Chile

Bandeira: Chile

Código Telefônico

+56

Capital

Santiago

População

19,5 mi (2021)

Idiomas

espanhol

Área

756.102 km²

Eletricidade

220 V

Tipos de tomada

Europlug · Type L

Mão de direção

direita

Nome Nativo

Chile

Região

Américas

América do Sul

Fusos Horários

Horário Punta Arenas

UTC-03:00

+2 mais

O Chile, uma faixa longa e estreita de terra ao longo da orla ocidental da América do Sul, é um país de contrastes naturais extraordinários. Das paisagens de outro mundo do Deserto do Atacama, no norte — o lugar mais seco da Terra —, aos fiordes e glaciares da Patagónia, no sul, o Chile oferece alguns dos cenários mais dramáticos do planeta. Entre a alta cordilheira dos Andes e o vasto Pacífico, é uma terra de vulcões ativos, lagos cristalinos, florestas densas e vinhas de classe mundial. As suas cidades dinâmicas, como Santiago e Valparaíso, pulsam de cultura, arte e gastronomia, enquanto a mística Ilha de Páscoa (Rapa Nui) é um dos destinos mais remotos e fascinantes do mundo. Para o viajante lusófono, a entrada é simples: cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, por até 90 dias.

Vistos e regras de entrada no Chile

O Chile tem uma política de vistos relativamente simples para turistas. Cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países das Américas e da Europa entram para turismo ou negócios sem visto, por até 90 dias — prazo que, por vezes, pode ser prorrogado. Os brasileiros podem mesmo entrar com o documento de identidade (no âmbito do Mercosul), embora se recomende o passaporte. Algumas nacionalidades lusófonas (Angola, Moçambique, Cabo Verde) costumam precisar de visto consular prévio — confirme as condições para o seu passaporte. Para estadias mais longas, trabalho, estudo ou outros fins específicos, há que pedir o visto adequado num consulado chileno antes de viajar. Confirme sempre os requisitos mais recentes, pois as regras podem mudar.

Tipos de visto comuns

Entrada de turismo (sem visto)

Até 90 dias, com possível prorrogação por mais 90

Para cidadãos do Brasil, de Portugal e de outras nacionalidades isentas — turismo, visita a familiares ou negócios de curta duração. Sem pedido prévio: basta apresentar o passaporte na entrada (os brasileiros podem usar o documento de identidade do Mercosul).

Visto de residência temporária

Em geral até 1 ano, renovável

Para quem planeia trabalhar, estudar ou estabelecer residência temporária no Chile. Exige oferta de trabalho ou matrícula numa instituição chilena, com pedido prévio.

Visto de residência permanente

Indefinida, sujeita à renovação do cartão de residência

Para quem teve um visto de residência temporária durante um período determinado e quer obter residência permanente no Chile.

Informações importantes de viagem

•Cidadãos do Brasil e de...

Cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, por até 90 dias; confirme o prazo na entrada.

•O Chile é considerado um...

O Chile é considerado um dos países mais seguros da América do Sul, mas mantenha as precauções habituais, sobretudo em zonas movimentadas.

•O país estende-se por mais...

O país estende-se por mais de 4.000 km, por isso os voos internos são comuns e recomendados para longas distâncias (por exemplo, de Santiago a Punta Arenas).

•O Chile fica numa zona...

O Chile fica numa zona sísmica ativa. Familiarize-se com os procedimentos de segurança em caso de sismo.

•A água da torneira é...

A água da torneira é potável nas grandes cidades, como Santiago, mas convém beber água engarrafada em zonas mais remotas ou rurais.

•O clima vai do deserto...

O clima vai do deserto ao polar: leve roupa quente para a Patagónia e roupa leve para o Atacama.

•A moeda é o peso...

A moeda é o peso chileno (CLP), não o euro nem o real — os valores têm muitos zeros, mas as contas são simples.

•O espanhol é a língua...

