Israel
Código Telefônico
+972
Capital
Jerusalém
População
9,8 mi (2023)
Idiomas
hebraico · árabe
Área
20.770 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
Europlug · Type H · BS 546
Mão de direção
direita
Nome Nativo
יִשְׂרָאֵל
Região
Ásia
Ásia Ocidental
Fuso Horário
Horário de Israel
UTC+02:00
Nesta página
Israel concentra numa área do tamanho de um estado pequeno uma densidade de história, paisagem e cozinha que poucos países alcançam. Jerusalém guarda os lugares centrais das três religiões monoteístas, com a Cidade Velha dividida em bairros que se percorrem a pé em poucas horas. Tel Aviv, a uma hora dali, é o oposto complementar: praia urbana de dez quilômetros, arquitetura Bauhaus reconhecida pela UNESCO, cafés e uma vida noturna que atravessa a madrugada. Em volta, o país oferece o Mar Morto — o ponto mais baixo da superfície terrestre —, a fortaleza de Massada sobre o deserto, o mar da Galileia e Nazaré, os Jardins Bahá'í em Haifa e o mergulho no mar Vermelho, em Eilat. Para o viajante lusófono, é um destino de romaria e de curiosidade histórica ao mesmo tempo, e a preparação faz diferença: há uma autorização eletrônica de entrada a resolver antes do voo, e o calendário religioso local governa horários, transporte e reservas.
Vistos e regras de entrada em Israel
Brasileiros e portugueses não precisam de visto para turismo em Israel e podem permanecer até 90 dias — mas a isenção deixou de significar embarcar sem preparo. Todas as nacionalidades isentas de visto precisam obter previamente a autorização eletrônica de viagem (ETA-IL), pedida on-line no portal oficial de imigração e vinculada ao passaporte: sem ela aprovada, o embarque e a entrada são recusados. O pedido deve ser feito com pelo menos três dias de antecedência, ainda que a decisão costume sair em poucas horas, e a autorização vale por um período longo, cobrindo várias viagens até o limite de validade do passaporte. O passaporte deve estar válido por pelo menos seis meses além da data prevista de saída. A entrada é registrada em um talão de papel entregue no controle, e não com carimbo no passaporte — guarde-o com o passaporte, porque é pedido na saída e em alguns hotéis. Outras nacionalidades lusófonas, entre elas Angola, Moçambique e Cabo Verde, costumam precisar de visto consular pedido antes da partida. Para estudo, trabalho, voluntariado ou permanência longa, aplica-se um regime próprio, que a entrada de turista não substitui. Consulte os avisos oficiais de viagem do seu governo ao montar o roteiro, porque há áreas com restrições de acesso que mudam.
Tipos de visto comuns
Isenção de visto com ETA-IL
Para turismo, visita a familiares, romaria e reuniões de negócios de curta duração de brasileiros, portugueses e das demais nacionalidades isentas. Não há visto a pedir, mas a autorização eletrônica de viagem é obrigatória e vinculada ao passaporte — peça-a antes de comprar o restante da viagem.
Visto de turista consular
Para as nacionalidades não abrangidas pela isenção, entre elas vários países africanos de língua portuguesa. Pede-se em consulado israelense antes da partida, com documentação de suporte da viagem, comprovação de hospedagem e passagem de regresso.
Entrada de negócios
Para reuniões, feiras e conferências de curta duração. Boa parte das nacionalidades isentas realiza atividades de negócios pontuais com a mesma entrada de turista, desde que não haja trabalho remunerado por entidade local — confirme os limites da sua situação.
Estudo e voluntariado
Para programas acadêmicos, cursos de idioma, pesquisa e trabalho voluntário de média duração, incluindo os programas em kibutz. Exige carta da instituição de acolhimento e pedido prévio.
Trabalho e permanência longa
Para emprego com empregador israelense, reagrupamento familiar ou residência. Exige patrocínio e autorização prévia, e não é coberto pela entrada de turista nem pela autorização eletrônica.
Informações importantes para viajar a Israel
•Autorização eletrônica obrigatória: brasileiros, portugueses...
•Antecedência: peça a autorização com...
•Passaporte válido por pelo menos...
•Shabat: do pôr do sol...
