República Dominicana

Bandeira: República Dominicana

Código Telefônico

+1

Capital

Santo Domingo

População

10,8 mi (2022)

Idiomas

espanhol

Área

48.671 km²

Eletricidade

110 V

Tipos de tomada

NEMA 1-15 · NEMA 5-15

Mão de direção

direita

Nome Nativo

República Dominicana

Região

Américas

Caribe

Fuso Horário

Horário Padrão do Atlântico

UTC-04:00

A República Dominicana ocupa os dois terços orientais da ilha de Hispaniola, a segunda maior das Caraíbas, e é o destino mais visitado da região — o que significa que a maioria de quem lá chega vê exatamente uma coisa: uma praia de areia branca com um resort atrás. É uma praia excelente, e é uma fração mínima do país. Atrás dessa cerca ficam a cidade europeia mais antiga das Américas, com a primeira catedral e a primeira universidade do continente ainda de pé e rodeadas de um bairro que vive; uma península onde as baleias-jubarte vão parir todos os anos; a montanha mais alta de todo o Caribe, com florestas de pinheiros a três mil metros; e a cultura que inventou o merengue e a bachata e continua a dançá-los em vendinhas de esquina e festas de aldeia. Para o viajante brasileiro e para o português a entrada é simples — não há visto, há um cartão de turista — mas tem uma formalidade eletrónica obrigatória que não se pode saltar e que é onde as pessoas tropeçam. Uma nota que evita confusões: a República Dominicana não é a Dominica; são países diferentes.

Regras de entrada para a República Dominicana

A República Dominicana não usa visto tradicional para turismo: usa um sistema de cartão de turista. Tanto quem viaja com passaporte brasileiro como com passaporte português — e das restantes nacionalidades da União Europeia — entra sem visto, recebendo esse cartão, que permite uma estada inicial de 30 dias. O custo do cartão costuma já estar incluído no preço da passagem aérea da maioria das companhias, o que faz com que muitos viajantes nem se apercebam de que existe; confirme com a sua companhia antes de embarcar, para não pagar duas vezes nem ser apanhado de surpresa no balcão. Há uma segunda formalidade, essa obrigatória e sem exceções: o formulário eletrónico de entrada e saída, conhecido como eTicket, preenchido em linha no portal oficial de migração antes da chegada. É gratuito, gera um código de leitura que acelera a passagem na imigração, e é exigido nos DOIS sentidos — à entrada e à saída do país. Não é opcional e não se resolve no aeroporto com a mesma facilidade, pelo que se trata dele em casa, com dias de antecedência. A permanência é prorrogável, junto do departamento de migração em Santo Domingo, até um total de 120 dias, mediante taxas que aumentam com o prazo pedido — e o pedido faz-se ANTES de expirar a autorização em vigor, nunca depois. Quanto ao passaporte, a regra geral é validade de seis meses a contar da chegada; existem por vezes medidas temporárias que flexibilizam essa exigência para determinadas nacionalidades, pelo que convém confirmar o requisito aplicável à data da sua viagem em vez de o presumir. Podem ser pedidos comprovativo de passagem de saída, de alojamento e de meios. Ultrapassar o prazo autorizado gera multas que crescem com o tempo de excesso, e o trabalho não é permitido ao abrigo do cartão de turista.

Tipos de visto comuns

Cartão de turista (30 dias)

30 dias, prorrogáveis até um total de 120 dias

Para turismo, férias de praia, visitas culturais e a familiares, viagens de aventura e reuniões curtas de negócios. Vale para o passaporte brasileiro e para o português, entre outros. O custo costuma estar incluído no bilhete de avião — confirme com a companhia. O formulário eletrónico de entrada preenche-se em linha antes de viajar.

Prorrogação de estada

Até um total de 120 dias de permanência para turismo

Para estender os 30 dias iniciais do cartão de turista. Pedida no departamento de migração, em Santo Domingo, obrigatoriamente ANTES de expirar a autorização em vigor. As taxas aumentam conforme o prazo pedido.

