República Dominicana
Código Telefônico
+1
Capital
Santo Domingo
População
10,8 mi (2022)
Idiomas
espanhol
Área
48.671 km²
Eletricidade
110 V
Tipos de tomada
NEMA 1-15 · NEMA 5-15
Mão de direção
direita
Nome Nativo
República Dominicana
Região
Américas
Caribe
Fuso Horário
Horário Padrão do Atlântico
UTC-04:00
Nesta página
A República Dominicana ocupa os dois terços orientais da ilha de Hispaniola, a segunda maior das Caraíbas, e é o destino mais visitado da região — o que significa que a maioria de quem lá chega vê exatamente uma coisa: uma praia de areia branca com um resort atrás. É uma praia excelente, e é uma fração mínima do país. Atrás dessa cerca ficam a cidade europeia mais antiga das Américas, com a primeira catedral e a primeira universidade do continente ainda de pé e rodeadas de um bairro que vive; uma península onde as baleias-jubarte vão parir todos os anos; a montanha mais alta de todo o Caribe, com florestas de pinheiros a três mil metros; e a cultura que inventou o merengue e a bachata e continua a dançá-los em vendinhas de esquina e festas de aldeia. Para o viajante brasileiro e para o português a entrada é simples — não há visto, há um cartão de turista — mas tem uma formalidade eletrónica obrigatória que não se pode saltar e que é onde as pessoas tropeçam. Uma nota que evita confusões: a República Dominicana não é a Dominica; são países diferentes.
Regras de entrada para a República Dominicana
A República Dominicana não usa visto tradicional para turismo: usa um sistema de cartão de turista. Tanto quem viaja com passaporte brasileiro como com passaporte português — e das restantes nacionalidades da União Europeia — entra sem visto, recebendo esse cartão, que permite uma estada inicial de 30 dias. O custo do cartão costuma já estar incluído no preço da passagem aérea da maioria das companhias, o que faz com que muitos viajantes nem se apercebam de que existe; confirme com a sua companhia antes de embarcar, para não pagar duas vezes nem ser apanhado de surpresa no balcão. Há uma segunda formalidade, essa obrigatória e sem exceções: o formulário eletrónico de entrada e saída, conhecido como eTicket, preenchido em linha no portal oficial de migração antes da chegada. É gratuito, gera um código de leitura que acelera a passagem na imigração, e é exigido nos DOIS sentidos — à entrada e à saída do país. Não é opcional e não se resolve no aeroporto com a mesma facilidade, pelo que se trata dele em casa, com dias de antecedência. A permanência é prorrogável, junto do departamento de migração em Santo Domingo, até um total de 120 dias, mediante taxas que aumentam com o prazo pedido — e o pedido faz-se ANTES de expirar a autorização em vigor, nunca depois. Quanto ao passaporte, a regra geral é validade de seis meses a contar da chegada; existem por vezes medidas temporárias que flexibilizam essa exigência para determinadas nacionalidades, pelo que convém confirmar o requisito aplicável à data da sua viagem em vez de o presumir. Podem ser pedidos comprovativo de passagem de saída, de alojamento e de meios. Ultrapassar o prazo autorizado gera multas que crescem com o tempo de excesso, e o trabalho não é permitido ao abrigo do cartão de turista.
Tipos de visto comuns
Cartão de turista (30 dias)
Para turismo, férias de praia, visitas culturais e a familiares, viagens de aventura e reuniões curtas de negócios. Vale para o passaporte brasileiro e para o português, entre outros. O custo costuma estar incluído no bilhete de avião — confirme com a companhia. O formulário eletrónico de entrada preenche-se em linha antes de viajar.
Prorrogação de estada
Para estender os 30 dias iniciais do cartão de turista. Pedida no departamento de migração, em Santo Domingo, obrigatoriamente ANTES de expirar a autorização em vigor. As taxas aumentam conforme o prazo pedido.
Negócios e trabalho
Reuniões e visitas curtas de negócios cabem no cartão de turista. Estadas de negócios mais longas e qualquer emprego formal exigem visto próprio, pedido num consulado dominicano com autorização da autoridade laboral — trabalhar ao abrigo do cartão de turista não é permitido.
