África do Sul
Código Telefônico
+27
Capital
Pretoria (executivo), Cidade do Cabo (legislativo), Bloemfontein (judicial)
População
62 mi (2022)
Idiomas
inglês · língua africâner · língua ndebele · língua soto do norte · língua soto do sul
Área
1.221.037 km²
Eletricidade
230 V
Tipos de tomada
Europlug · AC power plugs and sockets: British and related types · BS 546 · IEC 60906-1
Mão de direção
esquerda
Nome Nativo
South Africa
Região
África
África Austral
Fuso Horário
Horário da África do Sul
UTC+02:00
Nesta página
A África do Sul ocupa o extremo sul do continente e é dos poucos destinos onde cabem, na mesma viagem de duas semanas, um safári com os grandes mamíferos africanos, uma cidade de praia encostada a uma montanha de topo plano, uma região de vinho de nível mundial e oitocentos quilómetros de estrada costeira. A Cidade do Cabo estende-se sob a Montanha da Mesa, com o cabo no extremo da península, colónias de pinguins em praias de areia branca e as quintas de Stellenbosch e Franschhoek a menos de uma hora. A nordeste, o Parque Nacional Kruger é uma das reservas mais bem geridas de África, com infraestrutura que vai do acampamento simples ao alojamento de luxo. Entre um e outro, a estrada costeira do sul atravessa florestas, lagoas e falésias, e a costa recebe baleias todos os anos entre o meio do ano e o final do outono austral. Para o viajante brasileiro e para o português a entrada é simples — nenhum dos dois precisa de visto para turismo — mas há duas exigências de passaporte aplicadas à risca que fazem recusar gente no balcão, e um requisito de vacinação que apanha sobretudo quem parte do Brasil.
Vistos e regras de entrada na África do Sul
A África do Sul isenta de visto de turismo a maioria dos viajantes ocidentais e lusófonos: cidadãos do Brasil e de Portugal, e dos restantes países da União Europeia, entram sem visto para turismo ou negócios por até 90 dias, sem qualquer pedido prévio. O agente de migração carimba o prazo autorizado à entrada, e convém confirmá-lo no momento em vez de assumir os 90 dias, porque é esse carimbo que conta. Há duas exigências de passaporte que este país aplica com um rigor invulgar e que são a causa mais comum de recusa de embarque ou de entrada: o documento tem de ser válido por pelo menos 30 dias para além da data prevista de saída, e tem de ter DUAS páginas em branco CONSECUTIVAS destinadas a vistos — as páginas de averbamentos não contam, e uma página solta entre carimbos também não. Verifique isto com o passaporte na mão antes de comprar o bilhete. O certificado internacional de vacinação contra a febre amarela é obrigatório para quem chega de países com áreas endémicas, o que inclui partes do Brasil e ainda escalas superiores a doze horas em determinados aeroportos africanos — a vacina tem de ser administrada pelo menos dez dias antes da chegada. Menores de 18 anos exigem documentação adicional, incluindo certidão de nascimento completa e autorizações parentais, e as regras têm sido revistas, pelo que se confirmam antes de viajar. Ultrapassar o prazo autorizado é tratado com severidade e pode resultar na declaração de pessoa indesejável, com proibição de reentrada por vários anos. Outras nacionalidades lusófonas variam bastante entre si — Angola e Moçambique têm enquadramentos próprios, e outras precisam de visto consular prévio; confirme o que se aplica ao seu passaporte. Trabalho, estudo e residência exigem visto pedido antes da viagem.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (turismo e negócios, até 90 dias)
Para cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países ocidentais — turismo, safári, praia, rotas de vinho, visitas culturais e reuniões de negócios. Sem pedido prévio: apresenta-se o passaporte na migração. Exige validade de mais 30 dias para além da saída, duas páginas em branco consecutivas e, para quem vem de país endémico, o certificado de febre amarela.
Visto de trabalho (geral ou competências críticas)
Para exercer atividade profissional no país, pedido numa missão sul-africana antes de viajar. A via geral exige demonstrar que o lugar não pode ser preenchido localmente; a de competências críticas cobre profissões constantes de uma lista nacional, sobretudo em engenharia, tecnologias de informação, saúde e finanças.
