Tanzânia
Código Telefônico
+255
Capital
Dodoma (oficial), Dar es Salaam (maior cidade)
População
65 milhões
Nome Nativo
Tanzania
Região
África
África Oriental
Fuso Horário
East Africa Time
UTC+03:00
Nesta página
A Tanzânia é onde acontece o espetáculo de vida selvagem mais completo da África, reunindo o Serengeti e a Grande Migração, a Cratera de Ngorongoro, o Monte Kilimanjaro — o pico mais alto do continente — e Zanzibar, a Ilha das Especiarias, num só país. A maioria dos visitantes, incluindo portugueses e brasileiros, precisa de visto: o sistema de e-visto é a via recomendada, solicitado on-line antes da viagem, mas o visto na chegada também está disponível nos principais aeroportos.
Tanzânia: sistema de visto e entrada
A Tanzânia exige visto da maioria dos visitantes internacionais. O modelo geral é o e-visto de turista, de entrada única e válido por até três meses, solicitado on-line no portal oficial de imigração antes da viagem — após a aprovação, você recebe uma notificação de concessão por e-mail para apresentar na chegada. Uma categoria separada de entrada múltipla, com validade de um ano, é obrigatória especificamente para passaportes dos Estados Unidos, e não o modelo padrão para as demais nacionalidades, incluindo Portugal e o Brasil. O visto na chegada também está disponível nos aeroportos de Julius Nyerere (Dar es Salaam), Kilimanjaro e Zanzibar, para entrada única, embora o e-visto seja recomendado para um processamento mais tranquilo. Não é mais possível obter visto pela Alta Comissão da Tanzânia em Londres. Portugueses e brasileiros devem confirmar a categoria de visto e o valor vigente no portal oficial antes de viajar, já que a fonte não especifica essas nacionalidades nominalmente. O passaporte deve ter validade mínima de seis meses com uma página em branco, e apenas passaportes com marcador de sexo M ou F são aceitos. Passagem de continuação ou volta e comprovação de fundos são exigidas. Certificado de febre amarela é obrigatório para quem chega de país endêmico. Trabalho voluntário é proibido com visto de turista — voluntários precisam de uma Autorização de Residência Classe C, providenciada junto ao Gabinete do Primeiro-Ministro. Zanzibar exige seguro de viagem obrigatório da Zanzibar Insurance Corporation (ZIC) para estadias de até 92 dias — outras apólices não são aceitas para esse requisito específico. Quantias elevadas em dinheiro devem ser declaradas na entrada, e não residentes não podem importar nem exportar xelins tanzanianos.
Tipos de visto comuns
E-Visto (turismo/negócios)
Para turismo, safári, escalada do Kilimanjaro, Zanzibar, visitas culturais e negócios. Solicitado on-line no portal oficial de imigração. Você recebe uma notificação de concessão por e-mail para apresentar na imigração junto ao passaporte e à documentação de apoio. Certificado de febre amarela exigido de quem vem de área endêmica. Uma categoria separada de entrada múltipla e um ano de validade é obrigatória especificamente para passaportes dos Estados Unidos.
Visto na chegada
Para viajantes que não obtiveram o e-visto com antecedência. Disponível nos aeroportos de Julius Nyerere (Dar es Salaam), Kilimanjaro e Zanzibar. Apenas entrada única — entrada múltipla não está disponível na chegada. Leve passaporte, passagem de volta, comprovação de hospedagem e a taxa do visto. As filas podem ser longas; o e-visto é recomendado.
Autorização de Residência Classe C (trabalho/voluntariado)
Para emprego, trabalho voluntário, posições em ONGs e atribuições de longo prazo. Trabalho voluntário é proibido com visto de turista. Providenciada junto ao Gabinete do Primeiro-Ministro da Tanzânia. Exige contrato de trabalho ou carta de colocação, qualificações, antecedentes criminais e exame médico.
Informações essenciais para viajar à Tanzânia
A Tanzânia entrega a experiência de safári mais completa da África, do Serengeti e da Grande Migração à Cratera de Ngorongoro, passando pelo Monte Kilimanjaro e culminando em Zanzibar — geralmente mais cara do que o Quênia para o mesmo tipo de safári, mas com uma sensação de território mais selvagem e menos concorrido.
Descubra Tanzânia
A Grande Migração não para para se encaixar num roteiro fixo, então planejar uma viagem ao Serengeti significa alinhar-se com onde as manadas realmente estão naquele mês, não seguir uma resposta genérica de «melhor época». A temporada de nascimentos, no sul do Serengeti e na região de Ndutu (janeiro a março), traz a maior atividade de predadores, com centenas de milhares de filhotes de gnu nascendo em poucas semanas enquanto leões, guepardos e hienas se aproveitam dos recém-nascidos. Por volta de junho, as manadas seguem para o norte e o oeste, e as travessias de rio nos rios Mara e Grumeti, entre junho e setembro — onde crocodilos esperam nas margens rasas —, são o capítulo mais dramático e mais fotografado da migração. Reservar com bastante antecedência importa mais aqui do que em quase qualquer outro safári africano: os acampamentos no caminho atual da migração lotam com um ano ou mais de antecedência nas semanas de pico.