O espanhol é a língua oficial. Há inglês nas zonas turísticas, mas saber algumas frases em espanhol ajuda muito.
Visão geral da viagem

O Chile é o país geograficamente mais extremo da Terra — uma faixa de 4.300 km de comprimento, nunca com mais de 180 km de largura, espremida entre os Andes e o Pacífico, do deserto mais seco do planeta aos glaciares da Patagónia. O Deserto do Atacama, no norte, é tão seco que a NASA o usa para testar sondas para Marte — mas também tem os céus noturnos mais limpos da Terra (o Chile acolhe os telescópios mais poderosos do mundo: o ALMA e o VLT), salinas pontilhadas de flamingos, os géiseres de El Tatio a romper na madrugada a 4.300 m de altitude e as paisagens surreais do Valle de la Luna. Santiago é uma capital moderna e cosmopolita, rodeada de Andes nevados — restaurantes de classe mundial (o Boragó figura entre os melhores do mundo), cerveja artesanal, arte de rua em Bellavista e esqui em Valle Nevado ou Portillo a uma hora. Valparaíso, a cidade portuária e Património Mundial da UNESCO, escorre por 42 cerros (colinas) ligados por funiculares antigos — arte de rua em cada superfície, cultura boémia e a casa de Pablo Neruda, La Sebastiana. A zona vinícola do Vale Central (Maipo, Colchagua, Casablanca) produz Carménère de classe mundial (a casta-símbolo, resgatada da quase extinção) e Cabernet Sauvignon, com vista para os Andes a partir de cada vinha. A Patagónia, no sul, é a última fronteira: o Parque Nacional Torres del Paine, com as suas torres de granito, glaciares e guanacos, é um dos grandes destinos de trekking do mundo (o W Trek, 5 dias). A Carretera Austral é uma estrada de gravilha de 1.200 km por fiordes, floresta e vulcões — uma das grandes viagens de carro do planeta. A Ilha de Páscoa (Rapa Nui), a 3.700 km da costa, no Pacífico, tem quase 900 estátuas moai e uma das culturas mais isoladas da Terra.

Descubra Chile

A geografia decide o roteiro, não o contrário

Nenhum outro país obriga a planear como o Chile. São mais de quatro mil quilómetros de norte a sul e nunca mais de cento e oitenta de largura, o que significa que Atacama, Santiago e Patagónia não são três paragens de uma viagem — são três viagens que por acaso partilham um passaporte. Voar entre os extremos leva horas, e o mapa engana quem só olha para a forma do país. A regra que evita a frustração: escolha duas regiões por viagem e aceite a terceira como motivo para voltar. Com dez dias, Santiago com uma região. Com duas semanas, Santiago mais o norte ou o sul, e ainda assim sem correrias. Quem tenta as três em quinze dias passa cinco deles em aeroportos e não conhece nenhuma delas.

Atacama: altitude, madrugadas e camadas

O deserto mais seco do planeta cobra duas coisas que apanham desprevenidos os visitantes: a altitude e a amplitude térmica. San Pedro de Atacama, a base de tudo, fica já em altitude, e as excursões clássicas sobem muito mais — os géiseres de El Tatio ficam acima dos quatro mil metros e visitam-se antes do amanhecer, quando a atividade é maior e o frio é real. Dê ao corpo um ou dois dias em San Pedro antes de subir, beba muita água e não marque as lagoas altiplânicas para o dia da chegada. Vista-se em camadas: a mesma jornada passa de temperaturas negativas de madrugada a sol inclemente ao meio-dia, com radiação de deserto de altitude a exigir protetor e chapéu mesmo com frio.

Torres del Paine reserva-se com meses

O parque mais desejado da Patagónia não se improvisa. Os refúgios e os campismos ao longo do W esgotam com meses de antecedência para a época alta, entre dezembro e março, e sem dormida confirmada não há autorização para fazer o percurso — este é o único destino chileno em que reservar tarde significa simplesmente não ir. Puerto Natales é a base logística onde se aluga equipamento e se apanha o transporte para o parque. Conte com vento a sério, o elemento que define a experiência patagónica mais do que a chuva ou o frio, e leve camadas impermeáveis mesmo em pleno verão austral. Quem tem menos dias ou não quer acampar consegue ver as torres em excursões de um dia a partir de Puerto Natales.

