Israel

Bandeira: Israel

Código Telefônico

+972

Capital

Jerusalém

População

9,8 mi (2023)

Idiomas

hebraico · árabe

Área

20.770 km²

Eletricidade

230 V

Tipos de tomada

Europlug · Type H · BS 546

Mão de direção

direita

Nome Nativo

יִשְׂרָאֵל

Região

Ásia

Ásia Ocidental

Fuso Horário

Horário de Israel

UTC+02:00

Israel concentra numa área do tamanho de um estado pequeno uma densidade de história, paisagem e cozinha que poucos países alcançam. Jerusalém guarda os lugares centrais das três religiões monoteístas, com a Cidade Velha dividida em bairros que se percorrem a pé em poucas horas. Tel Aviv, a uma hora dali, é o oposto complementar: praia urbana de dez quilômetros, arquitetura Bauhaus reconhecida pela UNESCO, cafés e uma vida noturna que atravessa a madrugada. Em volta, o país oferece o Mar Morto — o ponto mais baixo da superfície terrestre —, a fortaleza de Massada sobre o deserto, o mar da Galileia e Nazaré, os Jardins Bahá'í em Haifa e o mergulho no mar Vermelho, em Eilat. Para o viajante lusófono, é um destino de romaria e de curiosidade histórica ao mesmo tempo, e a preparação faz diferença: há uma autorização eletrônica de entrada a resolver antes do voo, e o calendário religioso local governa horários, transporte e reservas.

Vistos e regras de entrada em Israel

Brasileiros e portugueses não precisam de visto para turismo em Israel e podem permanecer até 90 dias — mas a isenção deixou de significar embarcar sem preparo. Todas as nacionalidades isentas de visto precisam obter previamente a autorização eletrônica de viagem (ETA-IL), pedida on-line no portal oficial de imigração e vinculada ao passaporte: sem ela aprovada, o embarque e a entrada são recusados. O pedido deve ser feito com pelo menos três dias de antecedência, ainda que a decisão costume sair em poucas horas, e a autorização vale por um período longo, cobrindo várias viagens até o limite de validade do passaporte. O passaporte deve estar válido por pelo menos seis meses além da data prevista de saída. A entrada é registrada em um talão de papel entregue no controle, e não com carimbo no passaporte — guarde-o com o passaporte, porque é pedido na saída e em alguns hotéis. Outras nacionalidades lusófonas, entre elas Angola, Moçambique e Cabo Verde, costumam precisar de visto consular pedido antes da partida. Para estudo, trabalho, voluntariado ou permanência longa, aplica-se um regime próprio, que a entrada de turista não substitui. Consulte os avisos oficiais de viagem do seu governo ao montar o roteiro, porque há áreas com restrições de acesso que mudam.

Tipos de visto comuns

Isenção de visto com ETA-IL

Até 90 dias por entrada; autorização pedida com antecedência mínima de três dias e válida por longo período, respeitando a validade do passaporte

Para turismo, visita a familiares, romaria e reuniões de negócios de curta duração de brasileiros, portugueses e das demais nacionalidades isentas. Não há visto a pedir, mas a autorização eletrônica de viagem é obrigatória e vinculada ao passaporte — peça-a antes de comprar o restante da viagem.

Visto de turista consular

Em geral até 90 dias; prazo e número de entradas definidos caso a caso

Para as nacionalidades não abrangidas pela isenção, entre elas vários países africanos de língua portuguesa. Pede-se em consulado israelense antes da partida, com documentação de suporte da viagem, comprovação de hospedagem e passagem de regresso.

Entrada de negócios

Conforme a categoria; atividade remunerada exige regime próprio

Para reuniões, feiras e conferências de curta duração. Boa parte das nacionalidades isentas realiza atividades de negócios pontuais com a mesma entrada de turista, desde que não haja trabalho remunerado por entidade local — confirme os limites da sua situação.

Estudo e voluntariado

Duração do programa; renovável dentro do país conforme a categoria

Para programas acadêmicos, cursos de idioma, pesquisa e trabalho voluntário de média duração, incluindo os programas em kibutz. Exige carta da instituição de acolhimento e pedido prévio.

Trabalho e permanência longa

Vinculada ao contrato ou ao motivo do pedido; renovável

Para emprego com empregador israelense, reagrupamento familiar ou residência. Exige patrocínio e autorização prévia, e não é coberto pela entrada de turista nem pela autorização eletrônica.

Informações importantes para viajar a Israel

•Autorização eletrônica obrigatória: brasileiros, portugueses...

