Luxemburgo
Código Telefônico
+352
Capital
Cidade do Luxemburgo
População
640.000
Nome Nativo
Luxembourg
Região
Europa
Europa Ocidental
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
O Luxemburgo é o único Grão-Ducado soberano do mundo, um país pequeno encaixado entre a Bélgica, a Alemanha e a França onde quase metade dos residentes tem nacionalidade estrangeira — a maior proporção da União Europeia. Para o leitor português, é provavelmente o destino europeu com a ligação humana mais direta: para muita gente, ir ao Luxemburgo é ir ver família, e não fazer turismo. Vale a pena saber que o país recompensa também quem chega com tempo livre. A capital assenta num planalto de arenito rasgado pelas gargantas do Alzette e do Pétrusse, com a cidade velha e as fortificações classificadas pela UNESCO e quilómetros de casamatas escavadas na rocha. Fora dela, o território abre-se depressa: os castelos das Ardenas a norte, o Mullerthal e os seus desfiladeiros de arenito a leste, e a rota do vinho do Mosela a sudeste, que termina na aldeia de Schengen. Três línguas são oficiais ao mesmo tempo — luxemburguês, francês e alemão — e o inglês resolve o resto. E há um detalhe que muda a viagem: todo o transporte público do país é gratuito, para residentes e visitantes.
Vistos e regras de entrada no Luxemburgo
O Luxemburgo é membro fundador do espaço Schengen, pelo que se aplicam as regras comuns europeias. Cidadãos portugueses e dos restantes Estados da União Europeia, do EEE e da Suíça entram livremente com bilhete de identidade ou passaporte, ao abrigo da livre circulação, e podem residir e trabalhar sem qualquer autorização adicional — para quem vai visitar família e ficar uma temporada, não há formalidade nenhuma a tratar antes de partir. Cidadãos brasileiros entram sem visto, a turismo, negócios ou visita familiar, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, contados em todo o espaço Schengen e não apenas no Luxemburgo. O passaporte deve ser válido por pelo menos três meses para além da data prevista de saída, e seis meses é a margem mais segura para quem apresenta pedido de visto. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um visto Schengen de curta duração na representação luxemburguesa competente, ou noutra missão Schengen que represente o Luxemburgo, com seguro de viagem no mínimo exigido, prova de alojamento, meios de subsistência e viagem de regresso. Nas fronteiras externas do espaço Schengen funciona já o registo automatizado de entradas e saídas, com recolha de dados biométricos na primeira passagem. Está ainda prevista uma autorização prévia em linha para as nacionalidades isentas de visto: confirme no portal oficial europeu se já lhe é exigida à data em que viaja. Para estadias superiores a 90 dias — estudo, trabalho, investigação ou reagrupamento familiar — é necessário um visto nacional de longa duração pedido antes da partida.
Tipos de visto comuns
Livre circulação (UE, EEE e Suíça)
Para portugueses e restantes cidadãos da União Europeia, do EEE e da Suíça, seja a passeio, em visita a família, para trabalhar, estudar ou residir. Basta bilhete de identidade ou passaporte válido, sem visto e sem autorização de trabalho. Quem fica mais de 90 dias regista a residência junto da comuna onde passa a viver.
Entrada sem visto (Schengen, 90/180)
Para cidadãos brasileiros e de cerca de sessenta países isentos, a turismo, negócios, conferências, cursos curtos e visita a familiares. Não há pedido prévio de visto, mas o limite conta em todo o espaço Schengen e não apenas neste país.
Visto Schengen de curta duração (tipo C)
Para as nacionalidades sujeitas a visto, incluindo vários passaportes africanos de língua portuguesa. Pede-se na representação luxemburguesa competente para a área de residência, ou noutra missão Schengen que represente o Luxemburgo, com seguro de viagem, alojamento, meios e viagem de regresso.
Visto nacional de longa duração (tipo D)
Para estadias superiores a 90 dias: estudo na Universidade do Luxemburgo, trabalho no setor financeiro ou nas instituições europeias, investigação, formação e reagrupamento familiar. Combina-se com o título de residência pedido à chegada.
