Romênia
Código Telefônico
+40
Capital
Bucareste
População
19 milhões
Nome Nativo
România
Região
Europa
Europa Oriental
Fuso Horário
Eastern European Time
UTC+02:00
Nesta página
A Roménia é dos países europeus que mais recompensa quem chega sem ideias feitas. Tem os Cárpatos a atravessá-la ao meio, com estradas de montanha entre as mais espetaculares do continente e uma das maiores populações de urso-pardo da Europa; tem a Transilvânia, com cidades saxãs muradas, igrejas fortificadas e castelos que a ficção tornou famosos; tem os mosteiros pintados da Bucovina, com afrescos exteriores classificados pela UNESCO; e tem, na foz do Danúbio, um delta que é uma das maiores zonas húmidas da Europa e um santuário de aves. Bucareste, a capital, mistura bulevares de traço francês com uma cena gastronómica e noturna em franca ascensão. Duas notas de preparação: a Roménia faz parte do espaço Schengen e da União Europeia, mas usa o leu e não o euro, e o país é grande — as distâncias entre regiões pedem mais tempo do que o mapa sugere.
Vistos e regras de entrada na Roménia
A Roménia é membro da União Europeia e completou a adesão ao espaço Schengen, primeiro nas fronteiras aéreas e marítimas e depois nas terrestres, pelo que aplica agora o quadro comum de curta duração. Cidadãos portugueses e dos restantes Estados da União, do EEE e da Suíça entram com bilhete de identidade ou passaporte válido, ao abrigo da livre circulação, e podem residir, trabalhar e estudar sem visto nem autorização. Cidadãos brasileiros entram sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, contados em todo o espaço Schengen e não apenas na Roménia; a entrada de turista não permite exercer atividade laboral. O passaporte deve ser válido por pelo menos três meses para além da data prevista de saída do espaço Schengen. O registo automatizado de entradas e saídas funciona nas fronteiras externas, com recolha de dados biométricos na primeira passagem, e está prevista uma autorização prévia em linha para as nacionalidades isentas de visto — confirme no portal oficial europeu se já lhe é exigida à data em que viaja. Quem precisa de visto Schengen pode pedi-lo numa representação romena ou usar um visto emitido por qualquer outro Estado-membro. Para estadias superiores a 90 dias aplica-se o regime de autorização de residência, pedido antes da partida.
Tipos de visto comuns
Livre circulação (UE, EEE e Suíça)
Para portugueses e restantes cidadãos da União Europeia, do EEE e da Suíça — turismo, trabalho, estudo ou residência, sem visto e sem autorização de trabalho, com bilhete de identidade ou passaporte válido.
Entrada sem visto (Schengen, 90/180)
Para cidadãos brasileiros e das restantes nacionalidades isentas, em turismo, negócios, conferências e visita a familiares. Sem pedido prévio, com o limite contado em todo o espaço Schengen e sem direito a trabalhar.
Visto Schengen de curta duração
Para as nacionalidades sujeitas a visto, entre elas vários passaportes africanos de língua portuguesa. Pede-se numa representação romena ou usa-se um visto Schengen emitido por outro Estado-membro, com seguro, alojamento, meios e viagem de regresso.
Autorização de residência
Para estadias superiores a 90 dias: trabalho com empregador romeno, estudo em instituição romena, investigação ou reunião familiar. A Roménia tornou-se um destino relevante para trabalho remoto e para o setor tecnológico, com regimes próprios por categoria.
Informações importantes para viajar à Roménia
A Roménia organiza-se para o visitante em quatro blocos, e escolher dois é o caminho sensato para uma primeira viagem. A Transilvânia é o mais procurado: Brasov, Sibiu e Sighisoara formam um triângulo de cidades saxãs de praça central, casas de fachada colorida e muralhas, com as igrejas fortificadas das aldeias em volta classificadas pela UNESCO e os castelos da região a poucos quilómetros — incluindo o que a ficção transformou em morada de vampiro e que, na realidade, é uma fortaleza de encosta com uma história bem mais interessante do que a lenda. A norte, na Bucovina, ficam os mosteiros pintados, com afrescos aplicados pelo lado de fora das igrejas e conservados há séculos, também classificados. Ao centro, os Cárpatos oferecem estradas de montanha que se contam entre as mais espetaculares da Europa, abertas apenas no verão, trilhos com abrigos e uma das maiores populações de urso-pardo do continente. A leste, o delta do Danúbio é uma imensidão de canais, lagos e caniçais onde se circula de barco e se observam aves em quantidade rara. Bucareste, a capital, serve de porta de entrada e merece dois dias por si só, entre bulevares de traço francês, museus e uma noite animada.
Descubra Romênia
A Transilvânia é onde a maioria das viagens começa, e concentra-se num triângulo fácil de percorrer. Brasov tem uma praça central rodeada de fachadas coloridas, uma igreja gótica enorme de pedra escurecida e um teleférico que sobe ao monte para a vista de conjunto. Sighisoara, mais a norte, é uma cidadela medieval habitada, classificada pela UNESCO, com torres de ofícios ao longo da muralha e ruas de pedra que se percorrem numa manhã. Sibiu completa o conjunto com duas praças ligadas e as famosas mansardas ovais que dão às casas o ar de estarem a olhar para quem passa. À volta destas cidades estão as aldeias saxãs com igrejas fortificadas, também classificadas — igrejas rodeadas de muralhas e torres, onde a comunidade se abrigava, e que hoje se visitam com a chave pedida à pessoa que a guarda na aldeia.
