Uruguai
Código Telefônico
+598
Capital
Montevidéu
População
3,4 mi (2023)
Idiomas
espanhol · Língua de Sinais do Uruguai
Área
176.215 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
Europlug · Schuko · AS/NZS 3112 · Type L
Mão de direção
direita
Nome Nativo
Uruguay
Região
Américas
América do Sul
Fuso Horário
Horário Padrão do Uruguai
UTC-03:00
Nesta página
O Uruguai é um pequeno país sul-americano na margem oriental do Rio da Prata, espremido entre a Argentina, o Brasil e o Atlântico Sul. Com cerca de 3,5 milhões de habitantes — metade na grande Montevidéu — é um dos países mais estáveis, seculares e socialmente liberais do continente, com uma das mais altas rendas per capita e os melhores índices de democracia e liberdade de imprensa da América Latina. A capital, Montevidéu, é uma cidade-porto de prédios baixos organizada em torno da Rambla, o calçadão à beira-mar de 22 km que percorre toda a sua extensão — a maior calçada contínua do mundo —, passando pela Cidade Velha, com o art déco do Palácio Salvo, pelo Mercado del Puerto, com suas parrillas, e pelos bairros residenciais de Pocitos, Punta Carretas e Carrasco. Para além da capital, os trunfos do Uruguai são o porto histórico de Colônia do Sacramento (fundado pelos portugueses em 1680 e Patrimônio Mundial), a costa-balneário de Piriápolis a Punta del Este (o destino-bandeira do verão do hemisfério sul) e José Ignacio, a costa atlântica selvagem de Cabo Polonio e Punta del Diablo, as regiões vinícolas de Carmelo e Canelones (o Tannat é a uva-assinatura) e as estâncias de gaúchos do interior. A gastronomia — o chivito (o sanduíche nacional de carne, ovo, bacon, queijo e tomate), a parrilla (o Uruguai disputa com a Argentina a coroa do churrasco sul-americano), o dulce de leche, os alfajores e o mate, bebido o dia todo — e um ritmo de vida famosamente tranquilo fazem do país um dos prazeres mais silenciosos da América do Sul. Para o viajante brasileiro, há ainda uma facilidade rara: entra-se no Uruguai apenas com a carteira de identidade.
Vistos e regras de entrada no Uruguai
O Uruguai é um dos países mais fáceis de entrar na América do Sul. Cidadãos do Brasil e dos demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai, mais os associados Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru) entram apenas com o documento nacional de identidade, sob o acordo regional de livre circulação — não precisam de passaporte nem de visto, e essa é a categoria de chegada mais movimentada do país, dado o intenso fluxo de veranistas para Punta del Este e Colônia. Cidadãos de Portugal e de toda a União Europeia, além de Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e cerca de 80 outras nacionalidades, entram sem visto, a turismo, por até 90 dias. O passaporte deve ser válido no momento da entrada (o Uruguai não exige os seis meses, mas companhias aéreas podem exigir por precaução), com ao menos uma página em branco. A estada de 90 dias é prorrogável por mais 90 na Direção Nacional de Migração (DNM), em Montevidéu, com documentação; estadias mais longas exigem pedido de residência — a política de residência uruguaia é muito aberta, e o país virou destino de aposentados e trabalhadores remotos. Não há exigência de vacina contra febre amarela para quem chega da Europa, da América do Norte ou da Oceania. Para os demais passaportes lusófonos, verifique a regra da sua nacionalidade antes de viajar.
Tipos de visto comuns
Entrada Mercosul com documento de identidade
Para cidadãos do Brasil, da Argentina, do Paraguai e dos demais países do Mercosul e associados. Entra-se apenas com a carteira de identidade nacional — sem passaporte nem visto —, inclusive nas balsas de Buenos Aires a Colônia e Montevidéu e nas travessias terrestres com o Brasil.
Entrada sem visto (90 dias)
Para turismo, visita a familiares e reuniões de negócios curtas de cidadãos de Portugal, da União Europeia, dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e de cerca de 80 países. Sem solicitação prévia: o carimbo é feito na chegada.