Informações importantes para viajar ao Luxemburgo
O Luxemburgo é um país que se percorre inteiro a partir de uma só base, e isso muda a forma de o visitar. A capital, com pouco mais de cem mil habitantes, tem uma das cidades velhas mais dramáticas da Europa: assente num planalto de arenito, rodeada pelas gargantas do Alzette e do Pétrusse, com fortificações classificadas pela UNESCO e casamatas escavadas na rocha ao longo de séculos. Do outro lado da ponte, o planalto do Kirchberg concentra as instituições europeias, o museu de arte moderna e a filarmónica. Fora da cidade, o país abre-se em três direções: a norte, as Ardenas e os castelos de Vianden, Bourscheid, Beaufort e Clervaux; a leste, o Mullerthal, região de caminhada entre desfiladeiros de arenito e faias a que chamam a Pequena Suíça, com Echternach como porta de entrada; e a sudeste, os 42 quilómetros da rota do vinho do Mosela, de Schengen a Wasserbillig, onde se provam o Riesling e o Crémant. Nada disto fica a mais de hora e pouco da capital, e todo o transporte público do país — autocarros, comboios em segunda classe e o elétrico da cidade — é gratuito para toda a gente desde 2020, sem bilhete e sem validação. Para quem vem em visita a família, esta é a informação mais útil de todas: um fim de semana livre chega para conhecer um castelo, uma região de caminhada ou a rota do vinho, sem alugar carro e sem gastar em deslocações.
Descubra Luxemburgo
A capital está construída sobre um acidente geográfico espetacular: um planalto de arenito cortado por duas gargantas, com a cidade velha em cima, o bairro ribeirinho do Grund lá em baixo e séculos de fortificação pelo meio. As casamatas do Bock são a visita central — galerias escavadas na rocha a partir do século XVII, com as aberturas dos canhões viradas para o vale. O Chemin de la Corniche, que corre pelo topo da muralha, dá a vista clássica sobre o Alzette e é conhecido como a varanda mais bonita da Europa. Para descer ao Grund sem esforço há o elevador panorâmico do Pfaffenthal e o funicular, ambos gratuitos como o resto da rede. Em cima ficam o Palácio Grão-Ducal, a catedral e as esplanadas da Place d'Armes. Reserve um dia inteiro, com calçado confortável: a cidade faz-se de escadas e desníveis, e é isso que a torna memorável.
Formas de explorar este destino
O planalto de arenito com a cidade velha inscrita pela UNESCO, as casamatas escavadas na rocha, o Chemin de la Corniche sobre a garganta e a descida ao Grund por elevador panorâmico e funicular — um circuito compacto de um a dois dias, todo a pé.
Vianden com a sua telecadeira e a casa de Victor Hugo, Bourscheid sobre o Sûre, Beaufort, Larochette e o Vale dos Sete Castelos, mais a exposição A Família do Homem instalada no castelo de Clervaux.
Desfiladeiros de arenito, fendas estreitas, cascatas e floresta de faias na chamada Pequena Suíça, com Echternach como base e trilhos assinalados para percursos de meio dia ou de vários dias.
Riesling, Auxerrois, Pinot Gris e o Crémant do Luxemburgo ao longo de 42 quilómetros de encostas, com provas em Remich, Wormeldange e Grevenmacher e a aldeia de Schengen no extremo da rota.
O planalto do Kirchberg com as instituições da União, o museu de arte moderna dentro de um antigo forte, a filarmónica e, a sul, os altos-fornos preservados de Esch-Belval sobre o campus universitário.
Autocarros, comboios em segunda classe e o elétrico da capital sem bilhete para toda a gente, residentes e visitantes — o primeiro sistema nacional gratuito do mundo e a forma mais barata de conhecer o país inteiro.
Dinheiro e moeda
Euro (EUR)
Código da moeda: EUR
Dicas práticas sobre dinheiro
Moeda: euro, sem câmbio para quem vem de Portugal
O Luxemburgo usa o euro, o que simplifica a viagem a partir de qualquer país da zona euro: não há nada a trocar, nem comissões a pagar, nem taxa a comparar. Quem chega do Brasil troca reais por euros e deve fazê-lo com alguma antecedência, evitando os balcões de câmbio de aeroporto, que são sistematicamente os mais caros. Uma nota que poupa dinheiro a quem viaja pela região: como o país faz fronteira com a Bélgica, a Alemanha e a França, e todos usam euro, não há qualquer necessidade de trocar seja o que for ao atravessar — o mesmo dinheiro serve dos dois lados, e só as regras de pagamento locais mudam.
