Moçambique

Bandeira: Moçambique

Código Telefônico

+258

Capital

Maputo

População

29,7 mi (2017)

Idiomas

português

Área

801.590 km²

Eletricidade

220 V

Tipos de tomada

Europlug · Schuko · BS 546

Mão de direção

esquerda

Nome Nativo

Moçambique

Região

África

África Oriental

Fuso Horário

Horário da África Central

UTC+02:00

Moçambique estende-se por mais de 2 500 km de litoral do oceano Índico, na África Austral, fazendo fronteira com a Tanzânia, o Malawi, a Zâmbia, o Zimbábue, a Eswatini e a África do Sul. País de língua portuguesa, com uma rica mistura de influências africanas, portuguesas, árabes, suaílis e indianas, Moçambique guarda alguns dos destinos de praia e mergulho mais intocados e menos explorados de todo o Índico. Maputo, a capital, combina arquitetura de traço português com mercados vibrantes, frutos do mar de classe mundial e uma vida noturna cosmopolita. Para além da costa, o país vai de florestas tropicais e savanas ao restaurado Parque Nacional da Gorongosa, um dos projetos de conservação mais ambiciosos da África. Para o viajante lusófono há um conforto imediato: fala-se português em toda parte, o que torna Moçambique um destino africano singularmente acessível para quem vem do Brasil, de Portugal, de Angola ou de Cabo Verde — e ainda relativamente desconhecido, a uma fração do custo das Seicheles ou das Maldivas.

Vistos e regras de entrada em Moçambique

Para o viajante lusófono, Moçambique ficou muito mais acessível. Desde 2023, cidadãos do Brasil e de Portugal estão isentos de visto de turismo para estadias de até 30 dias (prorrogáveis por mais 30), assim como os de cerca de outras vinte e poucas nacionalidades (entre elas Argentina, Chile, México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, França e Alemanha). Há, porém, um passo agora obrigatório: todos os viajantes — inclusive os isentos de visto — devem fazer uma autorização eletrônica de entrada online antes do embarque, pelo portal oficial de vistos, com pelo menos 48 horas de antecedência, e pagar uma pequena taxa de entrada (cerca de 650 meticais) na chegada. Quem não é isento solicita o e-visa pelo mesmo portal oficial (processamento de 3 a 7 dias). O passaporte deve ter validade de pelo menos seis meses e páginas em branco. É exigido certificado de vacina contra febre amarela para quem chega de (ou passou por) países endêmicos, e a malária é endêmica em todo o país — leve profilaxia. Confirme sempre as regras atuais no portal oficial antes de viajar.

Tipos de visto comuns

Isenção de visto + autorização eletrônica de entrada

Até 30 dias, prorrogáveis por mais 30; registro online pelo portal oficial com 48h de antecedência

Para turismo e negócios de cidadãos do Brasil, de Portugal e de cerca de outras vinte e poucas nacionalidades isentas. Não é preciso visto, mas é obrigatório fazer a autorização eletrônica de entrada online antes do embarque e pagar uma pequena taxa na chegada.

E-visa (turismo e negócios)

30 dias, entrada única; processamento de 3 a 7 dias; imprima a aprovação e apresente na entrada

Para nacionalidades que não têm isenção. Solicita-se inteiramente online, pelo portal oficial de vistos, com passaporte, foto, comprovação de hospedagem e passagem de retorno.

Visto na chegada

30 dias; exige passaporte válido por 6 meses, fotos, certificado de febre amarela (se aplicável), passagem de retorno e comprovação de hospedagem

Disponível no Aeroporto Internacional de Maputo e em algumas fronteiras para certas nacionalidades — mas o e-visa pré-aprovado é fortemente recomendado para evitar imprevistos.

Isenção regional (África Austral)

De 30 a 90 dias conforme a nacionalidade (por exemplo, África do Sul 30 dias; Tanzânia, Malawi, Maurícia até 90)

Para cidadãos de países vizinhos da África Austral e Oriental sob acordos regionais — o fluxo de entrada mais movimentado do país, sobretudo a partir da África do Sul.

Informações importantes para viajar a Moçambique

•Autorização eletrônica de entrada: desde...

Autorização eletrônica de entrada: desde 2025, todos os viajantes — inclusive os isentos de visto, como brasileiros e portugueses — devem fazer o registro online pelo portal oficial de vistos antes do embarque (com 48h de antecedência) e pagar uma pequena taxa de entrada (cerca de 650 meticais) na chegada. Confirme as regras atuais no portal oficial.

