Tanzânia
Código Telefônico
+255
Capital
Dodoma (oficial), Dar es Salaam (maior cidade)
População
57,3 mi (2017)
Idiomas
Língua suaíli · inglês
Área
947.303 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
AC power plugs and sockets: British and related types · BS 1363
Mão de direção
esquerda
Nome Nativo
Tanzania
Região
África
África Oriental
Fuso Horário
Horário da África Oriental
UTC+03:00
Nesta página
A Tanzânia é onde acontece o espetáculo de vida selvagem mais completo da África, reunindo o Serengeti e a Grande Migração, a Cratera de Ngorongoro, o Monte Kilimanjaro — o pico mais alto do continente — e Zanzibar, a Ilha das Especiarias, num só país. A maioria dos visitantes, incluindo portugueses e brasileiros, precisa de visto: o sistema de e-visto é a via recomendada, solicitado on-line antes da viagem, mas o visto na chegada também está disponível nos principais aeroportos.
Tanzânia: sistema de visto e entrada
A Tanzânia exige visto da maioria dos visitantes internacionais. O modelo geral é o e-visto de turista, de entrada única e válido por até três meses, solicitado on-line no portal oficial de imigração antes da viagem — após a aprovação, você recebe uma notificação de concessão por e-mail para apresentar na chegada. Uma categoria separada de entrada múltipla, com validade de um ano, é obrigatória especificamente para passaportes dos Estados Unidos, e não o modelo padrão para as demais nacionalidades, incluindo Portugal e o Brasil. O visto na chegada também está disponível nos aeroportos de Julius Nyerere (Dar es Salaam), Kilimanjaro e Zanzibar, para entrada única, embora o e-visto seja recomendado para um processamento mais tranquilo. Não é mais possível obter visto pela Alta Comissão da Tanzânia em Londres. Portugueses e brasileiros devem confirmar a categoria de visto e o valor vigente no portal oficial antes de viajar, já que a fonte não especifica essas nacionalidades nominalmente. O passaporte deve ter validade mínima de seis meses com uma página em branco, e apenas passaportes com marcador de sexo M ou F são aceitos. Passagem de continuação ou volta e comprovação de fundos são exigidas. Certificado de febre amarela é obrigatório para quem chega de país endêmico. Trabalho voluntário é proibido com visto de turista — voluntários precisam de uma Autorização de Residência Classe C, providenciada junto ao Gabinete do Primeiro-Ministro. Zanzibar exige seguro de viagem obrigatório da Zanzibar Insurance Corporation (ZIC) para estadias de até 92 dias — outras apólices não são aceitas para esse requisito específico. Quantias elevadas em dinheiro devem ser declaradas na entrada, e não residentes não podem importar nem exportar xelins tanzanianos.
Tipos de visto comuns
E-Visto (turismo/negócios)
Para turismo, safári, escalada do Kilimanjaro, Zanzibar, visitas culturais e negócios. Solicitado on-line no portal oficial de imigração. Você recebe uma notificação de concessão por e-mail para apresentar na imigração junto ao passaporte e à documentação de apoio. Certificado de febre amarela exigido de quem vem de área endêmica. Uma categoria separada de entrada múltipla e um ano de validade é obrigatória especificamente para passaportes dos Estados Unidos.
Visto na chegada
Para viajantes que não obtiveram o e-visto com antecedência. Disponível nos aeroportos de Julius Nyerere (Dar es Salaam), Kilimanjaro e Zanzibar. Apenas entrada única — entrada múltipla não está disponível na chegada. Leve passaporte, passagem de volta, comprovação de hospedagem e a taxa do visto. As filas podem ser longas; o e-visto é recomendado.
Autorização de Residência Classe C (trabalho/voluntariado)
Para emprego, trabalho voluntário, posições em ONGs e atribuições de longo prazo. Trabalho voluntário é proibido com visto de turista. Providenciada junto ao Gabinete do Primeiro-Ministro da Tanzânia. Exige contrato de trabalho ou carta de colocação, qualificações, antecedentes criminais e exame médico.
Informações essenciais para viajar à Tanzânia
•A maioria dos visitantes precisa...
•Passaporte com validade mínima de...
•Certificado de febre amarela obrigatório...
•Seguro de Zanzibar: seguro de...
•Trabalho voluntário é proibido com...
•Ultrapassar o prazo do visto...
•Produtos de vida selvagem: não...
•Moeda: xelim tanzaniano (TZS). O...
•Custo do safári: os safáris...
•Kilimanjaro: guias e carregadores licenciados...
•Saúde: a malária é endêmica...
