Noruega
Código Telefônico
+47
Capital
Oslo
População
5,5 milhões
Nome Nativo
Norge
Região
Europa
Europa do Norte
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
A Noruega é um país nórdico de fiordes, montanha e costa ártica, que se estende do mar do Norte até bem acima do Círculo Polar Ártico. Há duas coisas que convém acertar antes de partir, porque geram confusão constante: o país faz parte do espaço Schengen e do Espaço Económico Europeu, mas não é membro da União Europeia, e usa a coroa norueguesa e não o euro — trazer euros em dinheiro não resolve nada aqui. O que o viajante encontra em troca é uma das paisagens mais espetaculares da Europa, um direito de acesso livre à natureza que permite caminhar e acampar quase em qualquer lado, e duas estações com personalidades opostas: o verão do sol que não se põe e o inverno das auroras.
Vistos e regras de entrada na Noruega
A Noruega participa plenamente no espaço Schengen, embora não pertença à União Europeia. Cidadãos portugueses e dos restantes Estados do Espaço Económico Europeu e da Suíça entram com bilhete de identidade ou passaporte válido, ao abrigo da livre circulação, e podem residir, trabalhar e estudar sem visto — para o leitor português, não há qualquer formalidade a tratar antes de viajar. Cidadãos brasileiros entram sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, contados em todo o espaço Schengen e não apenas na Noruega; a entrada de turista não permite trabalhar. O passaporte deve ser válido por pelo menos três meses para além da data prevista de saída do espaço Schengen. Nas fronteiras externas funciona já o registo automatizado de entradas e saídas, com recolha de dados biométricos na primeira passagem, e está prevista uma autorização prévia em linha para as nacionalidades isentas de visto — confirme no portal oficial europeu se já lhe é exigida à data em que viaja. As nacionalidades sujeitas a visto, entre elas vários passaportes africanos de língua portuguesa, pedem visto Schengen de curta duração na representação norueguesa competente ou noutra missão Schengen que represente a Noruega, com seguro de viagem no mínimo exigido, alojamento, meios e viagem de regresso. Para estadias superiores a 90 dias aplica-se o regime de autorização de residência, pedido antes da partida.
Tipos de visto comuns
Livre circulação (EEE e Suíça)
Para portugueses e restantes cidadãos do Espaço Económico Europeu e da Suíça — turismo, trabalho, estudo ou residência, sem visto e sem autorização de trabalho. Basta bilhete de identidade ou passaporte válido. Note-se que este direito vem do EEE e não da União Europeia, de que a Noruega não faz parte.
Entrada sem visto (Schengen, 90/180)
Para cidadãos brasileiros e de mais de sessenta países isentos, a turismo, negócios, conferências e visita a familiares. Não há pedido prévio de visto, mas o limite conta em todo o espaço Schengen e a entrada não permite exercer trabalho.
Visto Schengen de curta duração
Para as nacionalidades sujeitas a visto. Pede-se na representação norueguesa competente para a área de residência, ou noutra missão Schengen que represente a Noruega, com formulário, fotografias, seguro de viagem, reservas, prova de meios e recolha de dados biométricos.
Autorização de residência
Para estadias superiores a 90 dias: trabalho com oferta de empregador norueguês, estudo em instituição norueguesa, investigação ou reagrupamento familiar. Pedido antes da partida, com documentação específica por categoria.
Informações importantes para viajar à Noruega
A Noruega organiza-se para o visitante em três grandes blocos, e escolher entre eles é a primeira decisão do roteiro. O sul concentra Oslo, com os seus museus e a ópera à beira da água, e a região dos fiordes ocidentais a partir de Bergen — o Sognefjord e o Nærøyfjord, classificado pela UNESCO, o Geirangerfjord, os miradouros sobre o Lysefjord e as estradas de montanha que os ligam. O centro acrescenta as travessias ferroviárias entre Oslo e Bergen, uma das viagens de comboio mais bonitas da Europa, e os planaltos e glaciares do interior. O norte é outro país: acima do Círculo Polar Ártico ficam as Lofoten, com os seus picos a cair sobre o mar, Tromsø como base das auroras boreais no inverno, o Cabo Norte e o arquipélago de Svalbard, já em latitude ártica plena. A ligação marítima histórica que percorre a costa de sul a norte é uma instituição em si e continua a ser a forma clássica de ver o litoral. Duas particularidades condicionam tudo o resto: o direito de acesso livre à natureza, que permite caminhar e acampar em terreno não cultivado com regras simples de respeito, e a inversão total entre estações — no verão o sol não se põe acima do Círculo Polar, e no inverno não nasce, o que muda por completo o que é possível fazer.
Descubra Noruega
Os fiordes são a razão principal da viagem e não se veem todos da mesma maneira. O Nærøyfjord, braço estreito do Sognefjord classificado pela UNESCO, é o mais dramático e faz-se de barco a partir de Flåm ou Gudvangen; o Geirangerfjord, mais a norte, dá as cascatas e os miradouros de estrada mais fotografados. Bergen é a base natural de todo o conjunto, com o seu cais histórico de casas de madeira também classificado, e é de lá que partem os circuitos combinados de comboio, autocarro e barco que fazem o percurso num só dia. Duas notas práticas valem mais do que qualquer descrição: reserve com antecedência no verão, quando os barcos e os comboios panorâmicos esgotam, e conte com chuva em qualquer altura do ano — Bergen é uma das cidades mais chuvosas da Europa, e roupa impermeável não é excesso de precaução.
Formas de explorar este destino
O Nærøyfjord e o Sognefjord, o Geirangerfjord e o Lysefjord, vistos de barco, de miradouro de estrada ou de caminhada, com Bergen como base natural e circuitos combinados de comboio, autocarro e barco.
