Suíça
Código Telefônico
+41
Capital
Berna
População
8,7 milhões
Nome Nativo
Schweiz
Região
Europa
Europa Ocidental
Fuso Horário
Central European Time
UTC+01:00
Nesta página
A Suíça é uma confederação sem litoral de 26 cantões no coração dos Alpes, com quatro línguas nacionais (alemão, francês, italiano e romanche) e Berna como capital federal. Não é membro da União Europeia, mas participa plenamente do Espaço Schengen, e concentra em Genebra uma série de organizações internacionais — a ONU, a OMS, a OMC e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha entre elas. A maioria das nacionalidades isentas de visto Schengen pode visitar por até 90 dias dentro de qualquer período de 180; estadias mais longas para trabalho, estudo ou reunificação familiar seguem uma via nacional separada, pelas autoridades de migração cantonais. Portugueses, como cidadãos da UE, têm liberdade de circulação; brasileiros entram sem visto pela mesma regra de 90/180 dias.
Vistos e regras de entrada na Suíça
A Suíça aplica as regras do Espaço Schengen, ainda que não seja membro da União Europeia. Cidadãos do Brasil entram sem visto, a turismo ou negócios, por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias — mesma regra de cerca de 60 nacionalidades isentas (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão, entre outras). Cidadãos de Portugal e dos demais países da UE, do EEE e da própria EFTA têm liberdade de circulação e podem residir e trabalhar mediante registro. Os dias Schengen são cumulativos em toda a área do espaço (máximo 90 por período de 180), e o passaporte deve ter validade de pelo menos três meses além da saída. Para os demais passaportes lusófonos — Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste — costuma ser exigido um visto Schengen de curta duração (tipo C), solicitado num consulado suíço ou centro de vistos autorizado, com seguro-viagem cuja cobertura mínima em francos suíços deve ser confirmada no portal oficial. Para estadias acima de 90 dias (trabalho, estudo, reunificação familiar), exige-se um visto nacional (tipo D), que funciona como visto de entrada e autorização de residência. Para os isentos de visto, verifique se passará a ser exigida a autorização prévia ETIAS (semelhante ao ESTA norte-americano) no portal oficial. Confirme sempre as regras atuais antes de viajar.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto no Espaço Schengen
Para turismo e negócios de cidadãos do Brasil e de cerca de 60 países isentos. Sem solicitação prévia: o carimbo de entrada é feito na fronteira Schengen. Passaporte válido por pelo menos 3 meses além da saída.
Visto Schengen de curta duração (tipo C)
Para nacionalidades que precisam de visto, entre elas vários países africanos lusófonos. Cobre turismo, negócios, conferências, visitas a familiares e tratamento médico curto. Solicita-se num consulado suíço ou centro de vistos autorizado, com seguro-viagem cuja cobertura mínima deve ser confirmada no portal oficial.
Liberdade de circulação UE/EFTA
Para cidadãos de Portugal, da União Europeia, do EEE e da EFTA, que entram apenas com cartão de cidadão ou passaporte e podem residir e trabalhar na Suíça mediante registro junto às autoridades cantonais.
Visto nacional (tipo D)
Para estadias acima de 90 dias: contrato de trabalho, curso universitário, pesquisa, reunificação familiar ou tratamento médico prolongado. Funciona como visto de entrada e autorização de residência, em geral com aprovação prévia das autoridades cantonais.
Informações importantes para viajar à Suíça
Os Alpes dominam a metade sul da Suíça: a pirâmide do Matterhorn acima de Zermatt, os picos da região da Jungfrau alcançados pela estação de trem mais alta da Europa, o glaciar de Aletsch (Patrimônio Mundial) e estações de esqui — Verbier, St. Moritz, Zermatt — que ajudaram a inventar o turismo de inverno alpino. As cidades têm cada uma seu próprio caráter, não um perfil nacional único: Zurique funciona como uma capital financeira limpa e eficiente, com uma vida noturna mais animada do que sua reputação sugere; Genebra fica onde o Ródano deixa o lago Léman, emoldurada pelo Mont Blanc e construída em torno da diplomacia internacional e da relojoaria; Lucerna combina uma ponte coberta medieval com o monte Pilatus ao fundo; a cidade velha de Berna, Patrimônio Mundial, funciona sobre arcadas de arenito e a torre-relógio Zytglogge. O sistema ferroviário é um destino em si — o Glacier Express, o Bernina Express e o GoldenPass transformam o trajeto entre cidades em parte da viagem. As quatro línguas nacionais — alemão, francês, italiano e romanche — dão a cada região um caráter genuinamente diferente, e o custo de viajar aqui é alto mesmo para os padrões da Europa Ocidental, uma contrapartida que a maioria dos visitantes aceita em troca da consistência do transporte, da comida e da paisagem.
Descubra Suíça
Zermatt proíbe totalmente carros a combustão — os visitantes estacionam em Täsch e completam os últimos quilômetros de táxi elétrico ou trem, uma política que mantém a vila genuinamente tranquila sob a sombra do Matterhorn. O trem do Jungfraujoch sobe a 3 454 metros por túneis escavados diretamente no Eiger e no Mönch, uma obra de engenharia do início do século XX que continua sendo a estação de trem mais alta da Europa; o trajeto é espetacular, mas a altitude e as multidões recompensam quem sai cedo. Entre as duas regiões, o glaciar de Aletsch se estende por mais de 20 km, o maior fluxo de gelo dos Alpes, visível de trilhas sinalizadas acima de Fiescheralp ou em caminhadas de vários dias ao longo de sua morena. As duas regiões seguem um ritmo diferente conforme a estação — teleféricos e caminhadas sobre o glaciar no inverno, campos floridos e trilhas de via ferrata assim que a neve derrete.