Formas de explorar este destino
Serengeti (Grande Migração, Cinco Grandes, savanas vastas), Cratera de Ngorongoro (caldeira vulcânica que concentra os Cinco Grandes), Tarangire (florestas de baobás, manadas de elefantes), Ruaha (o maior parque do país, remoto, excelente para predadores) e Nyerere/Selous (safári de barco pelo rio Rufiji) — a Tanzânia é onde o safári parece mais bruto e selvagem.
O pico mais alto da África (5.895 m) e a montanha independente mais alta do mundo. Escalada não técnica pelas rotas Marangu, Machame, Lemosho ou Rongai ao longo de cinco a nove dias — a altitude é o desafio, não a técnica de escalada. Guias e carregadores licenciados são obrigatórios.
Stone Town (UNESCO, portas entalhadas, mercados de especiarias), praias da costa leste (Nungwi, Kendwa, Paje para kitesurfe), passeios por plantações de especiarias, observação de golfinhos, a Floresta de Jozani (colobos-vermelhos) e séculos de história comercial suaíli, omanense, portuguesa e britânica sobrepostos numa só ilha.
Encontros culturais com os massai e os hadzabe — um dos últimos povos caçadores-coletores do planeta —, a cultura costeira suaíli em Zanzibar e Bagamoyo, a arte tingatinga, a tradição de talha makonde e a cena musical de Dar es Salaam. A diversidade cultural da Tanzânia abrange mais de 120 grupos étnicos.
As praias de areia branca de Zanzibar (Nungwi, Kendwa, Paje), a Ilha de Mafia (nado com tubarões-baleia entre junho e outubro, mergulho pouco concorrido), a Ilha de Pemba (recifes de coral intocados) e o litoral continental perto de Pangani e Saadani, o único parque nacional onde a praia encontra o mato.
Os parques nacionais de Ruaha e Katavi (remotos, pouco visitados, natureza bruta), o rastreamento de chimpanzés em Gombe e Mahale, à beira do Lago Tanganica, as Montanhas Usambara (trilhas, estações de altitude da era colonial) e os sítios de arte rupestre de Kondoa (UNESCO, mais de 1.500 pinturas antigas) — para quem quer a África sem as multidões.
Dinheiro e moeda
Xelim tanzaniano (TZS)
Código da moeda: TZS
Dicas práticas sobre dinheiro
O dólar é a moeda do safári — leve notas limpas e recentes
A Tanzânia opera uma realidade de duas moedas: o xelim tanzaniano (TZS) para o dia a dia e o dólar americano para a economia do safári. Taxas de parques nacionais, lodges de safári, licenças do Kilimanjaro e muitos serviços turísticos são cotados e pagos em dólares. Leve notas limpas e de emissão recente — séries mais antigas e notas danificadas costumam ser recusadas tanto em bancos quanto em portões de parque. Leve uma combinação de valores: notas maiores rendem taxas de câmbio melhores, e notas menores são úteis para gorjetas e pequenos pagamentos.
Cartão funciona em lodges — dinheiro domina o resto
Visa e Mastercard são aceitos em lodges de safári de padrão alto, hotéis internacionais e alguns restaurantes em Dar es Salaam e Arusha. Pagamento por aproximação funciona num número muito limitado de terminais modernos em Dar es Salaam — não conte com essa opção. Fora da bolha turística — restaurantes locais, mercados, transporte público, pousadas menores, postos de combustível e boa parte da Stone Town em Zanzibar — dinheiro é a única opção. Carregue sempre xelins e dólares suficientes para o dia.
Caixas eletrônicos nas cidades — inexistentes nas áreas de safári
Caixas eletrônicos dos principais bancos tanzanianos estão presentes em Dar es Salaam, Arusha, Moshi, Mwanza, na Cidade de Zanzibar e em outros centros urbanos, a maioria aceitando Visa e Mastercard. Os limites de saque variam por banco. Em áreas de safári, parques nacionais, no Kilimanjaro e em regiões rurais não há caixas eletrônicos — saque ou troque dinheiro antes de seguir viagem. Sempre recuse a conversão automática de moeda e saque em xelins.
O M-Pesa (Vodacom) também funciona na Tanzânia
Como no vizinho Quênia, a Tanzânia tem um ecossistema de dinheiro móvel bastante desenvolvido. O M-Pesa (via Vodacom Tanzânia) e o Tigo Pesa são amplamente usados. Visitantes estrangeiros podem configurar o M-Pesa com um chip Vodacom, mediante passaporte. É útil para pagar pequenos vendedores, restaurantes locais e alguns serviços de transporte. No entanto, operadoras de safári e parques nacionais geralmente não aceitam dinheiro móvel — exigem dólares em espécie ou cartão. O M-Pesa é mais uma conveniência para o dia a dia do que uma solução de pagamento para safári.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Sim — a maioria dos visitantes precisa de visto, com o e-visto como via recomendada, solicitado on-line antes da viagem; confirme a categoria e o valor exatos no portal oficial.
A mesma exigência se aplica: visto obrigatório, preferencialmente pelo sistema de e-visto, com a categoria e o valor a confirmar oficialmente antes de viajar.
O e-visto geral é de entrada única e válido por até três meses, solicitado inteiramente on-line antes da viagem (uma versão de entrada múltipla e um ano existe, mas é obrigatória apenas para passaportes dos Estados Unidos). O visto na chegada, disponível em Dar es Salaam, Kilimanjaro e Zanzibar, também é de entrada única e pode envolver filas longas — o e-visto é a via recomendada para um processamento mais tranquilo.
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Solicite seu visto eletrônicoA Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.