Visto de estudante
Para estudos a tempo inteiro com duração superior a três meses em universidades e instituições sul-africanas. Exige carta de aceitação, comprovativo de pagamento, meios financeiros, alojamento e seguro de saúde, e pede-se antes de viajar.
Visto de visitante (nacionalidades sujeitas a visto)
Para nacionais de países sem acordo de isenção, entre eles vários países de língua portuguesa. Cobre turismo, negócios, visita a familiares e conferências, e pede-se numa embaixada sul-africana com itinerário, comprovativo financeiro, bilhete de regresso e alojamento.
Informações importantes para viajar à África do Sul
•Cidadãos do Brasil e de...
•Passaporte: válido por mais 30...
•Exceder o prazo autorizado leva...
•Febre amarela: certificado obrigatório para...
•Menores de 18 anos exigem...
•Outras nacionalidades lusófonas variam entre...
•Moeda: o rand sul-africano. O...
•Segurança: a criminalidade urbana é...
•Condução pela esquerda. As estradas...
•Clima invertido em relação ao...
•Saúde: há risco de malária...
A África do Sul é um país de contrastes fortes e de distâncias grandes, e a viagem organiza-se normalmente em dois ou três blocos ligados por voo interno. A Cidade do Cabo e a sua península ocupam o primeiro: a montanha de topo plano sobre a cidade, o cabo no extremo sul, praias de areia branca com água fria do Atlântico, um bairro de casas pintadas em cores saturadas e uma colónia de pinguins acessível por passadiço. A menos de uma hora ficam as quintas de vinho, com arquitetura holandesa do Cabo e restauração de autor. O segundo bloco é o safári, quase sempre no nordeste, onde o parque nacional e as reservas privadas que lhe fazem fronteira oferecem duas experiências bastante diferentes pelo mesmo animal. Entre os dois, a estrada costeira do sul percorre florestas nativas, lagoas, falésias e povoações de surfe, com observação de baleias a partir da costa na estação própria. Joanesburgo, a norte, é o motor económico e concentra os principais museus e sítios de memória do país. Durban traz o calor do Índico, o surfe e uma das maiores comunidades de origem indiana fora da Ásia. E as montanhas Drakensberg, classificadas pela UNESCO, dão caminhada de altitude a três mil metros.
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Duas exigências de passaporte que fazem recusar gente
A entrada é isenta de visto para os passaportes brasileiro e português, mas este é o país onde mais viajantes lusófonos são travados no balcão — e quase sempre pela mesma razão, que nada tem que ver com vistos. Primeira exigência: o passaporte tem de ser válido por pelo menos trinta dias para além da data prevista de saída do país. Segunda, e é a que apanha toda a gente: tem de ter DUAS páginas em branco CONSECUTIVAS reservadas a vistos. As páginas de averbamentos não servem, e duas páginas livres separadas por um carimbo também não. A regra é aplicada à risca, tanto pela companhia aérea no embarque como pela migração à chegada, e não há margem de negociação a meio de uma viagem de onze horas. Verifique isto com o documento aberto à sua frente antes de comprar bilhete, e renove com antecedência se estiver no limite. Some-se a febre amarela: quem chega de país com áreas endémicas, o que inclui partes do Brasil e escalas longas em certos aeroportos africanos, precisa do certificado internacional, com a vacina tomada pelo menos dez dias antes. E confirme sempre o prazo carimbado à entrada, porque exceder o autorizado leva à declaração de pessoa indesejável e a anos de proibição de reentrada.
