Uruguai

Bandeira: Uruguai

Código Telefônico

+598

Capital

Montevidéu

População

3,4 mi (2023)

Idiomas

espanhol · Língua de Sinais do Uruguai

Área

176.215 km²

Eletricidade

230 V

Tipos de tomada

Europlug · Schuko · AS/NZS 3112 · Type L

Mão de direção

direita

Nome Nativo

Uruguay

Região

Américas

América do Sul

Fuso Horário

Horário Padrão do Uruguai

UTC-03:00

O Uruguai é um pequeno país sul-americano na margem oriental do Rio da Prata, espremido entre a Argentina, o Brasil e o Atlântico Sul. Com cerca de 3,5 milhões de habitantes — metade na grande Montevidéu — é um dos países mais estáveis, seculares e socialmente liberais do continente, com uma das mais altas rendas per capita e os melhores índices de democracia e liberdade de imprensa da América Latina. A capital, Montevidéu, é uma cidade-porto de prédios baixos organizada em torno da Rambla, o calçadão à beira-mar de 22 km que percorre toda a sua extensão — a maior calçada contínua do mundo —, passando pela Cidade Velha, com o art déco do Palácio Salvo, pelo Mercado del Puerto, com suas parrillas, e pelos bairros residenciais de Pocitos, Punta Carretas e Carrasco. Para além da capital, os trunfos do Uruguai são o porto histórico de Colônia do Sacramento (fundado pelos portugueses em 1680 e Patrimônio Mundial), a costa-balneário de Piriápolis a Punta del Este (o destino-bandeira do verão do hemisfério sul) e José Ignacio, a costa atlântica selvagem de Cabo Polonio e Punta del Diablo, as regiões vinícolas de Carmelo e Canelones (o Tannat é a uva-assinatura) e as estâncias de gaúchos do interior. A gastronomia — o chivito (o sanduíche nacional de carne, ovo, bacon, queijo e tomate), a parrilla (o Uruguai disputa com a Argentina a coroa do churrasco sul-americano), o dulce de leche, os alfajores e o mate, bebido o dia todo — e um ritmo de vida famosamente tranquilo fazem do país um dos prazeres mais silenciosos da América do Sul. Para o viajante brasileiro, há ainda uma facilidade rara: entra-se no Uruguai apenas com a carteira de identidade.

Vistos e regras de entrada no Uruguai

O Uruguai é um dos países mais fáceis de entrar na América do Sul. Cidadãos do Brasil e dos demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai, mais os associados Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru) entram apenas com o documento nacional de identidade, sob o acordo regional de livre circulação — não precisam de passaporte nem de visto, e essa é a categoria de chegada mais movimentada do país, dado o intenso fluxo de veranistas para Punta del Este e Colônia. Cidadãos de Portugal e de toda a União Europeia, além de Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e cerca de 80 outras nacionalidades, entram sem visto, a turismo, por até 90 dias. O passaporte deve ser válido no momento da entrada (o Uruguai não exige os seis meses, mas companhias aéreas podem exigir por precaução), com ao menos uma página em branco. A estada de 90 dias é prorrogável por mais 90 na Direção Nacional de Migração (DNM), em Montevidéu, com documentação; estadias mais longas exigem pedido de residência — a política de residência uruguaia é muito aberta, e o país virou destino de aposentados e trabalhadores remotos. Não há exigência de vacina contra febre amarela para quem chega da Europa, da América do Norte ou da Oceania. Para os demais passaportes lusófonos, verifique a regra da sua nacionalidade antes de viajar.

Tipos de visto comuns

Entrada Mercosul com documento de identidade

Até 90 dias; conversível em residência temporária do Mercosul dentro do país

Para cidadãos do Brasil, da Argentina, do Paraguai e dos demais países do Mercosul e associados. Entra-se apenas com a carteira de identidade nacional — sem passaporte nem visto —, inclusive nas balsas de Buenos Aires a Colônia e Montevidéu e nas travessias terrestres com o Brasil.

Entrada sem visto (90 dias)

90 dias por entrada; prorrogável por mais 90 na Direção Nacional de Migração (DNM), em Montevidéu, com documentação

Para turismo, visita a familiares e reuniões de negócios curtas de cidadãos de Portugal, da União Europeia, dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e de cerca de 80 países. Sem solicitação prévia: o carimbo é feito na chegada.