Rapa Nui: chegar longe e pisar com respeito

A Ilha de Páscoa fica a milhares de quilómetros da costa, em pleno Pacífico, e chega-se por ar a partir de Santiago numa viagem que é ela própria parte da experiência — não há alternativa prática, e os lugares esgotam na época alta. A ilha é pequena e percorre-se em poucos dias de carro ou bicicleta, mas o essencial não é a logística: é a etiqueta. Os moai e as plataformas onde assentam são sítios sagrados e funerários para o povo rapanui, não cenários — não se sobe às plataformas, não se toca nas estátuas e respeitam-se os limites marcados, que existem também porque a erosão é um problema concreto. Visitar com guia local muda a viagem, porque a história que a ilha conta de si mesma é diferente da que se lê fora dela.

Os vales do vinho a partir de Santiago

Uma das melhores coisas de Santiago é que as vinhas começam à porta da cidade. O Vale do Maipo fica a menos de uma hora e concentra as casas históricas de Cabernet Sauvignon; Casablanca, a caminho da costa, faz brancos de clima fresco e encaixa bem num dia que termine em Valparaíso; Colchagua, mais a sul, é o vale dos tintos premium e merece pernoita em vez de bate-volta. Marque as provas com antecedência, porque quase nenhuma adega recebe visitantes sem aviso, e resolva o transporte antes de partir: prova a sério e volante não combinam, e o transporte público não serve as vinhas. A casta a procurar é a Carménère, que o Chile recuperou depois de décadas confundida com outra e que hoje é a sua assinatura.

Quando ir depende da região, não do país

Um país que atravessa tantos climas não tem uma estação certa, tem várias. A Patagónia abre-se no verão austral, de dezembro a março, quando os dias são longos e os trilhos praticáveis — fora dessa janela, muitos serviços fecham e o tempo decide por si. O Atacama funciona o ano inteiro, com noites frias e céus limpos quase sempre, e é o destino que salva um calendário fora de época. As estâncias de esqui dos Andes, a pouco mais de uma hora de Santiago, trabalham no inverno austral, entre junho e setembro. Para a capital, os vales do vinho e Valparaíso, a primavera e o outono dão as melhores condições e menos gente. Rapa Nui é destino de qualquer mês, com mais movimento no verão.

Formas de explorar este destino

Deserto do Atacama e observação de estrelas

O Atacama é o deserto não polar mais seco da Terra — tão seco que a NASA testa aqui sondas para Marte. San Pedro de Atacama é a base: o Valle de la Luna (paisagens lunares ao pôr do sol), a salina do Atacama com flamingos, os géiseres de El Tatio a romper na madrugada a 4.300 m e as lagoas altiplânicas a mais de 4.000 m. À noite, o Atacama dá os céus mais limpos do planeta — o Chile acolhe o ALMA e o Very Large Telescope, e as visitas astronómicas mostram a Via Láctea e o Cruzeiro do Sul com uma nitidez impossível noutro lado.

Patagónia e Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine é um dos grandes destinos de natureza selvagem do mundo: as três torres de granito (Las Torres), o Glaciar Grey, o Vale Francês, guanacos a pastar e condores nas correntes de ar. O W Trek (5 dias, 80 km) é a rota clássica; o Circuito O (8 a 10 dias) rodeia todo o maciço. Reserve os refúgios com meses de antecedência para a alta época (dezembro a março). A Carretera Austral — 1.200 km de gravilha de Puerto Montt a Villa O'Higgins, por fiordes, glaciares suspensos e rios turquesa — é uma das grandes viagens de carro do mundo.

Zona vinícola

As regiões vinícolas do Vale Central do Chile ficam entre os Andes e a cordilheira da costa, criando microclimas que produzem vinhos excecionais. A Carménère é a casta-símbolo do Chile — resgatada da quase extinção, depois de décadas confundida com a Merlot, dá hoje tintos ricos e especiados, únicos do Chile. O Vale do Maipo (o mais perto de Santiago, célebre Cabernet Sauvignon), o Vale de Colchagua (tintos premium), o Vale de Casablanca (brancos de clima fresco) e as regiões emergentes de Itata e Bío Bío, com vinhos naturais de vinha velha da casta País. Muitas adegas têm restaurantes com vista para os Andes.