Negócios e trabalho

Ligado ao contrato ou à finalidade da viagem

Reuniões e visitas curtas de negócios cabem no cartão de turista. Estadas de negócios mais longas e qualquer emprego formal exigem visto próprio, pedido num consulado dominicano com autorização da autoridade laboral — trabalhar ao abrigo do cartão de turista não é permitido.

Residência temporária ou permanente

Temporária renovável anualmente; permanente por tempo indeterminado após o período de qualificação

Categorias próprias para reformados com rendimento comprovado, investidores, empresários, trabalhadores remotos e familiares de cidadãos dominicanos, cada uma com requisitos e limiares próprios. Pedida num consulado dominicano ou no departamento de migração.

Informações essenciais para viajar à República Dominicana

•Cartão de turista em vez...

Cartão de turista em vez de visto: aplica-se ao passaporte brasileiro e ao português, dá 30 dias e o custo costuma já estar incluído no bilhete de avião — confirme com a sua companhia antes de embarcar.

•Formulário eletrónico de entrada e...

Formulário eletrónico de entrada e saída OBRIGATÓRIO e gratuito, preenchido em linha no portal oficial de migração antes de viajar. Gera um código de leitura para a imigração e é exigido nos dois sentidos, à entrada e à saída — não pode ser saltado, e o da saída é o que mais gente esquece.

•Prorrogação até um total de...

Prorrogação até um total de 120 dias, pedida no departamento de migração em Santo Domingo ANTES de expirar a autorização em vigor. As taxas crescem com o prazo pedido.

•Passaporte: a regra geral é...

Passaporte: a regra geral é validade de seis meses a contar da chegada. Podem existir medidas temporárias de flexibilização para certas nacionalidades — confirme o requisito aplicável à data da sua viagem em vez de o presumir. São recolhidos dados biométricos na imigração.

•Exceder o prazo autorizado gera...

Exceder o prazo autorizado gera multas que aumentam com o tempo de excesso, e os casos prolongados podem levar a sanções mais sérias. Prorrogue antes do vencimento.

•Trabalhar não é permitido ao...

Trabalhar não é permitido ao abrigo do cartão de turista, mesmo remotamente para empregador estrangeiro sem a categoria adequada.

•Moeda: o peso dominicano. O...

Moeda: o peso dominicano. O dólar americano é amplamente aceito nas zonas turísticas, há caixas automáticos com facilidade e os cartões passam em hotéis, restaurantes e comércio maior. Pague em pesos fora do circuito turístico, onde rende mais. Para o viajante brasileiro, lembre-se do IOF sobre operações internacionais.

•Aeroportos: o da costa leste...

Aeroportos: o da costa leste é o mais movimentado e serve a zona dos resorts; a capital tem o seu, e há ainda aeroportos na costa norte e regionais no leste e no nordeste. Entrar por um e sair por outro pode poupar horas de estrada.

•Temporada de furacões entre junho...

Temporada de furacões entre junho e novembro, com o pico entre agosto e outubro. Verifique se o seu seguro de viagem cobre eventos meteorológicos e cancelamentos associados.

•Fronteira terrestre: atravesse apenas nos...

Fronteira terrestre: atravesse apenas nos postos oficiais e certifique-se de que recebe os carimbos corretos de saída e entrada. A falta deles dá lugar a sanções sérias, incluindo multas e impedimentos de reentrada.

•Observação de baleias na baía...

Observação de baleias na baía do nordeste entre meados de janeiro e o final de março, sempre com operadores licenciados, que cumprem regras de distância e de tempo junto aos animais.

•Idioma: o espanhol é a...