A Tanzânia entrega a experiência de safári mais completa da África, do Serengeti e da Grande Migração à Cratera de Ngorongoro, passando pelo Monte Kilimanjaro e culminando em Zanzibar — geralmente mais cara do que o Quênia para o mesmo tipo de safári, mas com uma sensação de território mais selvagem e menos concorrido.
Descubra Tanzânia
Planejando a Grande Migração: quando e onde ir
A Grande Migração não para para se encaixar num roteiro fixo, então planejar uma viagem ao Serengeti significa alinhar-se com onde as manadas realmente estão naquele mês, não seguir uma resposta genérica de «melhor época». A temporada de nascimentos, no sul do Serengeti e na região de Ndutu (janeiro a março), traz a maior atividade de predadores, com centenas de milhares de filhotes de gnu nascendo em poucas semanas enquanto leões, guepardos e hienas se aproveitam dos recém-nascidos. Por volta de junho, as manadas seguem para o norte e o oeste, e as travessias de rio nos rios Mara e Grumeti, entre junho e setembro — onde crocodilos esperam nas margens rasas —, são o capítulo mais dramático e mais fotografado da migração. Reservar com bastante antecedência importa mais aqui do que em quase qualquer outro safári africano: os acampamentos no caminho atual da migração lotam com um ano ou mais de antecedência nas semanas de pico.
Escalando o Kilimanjaro: rotas e altitude
A dificuldade técnica do Kilimanjaro é baixa — nenhuma corda ou equipamento de escalada é necessário nas rotas padrão —, mas a altitude faz dela uma jornada genuinamente séria, e a taxa de sucesso no cume se correlaciona diretamente com quantos dias o alpinista dedica à aclimatação. A rota Machame, apelidada de rota «Whiskey», é a mais popular pela paisagem e pelo ritmo moderado; a Lemosho, mais longa e menos concorrida, costuma oferecer o melhor perfil de aclimatação e as maiores taxas de sucesso no cume; a Marangu é a única rota com alojamento em cabanas em vez de barracas. Guias e carregadores licenciados são obrigatórios em todas as rotas, e operadoras confiáveis incluem dias extras de aclimatação em vez de apressar o roteiro padrão — o fator isolado que mais separa quem chega ao cume de quem não chega.
Stone Town e a Costa Suaíli
As portas entalhadas de Stone Town, originalmente um símbolo de status das famílias mercantes, são densas o suficiente para que passeios inteiros sejam organizados em torno de identificar os diferentes estilos de talha árabe, indiano e suaíli num único bairro. O antigo mercado de escravos, hoje um memorial e catedral anglicana, é apresentado com sinalização histórica simples, sem narrativa dramatizada, ao lado da Casa das Maravilhas e do Forte Antigo, formando o núcleo do circuito histórico. Os passeios pelas plantações de especiarias de Zanzibar acompanham a economia do cravo da era omanense, que um dia fez da ilha a maior exportadora de cravo do mundo, por fazendas que ainda cultivam canela, noz-moscada, pimenta-do-reino e baunilha ao lado do cravo. Séculos de comércio suaíli, omanense, português e britânico deixaram a arquitetura da cidade em camadas, e não numa única influência dominante.
Massai, hadzabe e as culturas vivas da Tanzânia
Os mais de 120 grupos étnicos da Tanzânia fazem dela um dos países mais diversos linguisticamente da África, e visitas culturais organizadas por operadoras comunitárias oferecem uma alternativa genuína aos roteiros baseados só em game drives. Os hadzabe, que vivem em torno do Lago Eyasi, são um dos últimos povos caçadores-coletores do planeta, ainda caçando com arco e flecha e falando uma língua de cliques sem relação com os vizinhos de língua bantu; visitas respeitosas costumam ser organizadas com parte da receita revertendo diretamente para a comunidade. Visitas culturais aos massai perto dos parques do norte cobrem as tradições de pastoreio de gado, o trabalho em contas e o sistema de faixas etárias que estrutura a sociedade massai, enquanto a tradição de talha makonde do sudeste e o estilo de pintura colorida tingatinga, nascido em Dar es Salaam nos anos 1960, representam a mais forte exportação de arte visual da Tanzânia.
Além do circuito norte: Ruaha, Katavi e o sul
Os parques do sul e do oeste da Tanzânia recebem uma fração do número de visitantes do Serengeti apesar de uma densidade de vida selvagem comparável, em grande parte porque são mais difíceis de alcançar — a maioria exige uma transferência de avião leve em vez de uma viagem por estrada a partir de Arusha. Ruaha, o maior parque nacional da Tanzânia, combina paisagens pontilhadas de baobás com algumas das maiores densidades de leões e cães-selvagens-africanos da África Oriental, e notavelmente poucos outros veículos em qualquer avistamento. Katavi, mais a oeste e ainda menos visitado, inunda sazonalmente em vastas planícies que concentram hipopótamos e búfalos em números extraordinários durante a estação seca. O Nyerere (antigo Selous), uma das maiores áreas protegidas do continente, é explorado em parte de barco pelo rio Rufiji, em vez de exclusivamente de veículo, oferecendo um ritmo de safári genuinamente diferente dos parques do norte.
