São Tomé e Príncipe

Bandeira: São Tomé e Príncipe

Código Telefônico

+239

Capital

São Tomé

População

220.000

Nome Nativo

São Tomé e Príncipe

Região

África

África Central

Fuso Horário

Greenwich Mean Time

UTC±00

São Tomé e Príncipe são duas ilhas vulcânicas no golfo da Guiné, a cerca de 300 quilómetros da costa do Gabão, e formam o segundo país mais pequeno de África depois das Seicheles — pouco mais de 220 mil habitantes repartidos por uma ilha maior, uma bem mais pequena e um punhado de ilhéus. Há um facto de partida que explica quase tudo o resto: as ilhas estavam desabitadas quando os portugueses lá chegaram, em 1470, e a sociedade santomense formou-se inteira a partir desse encontro, sem uma camada anterior por baixo. É por isso que a língua, a mesa e a música não são uma influência sobre outra coisa — são a coisa. O interior das duas ilhas é montanhoso e coberto de floresta, com o Pico de São Tomé a chegar aos 2 024 metros, e a costa alterna areia vulcânica escura com enseadas de água clara. Para entrar, a maioria das nacionalidades usa visto eletrónico ou visto à chegada; os portugueses têm isenção; e há um requisito sanitário que não tem exceções e convém tratar cedo.

Vistos e regras de entrada em São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe mantém duas vias de entrada para turismo, ambas de 15 dias e ambas prorrogáveis já no país: o visto eletrónico, pedido em linha no portal oficial do governo santomense antes de viajar, e o visto à chegada, emitido no aeroporto internacional de São Tomé. A via eletrónica é a mais tranquila das duas, porque resolve o assunto antes do embarque e evita a fila do balcão, que depende do volume do voo que aterrou consigo. Quem viaja com passaporte português tem uma condição própria e melhor: Portugal está entre as nacionalidades isentas, com 15 dias sem visto, tal como os cidadãos dos Estados da comunidade económica da África Ocidental. Se viaja com passaporte brasileiro, a via normal é o visto eletrónico pedido antes da partida — confirme a condição em vigor para a sua nacionalidade antes de comprar passagem, porque a lista varia por país e não é matéria a presumir. As prorrogações fazem-se junto do serviço de migração, na cidade de São Tomé, até ao limite de 90 dias de permanência total. E há um requisito que se aplica a todos, sem exceção de nacionalidade e independentemente do país de onde venha: o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, verificado à entrada, com a vacina administrada pelo menos dez dias antes da chegada. Confirme sempre as condições atuais aplicáveis ao seu documento antes de partir.

Tipos de visto comuns

Visto eletrónico (turismo, 15 dias)

15 dias por entrada, prorrogáveis até 90 dias no total

Para a maioria das nacionalidades, incluindo o leitor com passaporte brasileiro. Pede-se em linha, no portal oficial do governo santomense, antes de viajar, com digitalização do passaporte, fotografia, certificado de febre amarela, bilhete de regresso e comprovativo de alojamento. É a via recomendada, por resolver a entrada antes do embarque.

Visto à chegada (turismo, 15 dias)

15 dias por entrada, prorrogáveis até 90 dias no total

Emitido no balcão de imigração do aeroporto internacional de São Tomé, com os mesmos documentos de suporte e pagamento em dinheiro. Funciona, mas fica dependente da fila do voo e não é garantido a todas as nacionalidades — algumas têm de tratar do visto previamente numa representação santomense.

Isenção de visto (Portugal e CEDEAO)

15 dias sem visto

Para cidadãos portugueses e para os nacionais dos Estados da comunidade económica da África Ocidental, que entram sem qualquer pedido prévio. A isenção dispensa o visto, não o certificado de febre amarela, que continua a ser verificado à entrada como a toda a gente.

Trabalho, negócios e residência

Conforme a categoria e o contrato; renovável com registo local

Para emprego com entidade santomense, investimento, reagrupamento familiar ou fixação. Exige categoria própria, pedida numa representação no estrangeiro ou junto do serviço de migração, com contrato ou plano de negócio, certificado de febre amarela, registo criminal e comprovativo de meios. Os nacionais dos países de língua portuguesa têm processos preferenciais nesta via — é aqui, e não na prorrogação de uma entrada de turista, que a mobilidade da CPLP conta.

Informações importantes para viajar a São Tomé e Príncipe

Certificado internacional de vacinação contra a febre amarela OBRIGATÓRIO para todas as nacionalidades, sem exceção e independentemente do país de origem, verificado à entrada. A vacina tem de ser administrada pelo menos dez dias antes da chegada para ser válida — trate dela assim que decidir a viagem. Leve o certificado original, não uma cópia.

Entrada de turismo por visto eletrónico pedido em linha antes de viajar, ou visto à chegada no aeroporto internacional de São Tomé: 15 dias em ambos os casos, prorrogáveis junto do serviço de migração até 90 dias de permanência total.