Idioma: o espanhol é a língua oficial. O inglês é falado nas zonas turísticas e nos grandes hotéis e escasseia fora delas; algum espanhol melhora muito a viagem. E, para evitar confusões de reserva: a República Dominicana não é a Dominica, são países diferentes.
Visão geral da viagem

A República Dominicana é o Caribe na sua forma mais variada, e a variedade é precisamente o que a maioria dos visitantes não descobre. A costa leste é o motor do turismo de resort do Caribe inteiro, com quilómetros de areia branca, coqueiros e água morna, e uma oferta que vai do económico ao luxo. Santo Domingo, a capital, tem a zona colonial mais antiga das Américas, classificada pela UNESCO, onde a primeira catedral, a primeira universidade e o primeiro hospital do continente estão à distância de uma caminhada curta uns dos outros — e onde hoje há bares de terraço, galerias e casas de música ao vivo entre os monumentos. A península de Samaná, a nordeste, junta uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo a algumas das praias mais bonitas e menos construídas do país, e recebe todos os anos a migração de baleias-jubarte. A costa norte combina arquitetura oitocentista e museus de âmbar com a melhor zona de kitesurf do país. E a cordilheira central sobe até ao ponto mais alto de todo o Caribe, uma travessia de dois a três dias por florestas de pinheiros que quase ninguém associa a uma ilha tropical. A música atravessa tudo: o merengue e a bachata nasceram aqui e ouvem-se em todo o lado, das vendinhas de esquina à marginal da capital ao fim da noite.

Descubra República Dominicana

O cartão de turista, o formulário eletrónico e o que não se salta

A entrada aqui é fácil, mas tem duas peças e confundi-las é o erro mais comum. A primeira é o cartão de turista, que substitui o visto: dá 30 dias, aplica-se ao passaporte brasileiro e ao português, e o seu custo está normalmente incluído no bilhete de avião — confirme com a companhia antes de embarcar, porque é a diferença entre passar direto e discutir um pagamento ao balcão. A segunda é o formulário eletrónico de entrada e saída, e essa é obrigatória, gratuita e sem alternativa: preenche-se em linha no portal oficial de migração antes de viajar, gera um código de leitura que se apresenta na imigração, e é exigido nos dois sentidos, tanto à chegada como no dia em que sai do país. Muita gente trata do da entrada e esquece o da saída, descobrindo-o no aeroporto com a bagagem já despachada. Trate dos dois com dias de antecedência e guarde os códigos no telemóvel e em papel. Se quiser ficar mais tempo, a prorrogação vai até um total de 120 dias e pede-se em Santo Domingo antes de a autorização expirar — depois de expirar já é multa, e ela cresce com o tempo de excesso.

Atrás da cerca do resort há um país inteiro

Este é o país com maior concentração de resorts de regime tudo-incluído do mundo, e o modelo funciona: chega-se, transfere-se para a propriedade, e come-se, bebe-se e nada-se durante uma semana sem nunca sair. Para muita gente é exatamente a viagem que se queria, e não há nada de errado nisso. Mas vale saber o que fica de fora, porque é desproporcionado. A menos de duas horas de carro dos maiores resorts há uma capital com o centro histórico mais antigo do continente americano, vilas de pescadores onde se come peixe grelhado por uma fração do preço do bufete, ilhas alcançáveis em barco a partir da costa sul, e um interior montanhoso que contradiz por completo a ideia de ilha caribenha. A forma mais simples de resolver isto sem abdicar do conforto é reservar o resort e reservar também dois dias fora dele — um na capital e outro numa saída de barco ou de montanha — em vez de tratar a excursão como um extra decidido no balcão do hotel. Contrate operadores locais em vez de intermediários do resort: o preço muda e a experiência também.

Santo Domingo: onde a Europa chegou primeiro

A zona colonial de Santo Domingo, classificada pela UNESCO, é o conjunto urbano de origem europeia mais antigo das Américas, e a densidade do que ali está é difícil de exagerar: a primeira catedral construída no continente, a primeira universidade, o primeiro hospital e a primeira rua pavimentada do Novo Mundo estão todos a poucos minutos a pé uns dos outros, com um palácio da família de Colombo à beira do rio. O que torna o bairro interessante hoje, porém, não é o inventário — é o facto de continuar a ser um bairro. Entre os monumentos há bares de terraço com vista sobre os telhados, galerias, restaurantes, escolas de dança e casas de música ao vivo, e à noite a zona enche-se de gente da cidade e não apenas de visitantes. Reserve pelo menos um dia inteiro, comece cedo pelos monumentos enquanto está fresco, almoce no bairro, e fique para a noite, que é quando a zona mostra o que realmente é. A marginal da capital, ao fim do dia, completa o retrato com uma vida social ao ar livre que não se encontra em nenhum resort.

