África do Sul
Código Telefônico
+27
Capital
Pretoria (executivo), Cidade do Cabo (legislativo), Bloemfontein (judicial)
População
60 milhões
Nome Nativo
South Africa
Região
África
África Austral
Fuso Horário
South African Standard Time
UTC+02:00
Nesta página
A África do Sul ocupa o extremo sul do continente e é dos poucos destinos onde cabem, na mesma viagem de duas semanas, um safári com os grandes mamíferos africanos, uma cidade de praia encostada a uma montanha de topo plano, uma região de vinho de nível mundial e oitocentos quilómetros de estrada costeira. A Cidade do Cabo estende-se sob a Montanha da Mesa, com o cabo no extremo da península, colónias de pinguins em praias de areia branca e as quintas de Stellenbosch e Franschhoek a menos de uma hora. A nordeste, o Parque Nacional Kruger é uma das reservas mais bem geridas de África, com infraestrutura que vai do acampamento simples ao alojamento de luxo. Entre um e outro, a estrada costeira do sul atravessa florestas, lagoas e falésias, e a costa recebe baleias todos os anos entre o meio do ano e o final do outono austral. Para o viajante brasileiro e para o português a entrada é simples — nenhum dos dois precisa de visto para turismo — mas há duas exigências de passaporte aplicadas à risca que fazem recusar gente no balcão, e um requisito de vacinação que apanha sobretudo quem parte do Brasil.
Vistos e regras de entrada na África do Sul
A África do Sul isenta de visto de turismo a maioria dos viajantes ocidentais e lusófonos: cidadãos do Brasil e de Portugal, e dos restantes países da União Europeia, entram sem visto para turismo ou negócios por até 90 dias, sem qualquer pedido prévio. O agente de migração carimba o prazo autorizado à entrada, e convém confirmá-lo no momento em vez de assumir os 90 dias, porque é esse carimbo que conta. Há duas exigências de passaporte que este país aplica com um rigor invulgar e que são a causa mais comum de recusa de embarque ou de entrada: o documento tem de ser válido por pelo menos 30 dias para além da data prevista de saída, e tem de ter DUAS páginas em branco CONSECUTIVAS destinadas a vistos — as páginas de averbamentos não contam, e uma página solta entre carimbos também não. Verifique isto com o passaporte na mão antes de comprar o bilhete. O certificado internacional de vacinação contra a febre amarela é obrigatório para quem chega de países com áreas endémicas, o que inclui partes do Brasil e ainda escalas superiores a doze horas em determinados aeroportos africanos — a vacina tem de ser administrada pelo menos dez dias antes da chegada. Menores de 18 anos exigem documentação adicional, incluindo certidão de nascimento completa e autorizações parentais, e as regras têm sido revistas, pelo que se confirmam antes de viajar. Ultrapassar o prazo autorizado é tratado com severidade e pode resultar na declaração de pessoa indesejável, com proibição de reentrada por vários anos. Outras nacionalidades lusófonas variam bastante entre si — Angola e Moçambique têm enquadramentos próprios, e outras precisam de visto consular prévio; confirme o que se aplica ao seu passaporte. Trabalho, estudo e residência exigem visto pedido antes da viagem.
Tipos de visto comuns
Entrada sem visto (turismo e negócios, até 90 dias)
Para cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países ocidentais — turismo, safári, praia, rotas de vinho, visitas culturais e reuniões de negócios. Sem pedido prévio: apresenta-se o passaporte na migração. Exige validade de mais 30 dias para além da saída, duas páginas em branco consecutivas e, para quem vem de país endémico, o certificado de febre amarela.
Visto de trabalho (geral ou competências críticas)
Para exercer atividade profissional no país, pedido numa missão sul-africana antes de viajar. A via geral exige demonstrar que o lugar não pode ser preenchido localmente; a de competências críticas cobre profissões constantes de uma lista nacional, sobretudo em engenharia, tecnologias de informação, saúde e finanças.
Visto de estudante
Para estudos a tempo inteiro com duração superior a três meses em universidades e instituições sul-africanas. Exige carta de aceitação, comprovativo de pagamento, meios financeiros, alojamento e seguro de saúde, e pede-se antes de viajar.
Visto de visitante (nacionalidades sujeitas a visto)
Para nacionais de países sem acordo de isenção, entre eles vários países de língua portuguesa. Cobre turismo, negócios, visita a familiares e conferências, e pede-se numa embaixada sul-africana com itinerário, comprovativo financeiro, bilhete de regresso e alojamento.
