Cape Town, África do Sul

Guia da cidade com dados principais, viagens, negócios e cultura.

África do SulWestern Cape

Visão geral

A Cidade do Cabo é a espetacular «Cidade-Mãe» da África do Sul, abraçada entre a Montanha da Mesa, de topo plano, e o Atlântico — uma cidade de cumes alcançados por teleférico e de estradas à beira-mar, com o V&A Waterfront e o colorido Bo-Kaap, a península do Cabo cheia de vida selvagem e praias de pinguins, e os vinhedos das regiões vinícolas logo no interior.

A Montanha da Mesa e a cidade

O teleférico e os trilhos da Montanha da Mesa, o City Bowl e o Company's Garden, os Jardins de Kirstenbosch e o colorido Bo-Kaap.

Waterfront e Ilha de Robben

O V&A Waterfront e o Zeitz MOCAA, os ferries para a Ilha de Robben e as praias atlânticas de Camps Bay e Clifton.

A península do Cabo

A Chapman's Peak Drive, o Cabo da Boa Esperança e a reserva do Cabo da Ponta, e os pinguins-africanos de Boulders Beach.

Gastronomia e regiões vinícolas

Os mercados e a cena gastronómica, as quintas de Constantia e as vilas vinícolas de Stellenbosch e Franschhoek.
Resumo de viagem

A Cidade do Cabo, capital legislativa e cidade mais antiga da África do Sul, situa-se numa das paisagens urbanas mais bonitas do mundo — abraçada ao pé da Montanha da Mesa, entre a cordilheira da península do Cabo e o Atlântico frio e azul. Conhecida como «Cidade-Mãe», combina cenários naturais dramáticos com história rica, boa gastronomia e vinho e um estilo de vida costeiro descontraído. O seu marco maior é a Montanha da Mesa, o maciço de topo plano cujo cume — alcançado por um teleférico giratório ou a pé — dá vistas sobre a cidade, o mar e a península, e que, com o parque nacional envolvente, faz parte do Reino Floral do Cabo, Património Mundial da UNESCO de extraordinária diversidade vegetal (o fynbos). Abaixo, a cidade estende-se do renovado V&A Waterfront — com o porto, lojas, museus (incluindo o museu de arte contemporânea Zeitz MOCAA) e os barcos para a Ilha de Robben — pelo centro histórico do City Bowl e pelo bairro malaio-cabense do Bo-Kaap, de casas vivamente pintadas, até às praias do litoral atlântico de Camps Bay, Clifton e Sea Point. A sul da cidade, a península do Cabo desenrola-se numa das grandes estradas cénicas do mundo — por Hout Bay e pela Chapman's Peak Drive, agarrada à falésia, até ao Cabo da Boa Esperança e à reserva natural do Cabo da Ponta, e até à colónia de pinguins-africanos de Boulders Beach, perto de Simon's Town. No interior e à volta das encostas da montanha ficam os Jardins Botânicos de Kirstenbosch, as quintas de vinho de Constantia e — a menos de uma hora — as vilas vinícolas de Stellenbosch e Franschhoek, entre vinhedos e montanhas. Junte uma cena gastronómica celebrada, mercados, história e uma forte cultura criativa, e percebe-se por que a Cidade do Cabo é, ano após ano, das melhores cidades do mundo para visitar. O clima é mediterrânico — verões quentes e secos (de dezembro a março, a época alta, por vezes ventosa com o sudeste «Cape Doctor») e invernos frescos e mais húmidos; a primavera e o outono são especialmente agradáveis.