Samaná: as baleias, a cachoeira e a outra costa

A península do nordeste é a parte do país que mais surpreende quem só conhece a costa dos resorts, e tem uma janela sazonal muito concreta. Entre meados de janeiro e o final de março, milhares de baleias-jubarte concentram-se na baía para acasalar e parir, depois de atravessarem o Atlântico Norte — é uma das melhores observações de baleias do mundo, e faz-se em saídas de barco com operadores licenciados a partir da vila principal, com regras de distância e de comportamento que existem por boas razões. Fora dessa janela, a península continua a valer a viagem por outros motivos: uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo por um trilho de floresta, praias de areia clara com muito pouca construção, e uma vila de praia com forte presença europeia onde se come notavelmente bem. É também o contraponto exato ao modelo do resort — aqui o alojamento é sobretudo pequeno, familiar ou de proprietário, e a relação com a povoação é direta. Se tiver de escolher uma única saída da costa dos resorts, e viajar na época das baleias, escolha esta.

Merengue e bachata não são espetáculo para turista

Os dois géneros nasceram neste país e são reconhecidos como património cultural imaterial da humanidade, mas o que interessa ao visitante é outra coisa: aqui a música não é uma atuação agendada às oito da noite no salão do hotel, é o modo como a vida social funciona. O sítio onde isso se percebe é o colmado, a mercearia de esquina que vende de tudo e que ao fim da tarde põe as colunas na rua, junta cadeiras de plástico e se transforma no bar do bairro — qualquer povoação tem um, e é ali que se dança, não em pistas montadas para visitantes. As festas patronais de cada localidade, ao longo do ano, e o carnaval de fevereiro nas cidades do interior levam isso à escala máxima, com comparsas, máscaras e dias inteiros de rua. Duas notas práticas para quem quiser entrar nisto em vez de assistir: aceitar um convite para dançar é normal e recusar também, e vale mais uma aula de uma hora com um professor local logo no primeiro dia do que uma semana a olhar da mesa.

A ilha que tem montanha: do pico mais alto ao kitesurf

A imagem de cartão-postal esconde uma geografia bastante mais dura. A cordilheira central sobe até ao ponto mais alto de todo o Caribe, acima dos três mil metros, e a subida é uma travessia séria de dois a três dias, com guia obrigatório, acampamento e florestas de pinheiros — faz frio à noite, o que soa absurdo numa ilha tropical até se lá estar. Mais acessível, o mesmo relevo produz uma sucessão de cascatas encadeadas no norte, percorridas a saltar e a deslizar de poço em poço com capacete e colete, que é das melhores atividades de aventura do país e serve famílias. Na costa norte, a combinação constante de vento e ondulação fez de uma povoação específica um dos centros mundiais de kitesurf e windsurf, com escolas para quem começa e condições sérias para quem já anda. Somam-se um parque nacional de mangais e grutas com gravuras rupestres dos habitantes originais da ilha, alcançável de barco, e rafting no rio principal do interior. Nada disto se vê da espreguiçadeira.

Formas de explorar este destino

Praias e resorts

A costa leste é o destino de resort mais movimentado do Caribe, com areia branca, água turquesa e oferta do económico ao luxo. À volta dela, portas de entrada para ilhas alcançáveis de barco na costa sul, a costa norte com charme oitocentista, a península do nordeste bem menos construída, e vilas de praia com forte presença europeia e cozinha à altura.

Património colonial

A zona colonial de Santo Domingo, classificada pela UNESCO, é o conjunto urbano de origem europeia mais antigo das Américas: a primeira catedral, a primeira universidade, o primeiro hospital e a primeira rua pavimentada do continente, com o palácio da família de Colombo à beira do rio. Hoje é um bairro vivo, com museus, restaurantes, terraços e música ao vivo entre os monumentos.

Música e cultura

Berço do merengue e da bachata, ambos património cultural imaterial da humanidade. Há música ao vivo em toda a parte, e sobretudo nos colmados — as mercearias de esquina que ao fim da tarde põem as colunas na rua e viram o bar do bairro. As festas patronais de cada localidade e o carnaval de fevereiro nas cidades do interior são o ponto alto do calendário.