Autorização eletrônica obrigatória: brasileiros, portugueses e as demais nacionalidades isentas de visto precisam de uma autorização eletrônica de viagem aprovada antes do embarque, pedida no portal oficial de imigração e vinculada ao passaporte. Sem ela, o embarque e a entrada são recusados — resolva-a assim que tiver o voo.

•Antecedência: peça a autorização com...

Antecedência: peça a autorização com pelo menos três dias de antecedência, ainda que a resposta costume sair em poucas horas. Ela cobre várias viagens durante um longo período de validade, respeitando o prazo do passaporte.

•Passaporte válido por pelo menos...

Passaporte válido por pelo menos seis meses além da data prevista de saída. A entrada é registrada em talão de papel, não com carimbo — guarde-o junto ao passaporte, porque é pedido na saída e em alguns hotéis.

•Shabat: do pôr do sol...

Shabat: do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado o transporte público para em grande parte do país e muitos serviços fecham. Planeje esse dia com carro alugado, táxi, aplicativo ou programa a pé, e evite marcar deslocações longas entre cidades.

•Locais religiosos exigem vestuário discreto,...

Locais religiosos exigem vestuário discreto, com ombros e joelhos cobertos, e há controle de segurança nas entradas. Horários de visita variam por local e por data religiosa, e o acesso a alguns pontos é restrito a determinados períodos ou visitantes — verifique antes de cada visita.

•Avisos oficiais: consulte a orientação...

Avisos oficiais: consulte a orientação de viagem do seu governo ao montar o roteiro e confirme-a perto da data. Há áreas cujo acesso é restrito ou desaconselhado, e essa informação muda.

•Clima e deserto: o verão...

Clima e deserto: o verão é muito quente, sobretudo no Mar Morto e no Negev. Leve água em quantidade, protetor solar e chapéu, e faça as trilhas de deserto ao amanhecer.

•Moeda: o novo shekel israelense...

Moeda: o novo shekel israelense (ILS). Cartões são aceitos praticamente em todo lugar, e a moeda de origem não circula — nem euro nem real.

•Idioma: hebraico e árabe são...

Idioma: hebraico e árabe são as línguas oficiais, e o inglês é amplamente falado no turismo, na hotelaria e nas cidades. Português quase não se encontra fora de grupos de romaria organizados.

•Um seguro de viagem com...

Um seguro de viagem com cobertura médica é fortemente recomendado, e vale confirmar se a apólice cobre o destino sem exclusões.
Visão geral da viagem

Israel é um país de distâncias curtas e contrastes rápidos: em uma hora de estrada passa-se da praia mediterrânea de Tel Aviv às pedras de Jerusalém, e em pouco mais de duas chega-se ao deserto do Negev ou ao mar da Galileia. Essa compactação é a maior vantagem prática do destino, porque permite montar quase toda a viagem a partir de duas bases apenas. Jerusalém é o centro histórico e religioso, com a Cidade Velha e seus bairros, o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro e a esplanada do Domo da Rocha, além dos museus que explicam o conjunto. Tel Aviv é a cidade contemporânea, com a maior concentração de arquitetura Bauhaus do mundo, reconhecida pela UNESCO, praia urbana contínua e uma das melhores cenas gastronômicas do Mediterrâneo. Ao sul, o Mar Morto permite a flutuação que todos conhecem das fotografias, e a fortaleza de Massada, alcançada por teleférico ou por trilha ao amanhecer, domina o deserto da Judeia. Ao norte, Nazaré, Cafarnaum e o mar da Galileia formam o circuito de romaria mais procurado, e Haifa acrescenta os Jardins Bahá'í em terraços sobre a baía, com Acre logo adiante. Eilat, no extremo sul, abre o mergulho no mar Vermelho. Duas coisas estruturam o planejamento acima de tudo: o calendário religioso, que fecha transporte e comércio do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, e a consulta aos avisos oficiais de viagem, que devem ser lidos ao montar o roteiro e não depois de reservado.

Descubra Israel

Jerusalém: a Cidade Velha se percorre a pé

A Cidade Velha cabe dentro de muralhas que se atravessam a pé em menos de meia hora, e é essa escala que surpreende quem chega esperando distâncias. Nos seus quatro bairros estão o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro e a esplanada onde se ergue o Domo da Rocha, além dos mercados que ligam tudo. A informação prática vale mais do que qualquer descrição: vista-se com discrição, com ombros e joelhos cobertos, porque é exigência de acesso em praticamente todos os locais religiosos; leve documento, já que há controle de segurança nas entradas; e verifique horários antes de sair, porque cada local tem dias e períodos próprios de visita, com restrições em datas religiosas e limitações de acesso à esplanada para não muçulmanos. Comece cedo: às nove da manhã as ruas estreitas já estão cheias, e o calor do meio-dia no verão é severo.

