China

  • População:21,9 mi (2020)
  • Área:16.411 km²
  • Altitude:43 m
  • Fuso horário:CST (UTC+8)
  • IATA:BJS

Visão geral

Pequim é a capital e o coração cultural da China — uma cidade onde as 980 construções da Cidade Proibida, os becos hutong dos bairros antigos e a futurista torre da CCTV dividem o mesmo horizonte, e onde vários dos trechos mais visitados da Grande Muralha estão ao alcance de um bate-volta.

Viagem

A Cidade Proibida ancora o eixo imperial de Pequim — 980 construções em 72 hectares onde 24 imperadores das dinastias Ming e Qing governaram por cinco séculos, hoje um complexo de museus que recebe dezenas de milhões de visitantes por ano (limite diário de 80 mil; reserva online obrigatória). Logo ao sul, a Praça Tiananmen abre-se em uma das maiores praças públicas do mundo, ladeada pelo Museu Nacional e pelo Grande Salão do Povo. Ao norte da Cidade Proibida, a colina artificial do parque Jingshan entrega o panorama definitivo sobre os telhados dourados do palácio. O Templo do Céu, onde os imperadores realizavam rituais do solstício por cinco séculos, fica em um parque onde os aposentados de Pequim praticam tai chi, soltam pipas e tocam erhu ao amanhecer — uma das manhãs mais atmosféricas da cidade. Os bairros de hutong — as redes de becos estreitos com casas tradicionais de pátio — sobrevivem em Shichahai, Nanluoguxiang e Dashilar, oferecendo um contraponto de escala humana às avenidas de oito faixas. O Distrito de Arte 798, em um antigo complexo de fábricas de eletrônica militar, tornou-se um dos quarteirões de arte contemporânea mais importantes da Ásia. O Palácio de Verão, jardim imperial e refúgio às margens de um lago no extremo noroeste, recompensa meio dia de visita. E a Grande Muralha: Badaling (a mais acessível, com teleférico e multidões), Mutianyu (o melhor equilíbrio de acesso e atmosfera, com teleférico e tobogã), Jinshanling (para caminhantes, com fotos espetaculares ao nascer do sol) e Simatai (o único trecho iluminado à noite) ficam todos de 70 a 130 km do centro de Pequim.

A Cidade Proibida e o eixo imperial

A Cidade Proibida (Museu do Palácio) é o maior complexo palaciano do mundo — 980 construções preservadas, dispostas ao longo de um preciso eixo norte-sul que vai da porta Yongdingmen, passando pela Tiananmen, até as Torres do Sino e do Tambor. Entre pela Porta do Meridiano (Wumen), atravesse a Ponte da Água Dourada e à frente ergue-se o Salão da Suprema Harmonia — a maior estrutura de madeira da China, onde coroações e audiências imperiais aconteciam sobre um terraço de mármore esculpido com dragões. O pátio interno, atrás dele, abriga os aposentos do imperador, o palácio da imperatriz e as galerias de tesouros com jade, cerâmica, pintura e caligrafia de milênios. Reserve no mínimo três horas; os mais dedicados voltam várias vezes. As coleções giram constantemente — a galeria de cerâmica e a de relógios (peças europeias dadas aos imperadores Qing) são atrações fixas. Combine com o parque Jingshan, logo atrás, para o panorama dos telhados, e com o vizinho parque Zhongshan, mais tranquilo.

A Grande Muralha — trechos perto de Pequim

A Grande Muralha não é um muro só, mas uma rede de fortificações que se estende por mais de 21 000 km — os trechos mais visitados concentram-se ao alcance de um bate-volta de Pequim. Badaling (70 km a noroeste), o mais desenvolvido e acessível, tem teleférico e passarelas, mas atrai multidões enormes — chegue antes das 8h ou vá em dia de semana. Mutianyu (73 km a nordeste) é o equilíbrio recomendado: cantaria Ming restaurada, teleférico na subida e um divertido tobogã na descida, mais tranquilo que Badaling, porém bem estruturado. Jinshanling (130 km a nordeste) recompensa os caminhantes com um muro parcialmente restaurado serpenteando pelas cristas das montanhas — o nascer do sol das torres de vigia a leste é uma das imagens icônicas da China. Simatai (120 km a nordeste), o único trecho aberto à noite, oferece caminhadas pela muralha iluminada sob as estrelas. Primavera (abril-maio) e outono (setembro-outubro) dão as melhores condições; o verão é quente e enevoado, e o inverno frio mas vazio, com nevadas que rendem fotos espetaculares.