Baleias e natureza

As baleias-jubarte concentram-se na baía do nordeste entre meados de janeiro e o final de março, para acasalar e parir, em saídas de barco com operadores licenciados. Somam-se uma cachoeira alcançada a pé ou a cavalo, um parque nacional de mangais e grutas com gravuras rupestres dos habitantes originais da ilha, e uma sucessão de cascatas encadeadas percorridas a salto e escorrega.

Golfe e luxo

É o principal destino de golfe do Caribe, com campos de nível internacional desenhados sobre falésias e frente ao mar — Teeth of the Dog, Punta Espada e Corales entre os mais conhecidos. À volta deles, resorts de gama alta, vilas privadas, marinas e uma oferta consolidada de spa.

Aventura e montanha

O ponto mais alto de todo o Caribe, acima dos três mil metros, em travessia de dois a três dias com guia por florestas de pinheiros. Somam-se canyoning nas cascatas encadeadas do norte, tirolesa, kitesurf e windsurf de nível mundial na costa norte, exploração de grutas junto à capital e rafting no rio principal do interior.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
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Peso dominicano (DOP)

Código da moeda: DOP

Dicas práticas sobre dinheiro

Peso dominicano, com o dólar a dominar o circuito turístico

A moeda oficial é o peso dominicano, mas o dólar americano funciona como segunda moeda de facto em todas as zonas turísticas, e resorts, operadores de passeios, restaurantes voltados a visitantes e táxis cotam frequentemente nele. O euro é aceite em muitos resorts, mas a condições claramente desfavoráveis — se levar euros, troque-os num banco ou numa casa de câmbio licenciada em vez de os gastar diretamente ao balcão do hotel, porque a diferença é substancial. Evite igualmente trocar dinheiro nos balcões dos aeroportos e nas receções de hotel, que praticam as piores margens do país; as casas de câmbio licenciadas das cidades dão condições bem melhores, e levantar diretamente numa caixa de banco costuma ser a via mais simples de todas. Para o viajante brasileiro, o real não circula: leve dólares, use cartão onde ele passar, e conte com o IOF sobre operações internacionais.

Boa cobertura de caixas — mas use as dos bancos

Há caixas automáticas em abundância na capital, nos terminais dos aeroportos, nos corredores comerciais dos resorts e nos centros comerciais das cidades turísticas, e as dos bancos maiores — Banco Popular Dominicano, BHD León, Scotiabank e BanReservas — são as mais fiáveis para cartões internacionais. Evite as máquinas avulsas instaladas em casinos e lojas francas: cobram bastante mais pela mesma operação e são as que concentram os relatos de clonagem. Prefira as de agências bancárias, durante o horário de expediente. Espere um limite por levantamento, o que aconselha operações maiores e menos frequentes. E há um ponto de planeamento: nas vilas de praia mais isoladas as caixas são raras e ficam com frequência sem notas, pelo que se levanta antes de sair do circuito principal e não depois de lá chegar.

Cartão dentro da bolha, dinheiro fora dela

Os cartões internacionais correntes são aceites nos resorts, nos restaurantes das zonas turísticas e na maioria do comércio formal da capital. Os pagamentos por telemóvel e por aproximação, esses, têm pouco suporte — a infraestrutura ainda não está generalizada, e não convém contar com eles. Assim que se sai do circuito turístico a lógica inverte-se por completo: as mercearias de esquina, as casas de comida de estrada, os mototáxis e os mercados rurais funcionam exclusivamente a dinheiro, em moeda local. Como sair do circuito é precisamente a melhor recomendação de viagem a este país, leve sempre uma reserva de pesos em notas pequenas para os dias em que o fizer. Note ainda que alguns estabelecimentos aplicam uma sobretaxa a operações com cartão internacional — pergunte antes de pagar, sobretudo em compras maiores.