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A Montanha da Mesa e o City Bowl

A Montanha da Mesa é o coração da identidade da Cidade do Cabo e a sua experiência essencial. O cume de topo plano, com mais de um quilómetro de altura, alcança-se pelo teleférico giratório (se o tempo permitir — o vento forte e a nuvem, a «toalha de mesa», fecham-no com frequência) ou por trilhos como o do Platteklip Gorge, e o topo oferece vistas de 360 graus sobre a cidade, a Ilha de Robben, o Atlântico e a espinha da península. A montanha e a sua cordilheira estão protegidas no Parque Nacional da Montanha da Mesa, parte do Reino Floral do Cabo, classificado pela UNESCO pela sua vegetação fynbos única. Em baixo, o City Bowl abriga o centro histórico — o Company's Garden, museus, o Castelo da Boa Esperança, a animada Long Street e o Museu do Distrito Seis —, enquanto nas encostas mais baixas fica o mundialmente famoso Jardim Botânico Nacional de Kirstenbosch, onde as plantas nativas descem a encosta e os concertos de verão ao pôr do sol atraem multidões. Ali perto, o bairro do Bo-Kaap, com as suas ruas íngremes de calçada e casas vivamente pintadas e a sua herança malaia-cabense, mesquitas e cozinha, é um dos bairros mais fotografados e cheios de caráter da cidade.

O V&A Waterfront e a Ilha de Robben

O V&A Waterfront, junto a um porto em atividade com a Montanha da Mesa como pano de fundo, é o destino mais popular da cidade — uma marginal animada de restaurantes, lojas, mercados, hotéis e atrações onde locais e visitantes se misturam. Aqui encontra o Aquário dos Dois Oceanos, a grande roda-gigante panorâmica, os passeios de barco e o Zeitz Museu de Arte Contemporânea de África (MOCAA), uma galeria de vulto talhada de forma dramática num antigo silo de cereais. O Waterfront é também o ponto de partida dos ferries para a Ilha de Robben, o Património Mundial da UNESCO na Baía da Mesa onde Nelson Mandela e outros líderes estiveram presos; as visitas, muitas vezes guiadas por antigos reclusos, estão entre as experiências mais marcantes da cidade. Do Waterfront, o litoral atlântico segue para sul até aos bairros de praia chiques de Sea Point (com o seu passeio marítimo muito procurado), às enseadas abrigadas de Clifton e à praia ladeada de palmeiras e aos bares de pôr do sol de Camps Bay, sob os picos dos Doze Apóstolos — o lugar para fechar um dia junto ao mar.

A península do Cabo — o Cabo da Ponta e os pinguins

A sul da cidade, a península do Cabo oferece uma das clássicas excursões cénicas de um dia do mundo. A descida pelo lado atlântico passa pelo porto de pesca e pelo marisco de Hout Bay, antes da espetacular estrada com portagem talhada na falésia, a Chapman's Peak Drive, com vistas a pique sobre o oceano. Na ponta da península fica a secção do Cabo da Boa Esperança do Parque Nacional da Montanha da Mesa, uma reserva selvagem e batida pelo vento, de fynbos, babuínos, antílopes e aves marinhas, onde se chega à ponta rochosa do Cabo da Boa Esperança e se sobe pelo funicular (ou a pé) até ao velho farol do Cabo da Ponta, com vistas sobre o encontro dos oceanos. No regresso, pela costa mais suave da False Bay, o destaque é Boulders Beach, perto de Simon's Town, lar de uma encantadora colónia de pinguins-africanos que andam por entre os rochedos e se observam a partir de passadiços. A vila naval de Simon's Town, as baleias da False Bay (as baleias-francas-austrais visitam-na no inverno e na primavera) e a aldeia costeira de Kalk Bay completam um circuito memorável.

