Venezuela

Bandeira: Venezuela

Código Telefônico

+58

Capital

Caracas

População

28 milhões

Nome Nativo

Venezuela

Região

Américas

América do Sul

Fuso Horário

Venezuelan Standard Time

UTC-04:00

A Venezuela é o país mais a norte da América do Sul, com frente para o mar das Caraíbas e fronteira com a Colômbia, o Brasil e a Guiana, e tem em Caracas a capital. Poucos países concentram tanta variedade de paisagem em tão pouco espaço: cumes andinos acima dos quatro mil metros, um arquipélago de coral caribenho, os planaltos de arenito de topo plano da Gran Sabana — os tepuis — e a queda de água mais alta do mundo, o Salto Ángel, com quase mil metros de desnível. Para quem viaja com passaporte português ou brasileiro, a regra de entrada é simples desde que se chegue de avião: recebe-se um cartão de turista de 90 dias na própria imigração, sem pedido prévio e sem custo. Por terra o regime é outro, o que interessa sobretudo ao leitor brasileiro, cujo país faz fronteira com a Venezuela. E há uma característica que define a viagem toda: hoje o turismo funciona quase inteiramente em circuitos organizados com agências venezuelanas experientes.

Vistos e regras de entrada na Venezuela

Na Venezuela, a pergunta que decide a sua entrada não é apenas qual o passaporte, é também por onde chega — e essa distinção entre via aérea e via terrestre é a coisa mais importante a perceber antes de reservar. Chegando de avião a um aeroporto internacional, os cidadãos portugueses estão abrangidos, como os restantes nacionais do espaço Schengen, pelo cartão de turista de 90 dias emitido gratuitamente na imigração à chegada; o mesmo se aplica aos cidadãos brasileiros e à generalidade dos países latino-americanos. O cartão preenche-se e carimba-se no momento, sem pedido prévio, e é prorrogável por mais 90 dias junto do serviço de migração, dentro do país e antes de expirar. Para os cidadãos dos Estados do Mercosul e da Comunidade Andina — o Brasil entre eles — existe ainda a via dos acordos regionais, que permite a entrada com documento de identidade nacional em vez de passaporte, e abre em território venezuelano o caminho para uma residência temporária ao abrigo desses mesmos acordos. A entrada por via terrestre ou marítima segue um regime diferente e mais exigente do que o aéreo, e não deve ser assumida como equivalente: confirme as condições aplicáveis ao seu documento e ao ponto de passagem junto de um consulado venezuelano ANTES de viajar, sobretudo se ponderar subir a partir do Brasil. Exige-se passaporte válido por pelo menos seis meses a contar da entrada, com duas páginas em branco, e convém ter à mão o bilhete de regresso e o comprovativo de alojamento. Há ainda duas regras que apanham gente desprevenida: quem tem dupla nacionalidade venezuelana é obrigado por lei venezuelana a entrar e a sair com passaporte venezuelano, independentemente do outro passaporte que tenha usado para comprar a viagem; e é exigido certificado de vacinação contra a febre amarela a quem esteve, ou transitou mais de doze horas, pelo Brasil ou por outro país endémico. Trabalho, estudo, jornalismo, atividade em organizações não governamentais e voluntariado exigem visto próprio, tratado previamente num consulado.

Tipos de visto comuns

Cartão de turista de 90 dias (chegada por via aérea)

90 dias, prorrogáveis por mais 90 junto do serviço de migração antes de expirar

Para turismo, visita a familiares e reuniões de negócios de curta duração, para cidadãos portugueses e dos restantes países do espaço Schengen, brasileiros e da generalidade dos países latino-americanos, chegando de avião a um aeroporto internacional. Emitido na imigração, sem pedido prévio e sem custo.

Entrada com documento de identidade (Mercosul e Comunidade Andina)

90 dias; aplicam-se as mesmas regras de febre amarela

Para cidadãos dos Estados membros destes acordos regionais, incluindo o Brasil, em turismo ou visita familiar. Permite a entrada com documento de identidade nacional em vez de passaporte e abre a via da residência temporária ao abrigo dos mesmos acordos, tratada já dentro do país.