A Cidade do Cabo e a península
A cidade organiza-se à volta de uma montanha de topo plano que se sobe de teleférico em poucos minutos ou a pé em algumas horas, e cuja meteorologia manda em tudo: quando o vento levanta, o teleférico fecha sem aviso, pelo que a regra é subir no primeiro dia bom e não no dia planeado. A península estende-se para sul até ao cabo, num percurso de dia inteiro que passa por uma estrada de falésia entre as mais espetaculares do mundo, por praias de areia branca com água fria do Atlântico e por uma colónia de pinguins que se observa de passadiço, a poucos metros. Na cidade, um bairro histórico de casas pintadas em cores saturadas sobe a encosta acima do centro, e a orla do porto reconvertida concentra restauração e barcos. É também daqui que parte a travessia para a ilha ao largo. Reserve três a quatro dias para a cidade e a península, e mantenha o programa flexível — aqui o tempo muda depressa e vale sempre trocar a ordem dos dias a favor do que estiver bom.
Safári: parque nacional ou reserva privada
Esta é a decisão que mais afeta a experiência e o orçamento, e quase nunca é explicada. O parque nacional do nordeste é enorme, público e percorre-se de carro próprio: dorme-se em acampamentos com bungalows, conduz-se pelas estradas internas à procura de animais, e o custo é uma fração do resto — em troca, não se pode sair do alqueitrão, não há saídas noturnas, e encontrar animais depende de si, da paciência e da sorte. As reservas privadas que fazem fronteira com o parque, sem vedação entre elas, funcionam ao contrário: alojamento incluído com todas as refeições, duas saídas diárias em viatura aberta com guia e rastreador, autorização para sair do caminho e seguir um animal pelo mato, e saídas ao amanhecer e depois do pôr do sol, quando os predadores estão ativos. Custa várias vezes mais e entrega muito mais avistamentos e muito melhor contexto. A combinação que costuma funcionar melhor: duas ou três noites em reserva privada para a qualidade, e mais umas noites no parque público para a escala e a liberdade.
A estrada costeira do sul, de carro
A faixa de costa a leste da Cidade do Cabo faz-se de carro e é das viagens de estrada mais fáceis e mais recompensadoras de África: condução pela esquerda, estradas principais em bom estado, distâncias curtas entre paragens e sinalização clara. Ao longo de algumas centenas de quilómetros encadeiam-se florestas nativas com árvores altíssimas, uma ponte suspensa sobre a foz de um rio dentro de um parque nacional costeiro, lagoas, povoações de surfe e o salto de bungy a partir de uma ponte que é dos mais altos do mundo. A estação das baleias é o argumento sazonal: entre o meio do ano e o final do outono austral, as baleias-francas aproximam-se tanto da costa que se observam a partir de falésias em terra, sem barco, numa povoação que se especializou nisso. Conte três a sete dias consoante quiser conduzir ou ficar, e reserve alojamento com antecedência na época alta. Não conduza de noite fora das povoações, por causa de animais na estrada e de visibilidade.
As quintas de vinho
A região vinícola a menos de uma hora da Cidade do Cabo é das mais fotogénicas do mundo e das mais fáceis de visitar. As quintas de Stellenbosch, Franschhoek e Paarl instalam-se em vales entre montanhas, muitas em casas de arquitetura holandesa do Cabo, com frontões brancos e telhados de colmo, e combinam prova de vinhos com restauração de autor e jardins. A casta emblemática do país é o pinotage, um cruzamento criado localmente que não existe em mais lado nenhum com esta expressão, e produzem-se também chenin blanc de grande qualidade, cabernet sauvignon e espumantes pelo método clássico. Há duas formas cómodas de fazer isto sem conduzir depois de provar, o que importa: um elétrico turístico que liga várias quintas de um dos vales com bilhete de dia inteiro, e motoristas contratados por meio-dia. Reserve as mesas dos restaurantes com antecedência, sobretudo ao fim de semana — as melhores enchem semanas antes.
Museus e sítios de memória: como se visitam
As duas maiores cidades do país concentram um conjunto de museus e sítios de memória que estão entre os mais visitados da África Austral, e que são para muita gente o motivo principal de incluir Joanesburgo num roteiro. Na zona de Joanesburgo ficam o Museu do Apartheid e o Constitution Hill, ambos com percurso de visita próprio e audioguia, e o bairro de Soweto, onde uma rua histórica se percorre a pé com guias locais e onde há casas-museu abertas ao público. Na Cidade do Cabo, o Museu do Distrito Seis ocupa uma antiga igreja no centro, e a ilha ao largo visita-se apenas em travessia de barco com bilhete marcado com antecedência, num percurso guiado de várias horas que inclui a viagem. São sítios de memória e não pontos turísticos: visitam-se com roupa discreta, em silêncio nos espaços que o pedem, sem fotografar pessoas e seguindo as indicações no local. Reserve meio dia para cada conjunto, faça-os com guia sempre que exista essa opção, e não programe nada exigente para logo a seguir.