Residência (aposentados, rentistas e nômades)
Para estadias longas: aposentados, rentistas, trabalhadores remotos, investidores e reunificação familiar. A política de residência uruguaia é incomumente aberta, e o país tornou-se destino de migrantes da região, dos Estados Unidos e da Europa.
Trabalho, estudo e fins específicos
Emprego com empregador uruguaio, estudo na Universidad de la República ou em outras instituições, jornalismo, trabalho em ONG e outros fins além da estada turística de 90 dias.
Informações importantes para viajar ao Uruguai
•Brasileiros entram só com a...
•Demais nacionalidades: portugueses, europeus, norte-americanos...
•Passaporte: quem precisa de passaporte...
•Moeda: o peso uruguaio (UYU)...
•Idioma: o espanhol é a...
•Melhor época: de dezembro a...
•Segurança: o Uruguai é um...
•Vacina: não há exigência de...
•Menores de 18 anos: viajando...
•Em emergências, ligue 911 (polícia,...
O Uruguai recompensa quem gosta de um ritmo lento, céus amplos, boas parrillas e uma longa costa atlântica que alterna entre cena de praia cosmopolita e dunas selvagens. A maioria começa por Montevidéu, depois cruza para Colônia do Sacramento — a uma hora de balsa de Buenos Aires pelo Rio da Prata — e sobe a costa para Punta del Este e José Ignacio no verão. O Aeroporto de Carrasco (MVD), a 20 km de Montevidéu, é o hub principal, com voos diretos de São Paulo, Buenos Aires, Lima, Santiago, Panamá e Madri; no verão, o Aeroporto de Punta del Este (PDP) recebe voos sazonais diretos de São Paulo e Buenos Aires. Para o viajante brasileiro, a proximidade e a entrada só com identidade tornam o Uruguai um dos destinos internacionais mais simples. O país não exige seguro-viagem, mas ele é recomendado.
Descubra Uruguai
Montevidéu: a Rambla, a Cidade Velha e o Mercado del Puerto
Montevidéu é uma capital-porto de prédios baixos organizada em torno da Rambla, o calçadão à beira-mar de 22 km que percorre toda a cidade — a maior calçada contínua do mundo —, do porto a Pocitos, Punta Carretas e Carrasco. A Cidade Velha guarda a Praça Independência, o Palácio Salvo e o Teatro Solís; o Mercado del Puerto reúne mais de uma dezena de bancas de parrilla ao lado das docas; e o mercado de domingo de Tristán Narvaja, no Cordón, é uma instituição. O Estádio Centenário foi palco da primeira final de Copa do Mundo da história, em 1930, quando o Uruguai venceu a Argentina por 4 a 2 e se sagrou o primeiro campeão mundial. A cidade vive de cinema, teatro e tango o ano todo, e dois a três dias dão conta dos seus destaques.
Colônia do Sacramento: o porto histórico português
Colônia do Sacramento, a uma hora de balsa de Buenos Aires pelo Rio da Prata (Buquebus ou Colonia Express) ou a duas horas e meia de ônibus de Montevidéu, é um dos portos históricos mais fotografados da América do Sul — e tem raízes diretamente portuguesas. Fundada pelos portugueses em 1680 e inscrita pela UNESCO em 1995, a Cidade Velha (Barrio Histórico) é uma península de ruas de pedra ladeadas de casas em tons pastel, com o Portão da Cidadela, o farol de 1857 e um longo pôr do sol sobre o rio. É um passeio de meio a um dia inteiro; muitos cruzam de Buenos Aires só para o dia, mas pernoitar permite andar pelas ruas vazias depois que os visitantes do dia partem.
Punta del Este e José Ignacio
Punta del Este, na ponta sudeste do país, é o destino-bandeira do verão do hemisfério sul: vai da Playa Mansa (lado calmo da baía) à Playa Brava (lado atlântico, com a famosa escultura La Mano, os dedos meio enterrados na areia), e está a todo vapor do fim de dezembro a meados de fevereiro, com o público argentino, brasileiro, chileno e paraguaio. José Ignacio, 30 km a leste, é a alternativa butique e fashion — paradores de praia como o La Huella, pousadas nas dunas e o vinhedo Garzón ao lado — e cada vez mais «os Hamptons da América do Sul». Fora do verão, toda a região desacelera para um ritmo local muito mais tranquilo.