Residência temporária ou permanente
Categorias próprias para reformados com rendimento comprovado, investidores, empresários, trabalhadores remotos e familiares de cidadãos dominicanos, cada uma com requisitos e limiares próprios. Pedida num consulado dominicano ou no departamento de migração.
Informações essenciais para viajar à República Dominicana
•Cartão de turista em vez...
•Formulário eletrónico de entrada e...
•Prorrogação até um total de...
•Passaporte: a regra geral é...
•Exceder o prazo autorizado gera...
•Trabalhar não é permitido ao...
•Moeda: o peso dominicano. O...
•Aeroportos: o da costa leste...
•Temporada de furacões entre junho...
•Fronteira terrestre: atravesse apenas nos...
•Observação de baleias na baía...
•Idioma: o espanhol é a...
A República Dominicana é o Caribe na sua forma mais variada, e a variedade é precisamente o que a maioria dos visitantes não descobre. A costa leste é o motor do turismo de resort do Caribe inteiro, com quilómetros de areia branca, coqueiros e água morna, e uma oferta que vai do económico ao luxo. Santo Domingo, a capital, tem a zona colonial mais antiga das Américas, classificada pela UNESCO, onde a primeira catedral, a primeira universidade e o primeiro hospital do continente estão à distância de uma caminhada curta uns dos outros — e onde hoje há bares de terraço, galerias e casas de música ao vivo entre os monumentos. A península de Samaná, a nordeste, junta uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo a algumas das praias mais bonitas e menos construídas do país, e recebe todos os anos a migração de baleias-jubarte. A costa norte combina arquitetura oitocentista e museus de âmbar com a melhor zona de kitesurf do país. E a cordilheira central sobe até ao ponto mais alto de todo o Caribe, uma travessia de dois a três dias por florestas de pinheiros que quase ninguém associa a uma ilha tropical. A música atravessa tudo: o merengue e a bachata nasceram aqui e ouvem-se em todo o lado, das vendinhas de esquina à marginal da capital ao fim da noite.
Descubra República Dominicana
O cartão de turista, o formulário eletrónico e o que não se salta
A entrada aqui é fácil, mas tem duas peças e confundi-las é o erro mais comum. A primeira é o cartão de turista, que substitui o visto: dá 30 dias, aplica-se ao passaporte brasileiro e ao português, e o seu custo está normalmente incluído no bilhete de avião — confirme com a companhia antes de embarcar, porque é a diferença entre passar direto e discutir um pagamento ao balcão. A segunda é o formulário eletrónico de entrada e saída, e essa é obrigatória, gratuita e sem alternativa: preenche-se em linha no portal oficial de migração antes de viajar, gera um código de leitura que se apresenta na imigração, e é exigido nos dois sentidos, tanto à chegada como no dia em que sai do país. Muita gente trata do da entrada e esquece o da saída, descobrindo-o no aeroporto com a bagagem já despachada. Trate dos dois com dias de antecedência e guarde os códigos no telemóvel e em papel. Se quiser ficar mais tempo, a prorrogação vai até um total de 120 dias e pede-se em Santo Domingo antes de a autorização expirar — depois de expirar já é multa, e ela cresce com o tempo de excesso.
Atrás da cerca do resort há um país inteiro
Este é o país com maior concentração de resorts de regime tudo-incluído do mundo, e o modelo funciona: chega-se, transfere-se para a propriedade, e come-se, bebe-se e nada-se durante uma semana sem nunca sair. Para muita gente é exatamente a viagem que se queria, e não há nada de errado nisso. Mas vale saber o que fica de fora, porque é desproporcionado. A menos de duas horas de carro dos maiores resorts há uma capital com o centro histórico mais antigo do continente americano, vilas de pescadores onde se come peixe grelhado por uma fração do preço do bufete, ilhas alcançáveis em barco a partir da costa sul, e um interior montanhoso que contradiz por completo a ideia de ilha caribenha. A forma mais simples de resolver isto sem abdicar do conforto é reservar o resort e reservar também dois dias fora dele — um na capital e outro numa saída de barco ou de montanha — em vez de tratar a excursão como um extra decidido no balcão do hotel. Contrate operadores locais em vez de intermediários do resort: o preço muda e a experiência também.