Formas de explorar este destino
O grande parque nacional do nordeste, percorrível de carro próprio, e as reservas privadas contíguas, sem vedação entre elas, com saídas guiadas em viatura aberta ao amanhecer e à noite. Somam-se a reserva mais antiga do país, no leste, conhecida pelo trabalho com rinocerontes, um parque de elefantes no sul e a observação de baleias a partir da costa na estação própria.
A montanha de topo plano, de teleférico ou a pé, o cabo no extremo sul, praias de areia branca com água fria, uma estrada de falésia entre as mais espetaculares do mundo, o bairro histórico de casas às cores, os jardins botânicos na encosta, a colónia de pinguins com passadiço e a orla do porto reconvertida.
Stellenbosch, Franschhoek e Paarl, em vales entre montanhas e a menos de uma hora da cidade, com quintas de arquitetura holandesa do Cabo. A casta emblemática é o pinotage, criada localmente, a par de chenin blanc, cabernet sauvignon e espumantes pelo método clássico. Um elétrico turístico e motoristas por meio-dia resolvem o problema de conduzir depois de provar.
Centenas de quilómetros de costa a leste da Cidade do Cabo, com florestas nativas, uma ponte suspensa sobre a foz de um rio dentro de um parque costeiro, lagoas, povoações de surfe e um dos saltos de bungy mais altos do mundo a partir de uma ponte. Ideal como viagem de carro de três a sete dias, com condução pela esquerda e estradas em bom estado.
Em Joanesburgo, o Museu do Apartheid, o Constitution Hill e o bairro de Soweto, percorrido a pé com guias locais; na Cidade do Cabo, o Museu do Distrito Seis e a ilha ao largo, visitável só em travessia de barco com bilhete marcado. Junta-se o sítio paleontológico classificado pela UNESCO a noroeste de Joanesburgo. Meio dia para cada conjunto, com guia onde exista.
Mergulho em jaula com tubarões junto à costa sul, caminhadas de altitude nas montanhas classificadas pela UNESCO, com picos a três mil metros, surfe numa das ondas de direita mais consistentes do continente, parapente sobre a Cidade do Cabo e o litoral quente do Índico a leste, mais indicado para banho do que o Atlântico.
Dinheiro e moeda
Rand sul-africano (ZAR)
Código da moeda: ZAR
Dicas práticas sobre dinheiro
O cartão é muito aceite — a África do Sul é moderna
A África do Sul tem excelente infraestrutura de cartões. Visa e Mastercard são aceites em hotéis, restaurantes, supermercados (Pick n Pay, Woolworths, Checkers), postos de combustível (operados por funcionário — dê uma gorjeta de R 5-10), centros comerciais e na maioria dos negócios virados para o turismo. O pagamento por aproximação (Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay) funciona nos terminais NFC modernos das cidades. O SnapScan e o Zapper, as aplicações sul-africanas de QR code, são usados por muitos comércios locais — funcionam como o Pix do Brasil ou o MB WAY de Portugal, mas, em regra, exigem conta bancária sul-africana (alguns aceitam cartões internacionais). O American Express tem aceitação limitada fora dos estabelecimentos de gama alta.
Há multibancos por toda a parte — mas use-os com segurança
Os multibancos do FNB, Standard Bank, Nedbank, Absa e Capitec encontram-se em todas as cidades e vilas, e a maioria aceita Visa e Mastercard. Regra de segurança fundamental: use os caixas dentro de agências bancárias, de centros comerciais ou em postos de combustível bem iluminados — nunca caixas isolados na rua, sobretudo à noite. Esteja atento à sua volta, tape o teclado ao digitar o PIN e não aceite ajuda de estranhos (existe clonagem de cartões). Levante de dia e guarde o dinheiro em segurança. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em rands.