Ilha de Páscoa (Rapa Nui)

A Ilha de Páscoa (Rapa Nui) fica a 3.700 km da costa chilena, no Pacífico — um dos lugares habitados mais remotos da Terra. Quase 900 estátuas moai (esculpidas entre 1250 e 1500 d.C. em rocha vulcânica, com até 82 toneladas) pontilham a ilha, com mais drama em Ahu Tongariki (15 moai em fila contra o nascer do sol) e na pedreira de Rano Raraku. A cultura, a língua e o festival Tapati de Rapa Nui são distintos do Chile continental. A ilha é pequena, e percorre-se de bicicleta ou carro em poucos dias. Chega-se por via aérea a partir de Santiago, num voo de cerca de cinco horas e meia — a única ligação regular à ilha, com lugares que esgotam na época alta.

Cidades e cultura

Santiago é moderna, segura e emoldurada pelos Andes: o Mercado Central para o marisco, Bellavista para a arte de rua e a vida noturna, o Barrio Lastarria para cafés e livrarias, o Cerro San Cristóbal para vistas panorâmicas e o restaurante Boragó. Valparaíso (UNESCO) escorre por 42 colinas ligadas por funiculares — cada superfície coberta de arte de rua, cultura boémia, a casa La Sebastiana de Pablo Neruda e marisco fresco no mercado do porto. A ilha de Chiloé tem casas palafita sobre estacas, igrejas de madeira da UNESCO e uma mitologia única de bruxas e barcos-fantasma.

Trekking e aventura

Para além de Torres del Paine: o circuito Dientes de Navarino (o trekking mais a sul do mundo, perto do Cabo Horn), a subida ao vulcão Villarrica (6 horas até espreitar um lago de lava ativo, perto de Pucón), o Vale de Cochamó (o «Yosemite chileno», com paredes de granito e floresta antiga) e os passeios a cavalo de vários dias pelos Andes, com os arrieros (vaqueiros chilenos). Pucón, na Região dos Lagos, é o polo de aventura do Chile: rafting, caiaque, termas e esqui de vulcão. O Atacama oferece sandboard, BTT e trekking de altitude.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
$

Peso chileno (CLP)

Código da moeda: CLP

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda local: o peso chileno (CLP)

A moeda do Chile é o peso chileno (CLP). Os valores têm muitos zeros — um café ou um almoço somam vários milhares de pesos —, mas as contas são simples assim que se ganha o hábito; confirme a taxa atual antes de viajar. Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. Troque em bancos ou casas de câmbio licenciadas, ou saque num multibanco à chegada. Evite trocar em hotéis, onde a taxa costuma ser 5 a 8% pior. O dólar americano é a moeda mais fácil de trocar (dá melhor taxa do que outras), mas não se usa para pagar — só para trocar.

Excelente rede de multibancos (Redbanc) em todo o país

O Chile tem uma das melhores redes de multibancos da América do Sul. Os caixas da rede Redbanc (no Banco de Chile, Santander, BCI, Scotiabank) e os ServiEstado encontram-se por toda Santiago, nas grandes cidades e na maioria das vilas turísticas, incluindo o Atacama, Puerto Varas, Pucón e Puerto Natales. Na Patagónia (zona de Torres del Paine), há multibancos em Puerto Natales — abasteça-se de dinheiro antes de entrar no parque, onde não há caixas. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e levante em pesos.

Muito favorável ao cartão — e o pagamento por aproximação cresce

O Chile é um dos países mais favoráveis ao cartão da América Latina. Visa e Mastercard são aceites na grande maioria dos restaurantes, lojas e hotéis, e a rede local Transbank/Redcompra é omnipresente nas cidades. O Apple Pay e o Google Pay funcionam num número crescente de terminais modernos em Santiago, sobretudo em centros comerciais, supermercados (Jumbo, Lider) e estabelecimentos mais tecnológicos. Na Patagónia rural e em zonas remotas, leve dinheiro (CLP) como reserva, pois a cobertura de cartão é menos fiável.

Destino de gama média e gorjeta de 10%

O Chile é mais caro do que a maioria dos seus vizinhos sul-americanos, mas continua acessível para os padrões europeus. Um albergue económico em Santiago, um «almuerzo del día» ou um jantar de gama média ficam bem abaixo dos preços da Europa, enquanto a Patagónia é bastante mais cara do que o norte do país. A gorjeta nos restaurantes é prática habitual: 10% quando o serviço não está incluído na conta (alguns somam 10% automaticamente — confira). Em bares e táxis, arredondar é apreciado, mas não obrigatório; para guias, cerca de 5.000 a 10.000 CLP por pessoa e por dia é adequado. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Que moeda se usa no Chile?