Santo Domingo: onde a Europa chegou primeiro
A zona colonial de Santo Domingo, classificada pela UNESCO, é o conjunto urbano de origem europeia mais antigo das Américas, e a densidade do que ali está é difícil de exagerar: a primeira catedral construída no continente, a primeira universidade, o primeiro hospital e a primeira rua pavimentada do Novo Mundo estão todos a poucos minutos a pé uns dos outros, com um palácio da família de Colombo à beira do rio. O que torna o bairro interessante hoje, porém, não é o inventário — é o facto de continuar a ser um bairro. Entre os monumentos há bares de terraço com vista sobre os telhados, galerias, restaurantes, escolas de dança e casas de música ao vivo, e à noite a zona enche-se de gente da cidade e não apenas de visitantes. Reserve pelo menos um dia inteiro, comece cedo pelos monumentos enquanto está fresco, almoce no bairro, e fique para a noite, que é quando a zona mostra o que realmente é. A marginal da capital, ao fim do dia, completa o retrato com uma vida social ao ar livre que não se encontra em nenhum resort.
Samaná: as baleias, a cachoeira e a outra costa
A península do nordeste é a parte do país que mais surpreende quem só conhece a costa dos resorts, e tem uma janela sazonal muito concreta. Entre meados de janeiro e o final de março, milhares de baleias-jubarte concentram-se na baía para acasalar e parir, depois de atravessarem o Atlântico Norte — é uma das melhores observações de baleias do mundo, e faz-se em saídas de barco com operadores licenciados a partir da vila principal, com regras de distância e de comportamento que existem por boas razões. Fora dessa janela, a península continua a valer a viagem por outros motivos: uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo por um trilho de floresta, praias de areia clara com muito pouca construção, e uma vila de praia com forte presença europeia onde se come notavelmente bem. É também o contraponto exato ao modelo do resort — aqui o alojamento é sobretudo pequeno, familiar ou de proprietário, e a relação com a povoação é direta. Se tiver de escolher uma única saída da costa dos resorts, e viajar na época das baleias, escolha esta.
Merengue e bachata não são espetáculo para turista
Os dois géneros nasceram neste país e são reconhecidos como património cultural imaterial da humanidade, mas o que interessa ao visitante é outra coisa: aqui a música não é uma atuação agendada às oito da noite no salão do hotel, é o modo como a vida social funciona. O sítio onde isso se percebe é o colmado, a mercearia de esquina que vende de tudo e que ao fim da tarde põe as colunas na rua, junta cadeiras de plástico e se transforma no bar do bairro — qualquer povoação tem um, e é ali que se dança, não em pistas montadas para visitantes. As festas patronais de cada localidade, ao longo do ano, e o carnaval de fevereiro nas cidades do interior levam isso à escala máxima, com comparsas, máscaras e dias inteiros de rua. Duas notas práticas para quem quiser entrar nisto em vez de assistir: aceitar um convite para dançar é normal e recusar também, e vale mais uma aula de uma hora com um professor local logo no primeiro dia do que uma semana a olhar da mesa.
A ilha que tem montanha: do pico mais alto ao kitesurf
A imagem de cartão-postal esconde uma geografia bastante mais dura. A cordilheira central sobe até ao ponto mais alto de todo o Caribe, acima dos três mil metros, e a subida é uma travessia séria de dois a três dias, com guia obrigatório, acampamento e florestas de pinheiros — faz frio à noite, o que soa absurdo numa ilha tropical até se lá estar. Mais acessível, o mesmo relevo produz uma sucessão de cascatas encadeadas no norte, percorridas a saltar e a deslizar de poço em poço com capacete e colete, que é das melhores atividades de aventura do país e serve famílias. Na costa norte, a combinação constante de vento e ondulação fez de uma povoação específica um dos centros mundiais de kitesurf e windsurf, com escolas para quem começa e condições sérias para quem já anda. Somam-se um parque nacional de mangais e grutas com gravuras rupestres dos habitantes originais da ilha, alcançável de barco, e rafting no rio principal do interior. Nada disto se vê da espreguiçadeira.