Tel Aviv: praia, Bauhaus e mesa

Tel Aviv funciona como contrapeso perfeito a Jerusalém e merece pelo menos dois dias. A orla é contínua por cerca de dez quilômetros, com calçadão, ciclovia e praias urbanas de acesso livre, e a bicicleta compartilhada é a forma mais eficiente de percorrer a cidade. O centro concentra a maior coleção de arquitetura Bauhaus do mundo, herança dos arquitetos europeus dos anos 1930 e Patrimônio Mundial da UNESCO — as visitas guiadas explicam o que passa despercebido a quem só olha as fachadas. Ao sul, Jafa acrescenta o porto antigo, o mercado de pulgas e ruelas de pedra. A mesa é razão suficiente para a parada: mercados como o Carmel e o de Levinsky, houmus servido em casas que só fazem isso, e uma cena de restaurantes que mistura influências do Mediterrâneo inteiro.

Mar Morto, Massada e o deserto da Judeia

A descida ao Mar Morto é uma das viagens de carro mais impressionantes do país: em menos de uma hora desde Jerusalém, o terreno cai até o ponto mais baixo da superfície terrestre. A flutuação funciona exatamente como nas fotografias, e as regras de segurança são levadas a sério — não mergulhe a cabeça, não faça a barba antes de entrar, saia se sentir ardência e enxágue-se em seguida. Massada, ali perto, sobe por teleférico ou pela trilha da Serpente, que se faz antes do amanhecer justamente porque depois o sol não permite. Vá com muito mais água do que parece necessário, protetor solar e chapéu: o calor do deserto da Judeia engana porque é seco, e a desidratação chega sem aviso. Um dia inteiro cobre os dois destinos com folga.

Norte: Nazaré, a Galileia e Haifa

O norte é o circuito clássico de romaria e também a região mais verde do país. Nazaré, Cafarnaum, Tabgha e o monte das Bem-Aventuranças concentram os locais associados à vida pública de Jesus e visitam-se em um ou dois dias a partir de Tiberíades, na margem do mar da Galileia — que é um lago de água doce, e não um mar, com barcos que fazem a travessia como parte do roteiro. Haifa, na costa, tem os Jardins Bahá'í descendo o monte Carmelo em terraços simétricos sobre a baía, com acesso por horários e percursos definidos que convém verificar antes. Acre, logo adiante, guarda uma cidade murada otomana e cruzada, com túneis e mercado ativo, e costuma ser a parada que os viajantes não esperavam gostar tanto.

O calendário manda: shabat e feriados

Nenhum outro detalhe muda tanto uma viagem a Israel quanto o ritmo semanal. Do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, o transporte público nacional para em grande parte do país, muitas lojas e restaurantes fecham e os serviços funcionam em regime reduzido — quem não souber disso perde um dia inteiro de roteiro ou fica sem forma de sair da cidade. As saídas práticas existem: táxis e aplicativos continuam operando, carro alugado resolve o dia, os táxis coletivos entre cidades mantêm serviço e Tel Aviv permanece mais movimentada que o resto. Planeje o sábado como dia de praia, de caminhada ou de museu aberto, e reserve as viagens entre cidades para os outros dias. Os grandes feriados religiosos ampliam o mesmo efeito por vários dias e enchem hotéis com meses de antecedência.

Distâncias curtas, planejamento informado

Israel percorre-se com facilidade: o país é pequeno, as estradas são boas e a ligação ferroviária entre Tel Aviv, Jerusalém e o norte é rápida e barata. Duas bases — Jerusalém para o centro e o sul, Tel Aviv para a costa e o norte — cobrem quase tudo sem trocar de hotel todos os dias, e o carro alugado só compensa de verdade para o deserto e a Galileia. Ao montar o itinerário, consulte os avisos oficiais de viagem do seu governo, que são a fonte a usar sobre acesso a regiões específicas, e confirme-os de novo perto da data: há áreas cujo acesso é restrito ou desaconselhado e cuja situação muda, e essa verificação pertence à fase de planejamento, não à véspera. Um seguro de viagem com cobertura médica é recomendação padrão para o destino.

