Suécia
Código Telefônico
+46
Capital
Estocolmo
População
10 milhões
Nome Nativo
Sverige
Região
Europa
Europa do Norte
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
A Suécia é o maior dos países nórdicos e estende-se do sul agrícola, à vista da Dinamarca, até à Lapónia bem acima do Círculo Polar Ártico. Convém acertar dois pontos antes de partir, porque geram confusão frequente: a Suécia é membro da União Europeia e do espaço Schengen, mas não adotou o euro — usa a coroa sueca —, o que é exatamente o inverso do caso norueguês. Estocolmo, construída sobre catorze ilhas, ancora a maioria das viagens, com a cidade velha medieval e um arquipélago de dezenas de milhares de ilhas à porta. Mais a norte, a Lapónia oferece auroras boreais no inverno e sol da meia-noite no verão. E por cima de tudo há um princípio que define a experiência do país: o direito de acesso livre à natureza, que permite caminhar, nadar e acampar em terreno não cultivado com regras simples de respeito.
Vistos e regras de entrada na Suécia
A Suécia é membro da União Europeia e do espaço Schengen, pelo que se aplicam as regras comuns europeias de entrada. Cidadãos portugueses e dos restantes Estados da União, do EEE e da Suíça entram com bilhete de identidade ou passaporte válido, ao abrigo da livre circulação, e podem residir, trabalhar e estudar sem visto nem autorização — não há qualquer formalidade a tratar antes de viajar. Cidadãos brasileiros entram sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, contados em todo o espaço Schengen e não apenas na Suécia; a entrada de turista não permite exercer atividade laboral. O passaporte deve ser válido por pelo menos três meses para além da data prevista de saída do espaço Schengen. Nas fronteiras externas funciona já o registo automatizado de entradas e saídas, com recolha de dados biométricos na primeira passagem, e está prevista uma autorização prévia em linha para as nacionalidades isentas de visto — confirme no portal oficial europeu se já lhe é exigida à data em que viaja. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um visto Schengen de curta duração na representação sueca competente, ou noutra missão Schengen que represente a Suécia, com seguro de viagem no mínimo exigido, alojamento, meios e viagem de regresso. Para estadias superiores a 90 dias — trabalho, estudo, investigação ou reagrupamento familiar — aplica-se o regime de autorização de residência, pedido antes da partida.
Tipos de visto comuns
Livre circulação (UE, EEE e Suíça)
Para portugueses e restantes cidadãos da União Europeia, do EEE e da Suíça — turismo, trabalho, estudo ou residência, sem visto e sem autorização de trabalho. Basta bilhete de identidade ou passaporte válido; quem passa a residir de forma prolongada trata do registo e do número de identificação pessoal já no país.
Entrada sem visto (Schengen, 90/180)
Para cidadãos brasileiros e das restantes nacionalidades isentas, a turismo, negócios, conferências e visita a familiares. Sem pedido prévio, mas com o limite contado em todo o espaço Schengen e sem direito a trabalhar.
Visto Schengen de curta duração
Para as nacionalidades sujeitas a visto, incluindo vários passaportes africanos de língua portuguesa. Pede-se na representação sueca competente para a área de residência, com formulário, fotografias, seguro de viagem, reservas, prova de meios e recolha de dados biométricos.
Autorização de residência
Para estadias superiores a 90 dias: trabalho com oferta de empregador sueco, estudo em instituição sueca, investigação ou reagrupamento familiar. Pedido antes da partida, com documentação específica por categoria e prazos de decisão que se contam em meses.
