Paraguai

Bandeira: Paraguai

Código Telefônico

+595

Capital

Assunção

População

7 milhões

Nome Nativo

Paraguay

Região

Américas

América do Sul

Fuso Horário

Paraguay Summer Time

UTC-03:00

O Paraguai é provavelmente o país sul-americano que mais brasileiros já visitaram sem nunca terem pensado nele como destino de viagem: a ponte sobre o rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, é uma das travessias terrestres mais movimentadas do continente. Mas o país que existe além do corredor de compras recebe menos de um milhão de visitantes internacionais por ano e não tem praticamente circuito turístico organizado — o que é exatamente o seu atrativo. Assunção é uma capital de ritmo lento à beira do rio Paraguai; perto de Encarnación estão as ruínas das missões jesuíticas classificadas pela UNESCO; a barragem de Itaipu, partilhada com o Brasil, é o marco de engenharia do país; e o Chaco, a noroeste, é uma das últimas grandes fronteiras selvagens da América do Sul. Duas línguas oficiais convivem em pé de igualdade, o espanhol e o guarani, e o tereré, o mate gelado passado de mão em mão, acompanha o dia inteiro.

Vistos e regras de entrada no Paraguai

O Paraguai é um dos países mais simples de entrar na América do Sul. Cidadãos brasileiros, e dos demais Estados do Mercosul, entram apenas com o documento nacional de identidade, ao abrigo do acordo regional de livre circulação — não é preciso passaporte nem visto, e é assim que se faz a esmagadora maioria das travessias pela ponte que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. Cidadãos portugueses, e da União Europeia em geral, entram sem visto para turismo por até 90 dias, com passaporte válido. Nos dois casos há um ponto que decide problemas futuros e que muita gente ignora justamente por a travessia ser fácil: se pretende permanecer no país, e não apenas cruzar para o lado paraguaio e voltar no mesmo dia, registe formalmente a entrada no posto de migração, porque a saída é conferida contra esse registo. Outras nacionalidades lusófonas, entre elas Angola, Moçambique e Cabo Verde, costumam precisar de visto consular pedido antes da viagem. Para trabalho, estudo ou residência aplica-se regime próprio, e o Paraguai tem uma política de residência historicamente acessível, com procedimento próprio junto das autoridades migratórias. Confirme sempre as condições atuais para o seu documento antes de viajar.

Tipos de visto comuns

Entrada Mercosul com documento de identidade

Até 90 dias; registro formal de entrada necessário para quem vai permanecer no país

Para brasileiros e cidadãos dos demais países do Mercosul e associados, em turismo, compras, negócios ou visita a familiares. Entra-se com a carteira de identidade nacional, sem passaporte e sem visto, incluindo nas travessias terrestres com o Brasil e a Argentina.

Entrada sem visto (90 dias)

Até 90 dias por entrada, com possibilidade de prorrogação junto das autoridades migratórias

Para cidadãos portugueses, da União Europeia e de outras nacionalidades isentas, em turismo ou negócios de curta duração. Sem pedido prévio: o carimbo é dado na chegada, mediante passaporte válido e, se solicitado, comprovação de saída do país.

Visto consular de turismo

Prazo definido caso a caso; pedido antes de viajar

Para as nacionalidades não abrangidas pela isenção, entre elas vários países africanos de língua portuguesa. Solicita-se em representação paraguaia antes da partida, com documentação de suporte da viagem, hospedagem e meios de subsistência.

Residência e permanência longa

Residência temporária conversível em permanente, conforme a categoria e o tempo de permanência

Para quem pretende residir, trabalhar, estudar ou investir no país. O Paraguai mantém um regime de residência historicamente acessível na região, com procedimento próprio junto das autoridades migratórias e documentação legalizada de origem.

Informações importantes para viajar ao Paraguai

Brasileiros entram apenas com a carteira de identidade nacional, ao abrigo do Mercosul, sem passaporte e sem visto — inclusive nas travessias terrestres. Portugueses entram sem visto por até 90 dias, com passaporte válido.

Registre a entrada: quem vai permanecer no país, e não apenas cruzar e voltar no mesmo dia, deve fazer o registro formal no posto de migração — a saída é conferida contra ele, e a falta do registro é o problema mais comum de quem atravessa a ponte sem pensar.

