Paraguai

Bandeira: Paraguai

Código Telefônico

+595

Capital

Assunção

População

6,8 mi (2017)

Idiomas

espanhol · língua guarani

Área

406.756 km²

Eletricidade

220 V

Tipos de tomada

Europlug

Mão de direção

direita

Nome Nativo

Paraguay

Região

Américas

América do Sul

Fuso Horário

Horário Padrão do Paraguai

UTC-03:00

O Paraguai é provavelmente o país sul-americano que mais brasileiros já visitaram sem nunca terem pensado nele como destino de viagem: a ponte sobre o rio Paraná, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, é uma das travessias terrestres mais movimentadas do continente. Mas o país que existe além do corredor de compras recebe menos de um milhão de visitantes internacionais por ano e não tem praticamente circuito turístico organizado — o que é exatamente o seu atrativo. Assunção é uma capital de ritmo lento à beira do rio Paraguai; perto de Encarnación estão as ruínas das missões jesuíticas classificadas pela UNESCO; a barragem de Itaipu, partilhada com o Brasil, é o marco de engenharia do país; e o Chaco, a noroeste, é uma das últimas grandes fronteiras selvagens da América do Sul. Duas línguas oficiais convivem em pé de igualdade, o espanhol e o guarani, e o tereré, o mate gelado passado de mão em mão, acompanha o dia inteiro.

Vistos e regras de entrada no Paraguai

O Paraguai é um dos países mais simples de entrar na América do Sul. Cidadãos brasileiros, e dos demais Estados do Mercosul, entram apenas com o documento nacional de identidade, ao abrigo do acordo regional de livre circulação — não é preciso passaporte nem visto, e é assim que se faz a esmagadora maioria das travessias pela ponte que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. Cidadãos portugueses, e da União Europeia em geral, entram sem visto para turismo por até 90 dias, com passaporte válido. Nos dois casos há um ponto que decide problemas futuros e que muita gente ignora justamente por a travessia ser fácil: se pretende permanecer no país, e não apenas cruzar para o lado paraguaio e voltar no mesmo dia, registe formalmente a entrada no posto de migração, porque a saída é conferida contra esse registo. Outras nacionalidades lusófonas, entre elas Angola, Moçambique e Cabo Verde, costumam precisar de visto consular pedido antes da viagem. Para trabalho, estudo ou residência aplica-se regime próprio, e o Paraguai tem uma política de residência historicamente acessível, com procedimento próprio junto das autoridades migratórias. Confirme sempre as condições atuais para o seu documento antes de viajar.

Tipos de visto comuns

Entrada Mercosul com documento de identidade

Até 90 dias; registro formal de entrada necessário para quem vai permanecer no país

Para brasileiros e cidadãos dos demais países do Mercosul e associados, em turismo, compras, negócios ou visita a familiares. Entra-se com a carteira de identidade nacional, sem passaporte e sem visto, incluindo nas travessias terrestres com o Brasil e a Argentina.

Entrada sem visto (90 dias)

Até 90 dias por entrada, com possibilidade de prorrogação junto das autoridades migratórias

Para cidadãos portugueses, da União Europeia e de outras nacionalidades isentas, em turismo ou negócios de curta duração. Sem pedido prévio: o carimbo é dado na chegada, mediante passaporte válido e, se solicitado, comprovação de saída do país.

Visto consular de turismo

Prazo definido caso a caso; pedido antes de viajar

Para as nacionalidades não abrangidas pela isenção, entre elas vários países africanos de língua portuguesa. Solicita-se em representação paraguaia antes da partida, com documentação de suporte da viagem, hospedagem e meios de subsistência.

Residência e permanência longa

Residência temporária conversível em permanente, conforme a categoria e o tempo de permanência

Para quem pretende residir, trabalhar, estudar ou investir no país. O Paraguai mantém um regime de residência historicamente acessível na região, com procedimento próprio junto das autoridades migratórias e documentação legalizada de origem.

Informações importantes para viajar ao Paraguai

•Brasileiros entram apenas com a...

Brasileiros entram apenas com a carteira de identidade nacional, ao abrigo do Mercosul, sem passaporte e sem visto — inclusive nas travessias terrestres. Portugueses entram sem visto por até 90 dias, com passaporte válido.

•Registre a entrada: quem vai...