Formas de explorar este destino

Romaria e locais sagrados

Jerusalém e a Cidade Velha, Nazaré, Cafarnaum e o mar da Galileia formam o circuito mais procurado pelo viajante lusófono — com códigos de vestuário, controle de segurança e horários próprios em cada local, que convém verificar antes de cada visita.

História e arqueologia

A fortaleza de Massada sobre o deserto da Judeia, a Cesareia romana na costa, a Acre murada dos cruzados e otomanos e os museus de Jerusalém dão a linha do tempo completa de uma das regiões mais escavadas do mundo.

Cidade, praia e vida noturna

Tel Aviv com dez quilômetros de orla contínua, a maior concentração de arquitetura Bauhaus do mundo, mercados, bicicleta compartilhada e uma noite que começa tarde e não tem pressa de acabar.

Deserto e paisagem extrema

O Mar Morto, no ponto mais baixo da superfície terrestre, a cratera do Ramon no Negev e as trilhas de deserto ao amanhecer — paisagem árida de escala grande a poucas horas das cidades.

Mergulho no mar Vermelho

Eilat, no extremo sul, abre recifes de coral acessíveis a partir da praia, com águas quentes o ano inteiro e mergulho para iniciantes e certificados — a parte do país que funciona melhor no inverno.

Mesa e mercados

Houmus, falafel, saladas de mercado, cozinha de influência mediterrânea e do Oriente Médio, com os mercados de Tel Aviv e de Jerusalém como melhor introdução — e o vinho israelense como surpresa frequente.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
₪

Novo shekel israelita (ILS)

Código da moeda: ILS

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda local: o novo shekel israelense (ILS)

A moeda é o novo shekel israelense, indicado como ILS ou pelo símbolo ₪. Nem o real nem o euro circulam no país, e trocar dinheiro na origem raramente compensa: as melhores taxas costumam estar nas casas de câmbio independentes das cidades, sobretudo as das ruas comerciais de Tel Aviv e de Jerusalém, que trabalham sem comissão e com taxa afixada. Os balcões do aeroporto são os mais caros, então troque apenas o mínimo à chegada se precisar. O dólar americano é aceito em parte do setor turístico e em alguns hotéis, mas quase sempre a uma taxa pior do que pagar em shekels — pague na moeda local sempre que puder.

Cartão funciona em quase todo lugar

Israel é um país de pagamento eletrônico generalizado: cartões Visa e Mastercard são aceitos em praticamente todo o comércio, incluindo pequenos cafés, táxis e bancas de mercado, e os pagamentos por aproximação com telefone ou relógio funcionam na maioria dos terminais. Na prática, o visitante consegue passar a viagem inteira quase sem dinheiro vivo. Recuse sempre a oferta de cobrar na sua moeda em vez de shekels — a chamada conversão dinâmica — porque a taxa aplicada é pior do que a do seu banco. Avise o banco da viagem antes de partir para evitar bloqueio preventivo, e leve um segundo cartão guardado à parte.

Caixas automáticos e o que evitar

Há caixas automáticos em abundância nas cidades e nos aeroportos. Prefira os das agências bancárias aos terminais independentes instalados em lojas de conveniência e zonas turísticas, que costumam cobrar comissões próprias mais altas e propor conversões desfavoráveis. Ao sacar, escolha a opção em shekels e recuse a conversão para a sua moeda. Uma nota de planejamento: durante o shabat e nos feriados religiosos, as agências estão fechadas e os balcões de câmbio também — os caixas continuam funcionando, mas se precisar de dinheiro vivo para esse período, resolva antes da sexta-feira à tarde.

Dinheiro vivo, gorjeta e devolução de imposto

Mesmo num país de cartão, vale ter alguns shekels em notas pequenas para mercados, gorjetas, transporte informal e locais religiosos que aceitam donativo. A gorjeta em restaurantes é esperada e costuma rondar os dez por cento, deixados em dinheiro ou somados no cartão, e nem sempre vem incluída na conta — confira antes de somar. Guias e motoristas de excursão também são habitualmente gratificados. Há ainda um mecanismo que compensa conhecer: compras acima de um valor mínimo feitas em lojas aderentes podem dar direito à devolução do imposto sobre o valor acrescentado à saída do país, mediante fatura própria e apresentação no balcão do aeroporto — peça o documento na loja, porque depois não há como emitir.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Que moeda se usa em Israel?