Imposto e serviço somam-se à ementa

Há uma particularidade das contas de restaurante que convém conhecer antes da primeira refeição: somam-se 18 por cento de imposto sobre o consumo e ainda uma taxa de serviço obrigatória de 10 por cento, o que significa que a conta final fica bastante acima do que os preços da ementa sugerem. Confirme se os valores apresentados já são finais ou se os acréscimos vêm à parte, porque varia entre casas. Nos resorts de regime tudo-incluído a maior parte dos custos está embutida, mas excursões, tratamentos de spa e bebidas fora da carta incluída pagam-se à parte, e é aí que os orçamentos se desalinham. Para quem viaja de forma independente, o país é francamente acessível fora das zonas de resort: comer numa casa de comida local custa uma fração do restaurante turístico, e o alojamento familiar nas vilas de praia fica muito abaixo dos hotéis do circuito.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Posso usar dólares em todo o país?

Nas zonas turísticas, sim, e com facilidade: resorts, operadores de passeios, restaurantes voltados a visitantes e táxis aceitam dólares e frequentemente cotam neles. Fora desse circuito, a resposta muda por completo — mercados locais, mercearias de esquina, casas de comida de estrada, transportes locais e mototáxis funcionam apenas em pesos dominicanos, e não têm como trocar uma nota estrangeira. A abordagem que funciona é levar dólares para as despesas do circuito e manter sempre uma reserva de pesos, em notas pequenas, para tudo o que estiver fora dele. Como sair do circuito é a melhor coisa que pode fazer nesta viagem, essa reserva não é um detalhe.

Os pagamentos por telemóvel funcionam?

Raramente, e não deve contar com eles. O pagamento por aproximação e as carteiras digitais ainda têm pouca difusão no país, mesmo em estabelecimentos que aceitam cartão físico sem problema. A recomendação prática é simples: use o cartão físico nos resorts, restaurantes turísticos e comércio formal da capital, e tenha dinheiro em pesos para todo o resto. Leve também um segundo cartão guardado à parte, hábito barato que evita ficar sem meios se o primeiro for bloqueado, retido ou clonado.

Qual é a melhor forma de trocar dinheiro?

Levantar pesos diretamente numa caixa automática de um banco de referência é normalmente a via mais simples e mais favorável. Em alternativa, as casas de câmbio licenciadas das cidades praticam condições competitivas. O que convém evitar são os dois sítios mais cómodos e mais caros: os balcões de câmbio dos aeroportos e as receções de hotel, cujas margens são claramente piores — a conveniência custa, e custa mais do que parece quando se troca uma quantia maior. Nunca troque dinheiro com cambistas de rua, por muito atraente que seja a proposta: não há recibo, não há recurso, e é o cenário clássico de contagem a menos ou de notas fora de circulação.

O euro é aceite?

Em muitos resorts sim, mas a condições sensivelmente piores do que as de mercado — o que faz do euro a pior moeda para gastar diretamente neste país, apesar de ser a mais natural para quem parte de Portugal. A solução é simples e vale a pena: em vez de pagar em euros ao balcão, troque-os por pesos numa agência bancária ou numa casa de câmbio licenciada logo nos primeiros dias, e passe a pagar em moeda local ou em dólares. A diferença acumulada ao longo de uma semana é significativa, e o esforço é uma ida ao banco. Se souber de antemão que vai visitar o país, converter parte em dólares antes de partir também funciona bem.

Que taxas aparecem na conta do restaurante?

Duas, e juntas pesam bastante: 18 por cento de imposto sobre o consumo e uma taxa de serviço obrigatória de 10 por cento, ambas somadas ao preço da ementa na maioria das casas. Ou seja, a conta final fica quase trinta por cento acima do que a carta sugere, o que apanha desprevenido quem faz contas de cabeça durante a refeição. Confirme sempre se os preços apresentados já incluem os acréscimos ou se estes vêm no fim, porque não é uniforme. Nota adicional sobre a taxa de serviço: nem sempre chega integralmente a quem serviu, pelo que uma gratificação modesta adicional em dinheiro, entregue diretamente, é apreciada quando o serviço foi bom.

Dá-se gorjeta?