Registre a entrada: quem vai permanecer no país, e não apenas cruzar e voltar no mesmo dia, deve fazer o registro formal no posto de migração — a saída é conferida contra ele, e a falta do registro é o problema mais comum de quem atravessa a ponte sem pensar.

•Cota de importação: o retorno...

Cota de importação: o retorno ao Brasil com mercadorias está sujeito a um limite de valor isento por pessoa e por período, definido pela autoridade aduaneira; o que exceder deve ser declarado e tributado. Confirme o valor em vigor no sítio oficial antes de viajar.

•Travessia da ponte: vá cedo...

Travessia da ponte: vá cedo e evite sextas-feiras, vésperas de feriado e o fim da tarde, quando as filas são maiores em ambos os sentidos.

•Moeda: o guarani paraguaio. O...

Moeda: o guarani paraguaio. O real é aceito no comércio de fronteira, mas quase sempre a uma taxa desfavorável; cartões funcionam nas cidades e em Ciudad del Este, e o dinheiro vivo é necessário no interior.

•Idiomas: espanhol e guarani são...

Idiomas: espanhol e guarani são oficiais e convivem no dia a dia; o português é amplamente compreendido em toda a faixa de fronteira com o Brasil, o que facilita muito a vida do viajante brasileiro.

•Clima: os verões, de dezembro...

Clima: os verões, de dezembro a fevereiro, são muito quentes e húmidos, sobretudo no Chaco; de maio a setembro o tempo é mais ameno e é a melhor época para viajar pelo interior.

•Chaco: as distâncias são enormes,...

Chaco: as distâncias são enormes, os postos de combustível ficam muito espaçados e a rede móvel falha em trechos longos. Não improvise: veículo adequado, água, combustível de reserva e itinerário informado a alguém.

•Saúde: vale conversar com o...

Saúde: vale conversar com o médico sobre febre amarela e outras recomendações antes de viajar, sobretudo para zonas rurais e para o Chaco; leve repelente e beba água engarrafada fora das cidades.

•Um seguro de viagem com...

Um seguro de viagem com cobertura médica é recomendado, sobretudo para quem vai circular pelo interior, onde a estrutura de saúde é simples e a evacuação pode ser demorada.
Visão geral da viagem

O Paraguai recompensa quem gosta do que ainda não foi polido para o turismo. Recebe menos de um milhão de visitantes internacionais por ano, quase não tem circuito de excursão organizada e é dos países mais baratos do continente — e é justamente por isso que a experiência é diferente da dos vizinhos. Assunção, a capital, fica à beira do rio Paraguai e faz-se com calma: o centro histórico com o palácio de governo e a casa da independência, os mercados, e o hábito social do tereré, o mate gelado que se partilha o dia inteiro e que aqui é mais instituição do que bebida. A leste, Ciudad del Este liga-se a Foz do Iguaçu pela ponte sobre o Paraná e é o motivo pelo qual milhões de brasileiros cruzam a fronteira todos os anos, com a barragem de Itaipu, partilhada pelos dois países, a poucos minutos dali. A sul, perto de Encarnación, estão as ruínas das missões jesuíticas de Trinidad e Jesús, classificadas pela UNESCO e visitadas por uma fração de quem vai às congéneres argentinas e brasileiras — e Encarnación tem ainda praia de rio e um dos carnavais mais animados do país. A noroeste, o Gran Chaco é uma imensidão semiárida de fauna abundante e estradas longas, com comunidades menonitas de língua alemã pelo meio. O país combina-se com facilidade com um roteiro maior pela Argentina ou pelo Brasil.

Descubra Paraguai

A travessia de Ciudad del Este, sem improviso

A ponte que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este é uma das fronteiras mais movimentadas da América do Sul e funciona segundo regras que convém conhecer antes de atravessar. Quem vai apenas ao lado paraguaio e volta no mesmo dia faz uma travessia local e não precisa de passaporte, bastando o documento de identidade; quem vai permanecer no Paraguai deve registar a entrada no posto de migração, porque a saída é depois conferida contra esse registo. Do lado das compras, o ponto que mais gera problema no regresso é a cota de importação: existe um limite de valor isento por pessoa e por período, definido pela autoridade aduaneira brasileira, e o que passa disso deve ser declarado e tributado — o valor muda e deve ser confirmado no sítio oficial antes de viajar. Vá cedo, evite sexta-feira e véspera de feriado, e conte com filas longas na ponte ao fim da tarde.