•Locais religiosos exigem vestuário discreto,...
•Avisos oficiais: consulte a orientação...
•Clima e deserto: o verão...
•Moeda: o novo shekel israelense...
•Idioma: hebraico e árabe são...
•Um seguro de viagem com...
Israel é um país de distâncias curtas e contrastes rápidos: em uma hora de estrada passa-se da praia mediterrânea de Tel Aviv às pedras de Jerusalém, e em pouco mais de duas chega-se ao deserto do Negev ou ao mar da Galileia. Essa compactação é a maior vantagem prática do destino, porque permite montar quase toda a viagem a partir de duas bases apenas. Jerusalém é o centro histórico e religioso, com a Cidade Velha e seus bairros, o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro e a esplanada do Domo da Rocha, além dos museus que explicam o conjunto. Tel Aviv é a cidade contemporânea, com a maior concentração de arquitetura Bauhaus do mundo, reconhecida pela UNESCO, praia urbana contínua e uma das melhores cenas gastronômicas do Mediterrâneo. Ao sul, o Mar Morto permite a flutuação que todos conhecem das fotografias, e a fortaleza de Massada, alcançada por teleférico ou por trilha ao amanhecer, domina o deserto da Judeia. Ao norte, Nazaré, Cafarnaum e o mar da Galileia formam o circuito de romaria mais procurado, e Haifa acrescenta os Jardins Bahá'í em terraços sobre a baía, com Acre logo adiante. Eilat, no extremo sul, abre o mergulho no mar Vermelho. Duas coisas estruturam o planejamento acima de tudo: o calendário religioso, que fecha transporte e comércio do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, e a consulta aos avisos oficiais de viagem, que devem ser lidos ao montar o roteiro e não depois de reservado.
Descubra Israel
Jerusalém: a Cidade Velha se percorre a pé
A Cidade Velha cabe dentro de muralhas que se atravessam a pé em menos de meia hora, e é essa escala que surpreende quem chega esperando distâncias. Nos seus quatro bairros estão o Muro das Lamentações, a Basílica do Santo Sepulcro e a esplanada onde se ergue o Domo da Rocha, além dos mercados que ligam tudo. A informação prática vale mais do que qualquer descrição: vista-se com discrição, com ombros e joelhos cobertos, porque é exigência de acesso em praticamente todos os locais religiosos; leve documento, já que há controle de segurança nas entradas; e verifique horários antes de sair, porque cada local tem dias e períodos próprios de visita, com restrições em datas religiosas e limitações de acesso à esplanada para não muçulmanos. Comece cedo: às nove da manhã as ruas estreitas já estão cheias, e o calor do meio-dia no verão é severo.
Tel Aviv: praia, Bauhaus e mesa
Tel Aviv funciona como contrapeso perfeito a Jerusalém e merece pelo menos dois dias. A orla é contínua por cerca de dez quilômetros, com calçadão, ciclovia e praias urbanas de acesso livre, e a bicicleta compartilhada é a forma mais eficiente de percorrer a cidade. O centro concentra a maior coleção de arquitetura Bauhaus do mundo, herança dos arquitetos europeus dos anos 1930 e Patrimônio Mundial da UNESCO — as visitas guiadas explicam o que passa despercebido a quem só olha as fachadas. Ao sul, Jafa acrescenta o porto antigo, o mercado de pulgas e ruelas de pedra. A mesa é razão suficiente para a parada: mercados como o Carmel e o de Levinsky, houmus servido em casas que só fazem isso, e uma cena de restaurantes que mistura influências do Mediterrâneo inteiro.
Mar Morto, Massada e o deserto da Judeia
A descida ao Mar Morto é uma das viagens de carro mais impressionantes do país: em menos de uma hora desde Jerusalém, o terreno cai até o ponto mais baixo da superfície terrestre. A flutuação funciona exatamente como nas fotografias, e as regras de segurança são levadas a sério — não mergulhe a cabeça, não faça a barba antes de entrar, saia se sentir ardência e enxágue-se em seguida. Massada, ali perto, sobe por teleférico ou pela trilha da Serpente, que se faz antes do amanhecer justamente porque depois o sol não permite. Vá com muito mais água do que parece necessário, protetor solar e chapéu: o calor do deserto da Judeia engana porque é seco, e a desidratação chega sem aviso. Um dia inteiro cobre os dois destinos com folga.