Residência (aposentados, rentistas e nômades)

Pedido num consulado uruguaio ou na DNM, com comprovação de renda estável, certidão de antecedentes (apostilada e traduzida) e exame médico; residência em 1 a 3 anos, com cidadania possível depois — confira os valores e regras atuais

Para estadias longas: aposentados, rentistas, trabalhadores remotos, investidores e reunificação familiar. A política de residência uruguaia é incomumente aberta, e o país tornou-se destino de migrantes da região, dos Estados Unidos e da Europa.

Trabalho, estudo e fins específicos

Pedido num consulado uruguaio com o respectivo patrocinador; duração definida por categoria, em geral 1 ano renovável

Emprego com empregador uruguaio, estudo na Universidad de la República ou em outras instituições, jornalismo, trabalho em ONG e outros fins além da estada turística de 90 dias.

Informações importantes para viajar ao Uruguai

•Brasileiros entram só com a...

Brasileiros entram só com a identidade: cidadãos do Brasil e dos demais países do Mercosul entram apenas com a carteira de identidade nacional, sem passaporte nem visto, por até 90 dias — inclusive nas balsas e nas travessias terrestres.

•Demais nacionalidades: portugueses, europeus, norte-americanos...

Demais nacionalidades: portugueses, europeus, norte-americanos e cerca de 80 outras nacionalidades entram sem visto por 90 dias, prorrogáveis por mais 90 na Direção Nacional de Migração (DNM), em Montevidéu.

•Passaporte: quem precisa de passaporte...

Passaporte: quem precisa de passaporte deve tê-lo válido na entrada (o Uruguai não exige os seis meses, mas companhias aéreas podem exigir por precaução), com ao menos uma página em branco.

•Moeda: o peso uruguaio (UYU)...

Moeda: o peso uruguaio (UYU) é a moeda oficial; o dólar americano circula muito no turismo, sobretudo em Punta del Este e José Ignacio, onde os preços costumam ser cotados em dólar; o peso argentino é aceito em Colônia e nas balsas de Buenos Aires.

•Idioma: o espanhol é a...

Idioma: o espanhol é a língua oficial, com a inconfundível pronúncia do Rio da Prata; o português e o «portunhol» são comuns na fronteira com o Brasil, o que facilita muito a vida do viajante brasileiro.

•Melhor época: de dezembro a...

Melhor época: de dezembro a março é o verão e a janela padrão para a costa (Punta del Este, José Ignacio, Cabo Polonio); a primavera (setembro-novembro) e o outono (abril-maio) são mais tranquilos e agradáveis para Montevidéu e o vinho; o inverno (junho-agosto) é ameno, mas frio (8-15 °C), melhor para a cidade e o tango.

•Segurança: o Uruguai é um...

Segurança: o Uruguai é um dos países mais seguros da América do Sul; o principal cuidado é com o furto no centro de Montevidéu (Cidade Velha, rodoviária) — a costa-balneário e o interior do vinho são notavelmente calmos.

•Vacina: não há exigência de...

Vacina: não há exigência de febre amarela para quem chega da Europa, da América do Norte ou da Oceania; é recomendada apenas para quem passou por áreas endêmicas da América do Sul (Amazônia brasileira, Bolívia, partes do Peru e da Colômbia).

•Menores de 18 anos: viajando...

Menores de 18 anos: viajando sozinhos ou com apenas um dos pais em passaporte não uruguaio, precisam de autorização escrita e firmada dos pais (Permiso de Menor).

•Em emergências, ligue 911 (polícia,...

Em emergências, ligue 911 (polícia, bombeiros, ambulância); um seguro-viagem com cobertura médica é recomendado.
Visão geral da viagem

O Uruguai recompensa quem gosta de um ritmo lento, céus amplos, boas parrillas e uma longa costa atlântica que alterna entre cena de praia cosmopolita e dunas selvagens. A maioria começa por Montevidéu, depois cruza para Colônia do Sacramento — a uma hora de balsa de Buenos Aires pelo Rio da Prata — e sobe a costa para Punta del Este e José Ignacio no verão. O Aeroporto de Carrasco (MVD), a 20 km de Montevidéu, é o hub principal, com voos diretos de São Paulo, Buenos Aires, Lima, Santiago, Panamá e Madri; no verão, o Aeroporto de Punta del Este (PDP) recebe voos sazonais diretos de São Paulo e Buenos Aires. Para o viajante brasileiro, a proximidade e a entrada só com identidade tornam o Uruguai um dos destinos internacionais mais simples. O país não exige seguro-viagem, mas ele é recomendado.

