República Dominicana
Código Telefônico
+1
Capital
Santo Domingo
População
11 milhões
Nome Nativo
República Dominicana
Região
Américas
Caribe
Fuso Horário
Atlantic Standard Time
UTC-04:00
Nesta página
A República Dominicana ocupa os dois terços orientais da ilha de Hispaniola, a segunda maior das Caraíbas, e é o destino mais visitado da região — o que significa que a maioria de quem lá chega vê exatamente uma coisa: uma praia de areia branca com um resort atrás. É uma praia excelente, e é uma fração mínima do país. Atrás dessa cerca ficam a cidade europeia mais antiga das Américas, com a primeira catedral e a primeira universidade do continente ainda de pé e rodeadas de um bairro que vive; uma península onde as baleias-jubarte vão parir todos os anos; a montanha mais alta de todo o Caribe, com florestas de pinheiros a três mil metros; e a cultura que inventou o merengue e a bachata e continua a dançá-los em vendinhas de esquina e festas de aldeia. Para o viajante brasileiro e para o português a entrada é simples — não há visto, há um cartão de turista — mas tem uma formalidade eletrónica obrigatória que não se pode saltar e que é onde as pessoas tropeçam. Uma nota que evita confusões: a República Dominicana não é a Dominica; são países diferentes.
Regras de entrada para a República Dominicana
A República Dominicana não usa visto tradicional para turismo: usa um sistema de cartão de turista. Tanto quem viaja com passaporte brasileiro como com passaporte português — e das restantes nacionalidades da União Europeia — entra sem visto, recebendo esse cartão, que permite uma estada inicial de 30 dias. O custo do cartão costuma já estar incluído no preço da passagem aérea da maioria das companhias, o que faz com que muitos viajantes nem se apercebam de que existe; confirme com a sua companhia antes de embarcar, para não pagar duas vezes nem ser apanhado de surpresa no balcão. Há uma segunda formalidade, essa obrigatória e sem exceções: o formulário eletrónico de entrada e saída, conhecido como eTicket, preenchido em linha no portal oficial de migração antes da chegada. É gratuito, gera um código de leitura que acelera a passagem na imigração, e é exigido nos DOIS sentidos — à entrada e à saída do país. Não é opcional e não se resolve no aeroporto com a mesma facilidade, pelo que se trata dele em casa, com dias de antecedência. A permanência é prorrogável, junto do departamento de migração em Santo Domingo, até um total de 120 dias, mediante taxas que aumentam com o prazo pedido — e o pedido faz-se ANTES de expirar a autorização em vigor, nunca depois. Quanto ao passaporte, a regra geral é validade de seis meses a contar da chegada; existem por vezes medidas temporárias que flexibilizam essa exigência para determinadas nacionalidades, pelo que convém confirmar o requisito aplicável à data da sua viagem em vez de o presumir. Podem ser pedidos comprovativo de passagem de saída, de alojamento e de meios. Ultrapassar o prazo autorizado gera multas que crescem com o tempo de excesso, e o trabalho não é permitido ao abrigo do cartão de turista.
Tipos de visto comuns
Cartão de turista (30 dias)
Para turismo, férias de praia, visitas culturais e a familiares, viagens de aventura e reuniões curtas de negócios. Vale para o passaporte brasileiro e para o português, entre outros. O custo costuma estar incluído no bilhete de avião — confirme com a companhia. O formulário eletrónico de entrada preenche-se em linha antes de viajar.
Prorrogação de estada
Para estender os 30 dias iniciais do cartão de turista. Pedida no departamento de migração, em Santo Domingo, obrigatoriamente ANTES de expirar a autorização em vigor. As taxas aumentam conforme o prazo pedido.
Negócios e trabalho
Reuniões e visitas curtas de negócios cabem no cartão de turista. Estadas de negócios mais longas e qualquer emprego formal exigem visto próprio, pedido num consulado dominicano com autorização da autoridade laboral — trabalhar ao abrigo do cartão de turista não é permitido.
Residência temporária ou permanente
Categorias próprias para reformados com rendimento comprovado, investidores, empresários, trabalhadores remotos e familiares de cidadãos dominicanos, cada uma com requisitos e limiares próprios. Pedida num consulado dominicano ou no departamento de migração.