O novo shekel israelense, indicado como ILS ou pelo símbolo ₪. Quem chega do Brasil troca reais e quem chega de Portugal troca euros, porque nenhuma das duas moedas circula no país. As casas de câmbio das ruas comerciais das grandes cidades costumam dar taxas melhores do que os balcões de aeroporto e trabalham sem comissão, com a taxa afixada à porta. O dólar americano é aceito em parte do setor turístico, mas normalmente a uma taxa desvantajosa — pagar em shekels sai mais barato.

Preciso levar dinheiro vivo?

Pouco. Israel tem uma das maiores taxas de pagamento por cartão do mundo, e Visa e Mastercard funcionam em praticamente todo o comércio, incluindo táxis, cafés pequenos e bancas de mercado; o pagamento por aproximação é comum. Ainda assim, tenha algumas notas pequenas para gorjetas, mercados de rua, donativos em locais religiosos e transporte informal. E lembre-se do calendário: como as agências e casas de câmbio fecham durante o shabat e nos feriados religiosos, convém garantir o dinheiro vivo antes da sexta-feira à tarde.

Devo aceitar pagar na minha moeda quando o terminal pergunta?

Não. Essa oferta é a conversão dinâmica, e a taxa aplicada pelo terminal ou pelo caixa automático é praticamente sempre pior do que a do seu próprio banco. Escolha sempre pagar ou sacar em shekels e deixe a conversão para o emissor do cartão. A mesma regra vale nos caixas automáticos, que costumam apresentar a proposta de forma sedutora, com um valor garantido na sua moeda. Vale ainda preferir os caixas das agências bancárias aos terminais independentes de lojas e zonas turísticas, que acrescentam comissão própria.

Quanto se costuma dar de gorjeta?

Em restaurantes, cerca de dez por cento, e a prática é esperada — não é um extra simbólico como em parte da Europa. Confira a conta antes, porque nem sempre o serviço vem incluído, e verifique se pode somar a gorjeta no cartão ou se convém deixá-la em dinheiro, o que muitos estabelecimentos preferem. Guias, motoristas de excursão e pessoal de hotel são habitualmente gratificados, e nos táxis o costume é arredondar. Em cafés e balcões de comida rápida a gorjeta é opcional e menor.

Posso recuperar o imposto das compras?

Pode, em certas condições, e vale saber disso antes de comprar. As compras feitas por visitantes em lojas aderentes ao regime de devolução, acima de um valor mínimo por fatura, dão direito ao reembolso do imposto sobre o valor acrescentado quando se sai do país. O procedimento começa na loja, que emite a fatura própria do regime — sem esse documento não há devolução possível depois. À saída, apresenta-se a documentação e os artigos no balcão próprio do aeroporto, antes do despacho da bagagem, e o reembolso é feito no local ou creditado. Confirme os valores mínimos e as condições atuais, que mudam.

Quanto devo orçar por dia?

Israel é um destino caro para os padrões da região, e essa é a primeira surpresa de quem chega com expectativa de Oriente Médio barato — alojamento, restaurantes e transporte estão mais próximos dos preços da Europa ocidental do que dos países vizinhos. Os pesos maiores do orçamento são a dormida, sobretudo em Jerusalém nas datas religiosas, e as refeições fora, já que comer em restaurante duas vezes por dia pesa depressa. Dá para reduzir muito comprando em mercados e supermercados, usando o transporte público fora do shabat e escolhendo alojamento com cozinha. As entradas em sítios arqueológicos e parques nacionais são um capítulo à parte e compensam quando há passe conjunto — confirme os preços e os passes disponíveis na altura da viagem.
Perguntas frequentes

Brasileiros e portugueses precisam de visto para Israel?

De visto, não: ambos entram isentos para turismo, com permanência de até 90 dias. Mas isento não quer dizer sem trâmite, e é aqui que muita gente tropeça. Todas as nacionalidades isentas precisam de uma autorização eletrônica de viagem aprovada antes de embarcar, pedida on-line no portal oficial de imigração e vinculada ao passaporte — sem ela, a companhia aérea não embarca o passageiro e a entrada é recusada. Peça-a com pelo menos três dias de antecedência, ainda que a resposta costume chegar em horas, e confirme que os dados batem exatamente com o passaporte que vai usar. Passaportes de Angola, Moçambique e Cabo Verde seguem outra regra e costumam exigir visto consular prévio.

Por quanto tempo vale a autorização eletrônica?