Tanzânia marinha: Mafia, Pemba e os recifes
Longe dos resorts de praia principais de Zanzibar, os parques marinhos da Tanzânia oferecem uma experiência costeira mais tranquila e especializada. A Ilha de Mafia, um parque marinho por si só, é um dos lugares mais confiáveis do planeta para nadar com tubarões-baleia entre aproximadamente junho e outubro, quando os gigantes filtradores se reúnem para se alimentar de florações de plâncton perto da costa. A Ilha de Pemba, ao norte de Zanzibar, troca as multidões de praia por alguns dos recifes de coral mais bem preservados da costa da África Oriental, atraindo uma comunidade de mergulho menor mas dedicada. No continente, o Parque Nacional de Saadani é o único da Tanzânia onde praia e savana realmente se encontram, permitindo combinar um curto safári de mato com um banho de mar na mesma tarde.
Formas de explorar este destino
Serengeti (Grande Migração, Cinco Grandes, savanas vastas), Cratera de Ngorongoro (caldeira vulcânica que concentra os Cinco Grandes), Tarangire (florestas de baobás, manadas de elefantes), Ruaha (o maior parque do país, remoto, excelente para predadores) e Nyerere/Selous (safári de barco pelo rio Rufiji) — a Tanzânia é onde o safári parece mais bruto e selvagem.
O pico mais alto da África (5.895 m) e a montanha independente mais alta do mundo. Escalada não técnica pelas rotas Marangu, Machame, Lemosho ou Rongai ao longo de cinco a nove dias — a altitude é o desafio, não a técnica de escalada. Guias e carregadores licenciados são obrigatórios.
Stone Town (UNESCO, portas entalhadas, mercados de especiarias), praias da costa leste (Nungwi, Kendwa, Paje para kitesurfe), passeios por plantações de especiarias, observação de golfinhos, a Floresta de Jozani (colobos-vermelhos) e séculos de história comercial suaíli, omanense, portuguesa e britânica sobrepostos numa só ilha.
Encontros culturais com os massai e os hadzabe — um dos últimos povos caçadores-coletores do planeta —, a cultura costeira suaíli em Zanzibar e Bagamoyo, a arte tingatinga, a tradição de talha makonde e a cena musical de Dar es Salaam. A diversidade cultural da Tanzânia abrange mais de 120 grupos étnicos.
As praias de areia branca de Zanzibar (Nungwi, Kendwa, Paje), a Ilha de Mafia (nado com tubarões-baleia entre junho e outubro, mergulho pouco concorrido), a Ilha de Pemba (recifes de coral intocados) e o litoral continental perto de Pangani e Saadani, o único parque nacional onde a praia encontra o mato.
Os parques nacionais de Ruaha e Katavi (remotos, pouco visitados, natureza bruta), o rastreamento de chimpanzés em Gombe e Mahale, à beira do Lago Tanganica, as Montanhas Usambara (trilhas, estações de altitude da era colonial) e os sítios de arte rupestre de Kondoa (UNESCO, mais de 1.500 pinturas antigas) — para quem quer a África sem as multidões.
Dinheiro e moeda
Xelim tanzaniano (TZS)
Código da moeda: TZS
Dicas práticas sobre dinheiro
O dólar é a moeda do safári — leve notas limpas e recentes
A Tanzânia opera uma realidade de duas moedas: o xelim tanzaniano (TZS) para o dia a dia e o dólar americano para a economia do safári. Taxas de parques nacionais, lodges de safári, licenças do Kilimanjaro e muitos serviços turísticos são cotados e pagos em dólares. Leve notas limpas e de emissão recente — séries mais antigas e notas danificadas costumam ser recusadas tanto em bancos quanto em portões de parque. Leve uma combinação de valores: notas maiores rendem taxas de câmbio melhores, e notas menores são úteis para gorjetas e pequenos pagamentos.
Cartão funciona em lodges — dinheiro domina o resto
Visa e Mastercard são aceitos em lodges de safári de padrão alto, hotéis internacionais e alguns restaurantes em Dar es Salaam e Arusha. Pagamento por aproximação funciona num número muito limitado de terminais modernos em Dar es Salaam — não conte com essa opção. Fora da bolha turística — restaurantes locais, mercados, transporte público, pousadas menores, postos de combustível e boa parte da Stone Town em Zanzibar — dinheiro é a única opção. Carregue sempre xelins e dólares suficientes para o dia.