O peso chileno (CLP). Os preços envolvem números grandes, com muitos zeros, mas a moeda é simples de usar. Quem vem do Brasil ou de Portugal troca reais ou euros por pesos chilenos — a moeda de origem não circula no Chile. O dólar é a moeda mais fácil de trocar nas casas de câmbio, mas não se usa para pagar.

O Apple Pay ou o Google Pay funcionam no Chile?

O Apple Pay funciona num número crescente de terminais modernos no Chile — sobretudo nos centros comerciais de Santiago, nos grandes supermercados (Jumbo, Lider) e nalguns restaurantes. O Google Pay também funciona nos terminais com aproximação. A cobertura é forte em Santiago urbana, mas menos fiável em vilas pequenas e zonas remotas, como a Patagónia. Leve um cartão Visa ou Mastercard como reserva.

Há multibancos em Torres del Paine e na Patagónia?

Há multibancos em Puerto Natales, a vila de acesso a Torres del Paine. Dentro do parque não há caixas, por isso abasteça-se de dinheiro (CLP) em Puerto Natales antes de entrar. Puerto Montt e Puerto Varas também têm boa cobertura de multibancos.

Qual é a melhor forma de trocar dinheiro no Chile?

Use casas de câmbio licenciadas em Santiago (sobretudo à volta da rua Agustinas, no centro) ou saque num multibanco Redbanc à chegada. Evite os balcões de câmbio dos hotéis. O aeroporto de Santiago tem balcões de câmbio, mas com taxas ligeiramente piores do que as do centro. O dólar americano dá a melhor taxa para trocar.

Devo ter atenção à conversão de moeda (DCC) no Chile?

Sim — alguns multibancos e terminais propõem cobrar na sua moeda de origem (euro, dólar) em vez de em pesos. Escolha sempre pagar em pesos (CLP) para evitar a conversão dinâmica de moeda (DCC), que costuma somar 3 a 5% acima da taxa de mercado.

A gorjeta é esperada no Chile?

Nos restaurantes, a gorjeta é prática habitual: 10% quando o serviço não está incluído na conta. Alguns restaurantes somam 10% de «propina» automaticamente — confira a conta. Em bares e táxis, arredondar é apreciado, mas não obrigatório. Para guias turísticos, cerca de 5.000 a 10.000 CLP por pessoa e por dia é adequado.

O Chile é caro para o visitante?

O Chile é de gama média para os padrões sul-americanos, mas acessível face aos custos europeus. Santiago é a cidade mais cara. Em viagem económica, é possível gerir com uma verba diária moderada. A Patagónia (Torres del Paine) faz subir bastante os custos — o alojamento dentro ou perto do parque é caro e deve ser reservado com meses de antecedência.

Cidades

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Perguntas frequentes

Brasileiros e portugueses precisam de visto para o Chile?

Não, para turismo ou negócios de curta duração: entram sem visto e recebem à chegada uma autorização de até 90 dias, por vezes prorrogável por igual período. Os brasileiros contam ainda com a facilidade do Mercosul e podem entrar com o documento de identidade, embora o passaporte continue a ser o documento mais seguro — as companhias aéreas têm exigências próprias no embarque e um documento gasto dá discussão no balcão. Os outros passaportes lusófonos não seguem a mesma regra: quem viaja com passaporte de Angola, de Moçambique ou de Cabo Verde costuma precisar de visto consular pedido antes de partir. Confirme sempre o requisito atual do seu passaporte antes de comprar bilhete.

Quantos dias preciso para conhecer o Chile?

Mais do que a forma do país no mapa sugere. O Chile mede mais de quatro mil quilómetros de norte a sul, e as suas três grandes experiências — o deserto do Atacama, a capital com os vales do vinho e a Patagónia — estão separadas por voos de várias horas. Dez dias dão para Santiago e uma região, com calma. Duas semanas dão para Santiago e duas regiões, se aceitar que os dias de deslocação são dias de viagem e não de passeio. Três semanas permitem juntar Rapa Nui ao conjunto. O erro clássico é montar um roteiro de quinze dias com Atacama, Patagónia e Ilha de Páscoa: é possível no papel e frustrante na prática.

