1 passa de litoral de areia negra a línguas de geleira, campos de lava e fiordes tranquilos em poucas horas de estrada porque a via cruza repetidamente diferentes zonas vulcânicas ligadas ao mesmo sistema de cordilheira que formou Þingvellir — cada zona entrou em erupção em épocas diferentes, com composições de lava diferentes, o que produz terrenos visivelmente distintos. A lagoa glacial de Jökulsárlón, onde icebergs se desprendem da geleira Vatnajökull e encalham como blocos transparentes na Praia dos Diamantes, fica na borda da maior calota de gelo da Europa em volume — que por sua vez cobre vários sistemas vulcânicos ativos por baixo. As colunas basálticas de Reynisfjara se formaram quando fluxos espessos de lava esfriaram lentamente e racharam em colunas hexagonais, o mesmo processo de resfriamento que molda formações de basalto por toda a zona vulcânica da ilha.
Por que a Islândia tem cavernas de gelo dentro de vulcões ativos
As cavernas de gelo azul dentro da geleira Vatnajökull se formam porque o calor geotérmico dos sistemas vulcânicos por baixo da geleira derrete cavidades no gelo de baixo para cima, mesmo com a superfície permanecendo congelada, comprimindo o gelo até um estado denso e livre de bolhas de ar que lhe dá a cor azul elétrica — um produto direto do mesmo vulcanismo ligado à cordilheira que percorre o resto da ilha, visível de dentro para fora. A aurora boreal não tem relação com essa geologia: ela aparece porque a alta latitude da Islândia fica próxima do oval auroral, o anel ao redor do polo geomagnético onde partículas solares carregadas colidem com a atmosfera — motivo pelo qual a aurora é visível em noites escuras e claras de setembro a março, independentemente da parte da ilha em que você esteja.
Por que os banhos geotérmicos são infraestrutura, não só um passeio de spa
A água azul-leitosa da Lagoa Azul é subproduto de uma usina geotérmica em funcionamento ao lado, não uma fonte natural — sílica e minerais da mesma água subterrânea aquecida por magma que abastece as casas islandesas se depositam e dão à água sua cor característica. Esse é o padrão mais amplo por trás da cultura islandesa das piscinas termais: o calor geotérmico do sistema da cordilheira fornece a maior parte da eletricidade do país e praticamente todo o aquecimento, e as piscinas municipais construídas sobre essa mesma infraestrutura funcionam como verdadeiros centros comunitários onde os islandeses socializam diariamente — não uma atração turística disfarçada de cultura local. Poços termais naturais e não desenvolvidos, como Reykjadalur e Seljavallalaug, aproveitam o mesmo calor subterrâneo diretamente, sem usina nem bomba envolvida.
Por que as águas da Islândia são tão ricas em baleias e aves marinhas
A Islândia fica na confluência da fria Corrente da Groenlândia Oriental com a mais quente Corrente do Atlântico Norte, uma extensão da Corrente do Golfo — a mistura de água fria e quente nessa fronteira gera uma ressurgência de nutrientes que alimenta o plâncton e os cardumes dos quais baleias e aves marinhas dependem, o que explica por que Húsavík registra taxas de avistamento de baleias-jubarte acima de 98% e por que as colônias de papagaios-do-mar em Látrabjarg e Dyrhólaey atingem a densidade que atingem. Essa mesma confluência de correntes é parte do motivo pelo qual a indústria pesqueira islandesa historicamente foi tão produtiva, muito antes de a observação de baleias se tornar uma atividade turística por si só.
Formas de explorar este destino
O Círculo Dourado é um roteiro de 300 km a partir de Reiquejavique passando por Þingvellir (caminhada entre placas tectônicas, Patrimônio Mundial da UNESCO), Geysir (o gêiser Strokkur entra em erupção a cada cinco a dez minutos) e Gullfoss (cachoeira em cânion de dois níveis). As cachoeiras da costa sul completam o roteiro: Seljalandsfoss (dá para caminhar por trás da cortina d'água) e Skógafoss.
A Route 1 circunda a Islândia em 1.332 km, melhor percorrida entre sete e catorze dias. Paradas essenciais: a lagoa glacial de Jökulsárlón e a Praia dos Diamantes, Reynisfjara (colunas de basalto), os fiordes tranquilos do leste, Mývatn (crateras vulcânicas e fontes termais naturais) e a península de Snæfellsnes, chamada de «Islândia em miniatura».
De setembro a março, a aurora boreal é visível em toda a Islândia em noites claras — melhor observada longe da poluição luminosa de Reiquejavique. As cavernas de gelo dentro da geleira Vatnajökull (novembro a março) revelam câmaras de gelo azul estratificado, acessíveis apenas com guias e sujeitas ao clima.
A Lagoa Azul (água geotérmica leitosa entre 37°C e 40°C em meio a lava negra) é o ícone da Islândia, mas há alternativas: Sky Lagoon, as Termas Naturais de Mývatn, a Lagoa Secreta em Flúðir e dezenas de poços termais naturais gratuitos. As piscinas municipais de Reiquejavique funcionam como centros comunitários onde os islandeses socializam.