Visto prévio (entrada por terra ou por mar)

Conforme a emissão; pedido com semanas de antecedência

A entrada por via terrestre ou marítima não segue a regra da chegada de avião e exige tratamento prévio junto de um consulado venezuelano. É a via que interessa a quem pondera atravessar a fronteira a partir de um país vizinho — confirme o que se aplica ao seu documento e ao ponto de passagem antes de sair de casa.

Trabalho, estudo, jornalismo e voluntariado

Conforme a categoria, em regra 1 ano e renovável; exige registo criminal e certificado médico

Qualquer atividade profissional, remunerada ou não, e ainda jornalismo, filmagem, trabalho em organizações não governamentais, voluntariado, programas de estudo e estágios exigem visto próprio com entidade patrocinadora. Entrar como turista e depois exercer estas atividades é tratado com seriedade pelas autoridades.

Informações importantes para viajar à Venezuela

Chegando por via aérea a um aeroporto internacional, cidadãos portugueses (como os restantes do espaço Schengen), brasileiros e da generalidade dos países latino-americanos recebem gratuitamente na imigração um cartão de turista de 90 dias, prorrogável por mais 90 junto do serviço de migração antes de expirar.

A entrada por via terrestre ou marítima segue regime diferente e mais exigente do que a aérea. Se pondera atravessar a fronteira por estrada, confirme junto de um consulado venezuelano o que se aplica ao seu documento e ao ponto de passagem concreto ANTES de viajar.

Cidadãos dos Estados do Mercosul e da Comunidade Andina, incluindo o Brasil, podem entrar com documento de identidade nacional em vez de passaporte ao abrigo dos acordos regionais, que também abrem a via da residência temporária tratada já no país.

Visão geral da viagem

A Venezuela oferece talvez a maior concentração de variedade de paisagem da América do Sul: arquipélago de coral caribenho, cumes andinos, os planaltos de arenito da Gran Sabana, floresta amazónica, as planícies dos Llanos e até dunas de deserto, tudo dentro do mesmo país. O circuito de referência é Canaima e o Salto Ángel: um voo curto em avião pequeno até à pista dentro do parque nacional, e depois um dia inteiro de canoa a motor pelos rios até à base da queda de água mais alta do mundo. A caminhada ao Monte Roraima, um tepui de topo plano na Gran Sabana que inspirou o romance de mundo perdido de Conan Doyle, leva seis a oito dias entre ida e volta e faz-se sempre com guia. Nos Andes, Mérida concentra os pontos mais altos do país e o teleférico mais longo e mais alto do mundo, que sobe em quatro troços a partir da cidade. Do lado caribenho, o arquipélago de Los Roques é um parque nacional de trezentos e cinquenta ilhéus e cayos de areia branca, com pousadas pequenas em vez de resorts, e a ilha Margarita é o destino de praia clássico do país. No interior, os Llanos oferecem uma das melhores experiências de observação de fauna da América Latina, com capivaras, jacarés, anacondas e íbis-escarlate concentrados em torno das lagoas. E a mesa acompanha tudo: a arepa, o pabellón criollo, a cachapa. Uma nota estrutural que atravessa qualquer itinerário: hoje viaja-se aqui com operador, em circuito organizado.

Descubra Venezuela

Antes de qualquer outra coisa, resolva como vai entrar, porque na Venezuela o meio de chegada muda o regime de entrada. Por via aérea, a quem viaja com passaporte português ou brasileiro a regra é das mais simples do continente: o cartão de turista de 90 dias é emitido na própria imigração, gratuitamente, sem pedido prévio e sem formulário submetido de antemão — preenche-se, carimba-se e entra-se. Por via terrestre ou marítima, o regime é outro e mais exigente, e não deve ser tratado como uma variante do primeiro. Isto interessa particularmente ao leitor brasileiro, porque o Brasil faz fronteira terrestre com a Venezuela e a hipótese de subir por estrada é real e concreta: nesse caso, confirme junto de um consulado venezuelano o que se aplica ao seu documento e ao ponto de passagem concreto antes de sair de casa, e não à chegada à fronteira. Há ainda a via dos acordos do Mercosul e da Comunidade Andina, que permite aos cidadãos brasileiros entrar com documento de identidade nacional em vez de passaporte — e é também por essa via que se trata, já dentro do país, uma residência temporária ao abrigo dos mesmos acordos.