Norte: Nazaré, a Galileia e Haifa
O norte é o circuito clássico de romaria e também a região mais verde do país. Nazaré, Cafarnaum, Tabgha e o monte das Bem-Aventuranças concentram os locais associados à vida pública de Jesus e visitam-se em um ou dois dias a partir de Tiberíades, na margem do mar da Galileia — que é um lago de água doce, e não um mar, com barcos que fazem a travessia como parte do roteiro. Haifa, na costa, tem os Jardins Bahá'í descendo o monte Carmelo em terraços simétricos sobre a baía, com acesso por horários e percursos definidos que convém verificar antes. Acre, logo adiante, guarda uma cidade murada otomana e cruzada, com túneis e mercado ativo, e costuma ser a parada que os viajantes não esperavam gostar tanto.
O calendário manda: shabat e feriados
Nenhum outro detalhe muda tanto uma viagem a Israel quanto o ritmo semanal. Do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, o transporte público nacional para em grande parte do país, muitas lojas e restaurantes fecham e os serviços funcionam em regime reduzido — quem não souber disso perde um dia inteiro de roteiro ou fica sem forma de sair da cidade. As saídas práticas existem: táxis e aplicativos continuam operando, carro alugado resolve o dia, os táxis coletivos entre cidades mantêm serviço e Tel Aviv permanece mais movimentada que o resto. Planeje o sábado como dia de praia, de caminhada ou de museu aberto, e reserve as viagens entre cidades para os outros dias. Os grandes feriados religiosos ampliam o mesmo efeito por vários dias e enchem hotéis com meses de antecedência.
Distâncias curtas, planejamento informado
Israel percorre-se com facilidade: o país é pequeno, as estradas são boas e a ligação ferroviária entre Tel Aviv, Jerusalém e o norte é rápida e barata. Duas bases — Jerusalém para o centro e o sul, Tel Aviv para a costa e o norte — cobrem quase tudo sem trocar de hotel todos os dias, e o carro alugado só compensa de verdade para o deserto e a Galileia. Ao montar o itinerário, consulte os avisos oficiais de viagem do seu governo, que são a fonte a usar sobre acesso a regiões específicas, e confirme-os de novo perto da data: há áreas cujo acesso é restrito ou desaconselhado e cuja situação muda, e essa verificação pertence à fase de planejamento, não à véspera. Um seguro de viagem com cobertura médica é recomendação padrão para o destino.
Formas de explorar este destino
Jerusalém e a Cidade Velha, Nazaré, Cafarnaum e o mar da Galileia formam o circuito mais procurado pelo viajante lusófono — com códigos de vestuário, controle de segurança e horários próprios em cada local, que convém verificar antes de cada visita.
A fortaleza de Massada sobre o deserto da Judeia, a Cesareia romana na costa, a Acre murada dos cruzados e otomanos e os museus de Jerusalém dão a linha do tempo completa de uma das regiões mais escavadas do mundo.
Tel Aviv com dez quilômetros de orla contínua, a maior concentração de arquitetura Bauhaus do mundo, mercados, bicicleta compartilhada e uma noite que começa tarde e não tem pressa de acabar.
O Mar Morto, no ponto mais baixo da superfície terrestre, a cratera do Ramon no Negev e as trilhas de deserto ao amanhecer — paisagem árida de escala grande a poucas horas das cidades.
Eilat, no extremo sul, abre recifes de coral acessíveis a partir da praia, com águas quentes o ano inteiro e mergulho para iniciantes e certificados — a parte do país que funciona melhor no inverno.
Houmus, falafel, saladas de mercado, cozinha de influência mediterrânea e do Oriente Médio, com os mercados de Tel Aviv e de Jerusalém como melhor introdução — e o vinho israelense como surpresa frequente.