Dá-se, e é esperado com mais frequência do que na Europa. Em restaurantes, quando a taxa de serviço obrigatória já consta da conta, um acréscimo de cinco a dez por cento entregue em dinheiro é a prática corrente por bom serviço; quando não estiver incluída, o costume aproxima-se dos quinze a vinte por cento. Pessoal de bagagem, equipa de resort, guias e condutores de passeios recebem gratificação em dinheiro, e num país onde muitos destes postos dependem dela isso pesa de forma real no rendimento. Nos mototáxis e transportes locais, arredondar a corrida resolve. Guarde notas pequenas em moeda local reservadas para isto, porque pedir troco para gratificar anula o gesto.

Quanto dinheiro devo levar quando saio da zona dos resorts?

Leve uma reserva confortável em pesos, e leve-a de antemão. Há caixas automáticas na maioria das cidades, mas nas vilas de praia e nas zonas mais isoladas elas são raras, ficam com frequência sem notas e podem estar fora de serviço — e é exatamente para esses sítios que valem as melhores saídas do país. A regra é abastecer-se na capital ou na cidade turística onde está antes de partir, com margem para um dia a mais do que o previsto, em notas pequenas. Some a isso o facto de que fora do circuito quase nada aceita cartão: transporte local, refeições, entradas, barqueiros e guias funcionam a dinheiro. Voltar cedo por falta de trocado é um fim de passeio desnecessário.

O cartão de turista já vem incluído na passagem?

Com muita frequência, sim: a maioria das companhias aéreas que operam para o país inclui o cartão de turista obrigatório no preço do bilhete, e por isso muitos viajantes nem se apercebem de que ele existe. Verifique a confirmação da sua reserva antes de viajar — a informação costuma estar lá, discriminada entre as taxas — para não voltar a pagar à chegada por algo que já pagou. Se efetivamente não estiver incluído, paga-se no aeroporto à entrada, e convém levar o valor à mão. Confirme também o montante em vigor junto da companhia ou da fonte oficial, em vez de partir de um número que tenha lido, porque estas taxas são revistas.
Perguntas frequentes

Preciso de visto para a República Dominicana?

Não. O país não usa visto tradicional para turismo: usa um cartão de turista, que se aplica tanto ao passaporte brasileiro como ao português e dá uma estada inicial de 30 dias. Na prática, a maioria dos viajantes nem se apercebe de que ele existe, porque o custo costuma vir já incluído no preço do bilhete de avião — vale confirmar com a companhia antes de embarcar, para não pagar duas vezes. O que não pode mesmo faltar é a outra formalidade: o formulário eletrónico de entrada e saída, obrigatório e gratuito, preenchido em linha no portal oficial de migração antes de viajar. Quanto ao passaporte, a regra geral é seis meses de validade a contar da chegada, com possíveis flexibilizações temporárias que convém confirmar à data da viagem.

O que é o formulário eletrónico e posso resolvê-lo à chegada?

É o registo obrigatório de entrada e saída do país, preenchido em linha no portal oficial de migração, gratuito, e resulta num código de leitura que se apresenta no controlo. Não é opcional e não deve ser deixado para o aeroporto: resolve-se em casa, com dias de antecedência, e guarda-se o código no telemóvel e também impresso, porque a rede nos aeroportos nem sempre coopera. Há um detalhe que apanha muita gente e que vale sublinhar: o formulário é exigido nos DOIS sentidos. Quem trata cuidadosamente do da chegada esquece com frequência o da partida e descobre-o no dia do regresso, já com a bagagem despachada. Preencha os dois, ou trate do da saída assim que souber a data e o voo de regresso.

Quanto tempo posso ficar e como prorrogo?

O cartão de turista dá 30 dias, e a permanência é prorrogável até um total de 120 dias para fins turísticos. A prorrogação pede-se no departamento de migração, em Santo Domingo, e há uma regra de ouro: faça-o ANTES de a autorização em vigor expirar. Depois de expirada já não é prorrogação, é excesso de permanência, e isso gera multas que crescem com o tempo decorrido e, em casos prolongados, sanções mais sérias que podem afetar futuras entradas. As taxas de prorrogação aumentam conforme o prazo adicional pedido. E note-se que nada disto autoriza trabalho: exercer atividade profissional ao abrigo do cartão de turista não é permitido, e isso inclui trabalho remoto para empregador estrangeiro sem a categoria de residência adequada.