Informações importantes para viajar à África do Sul
A África do Sul é um país de contrastes fortes e de distâncias grandes, e a viagem organiza-se normalmente em dois ou três blocos ligados por voo interno. A Cidade do Cabo e a sua península ocupam o primeiro: a montanha de topo plano sobre a cidade, o cabo no extremo sul, praias de areia branca com água fria do Atlântico, um bairro de casas pintadas em cores saturadas e uma colónia de pinguins acessível por passadiço. A menos de uma hora ficam as quintas de vinho, com arquitetura holandesa do Cabo e restauração de autor. O segundo bloco é o safári, quase sempre no nordeste, onde o parque nacional e as reservas privadas que lhe fazem fronteira oferecem duas experiências bastante diferentes pelo mesmo animal. Entre os dois, a estrada costeira do sul percorre florestas nativas, lagoas, falésias e povoações de surfe, com observação de baleias a partir da costa na estação própria. Joanesburgo, a norte, é o motor económico e concentra os principais museus e sítios de memória do país. Durban traz o calor do Índico, o surfe e uma das maiores comunidades de origem indiana fora da Ásia. E as montanhas Drakensberg, classificadas pela UNESCO, dão caminhada de altitude a três mil metros.
Descubra África do Sul
A entrada é isenta de visto para os passaportes brasileiro e português, mas este é o país onde mais viajantes lusófonos são travados no balcão — e quase sempre pela mesma razão, que nada tem que ver com vistos. Primeira exigência: o passaporte tem de ser válido por pelo menos trinta dias para além da data prevista de saída do país. Segunda, e é a que apanha toda a gente: tem de ter DUAS páginas em branco CONSECUTIVAS reservadas a vistos. As páginas de averbamentos não servem, e duas páginas livres separadas por um carimbo também não. A regra é aplicada à risca, tanto pela companhia aérea no embarque como pela migração à chegada, e não há margem de negociação a meio de uma viagem de onze horas. Verifique isto com o documento aberto à sua frente antes de comprar bilhete, e renove com antecedência se estiver no limite. Some-se a febre amarela: quem chega de país com áreas endémicas, o que inclui partes do Brasil e escalas longas em certos aeroportos africanos, precisa do certificado internacional, com a vacina tomada pelo menos dez dias antes. E confirme sempre o prazo carimbado à entrada, porque exceder o autorizado leva à declaração de pessoa indesejável e a anos de proibição de reentrada.
Formas de explorar este destino
O grande parque nacional do nordeste, percorrível de carro próprio, e as reservas privadas contíguas, sem vedação entre elas, com saídas guiadas em viatura aberta ao amanhecer e à noite. Somam-se a reserva mais antiga do país, no leste, conhecida pelo trabalho com rinocerontes, um parque de elefantes no sul e a observação de baleias a partir da costa na estação própria.
A montanha de topo plano, de teleférico ou a pé, o cabo no extremo sul, praias de areia branca com água fria, uma estrada de falésia entre as mais espetaculares do mundo, o bairro histórico de casas às cores, os jardins botânicos na encosta, a colónia de pinguins com passadiço e a orla do porto reconvertida.
Stellenbosch, Franschhoek e Paarl, em vales entre montanhas e a menos de uma hora da cidade, com quintas de arquitetura holandesa do Cabo. A casta emblemática é o pinotage, criada localmente, a par de chenin blanc, cabernet sauvignon e espumantes pelo método clássico. Um elétrico turístico e motoristas por meio-dia resolvem o problema de conduzir depois de provar.
Centenas de quilómetros de costa a leste da Cidade do Cabo, com florestas nativas, uma ponte suspensa sobre a foz de um rio dentro de um parque costeiro, lagoas, povoações de surfe e um dos saltos de bungy mais altos do mundo a partir de uma ponte. Ideal como viagem de carro de três a sete dias, com condução pela esquerda e estradas em bom estado.
Em Joanesburgo, o Museu do Apartheid, o Constitution Hill e o bairro de Soweto, percorrido a pé com guias locais; na Cidade do Cabo, o Museu do Distrito Seis e a ilha ao largo, visitável só em travessia de barco com bilhete marcado. Junta-se o sítio paleontológico classificado pela UNESCO a noroeste de Joanesburgo. Meio dia para cada conjunto, com guia onde exista.
Mergulho em jaula com tubarões junto à costa sul, caminhadas de altitude nas montanhas classificadas pela UNESCO, com picos a três mil metros, surfe numa das ondas de direita mais consistentes do continente, parapente sobre a Cidade do Cabo e o litoral quente do Índico a leste, mais indicado para banho do que o Atlântico.