Cidadãos portugueses entram sem visto por 15 dias, tal como os nacionais dos Estados da comunidade económica da África Ocidental. Com passaporte brasileiro, a via normal é o visto eletrónico — confirme a condição aplicável à sua nacionalidade antes de comprar passagem.

Visão geral da viagem

São Tomé e Príncipe é dos poucos destinos onde o viajante lusófono chega e não perde nada por não falar outra língua — o país é de língua portuguesa e isso muda a viagem inteira, do mercado ao táxi, da conversa com o guia à negociação de um preço. As duas ilhas dividem-se com clareza. São Tomé, a maior, tem a capital, o aeroporto internacional e uma diversidade que cabe num só dia de estrada: a cidade com o seu casario, o mercado municipal e a marginal; um circuito norte de lagoas de maré e praias; uma costa sul de areia escura e enseadas calmas; e um interior de floresta primária, cascatas e um lago de cratera a 1 400 metros, dentro do parque natural que cobre o coração vulcânico da ilha. Sobre a floresta ergue-se o Pico Cão Grande, uma agulha de rocha de 663 metros que é o marco geológico mais reconhecível do país. Príncipe, a norte, é outra escala: 142 quilómetros quadrados, oito mil pessoas, quase toda coberta de floresta e classificada como reserva da biosfera, com praias que aparecem regularmente em listas mundiais e um conjunto de aves que só existem ali. E há o fio que atravessa as duas ilhas: as roças, as antigas unidades de produção de cacau, hoje entre a ruína tomada pela floresta e a recuperação como alojamento — algumas ainda a produzir chocolate de origem única com o cacau que se cultiva à volta.

Descubra São Tomé e Príncipe

Os guias escritos noutras línguas listam a língua como o principal obstáculo prático de São Tomé e Príncipe: fora dos hotéis de gama alta pouca gente fala inglês, e recomenda-se levar aplicação de tradução. Para quem lê esta página, esse obstáculo simplesmente não existe — e é difícil exagerar a diferença que faz. O português é a língua oficial e a língua corrente, usada nos serviços, no comércio, na escola e na rua, e num destino sem circuito turístico montado isso deixa de ser conforto e passa a ser acesso: pergunta-se a direção a quem passa, combina-se o preço do táxi antes de entrar, percebe-se o que se está a comprar no mercado, fala-se com o guia sobre o que ele sabe em vez do que ele decorou em inglês. A par do português falam-se crioulos locais, de base portuguesa, entre santomenses — reconhecem-se palavras e perde-se a frase, exatamente como acontece noutros países lusófonos da região, e a troca para português faz-se com naturalidade assim que se percebe que se fala com alguém de fora. O sotaque leva um dia a afinar. Depois disso, viaja-se sem intermediários.

Formas de explorar este destino

Viajar na própria língua

Um país de língua portuguesa onde o obstáculo que os guias estrangeiros listam em primeiro lugar não se aplica ao leitor lusófono: fala-se com toda a gente, do mercado ao guia, sem intermediários nem aplicação de tradução.

Roças e cacau

As antigas unidades de produção de cacau nos seus três estados — recuperadas como alojamento, em ruína tomada pela floresta, ou ainda a trabalhar, com chocolate de origem única feito na ilha e prova na própria unidade.

Príncipe, reserva da biosfera

A ilha pequena, quase toda floresta, com oito mil habitantes, praias alcançadas de barco ou a pé e aves que não existem em mais lado nenhum. Voo curto em avião pequeno, lugares limitados e sem alternativa marítima.

Floresta, cratera e o pico

Floresta primária no interior das duas ilhas, cascatas com poço para nadar, a caminhada de seis a oito horas até ao lago de cratera a 1 400 metros e o neck vulcânico de 663 metros visto dos miradouros do sul.

Praias e desova de tartarugas

Areia vulcânica escura e enseadas de água clara na mesma costa, piscinas naturais de rocha com água calma, e a desova de tartarugas marinhas entre julho e setembro, acompanhada por projetos de conservação com protocolo próprio.

Destino sem circuito montado

Um dos países menos visitados de África, sem turismo de massa nem cadeias de resorts: vida de pesca, mercado, peixe grelhado e fruta, para quem prefere autenticidade a infraestrutura e viaja preparado para o que falta.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
Db

Dobra de São Tomé e Príncipe (STN)

Código da moeda: STN

Dicas práticas sobre dinheiro

Duas moedas em uso: a dobra e o euro

A moeda nacional é a dobra, ligada ao euro por uma paridade fixa, e essa ligação faz mais do que simplificar a conta de cabeça: torna o euro diretamente utilizável em boa parte do circuito que o viajante frequenta. Hotéis, restaurantes maiores, operadores e lojas voltadas a visitantes aceitam euros sem discussão, e o dólar americano também circula nesses mesmos sítios. A moeda local é necessária para o resto, que é onde se passa a maior parte do tempo — mercado, táxi, transporte partilhado, guia, barqueiro, pequeno comércio de bairro e qualquer coisa fora da capital. Traga euros em notas e converta uma parte à chegada, mantendo as duas moedas na carteira em simultâneo. Para o leitor brasileiro, o caminho prático é converter reais em euros antes de partir: o euro é a moeda forte que aqui funciona nas duas frentes, tanto para pagar diretamente como para trocar.