Informações essenciais para viajar à República Dominicana
A República Dominicana é o Caribe na sua forma mais variada, e a variedade é precisamente o que a maioria dos visitantes não descobre. A costa leste é o motor do turismo de resort do Caribe inteiro, com quilómetros de areia branca, coqueiros e água morna, e uma oferta que vai do económico ao luxo. Santo Domingo, a capital, tem a zona colonial mais antiga das Américas, classificada pela UNESCO, onde a primeira catedral, a primeira universidade e o primeiro hospital do continente estão à distância de uma caminhada curta uns dos outros — e onde hoje há bares de terraço, galerias e casas de música ao vivo entre os monumentos. A península de Samaná, a nordeste, junta uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo a algumas das praias mais bonitas e menos construídas do país, e recebe todos os anos a migração de baleias-jubarte. A costa norte combina arquitetura oitocentista e museus de âmbar com a melhor zona de kitesurf do país. E a cordilheira central sobe até ao ponto mais alto de todo o Caribe, uma travessia de dois a três dias por florestas de pinheiros que quase ninguém associa a uma ilha tropical. A música atravessa tudo: o merengue e a bachata nasceram aqui e ouvem-se em todo o lado, das vendinhas de esquina à marginal da capital ao fim da noite.
Descubra República Dominicana
A entrada aqui é fácil, mas tem duas peças e confundi-las é o erro mais comum. A primeira é o cartão de turista, que substitui o visto: dá 30 dias, aplica-se ao passaporte brasileiro e ao português, e o seu custo está normalmente incluído no bilhete de avião — confirme com a companhia antes de embarcar, porque é a diferença entre passar direto e discutir um pagamento ao balcão. A segunda é o formulário eletrónico de entrada e saída, e essa é obrigatória, gratuita e sem alternativa: preenche-se em linha no portal oficial de migração antes de viajar, gera um código de leitura que se apresenta na imigração, e é exigido nos dois sentidos, tanto à chegada como no dia em que sai do país. Muita gente trata do da entrada e esquece o da saída, descobrindo-o no aeroporto com a bagagem já despachada. Trate dos dois com dias de antecedência e guarde os códigos no telemóvel e em papel. Se quiser ficar mais tempo, a prorrogação vai até um total de 120 dias e pede-se em Santo Domingo antes de a autorização expirar — depois de expirar já é multa, e ela cresce com o tempo de excesso.
Formas de explorar este destino
A costa leste é o destino de resort mais movimentado do Caribe, com areia branca, água turquesa e oferta do económico ao luxo. À volta dela, portas de entrada para ilhas alcançáveis de barco na costa sul, a costa norte com charme oitocentista, a península do nordeste bem menos construída, e vilas de praia com forte presença europeia e cozinha à altura.
A zona colonial de Santo Domingo, classificada pela UNESCO, é o conjunto urbano de origem europeia mais antigo das Américas: a primeira catedral, a primeira universidade, o primeiro hospital e a primeira rua pavimentada do continente, com o palácio da família de Colombo à beira do rio. Hoje é um bairro vivo, com museus, restaurantes, terraços e música ao vivo entre os monumentos.
Berço do merengue e da bachata, ambos património cultural imaterial da humanidade. Há música ao vivo em toda a parte, e sobretudo nos colmados — as mercearias de esquina que ao fim da tarde põem as colunas na rua e viram o bar do bairro. As festas patronais de cada localidade e o carnaval de fevereiro nas cidades do interior são o ponto alto do calendário.
As baleias-jubarte concentram-se na baía do nordeste entre meados de janeiro e o final de março, para acasalar e parir, em saídas de barco com operadores licenciados. Somam-se uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo, um parque nacional de mangais e grutas com gravuras rupestres dos habitantes originais da ilha, e uma sucessão de cascatas encadeadas percorridas a salto e escorrega.
É o principal destino de golfe do Caribe, com campos de nível internacional desenhados sobre falésias e frente ao mar — Teeth of the Dog, Punta Espada e Corales entre os mais conhecidos. À volta deles, resorts de gama alta, vilas privadas, marinas e uma oferta consolidada de spa.
O ponto mais alto de todo o Caribe, acima dos três mil metros, em travessia de dois a três dias com guia por florestas de pinheiros. Somam-se canyoning nas cascatas encadeadas do norte, tirolesa, kitesurf e windsurf de nível mundial na costa norte, exploração de grutas junto à capital e rafting no rio principal do interior.
Dinheiro e moeda
Peso dominicano (DOP)
Código da moeda: DOP
Dicas práticas sobre dinheiro
Peso dominicano, com o dólar a dominar o circuito turístico
A moeda oficial é o peso dominicano, mas o dólar americano funciona como segunda moeda de facto em todas as zonas turísticas, e resorts, operadores de passeios, restaurantes voltados a visitantes e táxis cotam frequentemente nele. O euro é aceite em muitos resorts, mas a condições claramente desfavoráveis — se levar euros, troque-os num banco ou numa casa de câmbio licenciada em vez de os gastar diretamente ao balcão do hotel, porque a diferença é substancial. Evite igualmente trocar dinheiro nos balcões dos aeroportos e nas receções de hotel, que praticam as piores margens do país; as casas de câmbio licenciadas das cidades dão condições bem melhores, e levantar diretamente numa caixa de banco costuma ser a via mais simples de todas. Para o viajante brasileiro, o real não circula: leve dólares, use cartão onde ele passar, e conte com o IOF sobre operações internacionais.
