Malta

Bandeira: Malta

Código Telefônico

+356

Capital

Valeta

População

520.000

Nome Nativo

Malta

Região

Europa

Europa Meridional

Fuso Horário

Central European Time

UTC+01:00

Malta é um arquipélago no meio do Mediterrâneo, a sul da Sicília, formado por três ilhas habitadas — Malta, Gozo e a pequena Comino — e é um dos países mais pequenos do mundo. A escala engana: em poucos quilómetros cabem cidades muradas construídas por ordens militares religiosas, templos megalíticos mais antigos do que as pirâmides, falésias sobre um mar transparente e uma das melhores zonas de mergulho da Europa. Para o viajante lusófono há duas vantagens práticas raras de encontrar juntas: o inglês é língua oficial, o que elimina qualquer barreira de comunicação, e o país usa o euro e faz parte do espaço Schengen e da União Europeia — as três coisas ao mesmo tempo, o que não é comum. Some-se um clima ameno quase o ano inteiro e percebe-se por que Malta funciona tanto como destino de férias como de cursos de língua e de estadias longas de inverno.

Vistos e regras de entrada em Malta

Malta é membro da União Europeia, do espaço Schengen e da zona euro. Cidadãos portugueses e dos restantes Estados da União, do EEE e da Suíça entram com bilhete de identidade ou passaporte válido, ao abrigo da livre circulação, e podem residir, trabalhar e estudar sem visto nem autorização adicional. Cidadãos brasileiros entram sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, contados em todo o espaço Schengen e não apenas em Malta; a entrada de turista não permite exercer atividade laboral, o que é uma distinção relevante neste destino, onde muitos chegam para cursos de inglês e pretendem trabalhar em part-time. O passaporte deve ser válido por pelo menos três meses para além da data prevista de saída do espaço Schengen. O registo automatizado de entradas e saídas funciona nas fronteiras externas, com recolha de dados biométricos na primeira passagem, e está prevista uma autorização prévia em linha para as nacionalidades isentas de visto — confirme no portal oficial europeu se já lhe é exigida à data em que viaja. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um visto Schengen de curta duração na representação maltesa competente, ou noutra missão Schengen que represente Malta. Para estadias superiores a 90 dias — estudo prolongado, trabalho ou residência — aplica-se o regime nacional, pedido antes da partida.

Tipos de visto comuns

Livre circulação (UE, EEE e Suíça)

Sem limite de permanência; registo de residência para estadias prolongadas

Para portugueses e restantes cidadãos da União Europeia, do EEE e da Suíça — turismo, trabalho, estudo ou residência, sem visto e sem autorização de trabalho, com bilhete de identidade ou passaporte válido.

Entrada sem visto (Schengen, 90/180)

Até 90 dias em qualquer período de 180; passaporte válido pelo menos 3 meses para além da saída do espaço Schengen

Para cidadãos brasileiros e das restantes nacionalidades isentas, em turismo, negócios ou cursos de curta duração. Sem pedido prévio, com o limite contado em todo o espaço Schengen e sem direito a trabalhar.

Visto Schengen de curta duração

Até 90 dias em 180; entrada única, dupla ou múltipla conforme a decisão

Para as nacionalidades sujeitas a visto, entre elas vários passaportes africanos de língua portuguesa. Pede-se na representação maltesa competente ou noutra missão Schengen que represente Malta, com seguro de viagem, alojamento, meios e viagem de regresso.

Estudo prolongado e residência

Conforme o programa ou o contrato; renovável, com registo local

Para cursos de língua ou programas académicos acima de 90 dias, trabalho com empregador maltês, reunião familiar ou residência. Malta é um destino consolidado de escolas de inglês, e os programas longos exigem autorização nacional pedida antes da partida.

Informações importantes para viajar a Malta

Malta é membro da União Europeia, do espaço Schengen E da zona euro — as três coisas ao mesmo tempo, ao contrário de vários destinos vizinhos. Quem chega de Portugal não troca dinheiro nem trata de formalidades.