Dinheiro e moeda
Novo shekel israelita (ILS)
Código da moeda: ILS
Dicas práticas sobre dinheiro
Moeda local: o novo shekel israelense (ILS)
A moeda é o novo shekel israelense, indicado como ILS ou pelo símbolo ₪. Nem o real nem o euro circulam no país, e trocar dinheiro na origem raramente compensa: as melhores taxas costumam estar nas casas de câmbio independentes das cidades, sobretudo as das ruas comerciais de Tel Aviv e de Jerusalém, que trabalham sem comissão e com taxa afixada. Os balcões do aeroporto são os mais caros, então troque apenas o mínimo à chegada se precisar. O dólar americano é aceito em parte do setor turístico e em alguns hotéis, mas quase sempre a uma taxa pior do que pagar em shekels — pague na moeda local sempre que puder.
Cartão funciona em quase todo lugar
Israel é um país de pagamento eletrônico generalizado: cartões Visa e Mastercard são aceitos em praticamente todo o comércio, incluindo pequenos cafés, táxis e bancas de mercado, e os pagamentos por aproximação com telefone ou relógio funcionam na maioria dos terminais. Na prática, o visitante consegue passar a viagem inteira quase sem dinheiro vivo. Recuse sempre a oferta de cobrar na sua moeda em vez de shekels — a chamada conversão dinâmica — porque a taxa aplicada é pior do que a do seu banco. Avise o banco da viagem antes de partir para evitar bloqueio preventivo, e leve um segundo cartão guardado à parte.
Caixas automáticos e o que evitar
Há caixas automáticos em abundância nas cidades e nos aeroportos. Prefira os das agências bancárias aos terminais independentes instalados em lojas de conveniência e zonas turísticas, que costumam cobrar comissões próprias mais altas e propor conversões desfavoráveis. Ao sacar, escolha a opção em shekels e recuse a conversão para a sua moeda. Uma nota de planejamento: durante o shabat e nos feriados religiosos, as agências estão fechadas e os balcões de câmbio também — os caixas continuam funcionando, mas se precisar de dinheiro vivo para esse período, resolva antes da sexta-feira à tarde.
Dinheiro vivo, gorjeta e devolução de imposto
Mesmo num país de cartão, vale ter alguns shekels em notas pequenas para mercados, gorjetas, transporte informal e locais religiosos que aceitam donativo. A gorjeta em restaurantes é esperada e costuma rondar os dez por cento, deixados em dinheiro ou somados no cartão, e nem sempre vem incluída na conta — confira antes de somar. Guias e motoristas de excursão também são habitualmente gratificados. Há ainda um mecanismo que compensa conhecer: compras acima de um valor mínimo feitas em lojas aderentes podem dar direito à devolução do imposto sobre o valor acrescentado à saída do país, mediante fatura própria e apresentação no balcão do aeroporto — peça o documento na loja, porque depois não há como emitir.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Que moeda se usa em Israel?
Preciso levar dinheiro vivo?
Devo aceitar pagar na minha moeda quando o terminal pergunta?
Quanto se costuma dar de gorjeta?
Posso recuperar o imposto das compras?
Quanto devo orçar por dia?
Brasileiros e portugueses precisam de visto para Israel?
De visto, não: ambos entram isentos para turismo, com permanência de até 90 dias. Mas isento não quer dizer sem trâmite, e é aqui que muita gente tropeça. Todas as nacionalidades isentas precisam de uma autorização eletrônica de viagem aprovada antes de embarcar, pedida on-line no portal oficial de imigração e vinculada ao passaporte — sem ela, a companhia aérea não embarca o passageiro e a entrada é recusada. Peça-a com pelo menos três dias de antecedência, ainda que a resposta costume chegar em horas, e confirme que os dados batem exatamente com o passaporte que vai usar. Passaportes de Angola, Moçambique e Cabo Verde seguem outra regra e costumam exigir visto consular prévio.
Por quanto tempo vale a autorização eletrônica?
Por um período longo, cobrindo várias entradas, e nunca além da validade do passaporte ao qual está vinculada — o que na prática significa que quem viaja com frequência ao país resolve o assunto uma vez e não a cada viagem. Renovar o passaporte, porém, obriga a novo pedido, porque o vínculo é com o documento e não com a pessoa. Guarde a aprovação no celular e impressa: ela pode ser pedida no check-in, e ter a confirmação à mão evita discussão no balcão. E confira o nome e o número do documento antes de submeter, já que uma divergência de digitação é o motivo mais comum de recusa.