Como se viaja dentro do país?

De avião, para as distâncias grandes, e de autocarro ou carro para o resto. Santiago funciona como o centro de onde tudo parte, e os voos internos ligam-na a Calama, para o Atacama, e a Punta Arenas, para a Patagónia — trajetos que por estrada consumiriam dias inteiros. Reserve com antecedência na época alta, sobretudo os voos do sul entre dezembro e março. Para as distâncias médias, os autocarros de longo curso chilenos são confortáveis e fiáveis, com lugares reclináveis em serviços noturnos. Alugar carro faz sentido em regiões concretas — os vales do vinho, a Região dos Lagos, a Carretera Austral — e é dispensável em Santiago, que tem metro eficiente.

Qual é a melhor altura para ir?

Depende da região, porque o país atravessa quase todos os climas do mundo. A Patagónia só está verdadeiramente aberta no verão austral, de dezembro a março, com dias longos e trilhos praticáveis; fora disso, muitos serviços encerram. O Atacama é destino de ano inteiro, com noites frias e céus limpos quase sempre. As estâncias de esqui dos Andes funcionam no inverno austral, de junho a setembro, a cerca de uma hora de Santiago. Para a capital, Valparaíso e os vales do vinho, a primavera e o outono trazem o melhor equilíbrio de temperatura e movimento — e o outono apanha ainda as vindimas nas adegas.

O Atacama exige cuidados com a altitude?

Exige, e é o aviso mais útil sobre o norte chileno. San Pedro de Atacama já está em altitude e as excursões mais procuradas sobem muito acima disso: os géiseres visitam-se acima dos quatro mil metros e antes do amanhecer, e as lagoas altiplânicas ficam em cotas semelhantes. Dor de cabeça, náusea e falta de ar não escolhem idade nem condição física. O que funciona é dar um ou dois dias de adaptação em San Pedro antes de subir, beber muita água, comer leve e deixar as excursões mais altas para o fim da estadia e não para o dia seguinte ao voo. Vista-se em camadas: a mesma manhã passa de gelo a sol forte, com radiação intensa mesmo com frio.

Preciso de reservar Torres del Paine com antecedência?

Precisa, e com mais antecedência do que parece razoável. Para a época alta, entre dezembro e março, as dormidas ao longo do circuito W esgotam meses antes, e sem alojamento confirmado dentro do parque não é possível fazer o percurso de vários dias — é o destino chileno onde deixar para a última hora significa não entrar. Puerto Natales é a base logística: aluga-se ali o equipamento e apanha-se o transporte. Leve equipamento impermeável e corta-vento mesmo em pleno verão, porque o vento patagónico, e não a chuva, é o que define a caminhada. Quem tem poucos dias ou não quer dormir no parque consegue ver as torres em excursões de um dia.

Vale a pena ir à Ilha de Páscoa?

Vale, se lhe der os dias que ela exige e a tratar como um destino em si, não como uma extensão. Fica a milhares de quilómetros da costa e alcança-se por ar a partir de Santiago, num voo longo cujos lugares esgotam na época alta. Uma vez lá, três a quatro dias chegam para ver o essencial de carro ou de bicicleta, incluindo a pedreira onde os moai foram esculpidos e o alinhamento que enfrenta o nascer do sol. Uma nota que é mais importante do que qualquer conselho logístico: as estátuas e as plataformas onde assentam são sítios sagrados e funerários do povo rapanui — não se sobe, não se toca e respeitam-se os limites marcados. Visitar com guia local é o que dá sentido ao resto.

Dinheiro, segurança e água: o que devo saber?

A moeda é o peso chileno, com valores de muitos zeros que assustam à primeira conta e se percebem depressa; cartões são aceites com naturalidade nas cidades e nos destinos turísticos, e convém levar algum dinheiro vivo para o interior, para as feiras e para os transportes locais. O Chile é dos países mais seguros da América do Sul, o que não dispensa as precauções normais de cidade grande em Santiago e em Valparaíso, sobretudo com câmaras e telefones em zonas movimentadas. A água da torneira é potável nas grandes cidades e convém preferir engarrafada em zonas rurais ou remotas. E há um detalhe local: o país fica numa zona sísmica ativa, e vale a pena reparar nas saídas e instruções do alojamento à chegada.

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