Formas de explorar este destino
Brasov, Sibiu e a cidadela medieval habitada de Sighisoara, classificada pela UNESCO, com as aldeias de igrejas fortificadas em redor — o circuito mais procurado do país e o mais fácil de percorrer.
A fortaleza de encosta associada ao mito do vampiro e o palácio real do século XIX perto de Sinaia, a menos de uma hora um do outro, mais as cidadelas e fortificações espalhadas pela Transilvânia.
Estradas de montanha abertas só no verão, trilhos com abrigos, estâncias de neve no inverno e uma das maiores populações de urso-pardo da Europa, observada apenas com guias locais e de esconderijos preparados.
Igrejas com afrescos aplicados nas paredes exteriores, várias classificadas pela UNESCO e ainda comunidades religiosas ativas, visitadas em circuito de um dia longo a partir de Suceava.
Canais, lagos e caniçais percorridos de barco, povoações sem acesso por estrada, peixe de água doce e uma das melhores observações de aves da Europa, com os pelicanos como imagem de marca.
Bulevares de traço francês, museus, o centro velho de terraços, a sede parlamentar visitável com marcação e uma cena gastronómica e noturna que mudou completamente na última década.
Dinheiro e moeda
Leu romeno (RON)
Código da moeda: RON
Dicas práticas sobre dinheiro
Leu romeno — a União Europeia não trouxe o euro
A Roménia é membro da União Europeia e já integra o espaço Schengen, mas mantém moeda própria: o leu. O euro não é aceite no comércio corrente, e a oferta ocasional de o receber em zonas muito turísticas vem sempre com uma taxa desfavorável. Não vale a pena trocar antes de partir. As casas de câmbio das cidades, com as taxas afixadas à porta e sem comissão, são competitivas, mas verifique sempre o valor final antes de entregar o dinheiro e prefira estabelecimentos com montra de rua a balcões escondidos em galerias. Levantar leus num caixa de agência bancária à chegada é a opção mais simples e previsível.
Cartão nas cidades, sem hesitação
Nas cidades romenas o pagamento por cartão e por aproximação é a norma, incluindo em transportes, supermercados, restaurantes e comércio pequeno — o país modernizou os pagamentos muito depressa e, nesse aspeto, está à frente de vários vizinhos ocidentais. Avise o seu banco da viagem se o cartão for de fora da Europa e leve um segundo guardado à parte. A regra que poupa dinheiro é sempre a mesma: quando o terminal perguntar se quer pagar na sua moeda em vez de leus, recuse — a conversão dinâmica aplica uma taxa pior do que a do seu emissor. Escolha leus e deixe a conversão ao banco.
Dinheiro vivo é para o país fora das cidades
Assim que se sai dos centros urbanos, a Roménia volta a funcionar a dinheiro, e é precisamente aí que está boa parte do que se veio ver. Aldeias com igrejas fortificadas onde a chave é guardada por um habitante, mosteiros que aceitam donativo, mercados de produtores, pensões familiares, guias de montanha e transporte local trabalham em espécie. Leve notas pequenas: nas aldeias, o troco para uma nota grande é um problema real. Uma reserva moderada, reposta na cidade antes de partir para o interior, resolve vários dias sem obrigar a procurar caixas em localidades que podem não ter nenhum.
Caixas, gorjeta e devolução de imposto
Os caixas automáticos são abundantes nas cidades e escasseiam nas aldeias e nas zonas de montanha, por isso levante antes de sair do asfalto principal. Prefira caixas de agências bancárias aos terminais independentes de zonas turísticas, que somam comissão própria, e recuse sempre a conversão proposta no ecrã. A gorjeta é modesta e bem recebida: cerca de dez por cento em restaurantes de serviço à mesa, arredondamento em táxis, nada em balcões. Guias de montanha e motoristas de excursão gratificam-se em dinheiro. Por fim, visitantes residentes fora da União Europeia podem ter direito a devolução do imposto sobre compras acima de um mínimo, com o documento pedido na loja e apresentado à saída da União.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Missões acreditadas para Romênia
Com passaporte ou bilhete de identidade português, não há formalidade: a livre circulação na União Europeia permite entrar, ficar, trabalhar e estudar sem visto. Com passaporte brasileiro entra-se sem visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 — e como a Roménia completou a adesão ao espaço Schengen, esse limite conta agora somado a todos os outros Estados Schengen, e não isoladamente como acontecia antes. É uma mudança prática relevante para quem combina a Roménia com uma viagem europeia mais longa: os dias passados em Espanha, Itália ou Alemanha descontam do mesmo saldo. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um Schengen de curta duração antes de partir.
Não. É membro da União Europeia e já faz parte do espaço Schengen, mas mantém a sua moeda, o leu, e o euro não é aceite no comércio corrente — é uma das confusões mais frequentes, e a mesma que existe na Polónia, na Suécia ou na Hungria. Trocar antecipadamente não vale a pena: pague com cartão, que é aceite em toda a parte nas cidades, e levante leus num caixa de agência bancária para o que precisar em espécie. Recuse a conversão para a sua moeda proposta pelos terminais e escolha pagar em leus, que é sempre mais barato.
Vale, desde que se vá com a expectativa certa. A ligação entre o edifício e a personagem literária é sobretudo comercial, construída muito depois do romance, e quem espera encontrar cenografia gótica sai desiludido. O que se encontra é uma fortaleza de encosta compacta e genuinamente interessante, de escadas estreitas, pátios interiores e uma exposição sobre a sua história real — e uma multidão considerável em época alta, o que torna a chegada à hora de abertura a diferença entre uma boa visita e uma fila. Junte-o ao palácio real do século XIX que fica a menos de uma hora dali, e que muitos visitantes acabam por considerar a visita mais bonita do país.
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