As ilhas Lofoten, Tromsø como base de observação das auroras entre o outono e o início da primavera, o Cabo Norte e o arquipélago de Svalbard — mais o oposto sazonal, com o sol da meia-noite no verão.
Os percursos clássicos sobre o Lysefjord, os planaltos do interior e os trilhos de montanha, acessíveis graças ao direito de acesso livre à natureza, que permite caminhar e acampar em terreno não cultivado.
A travessia ferroviária entre Oslo e Bergen com o ramal que desce até ao fiorde em Flåm, e a ligação marítima histórica que percorre toda a costa de sul a norte, parando em dezenas de portos.
Oslo com a ópera, os museus de arte e das embarcações históricas, Bergen e o seu cais de madeira classificado, a catedral medieval de Trondheim e o casario branco de Stavanger.
Trenós puxados por cães, esqui de fundo em rede de trilhos preparados, safáris de auroras e a cultura sámi do norte — a Noruega da estação escura, com equipamento e luz planeados em função dela.
Dinheiro e moeda
Coroa norueguesa (NOK)
Código da moeda: NOK
Dicas práticas sobre dinheiro
Coroa norueguesa, não euro
A moeda é a coroa norueguesa, e este é o engano de preparação mais frequente de quem chega da Europa continental: a Noruega está no espaço Schengen, mas não na zona euro nem sequer na União Europeia, e os euros em notas não são aceites no comércio. Quem vem de Portugal não precisa, ainda assim, de trocar dinheiro antes de partir, e quem vem do Brasil também não — em ambos os casos o melhor câmbio obtém-se pagando diretamente com cartão, deixando a conversão ao emissor. Evite os balcões de câmbio de aeroporto, que são os mais caros de todos, e não leve grandes quantias em espécie para trocar no destino.
Um país praticamente sem dinheiro vivo
A Noruega é dos lugares do mundo onde menos se usa numerário: o cartão e o pagamento por aproximação funcionam em praticamente tudo, incluindo autocarros, bilheteiras, quiosques de aldeia, casas de banho públicas e pequenos produtores em mercados. Não é raro passar uma viagem inteira sem tocar numa nota. Na prática, o cartão é o método principal e não o de reserva. Avise o banco antes de viajar para evitar bloqueio preventivo, leve um segundo cartão guardado à parte e recuse sempre a oferta do terminal de cobrar na sua moeda — a chamada conversão dinâmica tem sempre taxa pior do que a do seu banco. Escolha pagar em coroas.
Caixas automáticos são poucos, e chega
Como quase ninguém usa dinheiro, os caixas automáticos rarearam e encontram-se sobretudo em centros urbanos, aeroportos e estações — fora das cidades podem faltar por completo. Isso raramente é um problema, porque também não há onde gastar numerário, mas convém saber antes de contar com um levantamento numa aldeia dos fiordes ou nas Lofoten. Se quiser ter algum dinheiro vivo por precaução, levante-o à chegada, num caixa de agência bancária e em coroas, recusando a conversão proposta pelo ecrã. Para quase todos os roteiros, uma quantia pequena chega para o improviso e nada mais.
Gorjeta, impostos e o regime das bebidas
A gorjeta na Noruega é discreta e opcional: o serviço está incluído e os salários do setor não dependem dela, pelo que arredondar a conta ou deixar uma pequena percentagem por serviço notável é mais do que suficiente. Duas outras rubricas merecem atenção. A primeira é a devolução de imposto: compras acima de um mínimo, feitas em lojas aderentes, dão direito a reembolso à saída do país, mediante documento pedido na loja e apresentado no ponto de saída — sem esse papel não há devolução possível depois. A segunda é o regime das bebidas alcoólicas: acima de uma graduação baixa, a venda a retalho está reservada a uma rede estatal própria, com horários limitados e encerramento ao domingo, o que obriga a planear qualquer compra com antecedência.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Com passaporte ou bilhete de identidade português, não — e a razão é uma que confunde muita gente: a Noruega não pertence à União Europeia, mas faz parte do Espaço Económico Europeu, e é daí que vem o direito de entrar, ficar, trabalhar e estudar sem qualquer formalidade. Com passaporte brasileiro entra-se sem visto por até 90 dias em cada 180, um limite que se conta em todo o espaço Schengen e não apenas na Noruega, o que engana quem faz uma viagem europeia com várias paragens. A entrada de turista não permite trabalhar. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um visto Schengen de curta duração antes de partir.
Não. A moeda é a coroa norueguesa, e este é provavelmente o erro de preparação mais comum entre visitantes europeus, que chegam com euros em dinheiro à espera de os usar. Não se usam. A boa notícia é que quase não precisa de dinheiro vivo: a Noruega é um dos países mais próximos do pagamento exclusivamente eletrónico do mundo, e o cartão funciona em praticamente tudo, incluindo autocarros, quiosques, casas de banho públicas e pequenos negócios de aldeia. Leve cartão como método principal, avise o banco da viagem, e trate a coroa como uma questão de conversão e não de câmbio físico.
Depende de qual das duas Noruegas quer ver, porque são destinos diferentes com o mesmo nome. De junho a agosto tem dias infinitos, com sol que não se põe acima do Círculo Polar, todas as estradas de montanha abertas, barcos e comboios panorâmicos a funcionar em pleno — e também os preços mais altos e os fiordes com mais gente. De outubro a março é a estação das auroras boreais e dos trenós puxados por cães, com muito pouca luz no sul e nenhuma no extremo norte, e várias estradas de altitude fechadas. Maio e setembro são o melhor compromisso: menos gente, preços mais baixos, quase tudo aberto e paisagem no seu melhor.
As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.