Cota de importação: o retorno ao Brasil com mercadorias está sujeito a um limite de valor isento por pessoa e por período, definido pela autoridade aduaneira; o que exceder deve ser declarado e tributado. Confirme o valor em vigor no sítio oficial antes de viajar.

Visão geral da viagem

O Paraguai recompensa quem gosta do que ainda não foi polido para o turismo. Recebe menos de um milhão de visitantes internacionais por ano, quase não tem circuito de excursão organizada e é dos países mais baratos do continente — e é justamente por isso que a experiência é diferente da dos vizinhos. Assunção, a capital, fica à beira do rio Paraguai e faz-se com calma: o centro histórico com o palácio de governo e a casa da independência, os mercados, e o hábito social do tereré, o mate gelado que se partilha o dia inteiro e que aqui é mais instituição do que bebida. A leste, Ciudad del Este liga-se a Foz do Iguaçu pela ponte sobre o Paraná e é o motivo pelo qual milhões de brasileiros cruzam a fronteira todos os anos, com a barragem de Itaipu, partilhada pelos dois países, a poucos minutos dali. A sul, perto de Encarnación, estão as ruínas das missões jesuíticas de Trinidad e Jesús, classificadas pela UNESCO e visitadas por uma fração de quem vai às congéneres argentinas e brasileiras — e Encarnación tem ainda praia de rio e um dos carnavais mais animados do país. A noroeste, o Gran Chaco é uma imensidão semiárida de fauna abundante e estradas longas, com comunidades menonitas de língua alemã pelo meio. O país combina-se com facilidade com um roteiro maior pela Argentina ou pelo Brasil.

Descubra Paraguai

A ponte que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este é uma das fronteiras mais movimentadas da América do Sul e funciona segundo regras que convém conhecer antes de atravessar. Quem vai apenas ao lado paraguaio e volta no mesmo dia faz uma travessia local e não precisa de passaporte, bastando o documento de identidade; quem vai permanecer no Paraguai deve registar a entrada no posto de migração, porque a saída é depois conferida contra esse registo. Do lado das compras, o ponto que mais gera problema no regresso é a cota de importação: existe um limite de valor isento por pessoa e por período, definido pela autoridade aduaneira brasileira, e o que passa disso deve ser declarado e tributado — o valor muda e deve ser confirmado no sítio oficial antes de viajar. Vá cedo, evite sexta-feira e véspera de feriado, e conte com filas longas na ponte ao fim da tarde.

Formas de explorar este destino

Tríplice fronteira e compras

A travessia da ponte entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, o comércio da cidade paraguaia e a barragem de Itaipu a poucos minutos — o corredor mais movimentado do país e o motivo pelo qual milhões cruzam a fronteira todos os anos.

Missões jesuíticas

As ruínas de Trinidad e de Jesús de Tavarangue, classificadas pela UNESCO, perto de Encarnación — entre os conjuntos mais bem preservados das antigas reduções e muito menos visitadas do que as do lado argentino.

Assunção e cultura guarani

A capital ribeirinha com o centro histórico, os mercados de artesanato e rendas tradicionais, o hábito social do tereré e a tradição viva da harpa paraguaia nas casas de música ao vivo.

Chaco e natureza

A imensidão semiárida do noroeste, com fauna de grande porte, observação de aves, distâncias enormes e as colónias menonitas de língua alemã instaladas há gerações no meio da planície.

Rio e praias fluviais

Encarnación com a sua praia urbana de rio e o carnaval de verão, os balneários ao longo do Paraná e do rio Paraguai e a navegação fluvial que ainda liga povoações do interior.

Mesa e orçamento

Chipa, sopa paraguaia, mandioca em quase tudo e assados de estrada, num dos países mais baratos da América do Sul para comer e dormir — com preços que surpreendem mesmo quem vem do Brasil.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda

Guarani paraguaio (PYG)

Código da moeda: PYG

Dicas práticas sobre dinheiro

Guarani, real e dólar: onde cada um serve

A moeda nacional é o guarani, e é com ela que se paga em praticamente todo o país fora da faixa de fronteira. O real circula com naturalidade em Ciudad del Este e nas cidades coladas ao Brasil, mas quase sempre a uma taxa definida pelo próprio comerciante, o que costuma favorecer quem vende e não quem compra — pagar em real por conveniência é uma das formas mais silenciosas de gastar mais. O dólar americano é aceito em parte do comércio maior e em operações de valor alto. A prática que rende melhor: troque uma quantia moderada em guaranis logo à chegada, use cartão nas lojas estabelecidas e guarde o real para o lado brasileiro da fronteira.