Provisione na cidade de São Tomé antes de sair dela

Esta é a regra que evita o único problema financeiro sério que o país costuma dar. A capital concentra praticamente toda a infraestrutura bancária das duas ilhas; assim que se sai dela, a densidade cai a pique, e em Príncipe é quase inexistente. Isso significa que a provisão de dinheiro não se faz à medida das necessidades, faz-se por antecipação: antes de seguir para o sul da ilha, para o interior ou para a outra ilha, leve o que estima gastar até voltar à cidade, com uma margem para o imprevisto. Leve notas pequenas de propósito, porque o troco é escasso e pagar uma corrida curta ou uma refeição de mercado com uma nota grande costuma travar a transação. Distribua o dinheiro por dois sítios diferentes na bagagem, hábito sensato quando repor não é uma questão de atravessar a rua.

O cartão não é um plano, é uma exceção

Conte com uma viagem paga a dinheiro do princípio ao fim. Os cartões internacionais são aceites em hotelaria de gama alta e em alguns restaurantes maiores, e é aí que a lista acaba: pequenos alojamentos, guesthouses, restaurantes locais, guias, transportes, entradas e mercados funcionam exclusivamente em espécie. Os pagamentos por telemóvel, do tipo que já se usa por hábito noutros destinos, não têm suporte prático nas ilhas — não é uma questão de cobertura irregular, é de não existirem. Traga um cartão para as situações em que ele funciona e para o levantamento, avise o banco da viagem para evitar um bloqueio preventivo, e leve um segundo cartão guardado à parte. E quando um terminal propuser cobrar na sua moeda em vez da local, recuse: pagar em moeda local é sempre a opção mais favorável.

Gorjeta e o fecho de contas antes de partir

A gorjeta é apreciada sem ser obrigatória: arredondar em cafés e táxis, cerca de dez por cento em restaurante com serviço à mesa quando não há taxa de serviço na conta, e uma gratificação em dinheiro para guias, condutores, barqueiros e pessoal de alojamento, para quem ela pesa de forma real no rendimento. Guarde notas pequenas reservadas para isto. E há uma arrumação de fim de viagem que convém antecipar em vez de descobrir no aeroporto: a dobra é moeda restrita e não se converte com facilidade fora das ilhas, pelo que não vale a pena levá-la para casa. A gestão certa dos últimos dias é gastar a moeda local e guardar os euros, que continuam a servir no circuito turístico até ao embarque — e, ao contrário da dobra, continuam a valer alguma coisa depois dele.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Depende do passaporte, e vale separar as duas situações. Com passaporte português não precisa: Portugal está entre as nacionalidades isentas e entra-se sem visto por 15 dias, tal como os cidadãos dos Estados da comunidade económica da África Ocidental. Com passaporte brasileiro, a via normal é o visto eletrónico, pedido em linha no portal oficial do governo santomense antes de viajar, com digitalização do passaporte, fotografia, certificado de febre amarela, bilhete de regresso e comprovativo de alojamento. Existe também visto à chegada no aeroporto internacional de São Tomé, com os mesmos documentos e pagamento em dinheiro, mas depende da fila do voo e não está garantido a todas as nacionalidades. Ambas as vias dão 15 dias, prorrogáveis junto do serviço de migração até 90 dias de permanência total. Confirme a condição em vigor para a sua nacionalidade antes de comprar passagem.

É, para todas as nacionalidades e independentemente do país de onde venha, e é verificada no controlo de fronteira — não é uma recomendação sanitária que se possa ponderar, é um requisito de entrada. O certificado internacional tem de mostrar a vacina administrada pelo menos dez dias antes da chegada, porque é esse o tempo que a imunidade leva a instalar-se, e sem ele a entrada é recusada. Isto significa que não se resolve na semana da partida nem no aeroporto: marque a consulta num centro de vacinação internacional assim que a viagem estiver decidida. Leve o certificado original junto ao passaporte, e não uma fotocópia, e guarde também uma fotografia dele no telemóvel. Aproveite a mesma consulta para tratar da profilaxia de malária, que é endémica nas ilhas.

Chega, e é a grande vantagem deste destino para si. O português é a língua oficial e a língua corrente do país, usada nos serviços, no comércio, nos transportes e na rua — num destino sem circuito turístico montado, isso deixa de ser conforto e passa a ser acesso real: combina o táxi antes de entrar, pergunta a direção a quem passa, percebe o que compra no mercado e fala com o guia sobre o que ele sabe. Entre santomenses falam-se também crioulos locais, de base portuguesa: reconhecem-se palavras e perde-se a frase, e a troca para português acontece com naturalidade assim que se percebe que se fala com alguém de fora. Repare no contraste: os guias escritos em inglês listam a língua como o principal obstáculo prático do país, porque fora dos hotéis de gama alta pouca gente fala inglês. Para o leitor lusófono, esse obstáculo desaparece por inteiro.

As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.