Descubra Uruguai

Montevidéu: a Rambla, a Cidade Velha e o Mercado del Puerto

Montevidéu é uma capital-porto de prédios baixos organizada em torno da Rambla, o calçadão à beira-mar de 22 km que percorre toda a cidade — a maior calçada contínua do mundo —, do porto a Pocitos, Punta Carretas e Carrasco. A Cidade Velha guarda a Praça Independência, o Palácio Salvo e o Teatro Solís; o Mercado del Puerto reúne mais de uma dezena de bancas de parrilla ao lado das docas; e o mercado de domingo de Tristán Narvaja, no Cordón, é uma instituição. O Estádio Centenário foi palco da primeira final de Copa do Mundo da história, em 1930, quando o Uruguai venceu a Argentina por 4 a 2 e se sagrou o primeiro campeão mundial. A cidade vive de cinema, teatro e tango o ano todo, e dois a três dias dão conta dos seus destaques.

Colônia do Sacramento: o porto histórico português

Colônia do Sacramento, a uma hora de balsa de Buenos Aires pelo Rio da Prata (Buquebus ou Colonia Express) ou a duas horas e meia de ônibus de Montevidéu, é um dos portos históricos mais fotografados da América do Sul — e tem raízes diretamente portuguesas. Fundada pelos portugueses em 1680 e inscrita pela UNESCO em 1995, a Cidade Velha (Barrio Histórico) é uma península de ruas de pedra ladeadas de casas em tons pastel, com o Portão da Cidadela, o farol de 1857 e um longo pôr do sol sobre o rio. É um passeio de meio a um dia inteiro; muitos cruzam de Buenos Aires só para o dia, mas pernoitar permite andar pelas ruas vazias depois que os visitantes do dia partem.

Punta del Este e José Ignacio

Punta del Este, na ponta sudeste do país, é o destino-bandeira do verão do hemisfério sul: vai da Playa Mansa (lado calmo da baía) à Playa Brava (lado atlântico, com a famosa escultura La Mano, os dedos meio enterrados na areia), e está a todo vapor do fim de dezembro a meados de fevereiro, com o público argentino, brasileiro, chileno e paraguaio. José Ignacio, 30 km a leste, é a alternativa butique e fashion — paradores de praia como o La Huella, pousadas nas dunas e o vinhedo Garzón ao lado — e cada vez mais «os Hamptons da América do Sul». Fora do verão, toda a região desacelera para um ritmo local muito mais tranquilo.

A costa atlântica selvagem: Cabo Polonio e Punta del Diablo

A leste de Punta del Este, a costa atlântica fica selvagem e boêmia. Cabo Polonio é um parque nacional acessível só por transfer 4×4 pelas dunas, sem energia elétrica da rede, com colônias de leões-marinhos no costão rochoso, pousadas à luz de velas e uma longa praia de surfe vazia. La Paloma e La Pedrera são as vilas de surfe e casas de veraneio mais ao norte; Punta del Diablo, perto da fronteira com o Brasil, é a capital do surfe e da pesca da costa selvagem; e o Parque Nacional de Santa Teresa, logo adiante, guarda uma fortaleza luso-espanhola de 1762 e quilômetros de campings à sombra dos pinheiros. O melhor é o fim do verão (março-abril), quando o calor cede e o mar abre para o surfe.

Vinho Tannat: Carmelo, Canelones e Garzón

O Uruguai é um dos três países sérios de vinho da América do Sul, ao lado da Argentina e do Chile, construído em torno do Tannat — a uva de casca escura trazida de Madiran, no sudoeste da França, em 1870, hoje o vinho nacional e uma das mais ricas em polifenóis do mundo. A região de Canelones, logo ao norte de Montevidéu, reúne as vinícolas Bouza, Pizzorno e Juanicó; a de Carmelo, no departamento de Colônia, sobre o Rio da Prata, tem a Narbona; e a nova propriedade Garzón, em Maldonado, perto de José Ignacio, fixou o padrão butique de alto nível. A maioria das bodegas abre como pequenas estâncias-pousada, com visitas aos vinhedos, asado e degustação de Tannat.