Brasileiros entram sem visto por até 90 dias em cada 180, contados em todo o espaço Schengen; a entrada de turista NÃO permite trabalhar, distinção relevante para quem vem fazer cursos de língua.

Passaporte válido por pelo menos três meses para além da data prevista de saída do espaço Schengen.

Visão geral da viagem

Malta cabe num roteiro de uma semana e ainda assim obriga a escolher. Valeta, a capital, é uma cidade murada construída de raiz sobre uma península entre dois portos naturais, classificada pela UNESCO, e percorre-se inteira a pé em ruas em grelha que sobem e descem com vistas de água ao fundo de quase todas elas — a concatedral, com o seu interior barroco e uma pintura de Caravaggio, é a visita central. Do outro lado do porto ficam as Três Cidades, mais antigas do que a capital e muito menos concorridas, alcançáveis por um barco tradicional de travessia curta. No interior, Mdina é a antiga capital fortificada, silenciosa e habitada por poucas famílias, com muralhas de onde se vê metade do país. A ilha de Gozo, a norte, é mais rural e mais lenta, com a sua própria cidadela, salinas escavadas na rocha e falésias sobre o mar; entre as duas, a minúscula Comino guarda a lagoa de água turquesa que enche as fotografias e, em agosto, também os barcos. Some-se os templos megalíticos espalhados pelo arquipélago — dos mais antigos monumentos em pedra do mundo — e a razão pela qual Malta funciona para um leitor lusófono torna-se evidente: densidade histórica, mar quente e nenhuma barreira de língua.

Descubra Malta

Valeta é uma cidade planeada, construída de raiz sobre uma península estreita entre dois portos naturais, e essa origem explica a grelha regular de ruas que sobem e descem com vistas de mar ao fundo. É pequena — atravessa-se a pé em vinte minutos — e concentra a concatedral, com um interior barroco em contraste absoluto com a fachada sóbria e uma pintura de Caravaggio na sua capela, os jardins de onde se vê o porto inteiro, e a arquitectura contemporânea da entrada da cidade, que dividiu opiniões e vale ver. Do lado oposto do porto ficam as Três Cidades, anteriores à capital e bem mais tranquilas: alcançam-se numa travessia curta em barco tradicional de madeira, e é ali que se percebe a escala das fortificações sem a multidão da margem principal.

Formas de explorar este destino

Valeta e cidades fortificadas

A capital murada classificada pela UNESCO, com a concatedral barroca e os jardins sobre o porto, as Três Cidades do outro lado da água e a antiga capital fortificada de Mdina no interior.

Templos megalíticos

Monumentos em pedra entre os mais antigos do mundo, vários classificados pela UNESCO e espalhados pelas duas ilhas maiores, incluindo um complexo subterrâneo com número de visitantes rigorosamente limitado e reserva antecipada obrigatória.

Mergulho e grutas

Água transparente, grutas e arcos naturais, paredes e navios afundados como recifes artificiais a várias profundidades — um dos destinos de mergulho mais consolidados da Europa, com cursos a preços acessíveis.

Gozo e Comino

A segunda ilha, rural e mais lenta, com cidadela, salinas escavadas na rocha e aldeias de igrejas monumentais, e a minúscula Comino com a sua lagoa de água turquesa, melhor visitada fora do pico do verão.

Cursos de inglês e estadias longas

Malta é um destino consolidado de escolas de língua, com o inglês como idioma oficial, clima ameno no inverno e uma comunidade internacional que sustenta estadias de vários meses fora da época balnear.

Mesa mediterrânica

Cozinha de influência siciliana e norte-africana, peixe fresco nas aldeias piscatórias, o coelho como prato nacional, pastéis salgados vendidos ao balcão e vinho local produzido em quantidades pequenas.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda

Euro (EUR)

Código da moeda: EUR

Dicas práticas sobre dinheiro

Euro, e nada a tratar para quem vem de Portugal

Malta faz parte da zona euro, o que torna esta uma das viagens mais simples possíveis para quem parte de Portugal ou de qualquer país da moeda única: não há câmbio, não há comissões de conversão e os preços são diretamente comparáveis com os de casa. Para quem chega do Brasil, a conversão faz-se uma só vez, de real para euro, e vale trocar antes de partir ou pagar com cartão, deixando a conversão ao emissor — os balcões de câmbio do aeroporto são, como em toda a parte, a pior opção. Não é preciso levar grandes quantias em espécie: o país funciona bem a cartão.