A costa atlântica selvagem: Cabo Polonio e Punta del Diablo
A leste de Punta del Este, a costa atlântica fica selvagem e boêmia. Cabo Polonio é um parque nacional acessível só por transfer 4×4 pelas dunas, sem energia elétrica da rede, com colônias de leões-marinhos no costão rochoso, pousadas à luz de velas e uma longa praia de surfe vazia. La Paloma e La Pedrera são as vilas de surfe e casas de veraneio mais ao norte; Punta del Diablo, perto da fronteira com o Brasil, é a capital do surfe e da pesca da costa selvagem; e o Parque Nacional de Santa Teresa, logo adiante, guarda uma fortaleza luso-espanhola de 1762 e quilômetros de campings à sombra dos pinheiros. O melhor é o fim do verão (março-abril), quando o calor cede e o mar abre para o surfe.
Vinho Tannat: Carmelo, Canelones e Garzón
O Uruguai é um dos três países sérios de vinho da América do Sul, ao lado da Argentina e do Chile, construído em torno do Tannat — a uva de casca escura trazida de Madiran, no sudoeste da França, em 1870, hoje o vinho nacional e uma das mais ricas em polifenóis do mundo. A região de Canelones, logo ao norte de Montevidéu, reúne as vinícolas Bouza, Pizzorno e Juanicó; a de Carmelo, no departamento de Colônia, sobre o Rio da Prata, tem a Narbona; e a nova propriedade Garzón, em Maldonado, perto de José Ignacio, fixou o padrão butique de alto nível. A maioria das bodegas abre como pequenas estâncias-pousada, com visitas aos vinhedos, asado e degustação de Tannat.
Estâncias, gaúchos, mate e o Carnaval mais longo do mundo
O interior do Uruguai é pampa ondulado — terra de gaúchos, onde estâncias de gado em Florida, Tacuarembó e Lavalleja abrem como pousadas para o dia-com-os-gaúchos: lida a cavalo, almoço de asado e violão à noite junto ao fogo. O mate — a erva amarga bebida da cuia, continuamente, ao longo do dia — é a assinatura social do país, mais presente no Uruguai do que em qualquer outro lugar da América do Sul. E o Carnaval uruguaio é o mais longo do mundo: cerca de 40 dias entre o fim de janeiro e o início de março, com o Desfile de Llamadas, em Montevidéu, onde mais de 2 500 tambores de candombe (a percussão afro-uruguaia, Patrimônio Imaterial da Humanidade) tomam a rua Isla de Flores.
Formas de explorar este destino
A capital-porto em torno da Rambla (a maior calçada contínua do mundo), a Cidade Velha, o Mercado del Puerto e o Estádio Centenário, palco da primeira final de Copa do Mundo (1930).
O porto histórico fundado pelos portugueses em 1680, Patrimônio Mundial, de ruas de pedra e pôr do sol sobre o Rio da Prata — a uma hora de balsa de Buenos Aires.
O destino-balneário-bandeira do verão sul-americano, da Playa Mansa à La Mano da Playa Brava, e a butique José Ignacio nas dunas.
Cabo Polonio (parque nacional sem energia da rede, com leões-marinhos), La Pedrera, Punta del Diablo e o Parque de Santa Teresa.
As bodegas de Canelones, Carmelo e a propriedade Garzón, com visitas aos vinhedos, asado e degustação do Tannat, o vinho nacional.
As estâncias de gado do pampa abertas como pousadas, a cultura do mate e o Carnaval mais longo do mundo, com o candombe do Desfile de Llamadas.
Dinheiro e moeda
Peso uruguaio (UYU)
Código da moeda: UYU
Dicas práticas sobre dinheiro
A moeda é o peso uruguaio (UYU) — e o dólar circula
A moeda oficial é o peso uruguaio (UYU), que usa o símbolo «$» — preços marcados com $ são em pesos, salvo indicação de «USD» ou «U$S». O dólar americano circula muito no turismo, sobretudo em Punta del Este e José Ignacio, onde os preços costumam ser cotados em dólar. Para quem vem do Brasil, leve dólares ou use o cartão: trocar real por peso uruguaio com bom câmbio é raro. Troque em bancos ou casas de câmbio (Cambio, Banco de la República) de Montevidéu e das cidades — as taxas são bastante consistentes, mas vale comparar. Em Colônia e nas balsas de Buenos Aires, o peso argentino também é aceito. Como o peso uruguaio varia, vale checar a cotação do dia antes de trocar somas maiores — o Wise e a XE servem de referência.