Formas de explorar este destino
O Matterhorn em Zermatt, o Jungfraujoch (a estação de trem mais alta da Europa), o glaciar de Aletsch (Patrimônio Mundial) e o esqui de St. Moritz, Verbier e Zermatt — mais de 65 000 km de trilhas no verão.
O Glacier Express (Zermatt–St. Moritz), o Bernina Express (até a Itália, Patrimônio Mundial) e o GoldenPass (Lucerna–Montreux) — e o Swiss Travel Pass para tudo de uma vez.
Zurique e a Bahnhofstrasse, Genebra e o lago Léman, a ponte coberta de Lucerna, a cidade velha de Berna (Patrimônio Mundial), a Art Basel e a Lugano italiana.
O fondue e a raclette, os queijos Gruyère e Emmental e a peregrinação do chocolate (Cailler, Lindt, Sprüngli) — a cultura láctea alpina dos chocalhos e das pastagens.
Mais de 1 500 lagos, os terraços de Lavaux, os barcos a vapor do lago de Lucerna, as cataratas do Reno e o Parque Nacional Suíço, o mais antigo dos Alpes.
A herança relojoeira de Genebra e do Vale de Joux, as cidades-relógio de La Chaux-de-Fonds e Le Locle (Patrimônio Mundial) e os museus Patek Philippe e da Relojoaria.
Dinheiro e moeda
Franco suíço (CHF)
Código da moeda: CHF
Dicas práticas sobre dinheiro
A Suíça não usa o euro — leve francos suíços
A Suíça usa o franco suíço (CHF), não o euro. Esta é a nota prática mais importante, inclusive para quem vem de Portugal e da zona do euro: aqui é preciso trocar ou pagar com cartão. Muitos comércios das áreas turísticas (Genebra, Zurique, Lucerna, Basileia) até aceitam euros, mas a câmbio desfavorável e devolvendo o troco em francos — então pague sempre em francos ou com cartão. Para quem vem do Brasil, raramente vale comprar francos antes de viajar; o melhor é chegar com pouco dinheiro vivo e sacar francos num caixa eletrônico na chegada. Confira a cotação atual no Wise ou na XE — o franco costuma andar perto da paridade com o euro, mas oscila.
Caixas eletrônicos por toda parte, em geral sem taxa local
Os caixas eletrônicos (Bancomat, em alemão; distributeur, em francês) estão em aeroportos, estações, centros das cidades e supermercados, e a maioria aceita Visa, Mastercard e Maestro. Os caixas dos grandes bancos suíços (UBS, PostFinance, Raiffeisen, bancos cantonais) costumam não cobrar taxa local ao titular estrangeiro — as tarifas vêm do seu próprio banco. Cartões multimoeda como Wise e Revolut reduzem bastante esse custo e dão câmbio próximo ao do mercado. Recuse a «conversão para a sua moeda» (DCC) na tela e saque em francos.
Cartão, aproximação e Apple Pay são onipresentes
A Suíça tem aceitação de cartão ainda maior que a de seus vizinhos. Visa e Mastercard funcionam em hotéis, restaurantes, supermercados e na maioria das lojas; o pagamento por aproximação (contactless) e o Apple Pay e o Google Pay são amplamente aceitos, com o mesmo cartão que você usa no celular em casa. O Twint, aplicativo de pagamento dominante entre os suíços, só está disponível para quem tem conta bancária na Suíça — então o visitante usa Apple Pay ou Google Pay ligados ao seu cartão. O American Express é aceito em estabelecimentos de categoria, mas menos comum no resto.
Orçamento para um dos países mais caros do mundo
A Suíça está sempre entre os países mais caros da Europa — planeje um orçamento alto. Uma refeição em restaurante de categoria média em Zurique ou Genebra custa facilmente algumas dezenas de francos por pessoa, e a hospedagem em centro de cidade começa em valores altos. Quem viaja com orçamento mais apertado economiza muito comendo nos supermercados Migros e Coop (que têm cantinas e pratos prontos a bom preço) e usando o Swiss Travel Pass para o transporte. As regiões de montanha (Valais, Grisões) podem superar os preços das cidades na alta temporada de esqui.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Embaixadas em Suíça
Estas embaixadas e consulados estão sediados no país. Selecione uma missão para ver detalhes e informações de contato.
Todos os países por continente
Institutos culturais — Suíça
Cursos de idioma, exames, bibliotecas e programas culturais com presença local.
Não — como cidadãos da UE, os portugueses têm liberdade de circulação na Suíça e podem entrar apenas com o cartão de cidadão ou passaporte, sem limite de permanência turística, além de poder residir e trabalhar mediante registro junto às autoridades cantonais.
Não para turismo ou negócios de curta duração — brasileiros entram sem visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180, a mesma regra aplicada a cerca de 60 nacionalidades isentas do Espaço Schengen. Verifique no portal oficial se a autorização prévia ETIAS já passou a ser exigida para a sua nacionalidade.
A Suíça não é membro da UE, mas participa plenamente do Espaço Schengen — por isso um visto Schengen ou a entrada sem visto cobre a Suíça da mesma forma que cobre França, Alemanha ou Itália. Estadias longas — trabalho, estudo, reunificação familiar — seguem uma via nacional separada, pelas autoridades de migração cantonais, e não pelas regras Schengen.
A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.