Cartão em toda a parte, algum dinheiro para a aldeia

Cartões e pagamento por aproximação funcionam em praticamente todo o comércio maltês, incluindo restaurantes, lojas, centros de mergulho, museus e bilheteiras. O dinheiro vivo continua útil em três situações concretas: autocarros e transporte local em aldeias, mercados e bancas, e pequenos estabelecimentos familiares fora dos centros turísticos, sobretudo em Gozo. Uma quantia modesta em notas pequenas cobre isso confortavelmente. Se o seu cartão for emitido fora da zona euro, recuse a conversão para a sua moeda quando o terminal a propuser e escolha pagar em euros, que é sempre mais barato do que a taxa do terminal.

Caixas automáticos e transporte

Há caixas automáticos em abundância nas zonas urbanas e turísticas das duas ilhas maiores, e prefira os de agências bancárias aos terminais independentes instalados em zonas de passagem, que somam comissão própria. Um detalhe prático que poupa dinheiro e tempo: a rede de autocarros cobre praticamente todo o arquipélago e tem bilhetes de dia e de vários dias que compensam quase sempre em relação ao pagamento avulso, comprados ao motorista ou em pontos de venda — para uma estadia de uma semana centrada em Valeta, Mdina e no norte, é a decisão de transporte mais rentável do país e dispensa completamente o aluguer de carro.

Gorjeta, época alta e devolução de imposto

A gorjeta em Malta é modesta e opcional: arredondar a conta ou deixar cerca de dez por cento num restaurante de serviço à mesa quando o atendimento agrada, e nada em cafés e balcões. Verifique a conta antes de somar, porque alguns estabelecimentos turísticos já incluem taxa de serviço. Quanto ao orçamento, o que realmente pesa não é o dia a dia — é o alojamento em julho e agosto, quando os preços atingem máximos, e as atividades de mar, entre barcos e mergulho. Para visitantes residentes fora da União Europeia existe devolução de imposto sobre compras acima de um mínimo em lojas aderentes, com o documento pedido na loja e apresentado à saída da União.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Com passaporte ou bilhete de identidade português, não há qualquer formalidade: Malta é membro da União Europeia e a livre circulação permite entrar, ficar, trabalhar e estudar sem visto e sem autorização. Com passaporte brasileiro entra-se sem visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, contados em todo o espaço Schengen e não apenas em Malta. Atenção a uma distinção que aqui importa mais do que noutros destinos: a entrada de turista não dá direito a trabalhar, e Malta recebe muitos estudantes de inglês que contam poder financiar a estadia com trabalho em part-time — isso exige o regime nacional, pedido antes da partida.

Usa, e é dos poucos destinos desta região onde as três coisas coincidem: União Europeia, espaço Schengen e zona euro. Para o leitor português significa a viagem mais simples possível — não há moeda a trocar, nem formalidade de entrada, nem sequer roaming a preocupar dentro da União. Para o leitor brasileiro, significa que a conversão é feita uma só vez, em euros, e que os preços são diretamente comparáveis com os de Portugal ou de Espanha. Cartões e pagamento por aproximação funcionam em toda a parte, com algum dinheiro útil apenas para autocarros de aldeia, mercados e estabelecimentos pequenos.

Cinco a sete dias cobrem o arquipélago com calma, e é essa a duração que a maioria dos visitantes acaba por achar certa. Dois dias para Valeta e as Três Cidades, um para Mdina e o interior com os templos megalíticos, dois para Gozo — dormindo lá, e não em bate-volta, que é o erro comum — e um para mar, entre Comino e as enseadas do norte. Com apenas três dias, fique por Valeta, Mdina e uma saída de barco. Com duas semanas, Malta funciona bem como base de inverno ou para um curso de língua, que é aliás uma das razões pelas quais tanta gente cá volta fora da época balnear.

Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.