Cartão nas cidades, dinheiro no interior

Nas capitais, em Ciudad del Este e no comércio formal, cartões Visa e Mastercard funcionam sem dificuldade, e as lojas maiores do corredor de compras estão habituadas a cartões brasileiros. Fora disso a realidade muda depressa: no interior, no Chaco, em mercados, transporte local e hospedagem simples, o dinheiro vivo continua a ser o meio normal, e há trechos longos sem cobertura de rede para terminais. Para o viajante brasileiro há ainda um cálculo próprio a fazer: compras e saques internacionais com cartão têm imposto próprio no Brasil, o que muda a comparação entre pagar em cartão e levar espécie — vale conferir as condições do seu banco antes de decidir.

Caixas automáticos e a escolha da moeda

Há caixas automáticos em Assunção, em Ciudad del Este, em Encarnación e nas cidades médias, e vários deles permitem escolher entre sacar em guaranis ou em dólares. Escolha guaranis para o uso corrente no país. Recuse sempre a conversão para a sua moeda proposta pela máquina, porque a taxa aplicada é pior do que a do seu banco, e prefira caixas instalados em agências bancárias aos terminais soltos em galerias comerciais. Antes de seguir para o interior ou para o Chaco, saque o que vai precisar: fora do eixo das cidades os caixas rareiam, podem ficar sem notas e nem sempre aceitam cartões estrangeiros.

Gorjeta, notas fiscais e o retorno ao Brasil

A gorjeta é modesta: cerca de dez por cento em restaurantes com serviço à mesa, arredondamento em táxis, nada em balcões e cantinas. Guarde notas pequenas para mercados, transporte e gorjetas do dia a dia. E há uma rotina que é específica desta linha e vale como conselho de dinheiro: guarde todas as notas fiscais das compras. No retorno ao Brasil aplica-se uma cota de valor isento por pessoa e por período, definida pela autoridade aduaneira, e o que excede deve ser declarado e tributado com base nesses documentos. O valor em vigor muda de tempos a tempos e deve ser confirmado no sítio oficial da Receita Federal antes da viagem — declarar o excedente é procedimento normal e evita transtorno na fronteira.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Não. O acordo de livre circulação do Mercosul permite a entrada apenas com a carteira de identidade nacional, sem visto e sem passaporte, e é assim que se fazem quase todas as travessias pela ponte entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. As condições são as previsíveis: documento dentro da validade, em bom estado e com foto reconhecível — identidade antiga e desbotada é o motivo mais frequente de discussão na fronteira. Se a viagem incluir países fora do bloco, leve o passaporte de qualquer forma. Para o viajante português, a regra é outra: entra sem visto por até 90 dias, mas com passaporte.

Se atravessar e voltar no mesmo dia, a travessia é local e não exige o trâmite. Se pretende permanecer no Paraguai — dormir, seguir para Assunção, para Encarnación ou para o interior — registre formalmente a entrada no posto de migração, porque a saída do país é conferida contra esse registro e a falta dele gera problema justamente quando você já está de partida. É um procedimento rápido e gratuito, e o erro é quase sempre de desconhecimento: como a ponte é atravessada por milhões de pessoas em regime local, muita gente presume que nunca há nada a fazer. Na dúvida, registre.

Existe um limite de valor isento por pessoa e por período, fixado pela autoridade aduaneira brasileira, e tudo o que exceder deve ser declarado e tributado no retorno. O valor concreto é revisto de tempos a tempos, e por isso a única resposta responsável é confirmá-lo no sítio oficial da Receita Federal antes de viajar, e não confiar em informação de terceiros nem no que valia na última viagem. Guarde as notas fiscais das compras, porque é sobre elas que a fiscalização trabalha, e lembre-se de que a cota é individual e não familiar. Declarar o excedente é um procedimento normal, não uma penalidade.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.