Caixas eletrônicos nas cidades e na costa
Caixas eletrônicos que aceitam Visa e Mastercard internacionais são comuns em Montevidéu, Punta del Este e nas demais cidades — Banco de la República, Santander e BBVA têm boas redes. Em cidades menores e no interior, a oferta é mais limitada, então saque o suficiente antes de seguir para destinos como Cabo Polonio. Recuse a «conversão para a sua moeda» (DCC) na tela do caixa e escolha o saque em pesos, que dá melhor câmbio. Confira com o seu banco as tarifas de saque internacional.
Cartão estrangeiro: isenção de IVA para turistas
Cartões de crédito e débito são aceitos na maioria dos hotéis, restaurantes, lojas e atrações de Montevidéu, Punta del Este e das áreas turísticas; o pagamento por aproximação (contactless) e o Apple Pay e o Google Pay funcionam bem nos centros urbanos. Há um benefício valioso para o visitante: o Uruguai concede isenção do IVA (imposto sobre o valor agregado) a turistas estrangeiros que pagam com cartão estrangeiro — a hospedagem registrada o ano todo e os restaurantes, bares e aluguel de carro durante a alta temporada de verão. Pague sempre com o seu cartão de fora para aproveitar o desconto e confirme as datas e condições vigentes. No interior e em pequenos negócios, leve dinheiro.
Tenha pesos (e algum dólar) à mão
O Uruguai é moderno, mas ainda depende de dinheiro em alguns setores. Carregue uma combinação de pesos (trocados no país) e algum dólar de reserva: feirantes, pequenos restaurantes e o transporte rural costumam preferir dinheiro. Em destinos sem energia da rede, como Cabo Polonio, leve dinheiro suficiente, pois pode não haver caixa eletrônico disponível. Tenha notas menores para o dia a dia.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Qual é a moeda do Uruguai?
É verdade que turistas não pagam IVA no Uruguai?
Posso usar meu cartão brasileiro e os caixas eletrônicos no Uruguai?
O dólar é aceito no Uruguai?
Preciso trocar dinheiro antes de chegar ao Uruguai?
Quanto dinheiro em espécie devo levar no Uruguai?
Missões acreditadas para Uruguai
Brasileiro entra mesmo no Uruguai só com a carteira de identidade?
Entra, e essa é uma das maiores facilidades de viagem internacional que o passaporte brasileiro dispensa. O acordo de livre circulação do Mercosul permite a entrada apenas com o documento nacional de identidade, sem visto e sem passaporte, valendo tanto para quem chega de avião quanto para quem cruza a fronteira terrestre ou vem de balsa por Buenos Aires. As condições são as óbvias e são levadas a sério: documento dentro da validade, em bom estado de conservação e com foto em que a pessoa seja reconhecível — identidade antiga, plastificada e desbotada é a causa mais comum de problema no balcão. Se a viagem incluir outro país fora do bloco, leve o passaporte de qualquer forma.
E quem viaja com passaporte português?
Entra sem visto, a turismo, por até 90 dias, com carimbo dado na chegada e sem qualquer pedido prévio. O passaporte precisa estar válido no momento da entrada — o Uruguai não exige os seis meses de margem que muitos países pedem, mas companhias aéreas aplicam regras próprias e costumam ser mais rigorosas do que a fronteira, então vale não viajar com o documento no fim da validade. É preciso ao menos uma página em branco para o carimbo. A estada pode ser prorrogada por mais 90 dias junto da Direção Nacional de Migração, em Montevidéu, com documentação — e para ficar além disso o caminho é o pedido de residência, num país cuja política nessa matéria é invulgarmente aberta.
Como se chega de Buenos Aires ao Uruguai?