Estâncias, gaúchos, mate e o Carnaval mais longo do mundo

O interior do Uruguai é pampa ondulado — terra de gaúchos, onde estâncias de gado em Florida, Tacuarembó e Lavalleja abrem como pousadas para o dia-com-os-gaúchos: lida a cavalo, almoço de asado e violão à noite junto ao fogo. O mate — a erva amarga bebida da cuia, continuamente, ao longo do dia — é a assinatura social do país, mais presente no Uruguai do que em qualquer outro lugar da América do Sul. E o Carnaval uruguaio é o mais longo do mundo: cerca de 40 dias entre o fim de janeiro e o início de março, com o Desfile de Llamadas, em Montevidéu, onde mais de 2 500 tambores de candombe (a percussão afro-uruguaia, Patrimônio Imaterial da Humanidade) tomam a rua Isla de Flores.

Formas de explorar este destino

Montevidéu e a Rambla

A capital-porto em torno da Rambla (a maior calçada contínua do mundo), a Cidade Velha, o Mercado del Puerto e o Estádio Centenário, palco da primeira final de Copa do Mundo (1930).

Colônia do Sacramento

O porto histórico fundado pelos portugueses em 1680, Patrimônio Mundial, de ruas de pedra e pôr do sol sobre o Rio da Prata — a uma hora de balsa de Buenos Aires.

Punta del Este e José Ignacio

O destino-balneário-bandeira do verão sul-americano, da Playa Mansa à La Mano da Playa Brava, e a butique José Ignacio nas dunas.

Costa atlântica selvagem

Cabo Polonio (parque nacional sem energia da rede, com leões-marinhos), La Pedrera, Punta del Diablo e o Parque de Santa Teresa.

Vinho Tannat

As bodegas de Canelones, Carmelo e a propriedade Garzón, com visitas aos vinhedos, asado e degustação do Tannat, o vinho nacional.

Estâncias, gaúchos e mate

As estâncias de gado do pampa abertas como pousadas, a cultura do mate e o Carnaval mais longo do mundo, com o candombe do Desfile de Llamadas.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
$

Peso uruguaio (UYU)

Código da moeda: UYU

Dicas práticas sobre dinheiro

A moeda é o peso uruguaio (UYU) — e o dólar circula

A moeda oficial é o peso uruguaio (UYU), que usa o símbolo «$» — preços marcados com $ são em pesos, salvo indicação de «USD» ou «U$S». O dólar americano circula muito no turismo, sobretudo em Punta del Este e José Ignacio, onde os preços costumam ser cotados em dólar. Para quem vem do Brasil, leve dólares ou use o cartão: trocar real por peso uruguaio com bom câmbio é raro. Troque em bancos ou casas de câmbio (Cambio, Banco de la República) de Montevidéu e das cidades — as taxas são bastante consistentes, mas vale comparar. Em Colônia e nas balsas de Buenos Aires, o peso argentino também é aceito. Como o peso uruguaio varia, vale checar a cotação do dia antes de trocar somas maiores — o Wise e a XE servem de referência.

Caixas eletrônicos nas cidades e na costa

Caixas eletrônicos que aceitam Visa e Mastercard internacionais são comuns em Montevidéu, Punta del Este e nas demais cidades — Banco de la República, Santander e BBVA têm boas redes. Em cidades menores e no interior, a oferta é mais limitada, então saque o suficiente antes de seguir para destinos como Cabo Polonio. Recuse a «conversão para a sua moeda» (DCC) na tela do caixa e escolha o saque em pesos, que dá melhor câmbio. Confira com o seu banco as tarifas de saque internacional.

Cartão estrangeiro: isenção de IVA para turistas

Cartões de crédito e débito são aceitos na maioria dos hotéis, restaurantes, lojas e atrações de Montevidéu, Punta del Este e das áreas turísticas; o pagamento por aproximação (contactless) e o Apple Pay e o Google Pay funcionam bem nos centros urbanos. Há um benefício valioso para o visitante: o Uruguai concede isenção do IVA (imposto sobre o valor agregado) a turistas estrangeiros que pagam com cartão estrangeiro — a hospedagem registrada o ano todo e os restaurantes, bares e aluguel de carro durante a alta temporada de verão. Pague sempre com o seu cartão de fora para aproveitar o desconto e confirme as datas e condições vigentes. No interior e em pequenos negócios, leve dinheiro.