•Isenção de visto: cidadãos do...

Isenção de visto: cidadãos do Brasil e de Portugal estão isentos de visto de turismo por até 30 dias (prorrogáveis por mais 30). Quem não é isento solicita o e-visa online, com processamento de 3 a 7 dias — imprima a aprovação e apresente na entrada.

•Língua: o português é a...

Língua: o português é a língua oficial — uma grande vantagem para o viajante lusófono. O inglês é limitado fora dos lodges de luxo e das áreas mais turísticas de Maputo.

•Saúde: é exigido certificado de...

Saúde: é exigido certificado de febre amarela para quem chega de (ou transitou por) países endêmicos; a malária é endêmica em todo o país — leve profilaxia e repelente. Beba água engarrafada.

•Segurança: consulte os avisos oficiais...

Segurança: consulte os avisos oficiais antes de viajar, sobretudo quanto às províncias do norte; os destinos do sul (Maputo, Inhambane, Tofo, Bazaruto) são as áreas turísticas mais consolidadas e tranquilas.

•Melhor época: de maio a...

Melhor época: de maio a outubro (estação seca, temperaturas mais amenas); de novembro a abril é a estação chuvosa, com risco de ciclones no litoral.

•Dinheiro: caixas eletrônicos são limitados...

Dinheiro: caixas eletrônicos são limitados fora das grandes cidades. Leve dinheiro (o dólar americano e o rand sul-africano são muito aceitos); cartões só funcionam em estabelecimentos de categoria. Os lodges das ilhas devem ser reservados com bastante antecedência.

•Custo: Moçambique é bem mais...

Custo: Moçambique é bem mais acessível que os destinos de ilha vizinhos. Há de pousadas econômicas a lodges de ilha que rivalizam com as Maldivas — uma das maiores amplitudes de preço da África.
Visão geral da viagem

Moçambique é uma das joias escondidas do Índico — mergulho de classe mundial, praias intocadas, arquipélagos e uma cultura africana autêntica, tudo por uma fração do custo das Seicheles ou das Maldivas. O Arquipélago do Bazaruto, com suas cinco ilhas, reúne lodges de luxo, recifes de coral, dugongos e pesca esportiva. A praia de Tofo, perto de Inhambane, é um destino mundialmente conhecido de mergulho com tubarões-baleia e mantas, de atmosfera mais descontraída e acessível. A Ilha de Moçambique, Patrimônio Mundial, preserva séculos de história mercantil portuguesa, árabe, suaíli e indiana numa compacta cidade de pedra. A recuperação da fauna do Parque Nacional da Gorongosa é uma das grandes histórias de conservação da África. E Maputo, com a sua arquitetura de traço português, os camarões grelhados ao piri-piri e a vida noturna animada, fecha um destino que recompensa o viajante disposto a trocar a infraestrutura polida pela autenticidade genuína. O acesso principal é o Aeroporto Internacional de Maputo, com ligações por Joanesburgo, Lisboa, Adis Abeba, Nairóbi e Doha.

Descubra Moçambique

Maputo: a capital à beira do Índico

Maputo é uma das capitais mais animadas da África Austral, debruçada sobre uma grande baía do Índico. As suas avenidas largas e arborizadas, a arquitetura de traço português e modernista, os mercados (o Mercado Central, o FEIMA de artesanato) e a icônica estação ferroviária — desenhada por um discípulo de Gustave Eiffel — desenham uma cidade de identidade multicultural. À mesa, Maputo é famosa pelos frutos do mar: os camarões e a lagosta grelhados ao piri-piri, a galinha à zambeziana, o peixe fresco do dia. A vida noturna, a música marrabenta ao vivo e os cafés da Avenida Julius Nyerere completam uma capital descontraída e cosmopolita, base natural para descer ao sul, rumo às praias de Inhambane e do Bazaruto.

Tofo, Inhambane e os tubarões-baleia

A costa de Inhambane, ao sul, guarda Tofo — uma das praias mais queridas de Moçambique e um destino de mergulho de fama mundial. As águas quentes do Índico atraem o ano todo (com pico de novembro a abril) tubarões-baleia, o maior peixe do mundo, e mantas gigantes, que se podem ver em mergulho ou snorkel. A vila tem uma atmosfera descontraída, de lodges acessíveis e centros de mergulho, e a vizinha Barra acrescenta dunas e mangais. É o ponto de partida ideal para quem quer combinar praia, encontros com a megafauna marinha e uma cena de viajantes relaxada, sem o preço dos lodges de ilha.