A cultura dos hutongs e a velha Pequim

Os bairros de hutong de Pequim — as redes densas de becos estreitos ladeados por casas térreas de pátio (siheyuan) — são o tecido sobrevivente de uma cidade que, no restante, foi reconstruída como capital moderna. A região dos lagos de Shichahai (Houhai, Qianhai, Xihai) preserva uma área interligada de hutongs em torno de três lagos, com terraços de bares, casas de chá e pequenos restaurantes à beira-d'água e riquixós que serpenteiam pelos becos residenciais. Nanluoguxiang, um hutong norte-sul virado rua de pedestres, atrai um público mais jovem para butiques independentes, cafés em terraços e ateliês criativos. Dashilar, o quarteirão comercial de hutongs ao sul da Tiananmen, mantém a atmosfera do antigo comércio de Pequim — lojas de medicina tradicional, de seda e o Quanjude (a instituição do pato laqueado, fundada em 1864) funcionam ali. Para uma experiência menos turística, explore os hutongs a leste da Torre do Tambor ou em torno de Baitasi (o Templo do Pagode Branco).

O Templo do Céu e os parques

O Templo do Céu (Tiantan), Patrimônio Mundial da UNESCO, é onde os imperadores Ming e Qing faziam as cerimônias anuais de prece por boas colheitas. O Salão de Prece pelas Boas Colheitas — um edifício circular de três beirais sobre um terraço de mármore em três níveis — é uma das construções mais reconhecíveis da arquitetura chinesa. O parque ao redor (267 hectares, quatro vezes a Cidade Proibida) é igualmente cativante: chegue ao amanhecer para ver os aposentados de Pequim praticando tai chi, dançando, cantando ópera de Pequim, jogando cartas e soltando pipas. O parque Beihai, um dos jardins imperiais mais antigos da China (do século X), gira em torno de um lago com o Dagoba Branco visível na Ilha de Jade. O Palácio de Verão (Yiheyuan), à beira do lago Kunming, reúne templos e pavilhões da Colina da Longevidade com um vasto lago paisagístico — o Corredor Longo, de 728 metros, pintado com mais de 14 000 cenas da mitologia e da história chinesas, é uma obra de arte por si só.

Pato laqueado e a cozinha de Pequim

O pato laqueado é o prato símbolo de Pequim e uma das grandes experiências gastronômicas do mundo — a ave inteira é assada em forno suspenso até a pele ficar crocante e cor de mogno, depois fatiada na mesa e enrolada em panquecas finas com cebolinha, pepino e molho doce de feijão. O Quanjude (fundado em 1864) e o Da Dong são os dois restaurantes mais famosos; o Siji Minfu, perto da Cidade Proibida, oferece a experiência por menos. Além do pato, a cozinha de Pequim abrange a culinária imperial da corte, o street food muçulmano Hui na rua Niujie (espetinhos de cordeiro, pão de gergelim, macarrão puxado à mão), o jianbing (a panqueca salgada de café da manhã vendida em cada carrinho), o zhajiangmian (macarrão grosso de trigo em molho de soja fermentada) e o hotpot — o de Pequim usa panela de cobre com caldo claro de carneiro, distinto da versão picante de Sichuan. A rua de petiscos Wangfujing, embora turística, apresenta a variedade — deixando os escorpiões no espeto de lado, o tofu fermentado e o tanghulu (frutas de espinheiro caramelizadas) são petiscos locais genuinamente populares.

O Distrito de Arte 798 e a Pequim moderna

O Distrito de Arte 798 (Dashanzi), instalado em fábricas de eletrônica militar desativadas dos anos 1950 (originalmente um projeto conjunto sino-alemão-oriental), tornou-se um dos principais quarteirões de arte contemporânea da Ásia. Galerias como o UCCA Center for Contemporary Art, a Pace Gallery Beijing e o Long March Space ocupam galpões industriais de inspiração Bauhaus. Arte de rua, instalações e livrarias independentes preenchem os becos. A entrada na maioria das galerias é gratuita; nos fins de semana fica cheio. Além do 798, a infraestrutura cultural de Pequim inclui o Centro Nacional de Artes Cênicas (o «Ovo», uma cúpula de titânio e vidro que emerge de um lago artificial perto da Tiananmen), o Museu da Capital e a cena de galerias na vizinha aldeia de Caochangdi. O Parque Olímpico, com o estádio «Ninho de Pássaro» e o «Cubo d'Água» dos Jogos de 2008, ainda impressiona. Para uma dose da Pequim hipermoderna, a sede da CCTV (a torre em laço de Rem Koolhaas) e o complexo Wangjing SOHO, de Zaha Hadid, representam uma cidade que se constrói em escala e ritmo sem igual.