Tenha pesos (e algum dólar) à mão

O Uruguai é moderno, mas ainda depende de dinheiro em alguns setores. Carregue uma combinação de pesos (trocados no país) e algum dólar de reserva: feirantes, pequenos restaurantes e o transporte rural costumam preferir dinheiro. Em destinos sem energia da rede, como Cabo Polonio, leve dinheiro suficiente, pois pode não haver caixa eletrônico disponível. Tenha notas menores para o dia a dia.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Qual é a moeda do Uruguai?

O peso uruguaio (UYU, símbolo $). Há cédulas de 20, 50, 100, 200, 500, 1 000, 2 000 e 5 000 pesos, além de moedas para os valores menores. Atenção: como no México e na Argentina, o símbolo «$» significa pesos — o dólar aparece como «USD» ou «U$S».

É verdade que turistas não pagam IVA no Uruguai?

Em parte, sim — e é um benefício que vale a pena aproveitar. O Uruguai isenta do IVA os turistas estrangeiros que pagam com cartão estrangeiro: a hospedagem em estabelecimentos registrados o ano todo e os serviços de restaurantes, bares e aluguel de carro durante a alta temporada de verão (em geral de meados de novembro ao fim de abril). Para ter o desconto, pague com um cartão emitido fora do Uruguai e confirme as datas e condições vigentes na sua viagem.

Posso usar meu cartão brasileiro e os caixas eletrônicos no Uruguai?

Sim — em Montevidéu, Punta del Este e nas grandes cidades. Bancos como o Banco de la República, o Santander e o BBVA têm redes de caixas que aceitam Visa e Mastercard internacionais. Fora das grandes cidades a oferta é mais limitada. Avise o banco antes de viajar e recuse a «conversão para a sua moeda» (DCC) para obter melhor câmbio.

O dólar é aceito no Uruguai?

Sim, sobretudo em áreas turísticas, hotéis e restaurantes de Montevidéu e Punta del Este, onde os preços muitas vezes já vêm cotados em dólar. As taxas costumam ser justas, mas a moeda oficial é o peso uruguaio — para gastos do dia a dia fora do circuito turístico, o peso é mais prático.

Preciso trocar dinheiro antes de chegar ao Uruguai?

Não é necessário. Os caixas eletrônicos e as casas de câmbio do Aeroporto de Carrasco e de Montevidéu oferecem taxas competitivas — troque ao longo da viagem, conforme a necessidade. Para quem vem do Brasil, leve algum dólar de reserva e use o cartão (lembrando do benefício de isenção do IVA ao pagar com cartão estrangeiro).

Quanto dinheiro em espécie devo levar no Uruguai?

Para acomodação de categoria média, refeições e passeios, algo em torno de 800 a 1 500 pesos por dia cobre os gastos em dinheiro; cartões e caixas resolvem o restante. Leve mais dinheiro vivo ao visitar o interior e destinos remotos como Cabo Polonio, onde os caixas podem faltar ou esgotar na alta temporada.
Perguntas frequentes

Brasileiro entra mesmo no Uruguai só com a carteira de identidade?

Entra, e essa é uma das maiores facilidades de viagem internacional que o passaporte brasileiro dispensa. O acordo de livre circulação do Mercosul permite a entrada apenas com o documento nacional de identidade, sem visto e sem passaporte, valendo tanto para quem chega de avião quanto para quem cruza a fronteira terrestre ou vem de balsa por Buenos Aires. As condições são as óbvias e são levadas a sério: documento dentro da validade, em bom estado de conservação e com foto em que a pessoa seja reconhecível — identidade antiga, plastificada e desbotada é a causa mais comum de problema no balcão. Se a viagem incluir outro país fora do bloco, leve o passaporte de qualquer forma.

E quem viaja com passaporte português?

Entra sem visto, a turismo, por até 90 dias, com carimbo dado na chegada e sem qualquer pedido prévio. O passaporte precisa estar válido no momento da entrada — o Uruguai não exige os seis meses de margem que muitos países pedem, mas companhias aéreas aplicam regras próprias e costumam ser mais rigorosas do que a fronteira, então vale não viajar com o documento no fim da validade. É preciso ao menos uma página em branco para o carimbo. A estada pode ser prorrogada por mais 90 dias junto da Direção Nacional de Migração, em Montevidéu, com documentação — e para ficar além disso o caminho é o pedido de residência, num país cuja política nessa matéria é invulgarmente aberta.