Moeda local: o rand (ZAR)
A moeda é o rand sul-africano (ZAR, símbolo R). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. O rand pode oscilar bastante, por isso confirme a taxa atual antes de viajar. Troque em bancos (FNB, Standard Bank, Nedbank) ou em casas de câmbio licenciadas; as taxas dos balcões de aeroporto são aceitáveis, mas as dos bancos do centro são ligeiramente melhores. Para o viajante europeu ou brasileiro, a África do Sul costuma oferecer ótima relação custo-benefício — uma refeição de qualidade ou uma garrafa de bom vinho de quinta por uma fração do preço europeu.
A gorjeta é esperada e importante
A gorjeta é habitual e representa uma parte significativa do rendimento de quem trabalha no setor. Restaurantes: 10-15% por bom serviço (confirme se o serviço já está incluído — em geral não está). Funcionários dos postos de combustível: R 5-10. «Car guards» (vigilantes informais de estacionamento): R 5-10. Bagageiros de hotel: R 10-20 por mala. Guias de safári (rangers): R 100-200 por pessoa e por dia; rastreadores: R 50-100. Limpeza do quarto: R 20-50 por dia. Dê as gorjetas em dinheiro e em rands. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Que moeda se usa na África do Sul?
A África do Sul é cara para o turista?
Posso pagar com Apple Pay, Google Pay ou por aproximação?
Devo levar dólares, euros ou reais?
Há limites de moeda à entrada e à saída?
Como pago o Uber, o Bolt e os transportes?
Cidades
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Preciso de visto para a África do Sul?
Não, nem com passaporte brasileiro nem com português: ambos entram sem visto para turismo ou negócios por até 90 dias, sem qualquer pedido prévio, bastando apresentar o passaporte na migração. Duas ressalvas importantes. A primeira é que o prazo concedido é o que ficar carimbado no passaporte à entrada, e não automaticamente 90 dias — confirme-o no momento, porque é por ele que responde. A segunda é que a isenção de visto não dispensa as exigências de passaporte, que neste país são aplicadas com rigor pouco comum e travam mais viajantes lusófonos do que qualquer questão de visto. Outras nacionalidades de língua portuguesa têm enquadramentos diferentes entre si, algumas com isenção e outras com necessidade de visto consular prévio.
Que exigências o meu passaporte tem de cumprir?
Duas, e a segunda é a que apanha quase toda a gente. Primeira: validade de pelo menos trinta dias para além da data prevista de saída do país. Segunda: duas páginas em branco CONSECUTIVAS destinadas a vistos. As páginas de averbamentos não contam, e ter duas páginas livres separadas por um carimbo no meio também não serve — têm de ser duas seguidas. A regra é verificada tanto pela companhia aérea no momento do embarque como pela migração à chegada, e não há qualquer margem de negociação depois de o problema aparecer. A verificação leva trinta segundos: abra o passaporte agora, antes de comprar o bilhete, e conte as páginas. Se estiver no limite, renove com antecedência — é bastante mais barato do que perder um voo intercontinental.
Preciso do certificado de febre amarela se parto do Brasil?
Provavelmente sim, e é um ponto a resolver cedo. O certificado internacional de vacinação é exigido a quem chega de países com áreas endémicas de febre amarela, e o Brasil tem áreas endémicas — pelo que quem parte de território brasileiro deve contar com a exigência. Aplica-se também a quem faça escalas superiores a doze horas em determinados aeroportos africanos a caminho, o que abrange várias das rotas mais comuns entre a Europa e a África do Sul. A vacina tem de ser administrada pelo menos dez dias antes da chegada para ser considerada válida, o que significa que não se resolve na semana da partida. Trate dela assim que a viagem estiver decidida, leve o certificado em papel junto ao passaporte e guarde também uma fotografia dele.
Parque nacional ou reserva privada para o safári?