Formas de explorar este destino

Salto Ángel e Canaima

A queda de água mais alta do mundo, com quase mil metros, dentro de um parque nacional classificado pela UNESCO. Voo de cerca de uma hora em avião pequeno até ao acampamento, e depois um dia inteiro de canoa a motor pelos rios até à base. Caudal máximo na estação das chuvas.

Caminhada ao Monte Roraima

Seis a oito dias de ida e volta até ao topo plano de um tepui de 2 810 metros na Gran Sabana, pela única rampa acessível a pé, com plantas carnívoras endémicas, arenito erodido e piscinas naturais na rocha. Só com guia.

Mérida e os Andes venezuelanos

Os pontos mais altos do país, acima dos 4 900 metros, e o teleférico mais longo e mais alto do mundo, em quatro troços desde a cidade. Base para caminhadas, parapente e para os parques nacionais da serra, a partir de uma cidade universitária de montanha.

Arquipélago de Los Roques

Cerca de trezentos e cinquenta ilhéus e cayos de coral a norte da costa, alcançados por avião pequeno. Pousadas pequenas na única ilha habitada, saídas de barco a cayos desertos, mergulho de superfície em recife raso, pesca desportiva nos baixios e kitesurf com os alísios.

Ilha Margarita e praias caribenhas

O destino de praia clássico do país: praias longas de areia na costa oriental, povoações costeiras históricas, uma capital interior com fortaleza e uma tradição de compras livres de impostos. Voo doméstico desde Caracas ou ferry a partir do continente.

Llanos e observação de fauna

As planícies tropicais do centro do país oferecem uma das concentrações de fauna mais acessíveis da América Latina, em antigas fazendas de gado abertas como reservas: capivara, jacaré, anaconda, tamanduá-bandeira e íbis-escarlate, com saídas de barco e de viatura. Melhor na estação seca.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
Bs

Bolívar venezuelano (VES)

Código da moeda: VES

Dicas práticas sobre dinheiro

O turismo funciona em dólares, em dinheiro

A moeda oficial do país é o bolívar, mas a viagem organizada — hotéis, circuitos, voos internos, pousadas em Canaima e em Los Roques, guias e transferes — é cotada e liquidada em dólares americanos em espécie, e é assim que o visitante deve planear. Isto não é um detalhe a confirmar à chegada: é o pressuposto sobre o qual se monta o orçamento inteiro antes de sair de casa. Para o leitor português, significa converter euros em dólares antes de partir; para o brasileiro, converter reais em dólares, e num caso e no outro fazê-lo no país de origem, com tempo, e não no aeroporto de partida. Leve a moeda local apenas para pequenas despesas do dia a dia, e obtenha-a através do alojamento ou do operador, que sabem como e a quanto — não em câmbio informal de rua.

Leve o orçamento inteiro, contado ao detalhe

Este é o destino em que a conta se faz toda antes de embarcar. Some o que não estiver pago à cabeça — refeições fora dos pacotes, entradas, transportes locais, gorjetas, compras, extras nos alojamentos — acrescente uma margem confortável para imprevistos e mudanças de plano por causa do tempo, e leve esse total consigo em dinheiro. A margem não é excesso de zelo: os itinerários desta região alteram-se com o nível dos rios e com as janelas de voo em avião pequeno, e um dia extra não previsto tem de ser pago com o que traz na carteira. Divida o dinheiro por dois ou três sítios distintos — mala, bagagem de mão, cofre do alojamento — e ande no dia a dia apenas com o que precisa para esse dia, deixando o resto guardado.