Informações importantes para viajar à Suécia
A Suécia funciona bem tanto para uma escapada de cidade como para uma viagem longa pelo interior, e a diferença entre as duas está sobretudo na latitude escolhida. Estocolmo ancora a maioria das visitas: construída sobre catorze ilhas ligadas por pontes, junta as ruelas medievais da cidade velha, um museu inteiro dedicado a um navio de guerra do século XVII recuperado do fundo do porto, e um arquipélago de dezenas de milhares de ilhas onde se passa um dia inteiro de barco sem esforço. Gotemburgo, a segunda cidade, acrescenta canais e o acesso à costa oeste de ilhotas de granito, e a Escânia, no extremo sul, põe castelos e a ponte para Copenhaga ao alcance de um dia. O centro do país guarda o coração cultural sueco, com as suas casas vermelhas de madeira, os cavalos pintados da Dalecárlia e a antiga mina de cobre classificada pela UNESCO. O norte é o que define a viagem para muita gente: a Lapónia sueca dá auroras boreais entre o outono e o início da primavera, sol da meia-noite no verão, hotéis de gelo reconstruídos cada inverno e experiências conduzidas pelas comunidades sámi, com renas e trenós puxados por cães. Por cima de tudo isso está o direito de acesso livre à natureza, que dá ao visitante uma liberdade de caminhar, nadar e acampar difícil de encontrar noutro lado da Europa.
Descubra Suécia
Estocolmo é uma cidade de água, e percebê-la assim muda a visita: catorze ilhas ligadas por pontes, com barcos públicos a funcionar como transporte normal e não como passeio turístico. A cidade velha concentra as ruelas medievais, o palácio real e as fachadas coloridas da praça central; ao lado, os museus da ilha de Djurgården ocupam facilmente um dia inteiro, com destaque para o navio de guerra do século XVII recuperado quase intacto do fundo do porto — a visita que praticamente todos os visitantes referem depois. Mas o passo que separa uma boa viagem de uma excelente é sair para o arquipélago: dezenas de milhares de ilhas a leste da cidade, alcançáveis em barco de linha, onde se almoça, se nada no verão e se apanha o barco de volta ao fim da tarde.
Formas de explorar este destino
A cidade velha medieval, o museu do navio do século XVII, os museus da ilha de Djurgården e um dia inteiro de barco entre as dezenas de milhares de ilhas do arquipélago, alcançáveis em transporte de linha.
Auroras entre o outono e o início da primavera, sol da meia-noite no verão, trenós puxados por cães, hotéis de gelo reconstruídos cada ano e experiências conduzidas por comunidades sámi.
Caminhada, canoagem, banho em lago e acampamento em terreno não cultivado ao abrigo do direito de acesso livre — o traço que torna a Suécia um dos países mais fáceis da Europa para viajar em contacto com a natureza.
Gotemburgo com os seus canais e a porta de entrada para a costa de ilhotas de granito, mais Malmö e a Escânia no extremo sul, com castelos e a ligação direta a Copenhaga pela ponte do Öresund.
A antiga mina de cobre classificada pela UNESCO, as casas vermelhas de madeira e os cavalos pintados da Dalecárlia, os palácios reais dos arredores de Estocolmo e a rota de canal entre as duas costas.
A pausa para café que estrutura o dia sueco, os mercados cobertos das grandes cidades, a cozinha nórdica contemporânea e o design como prática quotidiana e não como artigo de luxo.
Dinheiro e moeda
Coroa sueca (SEK)
Código da moeda: SEK
Dicas práticas sobre dinheiro
Coroa sueca — a União Europeia não trouxe o euro
A Suécia é membro da União Europeia mas nunca adotou o euro: a moeda é a coroa sueca, e notas de euro não servem para pagar no país. É uma distinção que confunde muito viajante, sobretudo em contraste com a vizinha Noruega, que está fora da União mas igualmente fora da zona euro. Para o visitante, a consequência prática é simples e favorável: não vale a pena trocar dinheiro antes de partir nem procurar casas de câmbio no destino, porque a melhor conversão obtém-se pagando com cartão e deixando o câmbio ao emissor. Os balcões de câmbio de aeroporto são, como em toda a parte, a pior opção disponível.