São duas experiências diferentes pelo mesmo animal, e a escolha define a viagem. O parque nacional é público e enorme, percorre-se com o seu próprio carro alugado e dorme-se em acampamentos com bungalows: custa uma fração do resto e dá liberdade e escala, mas não pode sair das estradas alcatroadas, não há saídas noturnas, e encontrar animais depende inteiramente de si. As reservas privadas contíguas, sem vedação entre elas e o parque, incluem alojamento e refeições e fazem duas saídas diárias em viatura aberta com guia e rastreador, com autorização para sair do caminho e seguir um animal, ao amanhecer e depois do anoitecer, que é quando os predadores estão ativos. Custam várias vezes mais e entregam muito mais. A combinação que funciona melhor é duas ou três noites em reserva privada e mais algumas no parque público.
Qual é a melhor época para ir?
Depende do bloco da viagem, porque o país não tem uma única melhor época. Para safári, o inverno seco de junho a agosto é claramente superior: a vegetação rareia, a água concentra-se em poucos pontos e os animais tornam-se muito mais fáceis de ver, com a contrapartida de manhãs genuinamente frias nas saídas em viatura aberta — leve casaco a sério. Para a Cidade do Cabo e a costa, o verão austral de dezembro a fevereiro dá o melhor tempo de praia e os dias mais longos, com preços e afluência no máximo. As baleias observam-se a partir da costa entre o meio do ano e o final do outono austral, ou seja, na mesma janela do bom safári. Quem quiser tudo escolhe os meses de ombro, com um compromisso razoável em cada frente.
Quantos dias são precisos e que roteiro faz sentido?
Duas semanas são o formato natural deste país, porque as distâncias são grandes e os blocos são distintos. Uma repartição que funciona: quatro a cinco dias na Cidade do Cabo e na península, com um dia dedicado às quintas de vinho; três a quatro dias na estrada costeira do sul, de carro alugado, terminando num aeroporto regional; e três a quatro noites de safári no nordeste, alcançado por voo interno, combinando reserva privada com parque nacional. Se quiser incluir os museus e sítios de memória de Joanesburgo, some um a dois dias e trate-os como bloco próprio. Com uma semana apenas, escolha DOIS blocos e não três — normalmente a Cidade do Cabo mais safári, ligados por voo — porque tentar os três numa semana significa passar a viagem em aeroportos e estradas.
É seguro e que cuidados devo ter?
A criminalidade urbana é elevada e merece precauções concretas, mas isso convive com o facto de a esmagadora maioria das viagens correr sem incidentes, porque os circuitos turísticos, as quintas de vinho e os parques de safári são em geral tranquilos. As regras práticas são específicas e vale segui-las sem exceções: use aplicações de transporte ou transporte do alojamento em vez de andar a pé depois de escurecer, sobretudo nos centros das grandes cidades; circule sempre com as portas do carro trancadas e os vidros fechados, e não deixe nada à vista no interior; não exiba telemóvel, câmara ou joias na rua; levante dinheiro apenas em caixas dentro de agências bancárias e centros comerciais; e não conduza de noite fora das povoações. Um seguro de viagem com cobertura médica e de evacuação é indispensável.
Como se visitam os museus e sítios de memória?
Com tempo e com a postura devida, porque são sítios de memória e não atrações. Em Joanesburgo, o Museu do Apartheid e o Constitution Hill têm percursos próprios e audioguia, e o bairro de Soweto percorre-se a pé com guias locais, o que é claramente a melhor forma de o fazer — a diferença entre percorrer o bairro sozinho e percorrê-lo com alguém que ali vive é enorme. Na Cidade do Cabo, o Museu do Distrito Seis fica no centro, e a ilha ao largo visita-se apenas em travessia de barco com bilhete marcado com bastante antecedência, num percurso guiado de várias horas que inclui a viagem e que esgota na época alta. Reserve meio dia para cada conjunto, vá com roupa discreta, mantenha silêncio nos espaços que o pedem, não fotografe pessoas sem autorização e não programe nada exigente para logo a seguir.
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Garanta seu cartão digital de chegadaAs informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.