Boa cobertura de caixas — mas use as dos bancos
Há caixas automáticas em abundância na capital, nos terminais dos aeroportos, nos corredores comerciais dos resorts e nos centros comerciais das cidades turísticas, e as dos bancos maiores — Banco Popular Dominicano, BHD León, Scotiabank e BanReservas — são as mais fiáveis para cartões internacionais. Evite as máquinas avulsas instaladas em casinos e lojas francas: cobram bastante mais pela mesma operação e são as que concentram os relatos de clonagem. Prefira as de agências bancárias, durante o horário de expediente. Espere um limite por levantamento, o que aconselha operações maiores e menos frequentes. E há um ponto de planeamento: nas vilas de praia mais isoladas as caixas são raras e ficam com frequência sem notas, pelo que se levanta antes de sair do circuito principal e não depois de lá chegar.
Cartão dentro da bolha, dinheiro fora dela
Os cartões internacionais correntes são aceites nos resorts, nos restaurantes das zonas turísticas e na maioria do comércio formal da capital. Os pagamentos por telemóvel e por aproximação, esses, têm pouco suporte — a infraestrutura ainda não está generalizada, e não convém contar com eles. Assim que se sai do circuito turístico a lógica inverte-se por completo: as mercearias de esquina, as casas de comida de estrada, os mototáxis e os mercados rurais funcionam exclusivamente a dinheiro, em moeda local. Como sair do circuito é precisamente a melhor recomendação de viagem a este país, leve sempre uma reserva de pesos em notas pequenas para os dias em que o fizer. Note ainda que alguns estabelecimentos aplicam uma sobretaxa a operações com cartão internacional — pergunte antes de pagar, sobretudo em compras maiores.
Imposto e serviço somam-se à ementa
Há uma particularidade das contas de restaurante que convém conhecer antes da primeira refeição: somam-se 18 por cento de imposto sobre o consumo e ainda uma taxa de serviço obrigatória de 10 por cento, o que significa que a conta final fica bastante acima do que os preços da ementa sugerem. Confirme se os valores apresentados já são finais ou se os acréscimos vêm à parte, porque varia entre casas. Nos resorts de regime tudo-incluído a maior parte dos custos está embutida, mas excursões, tratamentos de spa e bebidas fora da carta incluída pagam-se à parte, e é aí que os orçamentos se desalinham. Para quem viaja de forma independente, o país é francamente acessível fora das zonas de resort: comer numa casa de comida local custa uma fração do restaurante turístico, e o alojamento familiar nas vilas de praia fica muito abaixo dos hotéis do circuito.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Não. O país não usa visto tradicional para turismo: usa um cartão de turista, que se aplica tanto ao passaporte brasileiro como ao português e dá uma estada inicial de 30 dias. Na prática, a maioria dos viajantes nem se apercebe de que ele existe, porque o custo costuma vir já incluído no preço do bilhete de avião — vale confirmar com a companhia antes de embarcar, para não pagar duas vezes. O que não pode mesmo faltar é a outra formalidade: o formulário eletrónico de entrada e saída, obrigatório e gratuito, preenchido em linha no portal oficial de migração antes de viajar. Quanto ao passaporte, a regra geral é seis meses de validade a contar da chegada, com possíveis flexibilizações temporárias que convém confirmar à data da viagem.
É o registo obrigatório de entrada e saída do país, preenchido em linha no portal oficial de migração, gratuito, e resulta num código de leitura que se apresenta no controlo. Não é opcional e não deve ser deixado para o aeroporto: resolve-se em casa, com dias de antecedência, e guarda-se o código no telemóvel e também impresso, porque a rede nos aeroportos nem sempre coopera. Há um detalhe que apanha muita gente e que vale sublinhar: o formulário é exigido nos DOIS sentidos. Quem trata cuidadosamente do da chegada esquece com frequência o da partida e descobre-o no dia do regresso, já com a bagagem despachada. Preencha os dois, ou trate do da saída assim que souber a data e o voo de regresso.
O cartão de turista dá 30 dias, e a permanência é prorrogável até um total de 120 dias para fins turísticos. A prorrogação pede-se no departamento de migração, em Santo Domingo, e há uma regra de ouro: faça-o ANTES de a autorização em vigor expirar. Depois de expirada já não é prorrogação, é excesso de permanência, e isso gera multas que crescem com o tempo decorrido e, em casos prolongados, sanções mais sérias que podem afetar futuras entradas. As taxas de prorrogação aumentam conforme o prazo adicional pedido. E note-se que nada disto autoriza trabalho: exercer atividade profissional ao abrigo do cartão de turista não é permitido, e isso inclui trabalho remoto para empregador estrangeiro sem a categoria de residência adequada.
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