Pequim na prática

O Aeroporto Internacional de Pequim Capital (PEK) recebe a maioria dos voos internacionais; o mais novo Aeroporto de Daxing (PKX), projeto de Zaha Hadid em forma de estrela-do-mar ao sul da cidade, atende uma parcela crescente de rotas. O metrô (27 linhas, mais de 800 km) é eficiente, barato e cobre a maioria das áreas turísticas — a linha 1 liga a Tiananmen a Wangfujing, a linha 2 contorna a cidade antiga. Os táxis são numerosos e com taxímetro; o aplicativo Didi exige número de telefone chinês e WeChat Pay ou Alipay. Pequim é extensa — as distâncias entre as atrações são grandes, então planeje o tempo de deslocamento com folga. A qualidade do ar varia com a estação: o outono (setembro-novembro) costuma ter o céu mais limpo (o «azul de Pequim»), enquanto o inverno, com aquecimento, pode ter mais poluição. A primavera traz ocasionais tempestades de areia do Gobi; o verão é quente e úmido. Os melhores meses são setembro-outubro e abril-maio. O mandarim é a língua do dia a dia; o inglês limita-se a hotéis internacionais e centros de informação. Um aplicativo de tradução com modo offline é indispensável.

Perguntas frequentes

É verdade que a Cidade Proibida é o maior complexo palaciano do mundo?

Sim — com 980 construções preservadas em 72 hectares, a Cidade Proibida (o Museu do Palácio) é o maior complexo palaciano do mundo. Foi a residência de 24 imperadores das dinastias Ming e Qing por cinco séculos e hoje recebe dezenas de milhões de visitantes por ano. A entrada tem limite diário de 80 mil pessoas e reserva online obrigatória, então garanta o ingresso com antecedência.

Qual é o melhor trecho da Grande Muralha perto de Pequim?

Mutianyu é o equilíbrio mais recomendado: cantaria Ming restaurada, teleférico na subida, um tobogã na descida e menos gente que Badaling. Badaling (a 70 km) é o mais acessível, mas o mais lotado — vá antes das 8h. Jinshanling, mais distante, é o preferido dos caminhantes e dos fotógrafos, com muro parcialmente restaurado pelas montanhas. Simatai é o único iluminado à noite.

Como visitar a Cidade Proibida — preciso reservar antes?

Sim, a reserva é online e obrigatória, com limite diário de visitantes — compre o ingresso com alguns dias de antecedência, sobretudo no verão e em feriados. Entre pela Porta do Meridiano (Wumen) e reserve pelo menos três horas. Logo atrás, o parque Jingshan oferece o melhor panorama dos telhados dourados, e vale combinar os dois numa mesma manhã.

Quantos dias são necessários em Pequim?

Três a quatro dias dão conta: um para a Cidade Proibida, a Praça Tiananmen e o panorama do parque Jingshan; um para um bate-volta à Grande Muralha (Mutianyu é o melhor equilíbrio); um para o Templo do Céu, os hutongs e o Palácio de Verão; e um para o Distrito de Arte 798 e a Pequim moderna. A cidade é extensa, então planeje o tempo de deslocamento com folga.

Como pagar em Pequim — os meus cartões funcionam?

A China funciona em grande parte com pagamentos por aplicativo (Alipay e WeChat Pay), e os cartões estrangeiros físicos são aceitos em bem menos lugares do que na Europa ou no Brasil. O mais simples é vincular um cartão internacional ao Alipay ou ao WeChat Pay antes de viajar (hoje já funciona para turistas) e pagar por QR code; leve também alguns yuans em espécie. O Pix e o MB WAY não funcionam na China.

Preciso de visto para visitar Pequim?

Pequim fica na China continental, cujas regras de entrada mudam com frequência. Muitas nacionalidades já entram sem visto em regimes temporários, e há trânsito sem visto de 24, 72 e 144 horas nos grandes aeroportos — mas as listas mudam, então confirme a regra atual para o seu passaporte (brasileiro, português ou outro) antes de marcar a viagem. Quando a isenção não se aplica, é preciso um visto de turismo (tipo L). Lembre-se de que o continente, Hong Kong e Macau têm sistemas de entrada separados.

Missões diplomáticas em Pequim

20 missões nesta cidade, agrupadas por região.

Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.