Húsavík, no norte, é a capital europeia da observação de baleias, com altas taxas de avistamento de baleias-jubarte. De junho a agosto, papagaios-do-mar do Atlântico nidificam nos penhascos de Látrabjarg, Dyrhólaey e nas ilhas Vestmannaeyjar. Orcas são avistadas ao largo de Snæfellsnes no inverno.
Dinheiro e moeda
Coroa islandesa (ISK)
Código da moeda: ISK
Dicas práticas sobre dinheiro
A Islândia é praticamente sem dinheiro em espécie — cartões funcionam em toda parte
A Islândia é uma das sociedades mais «cashless» do planeta. Visa e Mastercard (incluindo pagamento por aproximação, Apple Pay e Google Pay) são aceitos em praticamente todo negócio — restaurantes, postos de combustível, barracas de comida, cabanas remotas no interior, chuveiros de camping e até bancas de fazenda sem atendente. Muitos visitantes passam a viagem inteira sem tocar em uma única nota. Não há necessidade prática de carregar dinheiro em espécie na Islândia. Se quiser uma pequena reserva, saque coroas islandesas num caixa eletrônico na chegada — mas espere usar o cartão para praticamente todas as transações.
A coroa islandesa — uma moeda pequena e sujeita a variação
A moeda da Islândia é a coroa islandesa (ISK), no plural krónur. É uma moeda de câmbio flutuante e pode variar de forma significativa. Trocar moeda antes da viagem é desnecessário — basta usar o cartão. Nos terminais de cartão e caixas eletrônicos, sempre escolha pagar em ISK e recuse a opção de «pagar na sua moeda de origem» (conversão dinâmica de moeda), que costuma embutir uma margem adicional ao deixar a processadora do estabelecimento definir a taxa de câmbio em vez do seu próprio banco.
Caixas eletrônicos disponíveis, mas raramente necessários
Caixas eletrônicos existem no Aeroporto de Keflavík, em Reiquejavique, Akureyri e na maioria das cidades. Os principais bancos — Landsbankinn, Íslandsbanki e Arion Bank — operam caixas que aceitam Visa e Mastercard. As tarifas de saque variam conforme o seu banco de origem; os próprios caixas islandeses raramente cobram tarifa adicional. Dado quão universalmente os cartões são aceitos, a maioria dos visitantes nunca precisa sacar dinheiro.
Sem cultura de gorjeta — os preços já incluem o serviço
A Islândia não tem cultura de gorjeta. As taxas de serviço já estão embutidas nos preços de restaurantes, hotéis e táxis. Deixar gorjeta não é esperado nem costumeiro — a equipe recebe salários justos. Se você recebe um atendimento excepcional, arredondar o valor ou deixar uma pequena quantia é apreciado, mas nunca antecipado. Em bares, cafés e passeios turísticos, a gorjeta é igualmente incomum — um gasto a menos para se preocupar, o que é bem-vindo dado o alto custo de vida da Islândia.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Qual é a moeda da Islândia?
Preciso de dinheiro em espécie na Islândia?
Posso pagar em euros ou dólares na Islândia?
A Islândia é realmente cara?
Devo dar gorjeta na Islândia?
Qual a melhor forma de pagar na Islândia?
Existem limites para entrada ou saída de dinheiro em espécie?
Portugueses precisam de visto para a Islândia?
Não — como cidadãos da UE dentro do Espaço Econômico Europeu, portugueses entram com apenas um cartão de identidade ou passaporte válido, sem limite de estadia.
Brasileiros precisam de visto para a Islândia?
Em geral não — o Brasil se beneficia de uma política ampla de isenção de visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, válida em todo o Espaço Schengen, mas o prazo exato deve ser confirmado no portal oficial antes de viajar, já que a fonte não cita o Brasil nominalmente.
O Círculo Dourado é suficiente para conhecer o essencial da Islândia?
É uma boa introdução — Þingvellir, Geysir e Gullfoss num único dia a partir de Reiquejavique —, mas mostra só uma fração do país. A Route 1 completa, ao redor de toda a ilha, revela muito mais ao longo de sete a catorze dias.
Quando dá para ver a aurora boreal?
De setembro a março, em noites escuras e claras, longe da poluição luminosa das cidades. A atividade é imprevisível e nunca garantida, mas as chances são altas ao longo de uma estadia de várias noites no inverno.
Preciso de um 4x4 para percorrer a Route 1?
Não — a própria Route 1 é pavimentada e percorrível com carro comum. Um 4x4 só se torna necessário para as estradas do interior (F-roads), fechadas fora do verão de qualquer forma.
A Islândia é realmente tão cara quanto dizem?
Sim — está consistentemente entre os destinos mais caros da Europa, tanto para refeições quanto para hospedagem, então confirme faixas de preço atuais ao planejar o orçamento. Autoconsumo e camping reduzem bastante o custo.
Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.