Cartão em toda a parte, contactless por omissão
O Luxemburgo é um país de pagamento eletrónico generalizado: cartões Visa e Mastercard funcionam em praticamente todo o comércio, restauração e transporte privado, e o pagamento por aproximação, com cartão ou telemóvel, é o gesto normal ao balcão. O visitante consegue passar a viagem inteira quase sem dinheiro vivo. Duas cautelas continuam a valer: recuse a conversão para a sua moeda quando o terminal a propõe, porque a taxa aplicada é pior do que a do seu banco, e avise o emissor do cartão antes de viajar se vier de fora da Europa, para evitar bloqueio preventivo. Leve um segundo cartão guardado à parte, hábito que resolve metade dos imprevistos de viagem.
Caixas automáticos e algum dinheiro vivo
Há caixas automáticos dos principais bancos em qualquer localidade de dimensão e nas estações, e sacar num caixa de agência é preferível aos terminais independentes instalados em zonas turísticas, que acrescentam comissão própria. Escolha sempre sacar em euros e recuse a conversão proposta pelo ecrã. Dinheiro vivo é pouco necessário, mas vale ter algum para mercados, pequenas padarias de aldeia, donativos e para as máquinas de estacionamento que ainda não aceitam cartão. Fora da capital, sobretudo nas aldeias das Ardenas e do Mosela, o comércio pequeno agradece notas pequenas.
Gorjeta discreta e o desconto que o transporte oferece
A gorjeta no Luxemburgo é discreta e não obrigatória: o serviço está normalmente incluído na conta, e o hábito é arredondar para cima ou deixar uma pequena percentagem quando o atendimento justifica — nada próximo das expectativas norte-americanas. Em táxis, arredonda-se; em cafés, deixa-se o troco. A rubrica que muda mesmo o orçamento é outra: como todo o transporte público do país é gratuito, incluindo comboios em segunda classe, autocarros e o elétrico da capital, desaparece uma despesa inteira que noutros destinos europeus pesa bastante — e com ela a vantagem de dormir fora da capital, onde o alojamento é mais barato, sem pagar um cêntimo para se deslocar todos os dias.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Com passaporte ou bilhete de identidade português, não há sequer formalidade: a livre circulação na União Europeia permite entrar, ficar, trabalhar e estudar sem visto e sem autorização, e quem passa a residir mais de 90 dias apenas regista a morada na comuna onde vive. Com passaporte brasileiro entra-se sem visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 — com a nota importante de que esse limite se conta em todo o espaço Schengen, e não apenas no Luxemburgo, o que engana quem faz uma viagem europeia com várias paragens. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um visto Schengen de curta duração antes de partir.
É, e é a primeira coisa a saber sobre o país. Desde 2020, autocarros, comboios em segunda classe e o elétrico da capital são gratuitos para toda a gente, residentes e visitantes, sem bilhete, sem aplicação e sem validação — entra-se e viaja-se. O Luxemburgo foi o primeiro país do mundo a fazê-lo à escala nacional. As exceções são poucas e fáceis de reter: a primeira classe do comboio e os percursos que atravessam a fronteira, para Trier, Metz ou Arlon, continuam a exigir título de transporte. Num país onde alojamento e restauração estão no topo dos preços europeus, é a compensação mais concreta que o visitante tem.
Muito mais do que parece, e sem alugar carro. Com um dia livre, a cidade velha resolve-se a pé: casamatas, o passeio da Corniche sobre a garganta e a descida ao Grund pelo elevador panorâmico. Com dois, escolha uma direção — Vianden a norte, com o castelo e a telecadeira; Echternach e o Mullerthal a leste, para caminhar entre rochas; ou a rota do Mosela a sudeste, com uma prova de Crémant e a paragem em Schengen. Tudo isto se faz de transporte público gratuito a partir de qualquer ponto do país, o que significa que a família não precisa de organizar boleias nem de gastar em deslocações. Verifique apenas os horários de domingo, mais espaçados do que durante a semana.
Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.