Bazaruto e Quirimbas: os arquipélagos

Os dois grandes arquipélagos de Moçambique são experiências de ilha do Índico em estado puro. O Parque Nacional do Bazaruto, ao largo de Vilankulo, reúne cinco ilhas de dunas douradas, recifes de coral, dugongos e a navegação tradicional em dhows, com lodges que vão do confortável ao ultraluxo. Mais ao norte, o Arquipélago das Quirimbas espalha 32 ilhas de recifes remotos, mergulho intocado, turismo comunitário e a histórica Ilha do Ibo, de fortalezas e ourivesaria em prata. São destinos de natureza preservada, alguns com preços que rivalizam com as Maldivas, outros mais acessíveis — sempre de água quente e transparente.

Ilha de Moçambique: a cidade de pedra (UNESCO)

A Ilha de Moçambique, Patrimônio Mundial da UNESCO, é uma pequena ilha de coral ligada ao continente por uma ponte estreita, que foi por séculos um dos grandes entrepostos comerciais do Índico — e deu o nome ao país. A sua Cidade de Pedra (Stone Town) reúne igrejas, uma fortaleza, mesquitas e templos hindus lado a lado, num testemunho vivo do encontro de mercadores portugueses, árabes, suaílis e indianos. As ruelas, as casas em tons pastel, o forte de São Sebastião (um dos mais antigos da África) e o ritmo lento da vida insular fazem dela um dos lugares mais atmosféricos de toda a África Austral.

Gorongosa e a natureza

O Parque Nacional da Gorongosa, no centro do país, é um dos projetos de restauração ecológica mais ambiciosos da África — a recuperação da sua fauna, depois de décadas difíceis, é hoje uma referência mundial de conservação. O parque oferece safáris, observação de aves e ecoturismo comunitário numa paisagem dramática de planícies alagadas, floresta tropical e desfiladeiros de calcário, na ponta sul do Vale do Rift. Junto à costa, mais de 2 500 km de litoral guardam praias vazias, recifes e vilas de pescadores, do sul de Maputo às Quirimbas — o Moçambique de praia longe do turismo de massa.

Formas de explorar este destino

Mergulho e vida marinha

Tofo, para tubarões-baleia e mantas (o ano todo, pico de novembro a abril), o Bazaruto, para recifes e dugongos, e as Quirimbas, para mergulho remoto — um dos melhores destinos do mundo para a megafauna do Índico.

Arquipélagos

O Parque Nacional do Bazaruto (cinco ilhas, lodges, dhows, pesca esportiva) e as Quirimbas (32 ilhas, luxo remoto e turismo comunitário) — experiências de ilha do Índico para todos os orçamentos.

Patrimônio cultural

A Ilha de Moçambique (Patrimônio Mundial), com a sua Cidade de Pedra de heranças portuguesa, árabe, suaíli e indiana, e a Maputo multicultural, com a estação ferroviária e o mercado de artesanato FEIMA.

Vida selvagem e natureza

O Parque Nacional da Gorongosa — uma das grandes histórias de restauração da África — com safáris, aves e ecoturismo numa paisagem de planícies, floresta e desfiladeiros.

Praia e litoral

Mais de 2 500 km de costa do Índico, com praias vazias, água quente e frutos do mar frescos — da costa de Inhambane a Vilankulo e às praias do norte, longe do turismo de massa.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
MT

Metical moçambicano (MZN)

Código da moeda: MZN

Dicas práticas sobre dinheiro

A moeda é o metical (MZN) — leve dólar ou rand

A moeda oficial é o metical (MZN, plural meticais), dividido em 100 centavos. O metical praticamente não se encontra fora de Moçambique, então não tente comprá-lo no Brasil ou em Portugal — troque na chegada. As moedas estrangeiras mais úteis são o dólar americano e o rand sul-africano, ambos muito aceitos em hotéis, lodges, operadores de mergulho e parte dos restaurantes, sobretudo nas áreas turísticas; o euro é aceito em lodges de luxo, mas menos prático no dia a dia. Troque em bancos (Millennium BIM, Standard Bank, BCI) ou casas de câmbio licenciadas e evite cambistas de rua. Leve notas de dólar pequenas e em bom estado (recusam-se cédulas antigas ou danificadas). As cotações oscilam — confira a taxa atual pouco antes de viajar.