Notas pequenas e em bom estado — o detalhe que trava pagamentos

A denominação e o estado das notas são, aqui, uma questão prática de primeira ordem, e não um preciosismo. Leve sobretudo notas de valor baixo: o troco é escasso, e pagar uma refeição, um transporte ou uma gorjeta com uma nota grande transforma-se num problema para ambos os lados. Tão importante quanto isso é o estado do papel — notas rasgadas, escritas, muito gastas ou com marcas são por vezes recusadas, pelo que vale a pena pedir notas em bom estado no banco de origem e transportá-las de forma a não as amarrotar. Separe de antemão um maço de notas pequenas destinado a gorjetas e pequenas despesas, para não ter de desfazer uma nota grande de cada vez que precisa de pouco.

Cartões, caixas e o operador como fonte de informação

Não construa o plano financeiro da viagem em torno de cartões ou de caixas automáticas: para o visitante estrangeiro, os cartões internacionais não são fiáveis, mesmo em estabelecimentos maiores, as caixas internacionais não podem ser tomadas como fonte de fundos, e os pagamentos por telemóvel não funcionam. Leve um cartão para o caso de servir em alguma situação pontual, mas conte com ele como recurso e nunca como plano. A informação financeira que realmente conta vem de outro lado: a agência com que viaja indica, na preparação da viagem, quanto levar e em que denominações, ajustado ao itinerário concreto que contratou. Essa indicação vale mais do que qualquer estimativa feita de longe — peça-a por escrito antes de comprar os bilhetes e siga-a de perto.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Perguntas frequentes

Chegando de avião, não. Com passaporte português está abrangido, como os restantes cidadãos do espaço Schengen, pelo cartão de turista de 90 dias emitido gratuitamente na imigração à chegada; com passaporte brasileiro a situação é a mesma, pela via latino-americana. O cartão preenche-se e carimba-se no momento, sem pedido prévio, e prorroga-se por mais 90 dias junto do serviço de migração, dentro do país e antes de expirar. Para o leitor brasileiro há ainda uma via adicional: ao abrigo dos acordos do Mercosul e da Comunidade Andina é possível entrar com documento de identidade nacional em vez de passaporte, e é também por aí que se trata uma residência temporária já em território venezuelano. Leve o passaporte válido por seis meses com duas páginas em branco, e tenha à mão o bilhete de regresso e o comprovativo de alojamento.

Trate essa hipótese como um caso diferente, e não como uma variante da chegada de avião — é o ponto onde mais gente se engana. A entrada por via terrestre ou marítima segue um regime próprio e mais exigente do que o aéreo, pelo que a regra do cartão de turista emitido à chegada não deve ser assumida na fronteira. Como isto envolve o seu documento concreto e o posto de passagem concreto, a única resposta segura é a que se obtém na fonte: contacte um consulado venezuelano antes de sair de casa, explique a nacionalidade, o ponto por onde tenciona passar e o motivo da viagem, e siga o que lhe for indicado. Resolver isto com semanas de antecedência é barato; descobri-lo à porta da fronteira, depois de atravessar o norte do Brasil, não é.

Nos destinos que fazem as pessoas ir à Venezuela, na prática não — e a razão é logística e não de conforto. Canaima e o Salto Ángel, Los Roques e a caminhada ao Roraima só são alcançáveis através de voos fretados licenciados, barqueiros autorizados e guias credenciados: o transporte que lá chega é o do operador, pelo que contratar agência não é escolher a viagem mais fácil, é a forma como se lá chega. O planeamento faz-se então ao contrário do habitual: escolhe-se primeiro uma agência venezuelana com experiência real nas regiões que quer visitar, e a partir daí monta-se o itinerário. A combinação mais comum numa primeira viagem é Canaima mais uma de Los Roques, Mérida ou os Llanos, contratadas à mesma agência.

As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.