Gastronomia, vinho e as regiões vinícolas

A Cidade do Cabo é uma das grandes cidades de gastronomia e vinho, e comer e beber são centrais numa visita. Tem uma cena vibrante de restaurantes e mercados — do Neighbourgoods Market, no Old Biscuit Mill, e do V&A Food Market à alta cozinha e à cozinha malaia-cabense do Bo-Kaap (bobotie, caris, koeksisters) — e uma forte cultura de café e de cerveja artesanal. O vinho está à porta: as históricas quintas de Constantia, dentro da cidade, estão entre as mais antigas do Novo Mundo, e logo no interior as regiões vinícolas do Cabo — as belas vilas antigas de Stellenbosch, Franschhoek e Paarl, entre vales riscados de vinha e montanhas — são uma excursão essencial, com visitas a caves, provas e restaurantes de renome (Franschhoek tem até um elétrico do vinho de embarque livre). Para muitos, um longo almoço numa quinta vinícola com vista para as montanhas é o prazer que melhor define o Cabo, e a razão por que a região é tão amada por quem viaja pela comida e pelo vinho.

Perguntas frequentes

O que é imperdível na Cidade do Cabo?

Suba à Montanha da Mesa, de teleférico ou a pé, pelas vistas; passe tempo no V&A Waterfront e apanhe o ferry para a Ilha de Robben; passeie pelo colorido Bo-Kaap e pelo City Bowl; e percorra a península do Cabo até ao Cabo da Ponta e aos pinguins de Boulders Beach. Junte os Jardins Botânicos de Kirstenbosch, uma tarde de praia em Camps Bay e um dia nas regiões vinícolas, à volta de Stellenbosch e Franschhoek, e tem a Cidade do Cabo essencial.

É verdade que a Montanha da Mesa é uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo?

Sim — em 2011, a Montanha da Mesa foi eleita uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo na votação New7Wonders. E não é só a silhueta: a montanha integra o Reino Floral do Cabo, Património Mundial da UNESCO e o mais pequeno (mas um dos mais ricos) dos reinos florais do planeta, com o fynbos único da região. Suba ao cume de teleférico ou pelo trilho do Platteklip Gorge — mas conte com flexibilidade, pois o vento forte fecha o teleférico.

Qual é a melhor altura para visitar a Cidade do Cabo?

O verão (de dezembro a março) traz tempo quente, seco e solarengo, ideal para as praias, a montanha e o vinho — é a época alta, mais cheia e mais cara, e pode ser ventosa quando sopra o sudeste «Cape Doctor». A primavera (setembro a novembro) e o outono (março a abril) oferecem bom tempo com menos gente, e a primavera traz as flores silvestres. O inverno (junho a agosto) é mais fresco e húmido, mas verde e tranquilo, e é a época de observar baleias ao longo da costa.

A Cidade do Cabo é uma boa base para a região?

É a base ideal para o Cabo Ocidental. A península do Cabo e o Cabo da Ponta são uma excursão de um dia; as vilas vinícolas de Stellenbosch, Franschhoek e Paarl ficam a menos de uma hora; e a costa cénica estende-se para leste até Hermanus (um dos melhores sítios para baleias) e a Garden Route. O aeroporto da cidade tem boas ligações domésticas e internacionais, o que faz dela um ponto natural de início ou de fim de uma viagem pela África do Sul.

Como me desloco na Cidade do Cabo?

Um carro de aluguer é a forma mais flexível de explorar a cidade e, sobretudo, a península e as regiões vinícolas, onde o transporte público é limitado. Dentro da cidade, as aplicações de boleia (Uber, Bolt) e os táxis com taxímetro são muito usados, e a rede de autocarros MyCiTi serve o City Bowl, o litoral atlântico e o aeroporto. Há autocarros turísticos de embarque livre que ligam as principais atrações, e excursões organizadas para a península e o vinho, se preferir não conduzir.

Preciso de visto para visitar a Cidade do Cabo?

Cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo na África do Sul, por até 90 dias — basta apresentar o passaporte na entrada. O passaporte deve ser válido por mais 30 dias para além da saída e ter 2 páginas em branco consecutivas. Quem chega de zonas com febre amarela (incluindo partes do Brasil) pode precisar do certificado de vacinação. A moeda local é o rand (ZAR), não o euro nem o real.

Missões diplomáticas em Cape Town

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