Itaipu e o Paraná

A barragem de Itaipu, construída e operada em conjunto pelo Paraguai e pelo Brasil no rio Paraná, é o marco de engenharia do país e uma das maiores centrais hidroelétricas do mundo. Visita-se dos dois lados da fronteira, com percursos organizados que incluem o miradouro sobre o vertedouro e, em determinadas modalidades, o interior da central; do lado paraguaio, os circuitos costumam ser menos concorridos do que os brasileiros. A poucos minutos ficam áreas de conservação ligadas ao próprio empreendimento, com trilhos e observação de aves, e é perfeitamente possível juntar a barragem à travessia de compras no mesmo dia, desde que se comece cedo. Para quem já conhece as cataratas do lado brasileiro e argentino, é o complemento natural de um roteiro na tríplice fronteira.

As missões jesuíticas do sul

Perto de Encarnación, no sul do país, estão as ruínas das missões jesuíticas de Trinidad e de Jesús de Tavarangue, classificadas pela UNESCO e entre os conjuntos mais bem preservados de todo o antigo território das reduções. São muito menos visitadas do que as congéneres do lado argentino e brasileiro, o que significa percorrer as praças, as igrejas de pedra vermelha e as antigas casas dos guaranis muitas vezes sem mais ninguém por perto. Trinidad tem visitas noturnas com iluminação cénica em determinados dias, que valem o esforço de organizar a agenda em função delas. Encarnación, a base natural, é uma cidade ribeirinha com praia de rio urbana criada depois da subida das águas e com um carnaval de rua que é dos mais concorridos do país, no verão austral.

Assunção devagar

Assunção não é uma capital de lista de atrações, e tentar percorrê-la como tal costuma decepcionar. O que funciona é o oposto: o centro histórico à beira do rio, com o palácio de governo, o panteão nacional e a casa onde se declarou a independência, percorrido de manhã, antes do calor; os mercados, onde se compra artesanato guarani, tecido rendado tradicional e ervas para o tereré; e a tarde entregue ao hábito local, que é sentar com uma garrafa térmica e um guampa a conversar. A cidade tem uma cena gastronómica em crescimento e um circuito de casas noturnas com música ao vivo, incluindo a harpa paraguaia, instrumento nacional cuja tradição continua viva. Duas noites chegam para a capital, e servem sobretudo de porta para o resto do país.

O Chaco: a fronteira selvagem

A noroeste do rio Paraguai começa o Gran Chaco, uma planície semiárida imensa, quente e pouco povoada, que ocupa mais de metade do território nacional e concentra uma fauna que praticamente desapareceu de outras partes do continente — é dos melhores lugares da América do Sul para observar mamíferos de grande porte e aves, com sorte e paciência. Atravessa-se por uma única estrada principal, com distâncias enormes entre povoações e postos de combustível espaçados, o que faz desta uma viagem para quem planeia a sério: veículo adequado, água, combustível de reserva e nada de improviso. Pelo caminho ficam as colónias menonitas, comunidades de língua alemã instaladas há gerações que hoje sustentam boa parte da produção agrícola do país e mantêm cooperativas, museus próprios e hospedagem simples.

Tereré, sopa que não é sopa e preços baixos

A cultura paraguaia tem particularidades que o visitante lusófono aprecia depressa. O tereré, o mate preparado com água gelada e ervas medicinais, é bebido continuamente ao longo do dia e partilhado no mesmo recipiente — aceitar é a forma mais simples de entrar numa conversa. À mesa, a chamada sopa paraguaia é, contra o nome, um bolo salgado de milho e queijo, e a chipa, o pão de queijo local à base de mandioca, é o que se come pela manhã e nas viagens de estrada. O reconhecimento é imediato para quem vem do Brasil, tal como a mandioca em quase todas as refeições. E os preços continuam a ser dos mais baixos do continente, incluindo em restaurantes e hospedagem, o que faz do país um destino invulgarmente acessível.

Formas de explorar este destino

Tríplice fronteira e compras

A travessia da ponte entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, o comércio da cidade paraguaia e a barragem de Itaipu a poucos minutos — o corredor mais movimentado do país e o motivo pelo qual milhões cruzam a fronteira todos os anos.