Vale a pena sair do resort?

Vale muito, e é provavelmente o melhor conselho desta página. Este é o país com maior concentração de resorts de tudo-incluído do mundo, e o modelo funciona bem para quem quer exatamente isso — mas a proporção entre o que fica dentro da cerca e o que fica fora dela é desproporcionada. A menos de duas horas dos maiores resorts está o centro histórico mais antigo do continente americano, com a primeira catedral e a primeira universidade das Américas; há vilas de pescadores onde se come peixe grelhado por uma fração do preço, ilhas alcançáveis de barco, cascatas encadeadas para percorrer a salto e um interior montanhoso que contradiz a ideia de ilha caribenha. A forma prática de o fazer é reservar de antemão dois dias fora do resort, e contratar operadores locais em vez dos intermediários do balcão do hotel.

Quando se veem as baleias?

Entre meados de janeiro e o final de março, na baía do nordeste do país, quando milhares de baleias-jubarte chegam depois de atravessar o Atlântico Norte para acasalar e parir em águas quentes. É uma das melhores observações de baleias do mundo, e a concentração dentro dessa janela é notável — fora dela, não há praticamente nada para ver, pelo que é uma daquelas experiências que decidem a data da viagem em vez de se encaixarem nela. Faça-se sempre com operadores licenciados a partir da vila principal da península: eles cumprem limites de distância, de tempo junto aos animais e de número de barcos em simultâneo, que existem para que a atividade não perturbe a reprodução. Reserve com antecedência em fevereiro, que é o pico.

Levo dólares ou pesos?

Os dois, com uma divisão simples. O dólar americano circula com naturalidade em toda a zona turística — resorts, operadores, passeios e restaurantes voltados a visitantes aceitam-no sem problema, e muitos cotam nele — pelo que é prático levar dólares para essas despesas. Para tudo o resto, e sobretudo assim que se sai do circuito, pague em pesos dominicanos: no comércio local, nos mercados, nos transportes e nas casas de comida de bairro o dinheiro local rende mais do que o dólar convertido ao câmbio da casa. Há caixas automáticos com facilidade nas cidades e zonas turísticas, e os cartões passam em hotéis, restaurantes e comércio maior. Leve notas pequenas para gorjetas e transportes, e conte com o IOF sobre operações internacionais se viajar com passaporte brasileiro.

Qual é a melhor época e devo preocupar-me com furacões?

A temporada de furacões vai de junho a novembro, com o pico entre agosto e outubro, e é o principal fator sazonal a considerar — não porque um furacão seja provável na sua semana concreta, mas porque a época traz mais chuva, mar mais agitado e risco de perturbações nos voos. Fora dela, o clima é mais estável e é quando o país recebe mais visitantes, com preços a subir em conformidade. Se a observação de baleias for um objetivo, a decisão está tomada: meados de janeiro a final de março. Em qualquer altura, verifique se o seu seguro de viagem cobre eventos meteorológicos e os cancelamentos e remarcações que deles decorrem, o que nem todos os seguros incluem por defeito.

É um destino seguro e que cuidados devo ter?

As zonas turísticas e os resorts são tranquilos e muito frequentados, e a esmagadora maioria das viagens decorre sem qualquer incidente. Aplicam-se as precauções normais de qualquer destino do género: não exibir objetos de valor, usar transporte do hotel, táxis identificados ou aplicações em vez de carros não identificados, ter cuidado em zonas movimentadas à noite e não deixar bens à vista em viaturas estacionadas. Ao sair do circuito, contrate operadores locais estabelecidos, sobretudo para atividades na água, na montanha e em grutas. Se planeia atravessar a fronteira terrestre, faça-o exclusivamente nos postos oficiais e confirme que recebe os carimbos de saída e de entrada — a falta deles cria problemas sérios, incluindo multas e impedimentos de reentrada. Um seguro com cobertura médica é sempre recomendável.

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Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.