Formas de explorar este destino
A costa leste é o destino de resort mais movimentado do Caribe, com areia branca, água turquesa e oferta do económico ao luxo. À volta dela, portas de entrada para ilhas alcançáveis de barco na costa sul, a costa norte com charme oitocentista, a península do nordeste bem menos construída, e vilas de praia com forte presença europeia e cozinha à altura.
A zona colonial de Santo Domingo, classificada pela UNESCO, é o conjunto urbano de origem europeia mais antigo das Américas: a primeira catedral, a primeira universidade, o primeiro hospital e a primeira rua pavimentada do continente, com o palácio da família de Colombo à beira do rio. Hoje é um bairro vivo, com museus, restaurantes, terraços e música ao vivo entre os monumentos.
Berço do merengue e da bachata, ambos património cultural imaterial da humanidade. Há música ao vivo em toda a parte, e sobretudo nos colmados — as mercearias de esquina que ao fim da tarde põem as colunas na rua e viram o bar do bairro. As festas patronais de cada localidade e o carnaval de fevereiro nas cidades do interior são o ponto alto do calendário.
As baleias-jubarte concentram-se na baía do nordeste entre meados de janeiro e o final de março, para acasalar e parir, em saídas de barco com operadores licenciados. Somam-se uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo, um parque nacional de mangais e grutas com gravuras rupestres dos habitantes originais da ilha, e uma sucessão de cascatas encadeadas percorridas a salto e escorrega.
É o principal destino de golfe do Caribe, com campos de nível internacional desenhados sobre falésias e frente ao mar — Teeth of the Dog, Punta Espada e Corales entre os mais conhecidos. À volta deles, resorts de gama alta, vilas privadas, marinas e uma oferta consolidada de spa.
O ponto mais alto de todo o Caribe, acima dos três mil metros, em travessia de dois a três dias com guia por florestas de pinheiros. Somam-se canyoning nas cascatas encadeadas do norte, tirolesa, kitesurf e windsurf de nível mundial na costa norte, exploração de grutas junto à capital e rafting no rio principal do interior.
Dinheiro e moeda
Peso dominicano (DOP)
Código da moeda: DOP
Dicas práticas sobre dinheiro
Peso dominicano, com o dólar a dominar o circuito turístico
A moeda oficial é o peso dominicano, mas o dólar americano funciona como segunda moeda de facto em todas as zonas turísticas, e resorts, operadores de passeios, restaurantes voltados a visitantes e táxis cotam frequentemente nele. O euro é aceite em muitos resorts, mas a condições claramente desfavoráveis — se levar euros, troque-os num banco ou numa casa de câmbio licenciada em vez de os gastar diretamente ao balcão do hotel, porque a diferença é substancial. Evite igualmente trocar dinheiro nos balcões dos aeroportos e nas receções de hotel, que praticam as piores margens do país; as casas de câmbio licenciadas das cidades dão condições bem melhores, e levantar diretamente numa caixa de banco costuma ser a via mais simples de todas. Para o viajante brasileiro, o real não circula: leve dólares, use cartão onde ele passar, e conte com o IOF sobre operações internacionais.
Boa cobertura de caixas — mas use as dos bancos
Há caixas automáticas em abundância na capital, nos terminais dos aeroportos, nos corredores comerciais dos resorts e nos centros comerciais das cidades turísticas, e as dos bancos maiores — Banco Popular Dominicano, BHD León, Scotiabank e BanReservas — são as mais fiáveis para cartões internacionais. Evite as máquinas avulsas instaladas em casinos e lojas francas: cobram bastante mais pela mesma operação e são as que concentram os relatos de clonagem. Prefira as de agências bancárias, durante o horário de expediente. Espere um limite por levantamento, o que aconselha operações maiores e menos frequentes. E há um ponto de planeamento: nas vilas de praia mais isoladas as caixas são raras e ficam com frequência sem notas, pelo que se levanta antes de sair do circuito principal e não depois de lá chegar.