Como se chega de Buenos Aires ao Uruguai?

De balsa, atravessando o Rio da Prata, e é uma das travessias mais agradáveis da região. Colônia do Sacramento fica a cerca de uma hora de navegação e é o destino clássico de bate-volta; há também ligações diretas a Montevidéu, mais longas. O embarque funciona como um voo internacional em miniatura: os dois controlos migratórios, o argentino e o uruguaio, são feitos lado a lado no mesmo terminal antes de partir, o que significa chegar com antecedência e ter o documento certo em mãos. Compre com antecedência na alta temporada, quando os horários de fim de semana esgotam. Muita gente cruza só para o dia, mas pernoitar em Colônia é o que permite ver as ruas de pedra vazias depois de as excursões partirem.

Quantos dias são suficientes?

Uma semana cobre o país com folga, o que faz do Uruguai um excelente destino para quem tem poucos dias. Montevidéu pede dois a três, entre a Cidade Velha, o Mercado del Puerto e um fim de tarde na Rambla. Colônia do Sacramento resolve-se num dia, ou numa noite se quiser a cidade sem gente. A costa é o que estica o roteiro: Punta del Este e José Ignacio pedem três a quatro dias no verão, e quem prefere a costa selvagem de Cabo Polonio e Punta del Diablo deve reservar outros tantos, porque o acesso é mais lento. Uma combinação muito usada, e que funciona bem, é juntar o Uruguai a Buenos Aires, aproveitando a balsa em vez de mais um voo.

Qual é a melhor época para ir?

Depende do que procura, porque o país tem duas temporadas com personalidades opostas. De dezembro a março é o verão austral e a janela da costa: Punta del Este, José Ignacio e as praias selvagens funcionam a pleno, com o pico entre o fim de dezembro e meados de fevereiro, quando chegam os veranistas da região e os preços acompanham. A primavera e o outono são a melhor época para Montevidéu, para as bodegas e para as estâncias, com clima ameno e sem multidões. O inverno é frio sem ser rigoroso e serve à cidade, ao tango e ao vinho. Quem quiser o Carnaval deve olhar para o fim de janeiro até o início de março, com o desfile do candombe no meio desse arco.

Levo pesos, dólares ou cartão?

Os três resolvem, cada um no seu lugar. A moeda oficial é o peso uruguaio, e é com ela que se paga o dia a dia fora dos polos turísticos. O dólar americano circula amplamente no turismo, e em Punta del Este e José Ignacio muitos preços são cotados diretamente em dólar. O peso argentino é aceito em Colônia e nas balsas, pelo fluxo constante de visitantes de Buenos Aires. Cartões são aceitos com naturalidade em cidades e destinos de praia, e vale levar algum dinheiro vivo para feiras, transporte local e o interior. Uma nota para o viajante brasileiro: lembre-se do imposto sobre compras e saques internacionais ao decidir entre cartão e espécie.

Viajar com crianças exige documento extra?

Pode exigir, e é o detalhe que mais atrapalha famílias na fronteira. Menores de 18 anos que viajem sozinhos ou acompanhados por apenas um dos pais, com documento não uruguaio, precisam de autorização escrita e firmada dos pais — o chamado Permiso de Menor. A exigência vale tanto para a chegada de avião quanto para a travessia terrestre e para as balsas, e é verificada com regularidade. Resolva o documento antes de sair do país de origem, com o reconhecimento de firma que a legislação do seu país exigir, e leve também a certidão de nascimento ou documento que comprove o vínculo. Improvisar isso no aeroporto não costuma dar certo.

O Uruguai é seguro e preciso de seguro-viagem?

É um dos países mais seguros da América do Sul, e o cuidado maior é o de qualquer capital: atenção a furtos no centro de Montevidéu, sobretudo na Cidade Velha e em torno da rodoviária, com o bom senso habitual quanto a celular e câmera à mostra. A costa e o interior do vinho são notavelmente tranquilos. O seguro-viagem não é exigido para entrar, mas é recomendado — a rede de saúde privada é boa e cobra, e uma ocorrência simples fora de Montevidéu pode significar deslocação. Guarde o número nacional de emergências, o 911, que atende polícia, bombeiros e ambulância em todo o país.

As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.