Missões jesuíticas

As ruínas de Trinidad e de Jesús de Tavarangue, classificadas pela UNESCO, perto de Encarnación — entre os conjuntos mais bem preservados das antigas reduções e muito menos visitadas do que as do lado argentino.

Assunção e cultura guarani

A capital ribeirinha com o centro histórico, os mercados de artesanato e rendas tradicionais, o hábito social do tereré e a tradição viva da harpa paraguaia nas casas de música ao vivo.

Chaco e natureza

A imensidão semiárida do noroeste, com fauna de grande porte, observação de aves, distâncias enormes e as colónias menonitas de língua alemã instaladas há gerações no meio da planície.

Rio e praias fluviais

Encarnación com a sua praia urbana de rio e o carnaval de verão, os balneários ao longo do Paraná e do rio Paraguai e a navegação fluvial que ainda liga povoações do interior.

Mesa e orçamento

Chipa, sopa paraguaia, mandioca em quase tudo e assados de estrada, num dos países mais baratos da América do Sul para comer e dormir — com preços que surpreendem mesmo quem vem do Brasil.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
₲

Guarani paraguaio (PYG)

Código da moeda: PYG

Dicas práticas sobre dinheiro

Guarani, real e dólar: onde cada um serve

A moeda nacional é o guarani, e é com ela que se paga em praticamente todo o país fora da faixa de fronteira. O real circula com naturalidade em Ciudad del Este e nas cidades coladas ao Brasil, mas quase sempre a uma taxa definida pelo próprio comerciante, o que costuma favorecer quem vende e não quem compra — pagar em real por conveniência é uma das formas mais silenciosas de gastar mais. O dólar americano é aceito em parte do comércio maior e em operações de valor alto. A prática que rende melhor: troque uma quantia moderada em guaranis logo à chegada, use cartão nas lojas estabelecidas e guarde o real para o lado brasileiro da fronteira.

Cartão nas cidades, dinheiro no interior

Nas capitais, em Ciudad del Este e no comércio formal, cartões Visa e Mastercard funcionam sem dificuldade, e as lojas maiores do corredor de compras estão habituadas a cartões brasileiros. Fora disso a realidade muda depressa: no interior, no Chaco, em mercados, transporte local e hospedagem simples, o dinheiro vivo continua a ser o meio normal, e há trechos longos sem cobertura de rede para terminais. Para o viajante brasileiro há ainda um cálculo próprio a fazer: compras e saques internacionais com cartão têm imposto próprio no Brasil, o que muda a comparação entre pagar em cartão e levar espécie — vale conferir as condições do seu banco antes de decidir.

Caixas automáticos e a escolha da moeda

Há caixas automáticos em Assunção, em Ciudad del Este, em Encarnación e nas cidades médias, e vários deles permitem escolher entre sacar em guaranis ou em dólares. Escolha guaranis para o uso corrente no país. Recuse sempre a conversão para a sua moeda proposta pela máquina, porque a taxa aplicada é pior do que a do seu banco, e prefira caixas instalados em agências bancárias aos terminais soltos em galerias comerciais. Antes de seguir para o interior ou para o Chaco, saque o que vai precisar: fora do eixo das cidades os caixas rareiam, podem ficar sem notas e nem sempre aceitam cartões estrangeiros.

Gorjeta, notas fiscais e o retorno ao Brasil

A gorjeta é modesta: cerca de dez por cento em restaurantes com serviço à mesa, arredondamento em táxis, nada em balcões e cantinas. Guarde notas pequenas para mercados, transporte e gorjetas do dia a dia. E há uma rotina que é específica desta linha e vale como conselho de dinheiro: guarde todas as notas fiscais das compras. No retorno ao Brasil aplica-se uma cota de valor isento por pessoa e por período, definida pela autoridade aduaneira, e o que excede deve ser declarado e tributado com base nesses documentos. O valor em vigor muda de tempos a tempos e deve ser confirmado no sítio oficial da Receita Federal antes da viagem — declarar o excedente é procedimento normal e evita transtorno na fronteira.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Que moeda se usa no Paraguai?