Cartão dentro da bolha, dinheiro fora dela
Os cartões internacionais correntes são aceites nos resorts, nos restaurantes das zonas turísticas e na maioria do comércio formal da capital. Os pagamentos por telemóvel e por aproximação, esses, têm pouco suporte — a infraestrutura ainda não está generalizada, e não convém contar com eles. Assim que se sai do circuito turístico a lógica inverte-se por completo: as mercearias de esquina, as casas de comida de estrada, os mototáxis e os mercados rurais funcionam exclusivamente a dinheiro, em moeda local. Como sair do circuito é precisamente a melhor recomendação de viagem a este país, leve sempre uma reserva de pesos em notas pequenas para os dias em que o fizer. Note ainda que alguns estabelecimentos aplicam uma sobretaxa a operações com cartão internacional — pergunte antes de pagar, sobretudo em compras maiores.
Imposto e serviço somam-se à ementa
Há uma particularidade das contas de restaurante que convém conhecer antes da primeira refeição: somam-se 18 por cento de imposto sobre o consumo e ainda uma taxa de serviço obrigatória de 10 por cento, o que significa que a conta final fica bastante acima do que os preços da ementa sugerem. Confirme se os valores apresentados já são finais ou se os acréscimos vêm à parte, porque varia entre casas. Nos resorts de regime tudo-incluído a maior parte dos custos está embutida, mas excursões, tratamentos de spa e bebidas fora da carta incluída pagam-se à parte, e é aí que os orçamentos se desalinham. Para quem viaja de forma independente, o país é francamente acessível fora das zonas de resort: comer numa casa de comida local custa uma fração do restaurante turístico, e o alojamento familiar nas vilas de praia fica muito abaixo dos hotéis do circuito.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Posso usar dólares em todo o país?
Os pagamentos por telemóvel funcionam?
Qual é a melhor forma de trocar dinheiro?
O euro é aceite?
Que taxas aparecem na conta do restaurante?
Dá-se gorjeta?
Quanto dinheiro devo levar quando saio da zona dos resorts?
O cartão de turista já vem incluído na passagem?
Preciso de visto para a República Dominicana?
Não. O país não usa visto tradicional para turismo: usa um cartão de turista, que se aplica tanto ao passaporte brasileiro como ao português e dá uma estada inicial de 30 dias. Na prática, a maioria dos viajantes nem se apercebe de que ele existe, porque o custo costuma vir já incluído no preço do bilhete de avião — vale confirmar com a companhia antes de embarcar, para não pagar duas vezes. O que não pode mesmo faltar é a outra formalidade: o formulário eletrónico de entrada e saída, obrigatório e gratuito, preenchido em linha no portal oficial de migração antes de viajar. Quanto ao passaporte, a regra geral é seis meses de validade a contar da chegada, com possíveis flexibilizações temporárias que convém confirmar à data da viagem.
O que é o formulário eletrónico e posso resolvê-lo à chegada?
É o registo obrigatório de entrada e saída do país, preenchido em linha no portal oficial de migração, gratuito, e resulta num código de leitura que se apresenta no controlo. Não é opcional e não deve ser deixado para o aeroporto: resolve-se em casa, com dias de antecedência, e guarda-se o código no telemóvel e também impresso, porque a rede nos aeroportos nem sempre coopera. Há um detalhe que apanha muita gente e que vale sublinhar: o formulário é exigido nos DOIS sentidos. Quem trata cuidadosamente do da chegada esquece com frequência o da partida e descobre-o no dia do regresso, já com a bagagem despachada. Preencha os dois, ou trate do da saída assim que souber a data e o voo de regresso.
Quanto tempo posso ficar e como prorrogo?
O cartão de turista dá 30 dias, e a permanência é prorrogável até um total de 120 dias para fins turísticos. A prorrogação pede-se no departamento de migração, em Santo Domingo, e há uma regra de ouro: faça-o ANTES de a autorização em vigor expirar. Depois de expirada já não é prorrogação, é excesso de permanência, e isso gera multas que crescem com o tempo decorrido e, em casos prolongados, sanções mais sérias que podem afetar futuras entradas. As taxas de prorrogação aumentam conforme o prazo adicional pedido. E note-se que nada disto autoriza trabalho: exercer atividade profissional ao abrigo do cartão de turista não é permitido, e isso inclui trabalho remoto para empregador estrangeiro sem a categoria de residência adequada.