Caixas eletrônicos nas cidades, raros fora delas

Há caixas eletrônicos em Maputo, Inhambane, Vilankulo, Beira e outras cidades — os do Millennium BIM e do Standard Bank costumam aceitar Visa e Mastercard internacionais, com saque em meticais. Fora das cidades, porém, os caixas são raros ou inexistentes, e nas ilhas (Bazaruto, Quirimbas) não há nenhum. A confiabilidade varia: máquinas podem ficar sem dinheiro ou fora do ar. Saque o suficiente antes de deixar os centros urbanos e avise o seu banco da viagem para evitar bloqueios por suspeita de fraude.

Cartão só em estabelecimentos de categoria — dinheiro é essencial

Visa e Mastercard são aceitos em lodges de luxo, hotéis e restaurantes de categoria em Maputo e em alguns operadores turísticos. Em todo o resto — restaurantes locais, mercados, transporte, pequenas pousadas, vilas de praia — paga-se em dinheiro (meticais, dólar ou rand). O pagamento por aproximação (contactless), o Apple Pay e o Google Pay ainda não são difundidos, e o American Express quase não é aceito. O dinheiro móvel local (M-Pesa, e-Mola) cresce no país, mas exige um chip e cadastro moçambicanos, então não serve ao visitante de passagem. Para centros de mergulho, hospedagem econômica e gastos do dia a dia fora de Maputo, conte com dinheiro vivo.

Destino acessível, com ampla faixa de preços

Moçambique tem um enorme espectro de preços. O viajante econômico encontra refeições em restaurantes locais por poucos meticais, pousadas de praia em conta e transporte nos chapas (vans) por muito pouco; a faixa média fica nos lodges e hotéis confortáveis; e, no topo, os lodges de ilha do Bazaruto e das Quirimbas rivalizam com as Maldivas, com diárias de várias centenas de dólares em regime all-inclusive. Tofo oferece excelente custo-benefício para mergulhadores. Os frutos do mar frescos são ótimos e baratos fora dos endereços de luxo.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Qual é a moeda de Moçambique?

O metical (MZN, plural meticais), dividido em 100 centavos. Foi redenominado em 2006 (cortou três zeros). Circulam cédulas de 20, 50, 100, 200, 500 e 1 000 meticais. O metical flutua frente às moedas principais e passa por desvalorizações periódicas — confira a cotação atual antes de viajar.

Posso usar dólar americano ou rand sul-africano?

Sim — o dólar e o rand são muito aceitos ao lado do metical, sobretudo em hotéis, lodges, centros de mergulho e operadores turísticos; os lodges de luxo costumam cotar os preços em dólar, e o rand é comum no sul do país, perto da África do Sul. Mercados, chapas e pequenos negócios, porém, operam em meticais. Leve uma combinação: meticais para o dia a dia e dólar para os gastos maiores.

Os caixas eletrônicos são confiáveis em Moçambique?

Em Maputo e nas capitais provinciais, os caixas do Millennium BIM e do Standard Bank costumam funcionar com Visa e Mastercard internacionais. Fora das cidades, são escassos ou pouco confiáveis, e nas ilhas do Bazaruto e das Quirimbas não há nenhum. Planeje o dinheiro antes de deixar as áreas urbanas e conte com limites diários de saque.

Preciso trocar dinheiro antes de chegar?

Não — o metical não se encontra fora de Moçambique. Leve dólar americano ou rand sul-africano em espécie e troque na chegada, na casa de câmbio do aeroporto ou em bancos de Maputo; as taxas do aeroporto são razoáveis. Para quem entra por terra a partir da África do Sul, o rand funciona de imediato na região de fronteira no sul.

Gorjeta é esperada em Moçambique?

É apreciada, mas não obrigatória. Em restaurantes, arredondar a conta ou deixar 10% por um bom serviço é bem-vindo. Equipes de lodge, guias de mergulho e tripulações de barco gostam de uma gratificação — o equivalente a alguns dólares é razoável. Gorjetas em meticais são mais práticas para a equipe local do que em moeda estrangeira.
Perguntas frequentes

Brasileiros e portugueses precisam de visto para Moçambique?

Não para turismo: cidadãos do Brasil e de Portugal entram sem visto por até 30 dias, prorrogáveis por mais 30 já dentro do país. A armadilha é entender isenção como «nada a fazer» antes de embarcar — todo viajante, isento ou não, tem de concluir a autorização eletrônica de entrada no portal oficial com pelo menos 48 horas de antecedência e pagar uma pequena taxa de entrada na chegada. Leve a autorização impressa, o passaporte com seis meses de validade e páginas em branco, e confirme o procedimento e o valor atuais no portal oficial antes de fechar a passagem.