Dinheiro e moeda
Rand sul-africano (ZAR)
Código da moeda: ZAR
Dicas práticas sobre dinheiro
O cartão é muito aceite — a África do Sul é moderna
A África do Sul tem excelente infraestrutura de cartões. Visa e Mastercard são aceites em hotéis, restaurantes, supermercados (Pick n Pay, Woolworths, Checkers), postos de combustível (operados por funcionário — dê uma gorjeta de R 5-10), centros comerciais e na maioria dos negócios virados para o turismo. O pagamento por aproximação (Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay) funciona nos terminais NFC modernos das cidades. O SnapScan e o Zapper, as aplicações sul-africanas de QR code, são usados por muitos comércios locais — funcionam como o Pix do Brasil ou o MB WAY de Portugal, mas, em regra, exigem conta bancária sul-africana (alguns aceitam cartões internacionais). O American Express tem aceitação limitada fora dos estabelecimentos de gama alta.
Há multibancos por toda a parte — mas use-os com segurança
Os multibancos do FNB, Standard Bank, Nedbank, Absa e Capitec encontram-se em todas as cidades e vilas, e a maioria aceita Visa e Mastercard. Regra de segurança fundamental: use os caixas dentro de agências bancárias, de centros comerciais ou em postos de combustível bem iluminados — nunca caixas isolados na rua, sobretudo à noite. Esteja atento à sua volta, tape o teclado ao digitar o PIN e não aceite ajuda de estranhos (existe clonagem de cartões). Levante de dia e guarde o dinheiro em segurança. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em rands.
Moeda local: o rand (ZAR)
A moeda é o rand sul-africano (ZAR, símbolo R). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. O rand pode oscilar bastante, por isso confirme a taxa atual antes de viajar. Troque em bancos (FNB, Standard Bank, Nedbank) ou em casas de câmbio licenciadas; as taxas dos balcões de aeroporto são aceitáveis, mas as dos bancos do centro são ligeiramente melhores. Para o viajante europeu ou brasileiro, a África do Sul costuma oferecer ótima relação custo-benefício — uma refeição de qualidade ou uma garrafa de bom vinho de quinta por uma fração do preço europeu.
A gorjeta é esperada e importante
A gorjeta é habitual e representa uma parte significativa do rendimento de quem trabalha no setor. Restaurantes: 10-15% por bom serviço (confirme se o serviço já está incluído — em geral não está). Funcionários dos postos de combustível: R 5-10. «Car guards» (vigilantes informais de estacionamento): R 5-10. Bagageiros de hotel: R 10-20 por mala. Guias de safári (rangers): R 100-200 por pessoa e por dia; rastreadores: R 50-100. Limpeza do quarto: R 20-50 por dia. Dê as gorjetas em dinheiro e em rands. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Cidades
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Não, nem com passaporte brasileiro nem com português: ambos entram sem visto para turismo ou negócios por até 90 dias, sem qualquer pedido prévio, bastando apresentar o passaporte na migração. Duas ressalvas importantes. A primeira é que o prazo concedido é o que ficar carimbado no passaporte à entrada, e não automaticamente 90 dias — confirme-o no momento, porque é por ele que responde. A segunda é que a isenção de visto não dispensa as exigências de passaporte, que neste país são aplicadas com rigor pouco comum e travam mais viajantes lusófonos do que qualquer questão de visto. Outras nacionalidades de língua portuguesa têm enquadramentos diferentes entre si, algumas com isenção e outras com necessidade de visto consular prévio.
Duas, e a segunda é a que apanha quase toda a gente. Primeira: validade de pelo menos trinta dias para além da data prevista de saída do país. Segunda: duas páginas em branco CONSECUTIVAS destinadas a vistos. As páginas de averbamentos não contam, e ter duas páginas livres separadas por um carimbo no meio também não serve — têm de ser duas seguidas. A regra é verificada tanto pela companhia aérea no momento do embarque como pela migração à chegada, e não há qualquer margem de negociação depois de o problema aparecer. A verificação leva trinta segundos: abra o passaporte agora, antes de comprar o bilhete, e conte as páginas. Se estiver no limite, renove com antecedência — é bastante mais barato do que perder um voo intercontinental.
Provavelmente sim, e é um ponto a resolver cedo. O certificado internacional de vacinação é exigido a quem chega de países com áreas endémicas de febre amarela, e o Brasil tem áreas endémicas — pelo que quem parte de território brasileiro deve contar com a exigência. Aplica-se também a quem faça escalas superiores a doze horas em determinados aeroportos africanos a caminho, o que abrange várias das rotas mais comuns entre a Europa e a África do Sul. A vacina tem de ser administrada pelo menos dez dias antes da chegada para ser considerada válida, o que significa que não se resolve na semana da partida. Trate dela assim que a viagem estiver decidida, leve o certificado em papel junto ao passaporte e guarde também uma fotografia dele.
As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.