Vale a pena sair do resort?
Vale muito, e é provavelmente o melhor conselho desta página. Este é o país com maior concentração de resorts de tudo-incluído do mundo, e o modelo funciona bem para quem quer exatamente isso — mas a proporção entre o que fica dentro da cerca e o que fica fora dela é desproporcionada. A menos de duas horas dos maiores resorts está o centro histórico mais antigo do continente americano, com a primeira catedral e a primeira universidade das Américas; há vilas de pescadores onde se come peixe grelhado por uma fração do preço, ilhas alcançáveis de barco, cascatas encadeadas para percorrer a salto e um interior montanhoso que contradiz a ideia de ilha caribenha. A forma prática de o fazer é reservar de antemão dois dias fora do resort, e contratar operadores locais em vez dos intermediários do balcão do hotel.
Quando se veem as baleias?
Entre meados de janeiro e o final de março, na baía do nordeste do país, quando milhares de baleias-jubarte chegam depois de atravessar o Atlântico Norte para acasalar e parir em águas quentes. É uma das melhores observações de baleias do mundo, e a concentração dentro dessa janela é notável — fora dela, não há praticamente nada para ver, pelo que é uma daquelas experiências que decidem a data da viagem em vez de se encaixarem nela. Faça-se sempre com operadores licenciados a partir da vila principal da península: eles cumprem limites de distância, de tempo junto aos animais e de número de barcos em simultâneo, que existem para que a atividade não perturbe a reprodução. Reserve com antecedência em fevereiro, que é o pico.
Levo dólares ou pesos?
Os dois, com uma divisão simples. O dólar americano circula com naturalidade em toda a zona turística — resorts, operadores, passeios e restaurantes voltados a visitantes aceitam-no sem problema, e muitos cotam nele — pelo que é prático levar dólares para essas despesas. Para tudo o resto, e sobretudo assim que se sai do circuito, pague em pesos dominicanos: no comércio local, nos mercados, nos transportes e nas casas de comida de bairro o dinheiro local rende mais do que o dólar convertido ao câmbio da casa. Há caixas automáticos com facilidade nas cidades e zonas turísticas, e os cartões passam em hotéis, restaurantes e comércio maior. Leve notas pequenas para gorjetas e transportes, e conte com o IOF sobre operações internacionais se viajar com passaporte brasileiro.
Qual é a melhor época e devo preocupar-me com furacões?
A temporada de furacões vai de junho a novembro, com o pico entre agosto e outubro, e é o principal fator sazonal a considerar — não porque um furacão seja provável na sua semana concreta, mas porque a época traz mais chuva, mar mais agitado e risco de perturbações nos voos. Fora dela, o clima é mais estável e é quando o país recebe mais visitantes, com preços a subir em conformidade. Se a observação de baleias for um objetivo, a decisão está tomada: meados de janeiro a final de março. Em qualquer altura, verifique se o seu seguro de viagem cobre eventos meteorológicos e os cancelamentos e remarcações que deles decorrem, o que nem todos os seguros incluem por defeito.
É um destino seguro e que cuidados devo ter?
As zonas turísticas e os resorts são tranquilos e muito frequentados, e a esmagadora maioria das viagens decorre sem qualquer incidente. Aplicam-se as precauções normais de qualquer destino do género: não exibir objetos de valor, usar transporte do hotel, táxis identificados ou aplicações em vez de carros não identificados, ter cuidado em zonas movimentadas à noite e não deixar bens à vista em viaturas estacionadas. Ao sair do circuito, contrate operadores locais estabelecidos, sobretudo para atividades na água, na montanha e em grutas. Se planeia atravessar a fronteira terrestre, faça-o exclusivamente nos postos oficiais e confirme que recebe os carimbos de saída e de entrada — a falta deles cria problemas sérios, incluindo multas e impedimentos de reentrada. Um seguro com cobertura médica é sempre recomendável.
Próximo destino: República Dominicana? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
Garanta seu cartão digital de chegadaUse esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.