Caixas eletrônicos nas cidades — inexistentes nas áreas de safári
Caixas eletrônicos dos principais bancos tanzanianos estão presentes em Dar es Salaam, Arusha, Moshi, Mwanza, na Cidade de Zanzibar e em outros centros urbanos, a maioria aceitando Visa e Mastercard. Os limites de saque variam por banco. Em áreas de safári, parques nacionais, no Kilimanjaro e em regiões rurais não há caixas eletrônicos — saque ou troque dinheiro antes de seguir viagem. Sempre recuse a conversão automática de moeda e saque em xelins.
O M-Pesa (Vodacom) também funciona na Tanzânia
Como no vizinho Quênia, a Tanzânia tem um ecossistema de dinheiro móvel bastante desenvolvido. O M-Pesa (via Vodacom Tanzânia) e o Tigo Pesa são amplamente usados. Visitantes estrangeiros podem configurar o M-Pesa com um chip Vodacom, mediante passaporte. É útil para pagar pequenos vendedores, restaurantes locais e alguns serviços de transporte. No entanto, operadoras de safári e parques nacionais geralmente não aceitam dinheiro móvel — exigem dólares em espécie ou cartão. O M-Pesa é mais uma conveniência para o dia a dia do que uma solução de pagamento para safári.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Qual é a moeda da Tanzânia?
Os safáris na Tanzânia são caros?
Posso usar Apple Pay, Google Pay ou aproximação na Tanzânia?
Devo levar euros ou dólares americanos?
A gorjeta é esperada no safári e no Kilimanjaro?
Como pago o transporte na Tanzânia?
O que é o seguro obrigatório de Zanzibar?
Portugueses precisam de visto para a Tanzânia?
Sim — a maioria dos visitantes precisa de visto, com o e-visto como via recomendada, solicitado on-line antes da viagem; confirme a categoria e o valor exatos no portal oficial.
Brasileiros precisam de visto para a Tanzânia?
A mesma exigência se aplica: visto obrigatório, preferencialmente pelo sistema de e-visto, com a categoria e o valor a confirmar oficialmente antes de viajar.
Qual é a diferença entre o e-visto e o visto na chegada?
O e-visto geral é de entrada única e válido por até três meses, solicitado inteiramente on-line antes da viagem (uma versão de entrada múltipla e um ano existe, mas é obrigatória apenas para passaportes dos Estados Unidos). O visto na chegada, disponível em Dar es Salaam, Kilimanjaro e Zanzibar, também é de entrada única e pode envolver filas longas — o e-visto é a via recomendada para um processamento mais tranquilo.
Qual é a melhor época para ver a Grande Migração no Serengeti?
Depende do momento do ciclo: a temporada de nascimentos, entre janeiro e março, concentra-se no sul do parque; as travessias de rio, o clímax mais dramático, acontecem entre junho e setembro nos rios Mara e Grumeti.
Preciso de seguro específico para visitar Zanzibar?
Sim — Zanzibar exige a compra do seguro da Zanzibar Insurance Corporation (ZIC) para estadias de até 92 dias, além de qualquer seguro de viagem internacional que você já tenha, já que apólices externas não substituem esse requisito local.
O Kilimanjaro exige experiência técnica de escalada?
Não — as rotas principais são treks não técnicos ao longo de cinco a nove dias, e a altitude, não a dificuldade técnica, é o verdadeiro desafio. Guias e carregadores licenciados são obrigatórios em todas as rotas.
Quanto custa um safári na Tanzânia?
Os safáris na Tanzânia saem mais caros do que no vizinho Quênia, com as taxas governamentais de parque somando um custo fixo diário além da hospedagem e do guia — confirme as taxas de parque atuais e os orçamentos das operadoras ao planejar, já que ambos mudam com o tempo. Reservar com bastante antecedência é especialmente importante para a temporada de pico da migração, entre junho e outubro.
A malária é um risco na Tanzânia?
Sim, a malária é endêmica em quase todo o território, exceto em altitude. Medicação antimalárica é recomendada para a maioria dos roteiros, além de precauções padrão como repelente e cobrir a pele ao amanhecer e ao entardecer; seguro de viagem com cobertura de evacuação médica é fortemente aconselhado, dada a infraestrutura de saúde limitada fora de Dar es Salaam.
Próximo destino: Tanzânia? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
Solicite seu visto eletrônicoA Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.