Por um período longo, cobrindo várias entradas, e nunca além da validade do passaporte ao qual está vinculada — o que na prática significa que quem viaja com frequência ao país resolve o assunto uma vez e não a cada viagem. Renovar o passaporte, porém, obriga a novo pedido, porque o vínculo é com o documento e não com a pessoa. Guarde a aprovação no celular e impressa: ela pode ser pedida no check-in, e ter a confirmação à mão evita discussão no balcão. E confira o nome e o número do documento antes de submeter, já que uma divergência de digitação é o motivo mais comum de recusa.

Israel carimba o passaporte?

Não. A entrada e a saída são registradas em um talão de papel entregue no controle de fronteira, e não com carimbo nas páginas do passaporte. Guarde esse talão junto ao documento durante toda a viagem: ele é pedido na saída do país e, com frequência, no check-in de hotéis, que o usam para efeitos fiscais. Se o perder, resolve-se, mas custa tempo em um balcão. Vale ainda lembrar que a regra vale para o passaporte: quem entra por via terrestre a partir de países vizinhos deve conferir o procedimento específico daquela travessia, que pode diferir da chegada por aeroporto.

O que fecha durante o shabat?

Boa parte do país, e planejar em torno disso é a diferença entre uma viagem fluida e um dia perdido. Do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, o transporte público nacional para na maior parte do território, lojas e muitos restaurantes fecham e os serviços funcionam em ritmo reduzido — em Jerusalém o efeito é bem mais forte do que em Tel Aviv, que mantém boa parte da vida urbana. O que continua funcionando: táxis e aplicativos, os táxis coletivos entre cidades, carro alugado e uma parte da hotelaria e da restauração voltada a turistas. Deixe o sábado para praia, caminhada, museu aberto ou um programa na própria cidade, e concentre as deslocações nos outros dias.

Como me visto para visitar os locais sagrados?

Com discrição, e a regra é praticamente a mesma nas três tradições: ombros e joelhos cobertos, para homens e mulheres. Leve um lenço ou echarpe na mochila, que resolve o acesso improvisado a um local que não estava no plano do dia, e prefira calçado confortável e fechado, porque as ruas da Cidade Velha são de pedra irregular. Em alguns locais há cobertura de cabeça exigida ou distribuída na entrada. Some-se a isso duas rotinas práticas: há controle de segurança nas entradas, então leve documento e evite mochilas grandes, e os horários variam por local e por data religiosa — confirmar antes de sair do hotel poupa deslocações inúteis.

Quantos dias são precisos e como divido o roteiro?

Uma semana cobre o essencial e dez dias dão respiro. A estrutura que funciona melhor usa duas bases apenas, porque o país é pequeno e trocar de hotel todos os dias custa mais do que rende: Jerusalém para a Cidade Velha, o Mar Morto e Massada; Tel Aviv para a costa, Jafa, Cesareia e as saídas ao norte. Reserve três dias para Jerusalém, dois para Tel Aviv, um para o Mar Morto com Massada e um ou dois para a Galileia e Haifa. Quem vem por romaria costuma inverter o peso e dar mais dias ao norte. Eilat e o mergulho no mar Vermelho são um acréscimo à parte, que pede voo interno ou uma travessia longa de deserto.

Como se circula pelo país?

Com facilidade, e sem precisar de carro na maior parte do roteiro. A ferrovia liga Tel Aviv, o aeroporto, Jerusalém e a costa norte de forma rápida e barata, e os ônibus intermunicipais cobrem o resto com boa frequência — tudo isso, lembre-se, suspenso durante o shabat. Nas cidades, aplicativos e táxis funcionam bem, e Tel Aviv anda-se melhor de bicicleta do que de carro. O carro alugado compensa em dois casos concretos: o deserto, incluindo Mar Morto e Massada com paradas próprias, e a região da Galileia, onde os locais de romaria estão dispersos. Se alugar, confirme com a locadora as condições de circulação e as coberturas do seguro para o roteiro que pretende fazer.

O que devo verificar antes de fechar a viagem?

Três coisas, nesta ordem. Primeiro, a autorização eletrônica de entrada, porque sem ela aprovada nada mais importa. Segundo, os avisos oficiais de viagem do seu governo, que são a fonte a usar sobre acesso a regiões específicas e que devem ser consultados ao montar o roteiro e revistos perto da data, já que há áreas com restrições que mudam. Terceiro, o calendário: além do shabat semanal, os grandes feriados religiosos alteram horários, fecham serviços por vários dias e esgotam hotéis com meses de antecedência. Junte a isso um seguro de viagem com cobertura médica e a confirmação de que a apólice não exclui o destino, e a parte administrativa da viagem está resolvida.

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A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.