O guarani paraguaio, que é a moeda nacional e serve para tudo no país. Na faixa de fronteira com o Brasil, e sobretudo em Ciudad del Este, o real é aceito por praticamente todo o comércio — mas a uma taxa fixada pelo próprio vendedor, que raramente é a melhor disponível. O dólar americano circula em parte do comércio de valor mais alto. O arranjo que costuma render mais é simples: cartão nas lojas estabelecidas, uma quantia em guaranis para o dia a dia e para o interior, e o real reservado para o lado brasileiro da ponte.

Compensa pagar em real nas compras de Ciudad del Este?

Normalmente não. Quando o comerciante aceita real, é ele quem define a taxa de conversão, e essa taxa costuma embutir uma margem confortável — o preço parece igual, mas o câmbio faz o trabalho. Comparar dá quase sempre vantagem ao cartão, que converte pela taxa do emissor, ou ao pagamento em guaranis trocados numa casa de câmbio. Para o viajante brasileiro, o cálculo tem ainda uma variável adicional: compras e saques internacionais têm imposto próprio no Brasil, que deve entrar na conta antes de decidir. Vale perguntar sempre o preço nas duas moedas antes de fechar a compra.

Quanto posso trazer sem pagar imposto no retorno?

Existe um limite de valor isento por pessoa e por período, fixado pela autoridade aduaneira brasileira, e tudo o que passar disso deve ser declarado e tributado na volta. O valor concreto é revisto periodicamente, por isso a única resposta responsável é conferi-lo no sítio oficial da Receita Federal antes de viajar, em vez de confiar no que valia na viagem anterior ou em informação de terceiros. Guarde todas as notas fiscais, porque é sobre elas que a conferência é feita, e lembre-se de que a cota é individual, e não familiar. Declarar o excedente é um procedimento normal de fronteira, não uma penalidade.

Preciso levar muito dinheiro vivo?

Depende inteiramente de para onde vai. Se a viagem é o corredor de compras e as cidades, o cartão resolve quase tudo e basta uma quantia moderada em espécie. Se pretende seguir para Assunção, para as missões do sul ou, sobretudo, para o Chaco, leve dinheiro suficiente antes de sair do eixo urbano: no interior os caixas automáticos são escassos, podem ficar sem notas e nem sempre aceitam cartões estrangeiros, e há trechos longos sem cobertura de rede para terminais de pagamento. A regra prática é sacar na cidade grande anterior e nunca contar com o próximo caixa.

Devo dar gorjeta?

Sim, mas de forma discreta. Em restaurantes com serviço à mesa, cerca de dez por cento é o costume quando o serviço agrada, e por vezes já vem incluído na conta — confira antes de somar. Em táxis arredonda-se o valor, e em balcões, cantinas e comida de rua não se deixa nada. Guias e motoristas de excursão, sobretudo em viagens longas pelo Chaco ou às missões, são habitualmente gratificados em dinheiro, e é uma parte relevante do rendimento deles. Tenha sempre notas pequenas, porque troco para notas grandes é difícil fora das cidades.

O Paraguai é barato?

É um dos países mais baratos da América do Sul, e a diferença sente-se em quase todas as rubricas: hospedagem, refeições, transporte de longa distância e serviços custam claramente menos do que no Brasil, na Argentina ou no Chile. Comer bem em restaurante local, dormir com conforto numa cidade média ou atravessar o país de ônibus estão ao alcance de orçamentos modestos. As exceções são o comércio importado do corredor de fronteira, cujo apelo é outro, e as viagens organizadas ao Chaco, que envolvem logística cara por causa das distâncias e do combustível. Como sempre, confirme valores na altura de orçamentar.
Perguntas frequentes

Brasileiro precisa de passaporte para entrar no Paraguai?

Não. O acordo de livre circulação do Mercosul permite a entrada apenas com a carteira de identidade nacional, sem visto e sem passaporte, e é assim que se fazem quase todas as travessias pela ponte entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. As condições são as previsíveis: documento dentro da validade, em bom estado e com foto reconhecível — identidade antiga e desbotada é o motivo mais frequente de discussão na fronteira. Se a viagem incluir países fora do bloco, leve o passaporte de qualquer forma. Para o viajante português, a regra é outra: entra sem visto por até 90 dias, mas com passaporte.

Preciso registrar a entrada se for só fazer compras?