Israel carimba o passaporte?
Não. A entrada e a saída são registradas em um talão de papel entregue no controle de fronteira, e não com carimbo nas páginas do passaporte. Guarde esse talão junto ao documento durante toda a viagem: ele é pedido na saída do país e, com frequência, no check-in de hotéis, que o usam para efeitos fiscais. Se o perder, resolve-se, mas custa tempo em um balcão. Vale ainda lembrar que a regra vale para o passaporte: quem entra por via terrestre a partir de países vizinhos deve conferir o procedimento específico daquela travessia, que pode diferir da chegada por aeroporto.
O que fecha durante o shabat?
Boa parte do país, e planejar em torno disso é a diferença entre uma viagem fluida e um dia perdido. Do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado, o transporte público nacional para na maior parte do território, lojas e muitos restaurantes fecham e os serviços funcionam em ritmo reduzido — em Jerusalém o efeito é bem mais forte do que em Tel Aviv, que mantém boa parte da vida urbana. O que continua funcionando: táxis e aplicativos, os táxis coletivos entre cidades, carro alugado e uma parte da hotelaria e da restauração voltada a turistas. Deixe o sábado para praia, caminhada, museu aberto ou um programa na própria cidade, e concentre as deslocações nos outros dias.
Como me visto para visitar os locais sagrados?
Com discrição, e a regra é praticamente a mesma nas três tradições: ombros e joelhos cobertos, para homens e mulheres. Leve um lenço ou echarpe na mochila, que resolve o acesso improvisado a um local que não estava no plano do dia, e prefira calçado confortável e fechado, porque as ruas da Cidade Velha são de pedra irregular. Em alguns locais há cobertura de cabeça exigida ou distribuída na entrada. Some-se a isso duas rotinas práticas: há controle de segurança nas entradas, então leve documento e evite mochilas grandes, e os horários variam por local e por data religiosa — confirmar antes de sair do hotel poupa deslocações inúteis.
Quantos dias são precisos e como divido o roteiro?
Uma semana cobre o essencial e dez dias dão respiro. A estrutura que funciona melhor usa duas bases apenas, porque o país é pequeno e trocar de hotel todos os dias custa mais do que rende: Jerusalém para a Cidade Velha, o Mar Morto e Massada; Tel Aviv para a costa, Jafa, Cesareia e as saídas ao norte. Reserve três dias para Jerusalém, dois para Tel Aviv, um para o Mar Morto com Massada e um ou dois para a Galileia e Haifa. Quem vem por romaria costuma inverter o peso e dar mais dias ao norte. Eilat e o mergulho no mar Vermelho são um acréscimo à parte, que pede voo interno ou uma travessia longa de deserto.
Como se circula pelo país?
Com facilidade, e sem precisar de carro na maior parte do roteiro. A ferrovia liga Tel Aviv, o aeroporto, Jerusalém e a costa norte de forma rápida e barata, e os ônibus intermunicipais cobrem o resto com boa frequência — tudo isso, lembre-se, suspenso durante o shabat. Nas cidades, aplicativos e táxis funcionam bem, e Tel Aviv anda-se melhor de bicicleta do que de carro. O carro alugado compensa em dois casos concretos: o deserto, incluindo Mar Morto e Massada com paradas próprias, e a região da Galileia, onde os locais de romaria estão dispersos. Se alugar, confirme com a locadora as condições de circulação e as coberturas do seguro para o roteiro que pretende fazer.
O que devo verificar antes de fechar a viagem?
Três coisas, nesta ordem. Primeiro, a autorização eletrônica de entrada, porque sem ela aprovada nada mais importa. Segundo, os avisos oficiais de viagem do seu governo, que são a fonte a usar sobre acesso a regiões específicas e que devem ser consultados ao montar o roteiro e revistos perto da data, já que há áreas com restrições que mudam. Terceiro, o calendário: além do shabat semanal, os grandes feriados religiosos alteram horários, fecham serviços por vários dias e esgotam hotéis com meses de antecedência. Junte a isso um seguro de viagem com cobertura médica e a confirmação de que a apólice não exclui o destino, e a parte administrativa da viagem está resolvida.
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