Um dos países que menos usa dinheiro no mundo
A Suécia levou o pagamento eletrónico mais longe do que quase qualquer outro país: cartões e pagamento por aproximação funcionam em transportes, museus, cafés, mercados e quiosques, e há estabelecimentos, incluindo museus e autocarros, que deixaram simplesmente de aceitar numerário — não é uma preferência, é uma política afixada à entrada. O cartão é, por isso, o método principal e não a alternativa. Avise o banco antes de viajar para evitar bloqueio preventivo, leve um segundo cartão guardado à parte e recuse sempre a proposta do terminal de cobrar na sua moeda: a conversão dinâmica aplica taxa pior do que a do seu banco. Escolha pagar em coroas.
Caixas automáticos: poucos e raramente necessários
Com tão pouca procura de numerário, os caixas automáticos rarearam e concentram-se em centros urbanos, estações e aeroportos; em zonas rurais e no norte podem faltar por completo. Para a esmagadora maioria dos roteiros isso não constitui problema, porque também há muito pouco onde gastar dinheiro vivo. Se preferir ter alguma quantia por precaução, levante-a à chegada, num caixa de agência bancária, sempre em coroas e recusando a conversão proposta pelo ecrã. Evite os terminais independentes instalados em zonas turísticas, que acrescentam comissão própria. Em mercados de rua e pequenos produtores, o pagamento por telemóvel é hoje mais comum do que as notas.
Gorjeta, imposto e o regime das bebidas
A gorjeta é discreta e opcional: o serviço está incluído na conta e os salários do setor não dependem dela, pelo que arredondar ou deixar uma pequena percentagem por serviço notável é adequado — e não deixar nada não causa estranheza. Duas outras rubricas merecem preparação. A devolução de imposto sobre compras existe para visitantes residentes fora da União Europeia, acima de um mínimo por fatura e mediante documento pedido na própria loja, apresentado depois no ponto de saída; quem viaja com passaporte português, sendo residente na União, não beneficia deste regime. E a venda a retalho de bebidas com graduação acima de um limite baixo está reservada a uma rede estatal própria, com horários curtos e encerramento ao domingo — planeie a compra, sobretudo antes de um fim de semana fora das cidades.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Com passaporte ou bilhete de identidade português, não há qualquer formalidade: a livre circulação na União Europeia permite entrar, ficar, trabalhar e estudar sem visto e sem autorização. Com passaporte brasileiro entra-se sem visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 — e vale sublinhar que esse limite se conta em todo o espaço Schengen, e não apenas na Suécia, o que apanha desprevenido quem faz uma viagem europeia com várias paragens. A entrada de turista não dá direito a trabalhar. As nacionalidades sujeitas a visto pedem um visto Schengen de curta duração na representação sueca competente antes de partir.
Não, e esta é a distinção que mais confunde: a Suécia é membro da União Europeia, ao contrário da Noruega, mas nunca adotou o euro — a moeda é a coroa sueca. Trazer euros em notas não resolve o pagamento no país. A boa notícia é que quase não precisa de dinheiro: a Suécia é uma das sociedades que menos usa numerário no mundo, e há estabelecimentos, museus e transportes que simplesmente não aceitam notas. Leve cartão como método principal, avise o banco da viagem e recuse a conversão para a sua moeda quando o terminal a propuser, escolhendo pagar em coroas.
Junho e setembro dão o melhor equilíbrio para uma primeira viagem: luz abundante, tempo razoável, arquipélagos e trilhos acessíveis e menos gente do que no pico do verão. Julho é o mês das férias suecas, com o país inteiro em movimento, casas de veraneio cheias e preços mais altos. O inverno é uma viagem diferente e não uma versão pior: é a única época das auroras boreais, da neve e dos trenós, com pouca luz no sul e nenhuma no extremo norte. Se a viagem incluir a semana do solstício de verão, reserve com muita antecedência e conte com serviços fechados, porque é a maior festa do calendário e esvazia as cidades.
A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.