De balsa, atravessando o Rio da Prata, e é uma das travessias mais agradáveis da região. Colônia do Sacramento fica a cerca de uma hora de navegação e é o destino clássico de bate-volta; há também ligações diretas a Montevidéu, mais longas. O embarque funciona como um voo internacional em miniatura: os dois controlos migratórios, o argentino e o uruguaio, são feitos lado a lado no mesmo terminal antes de partir, o que significa chegar com antecedência e ter o documento certo em mãos. Compre com antecedência na alta temporada, quando os horários de fim de semana esgotam. Muita gente cruza só para o dia, mas pernoitar em Colônia é o que permite ver as ruas de pedra vazias depois de as excursões partirem.
Quantos dias são suficientes?
Uma semana cobre o país com folga, o que faz do Uruguai um excelente destino para quem tem poucos dias. Montevidéu pede dois a três, entre a Cidade Velha, o Mercado del Puerto e um fim de tarde na Rambla. Colônia do Sacramento resolve-se num dia, ou numa noite se quiser a cidade sem gente. A costa é o que estica o roteiro: Punta del Este e José Ignacio pedem três a quatro dias no verão, e quem prefere a costa selvagem de Cabo Polonio e Punta del Diablo deve reservar outros tantos, porque o acesso é mais lento. Uma combinação muito usada, e que funciona bem, é juntar o Uruguai a Buenos Aires, aproveitando a balsa em vez de mais um voo.
Qual é a melhor época para ir?
Depende do que procura, porque o país tem duas temporadas com personalidades opostas. De dezembro a março é o verão austral e a janela da costa: Punta del Este, José Ignacio e as praias selvagens funcionam a pleno, com o pico entre o fim de dezembro e meados de fevereiro, quando chegam os veranistas da região e os preços acompanham. A primavera e o outono são a melhor época para Montevidéu, para as bodegas e para as estâncias, com clima ameno e sem multidões. O inverno é frio sem ser rigoroso e serve à cidade, ao tango e ao vinho. Quem quiser o Carnaval deve olhar para o fim de janeiro até o início de março, com o desfile do candombe no meio desse arco.
Levo pesos, dólares ou cartão?
Os três resolvem, cada um no seu lugar. A moeda oficial é o peso uruguaio, e é com ela que se paga o dia a dia fora dos polos turísticos. O dólar americano circula amplamente no turismo, e em Punta del Este e José Ignacio muitos preços são cotados diretamente em dólar. O peso argentino é aceito em Colônia e nas balsas, pelo fluxo constante de visitantes de Buenos Aires. Cartões são aceitos com naturalidade em cidades e destinos de praia, e vale levar algum dinheiro vivo para feiras, transporte local e o interior. Uma nota para o viajante brasileiro: lembre-se do imposto sobre compras e saques internacionais ao decidir entre cartão e espécie.
Viajar com crianças exige documento extra?
Pode exigir, e é o detalhe que mais atrapalha famílias na fronteira. Menores de 18 anos que viajem sozinhos ou acompanhados por apenas um dos pais, com documento não uruguaio, precisam de autorização escrita e firmada dos pais — o chamado Permiso de Menor. A exigência vale tanto para a chegada de avião quanto para a travessia terrestre e para as balsas, e é verificada com regularidade. Resolva o documento antes de sair do país de origem, com o reconhecimento de firma que a legislação do seu país exigir, e leve também a certidão de nascimento ou documento que comprove o vínculo. Improvisar isso no aeroporto não costuma dar certo.
O Uruguai é seguro e preciso de seguro-viagem?
É um dos países mais seguros da América do Sul, e o cuidado maior é o de qualquer capital: atenção a furtos no centro de Montevidéu, sobretudo na Cidade Velha e em torno da rodoviária, com o bom senso habitual quanto a celular e câmera à mostra. A costa e o interior do vinho são notavelmente tranquilos. O seguro-viagem não é exigido para entrar, mas é recomendado — a rede de saúde privada é boa e cobra, e uma ocorrência simples fora de Montevidéu pode significar deslocação. Guarde o número nacional de emergências, o 911, que atende polícia, bombeiros e ambulância em todo o país.
As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.