Preciso do certificado de febre amarela?

Depende de onde você parte, e é aqui que a resposta muda entre os dois lados do Atlântico. Quem chega do Brasil deve contar com a exigência, porque o país é considerado área de risco, e o certificado internacional de vacinação só vale na fronteira se aplicado com pelo menos dez dias de antecedência. Quem sai de Portugal sem passar por país endêmico normalmente não precisa apresentá-lo — mas uma conexão africana ou sul-americana muda essa conta. A malária, essa sim, vale para o país inteiro o ano todo: profilaxia, repelente e mosquiteiro são conversa a ter com o médico antes de viajar, não no destino.

Como se chega a Moçambique e como se circula por dentro?

A porta de entrada é o Aeroporto Internacional de Maputo, alcançado por conexão — Lisboa, Joanesburgo, Adis Abeba, Nairóbi e Doha são as escalas habituais, e de Joanesburgo o salto final é curto. Conte com a verificação da autorização eletrônica já no embarque, não apenas na imigração. Dentro do país, os voos domésticos ligam Maputo a Vilankulo, Beira, Nampula e Pemba, e são eles que devolvem dias de viagem numa costa de 2 500 km: por estrada, dois pontos que no mapa parecem vizinhos consomem facilmente uma jornada inteira.

O português de Moçambique é fácil de entender?

É, e esse é o maior trunfo do viajante lusófono aqui: o português é a língua oficial e funciona nos mercados, nos transportes, nas pousadas e nas repartições, com o sotaque brasileiro e o europeu recebidos com igual naturalidade. O inglês, ao contrário do que muita gente supõe, rareia depressa fora dos lodges e dos hotéis de Maputo — quem fala português circula com uma autonomia que os outros viajantes simplesmente não têm. Vale chegar sabendo meia dúzia de moçambicanismos, a começar por «chapa», como se chama ali o transporte coletivo que serve todo o país.

Dá para nadar com tubarões-baleia sem ter certificação de mergulho?

Dá, e é exatamente essa a especialidade de Tofo. Os passeios de barco com snorkel, conhecidos ali como «ocean safari», levam quem não mergulha até os gigantes: tubarões-baleia o ano todo, com pico entre novembro e abril, mantas nos recifes de limpeza e baleias-jubarte passando perto da costa entre junho e outubro. Aos mergulhadores certificados ficam os recifes mais fundos, como o Manta Reef. Escolha operadores que respeitem as regras de distância e de não tocar nos animais: são bichos selvagens, e a reputação científica de Tofo depende disso.

Dá para conhecer o Bazaruto sem preço de Maldivas?

Dá, e o padrão é conhecido: em vez de dormir nas ilhas, onde os lodges ocupam a faixa de ultraluxo, hospeda-se em Vilankulo, no continente, onde as pensões custam uma fração disso, e chega-se ao arquipélago em passeios de um dia. Um safári de dhow entrega o essencial — snorkel no Two Mile Reef, grelhado de frutos do mar num banco de areia e a subida das dunas para ver a água listrada de todos os tons de turquesa. O luxo e o orçamento apertado nadam na mesma água; só dormem em lugares diferentes.

Quanto tempo é preciso para conhecer o país?

Mais do que a maioria imagina, e o erro clássico é tratar Moçambique como um país compacto. O corredor asfaltado do sul — Maputo, costa de Inhambane, Vilankulo — é o mais rodável e sustenta bem uma primeira viagem de duas semanas, com praia, mergulho e capital. A Ilha de Moçambique fica noutro mundo logístico, a cerca de duas horas de estrada de Nampula, e a Gorongosa alcança-se por Beira ou Chimoio: emendar norte e sul num roteiro curto costuma render mais tempo em trânsito do que dentro da água. Com calendário apertado, escolha um trecho e faça-o bem.

Moçambique é um destino tranquilo para viajar?

O circuito consolidado do sul — Maputo, costa de Inhambane, Tofo, Vilankulo e o arquipélago do Bazaruto — é onde está a infraestrutura turística e onde valem as regras normais de bom senso: cuidado de cidade grande em Maputo depois de escurecer, transporte licenciado, atenção às correntes no mar. As províncias do norte são questão à parte e entram no planejamento pela via oficial: consulte os avisos de viagem do Itamaraty, no Brasil, ou do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Portugal, antes de fechar qualquer roteiro que suba para além do circuito clássico.

Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.