Se atravessar e voltar no mesmo dia, a travessia é local e não exige o trâmite. Se pretende permanecer no Paraguai — dormir, seguir para Assunção, para Encarnación ou para o interior — registre formalmente a entrada no posto de migração, porque a saída do país é conferida contra esse registro e a falta dele gera problema justamente quando você já está de partida. É um procedimento rápido e gratuito, e o erro é quase sempre de desconhecimento: como a ponte é atravessada por milhões de pessoas em regime local, muita gente presume que nunca há nada a fazer. Na dúvida, registre.

Quanto posso trazer de compras sem pagar imposto?

Existe um limite de valor isento por pessoa e por período, fixado pela autoridade aduaneira brasileira, e tudo o que exceder deve ser declarado e tributado no retorno. O valor concreto é revisto de tempos a tempos, e por isso a única resposta responsável é confirmá-lo no sítio oficial da Receita Federal antes de viajar, e não confiar em informação de terceiros nem no que valia na última viagem. Guarde as notas fiscais das compras, porque é sobre elas que a fiscalização trabalha, e lembre-se de que a cota é individual e não familiar. Declarar o excedente é um procedimento normal, não uma penalidade.

Vale a pena conhecer o Paraguai além de Ciudad del Este?

Vale, e é onde está o país que quase ninguém vê. Com menos de um milhão de visitantes internacionais por ano, o Paraguai não tem praticamente circuito de excursão, o que significa monumentos sem multidão e preços que não subiram para o turista. As ruínas jesuíticas do sul, classificadas pela UNESCO, recebem uma fração dos visitantes das congéneres argentinas e brasileiras. Assunção pede um ritmo lento e recompensa com mercados, música ao vivo e uma cultura de rua própria. E o Chaco é uma das últimas grandes áreas selvagens do continente. Some-se a facilidade linguística na faixa de fronteira e o custo baixo, e sobra pouca razão para não avançar.

Como se vai de Ciudad del Este a Assunção?

Por estrada, num percurso de várias horas que se faz de ônibus ou de carro pela principal rodovia do país, ou por voo interno, que encurta a viagem para pouco mais de uma hora. Os ônibus de longa distância paraguaios são frequentes e baratos, com serviços diretos e noturnos, e é a forma como a maioria das pessoas se desloca. Se for de carro alugado, confirme com a locadora se o veículo pode circular no país e se o seguro cobre a travessia da fronteira, porque nem todos os contratos brasileiros permitem — é uma verificação que se faz antes de reservar, e não no balcão de levantamento.

Levo reais, dólares ou guaranis?

A moeda nacional é o guarani, e é com ela que se paga fora do comércio de fronteira. O real circula com naturalidade em Ciudad del Este e na faixa fronteiriça, mas a uma taxa que costuma favorecer o comerciante, e o dólar é aceito em parte do comércio maior. Na prática: use cartão nas cidades e em lojas estabelecidas, leve guaranis em dinheiro para o interior, mercados e transporte local, e evite trocar quantias grandes com cambistas de rua. Uma nota para o viajante brasileiro: lembre-se do imposto sobre compras e saques internacionais ao decidir entre cartão e espécie.

Qual é a melhor época para viajar?

De maio a setembro, o inverno austral, quando o calor cede e o interior fica muito mais confortável de percorrer — é a época indicada para o Chaco, para as missões do sul e para qualquer roteiro de estrada. O verão, de dezembro a fevereiro, é intenso: temperaturas altas e humidade forte, com o Chaco a tornar-se especialmente duro, embora seja quando acontece o carnaval de Encarnación, que é um argumento em sentido contrário. As chuvas concentram-se nos meses quentes e podem complicar estradas de terra no interior. Para quem vai apenas à travessia de compras, qualquer mês serve, com a ressalva das filas em vésperas de feriado.

O português resolve no Paraguai?

Em toda a faixa de fronteira com o Brasil, sim, e com uma naturalidade que surpreende: em Ciudad del Este o português é língua de comércio, entendido e falado por praticamente todos os vendedores, e o mesmo acontece nas cidades vizinhas ao longo da linha. Fora dessa faixa a realidade muda: as línguas oficiais são o espanhol e o guarani, e o guarani não é um dialeto minoritário mas uma língua falada pela maior parte da população, inclusive misturada ao espanhol no dia a dia. Um espanhol básico resolve o país inteiro, e aprender um cumprimento em guarani é recebido com um sorriso em qualquer balcão.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.