China
A China é um país de escala continental e diversidade extrema: megacidades, patrimônio imperial, desertos, montanhas e os corredores históricos da Rota da Seda. Da Grande Muralha e da Cidade Proibida a Xangai, Sichuan e Yunnan, o país oferece uma das experiências de viagem mais amplas do mundo — antiguidade milenar e modernidade acelerada lado a lado. Pequim concentra o eixo imperial, Xangai e Shenzhen mostram a escala urbana contemporânea, e regiões como Sichuan, Yunnan e Gansu entregam rotas fortes de natureza e gastronomia. Uma rede ferroviária de alta velocidade de milhares de quilômetros liga tudo isso com rapidez. Lembre-se de que Hong Kong e Macau seguem sistemas de imigração próprios, separados do continente — Macau, antigo território português, mantém o português como língua oficial.
Vistos e regras de entrada na China
A China ampliou nos últimos anos a entrada sem visto para várias nacionalidades — Brasil e Portugal constam hoje da lista de isenção, com estadas de até 30 dias para turismo, negócios, visitas familiares e trânsito. Os regimes, porém, valem por períodos e podem mudar (a política atual foi prorrogada até o fim de 2026) — por isso, seja você brasileiro, português ou de outro país lusófono, verifique sempre a regra em vigor para o seu passaporte antes de marcar a viagem. Há também um regime de trânsito sem visto de até 240 horas (10 dias), por dezenas de portos autorizados, para quem segue depois para um terceiro país ou região. Quando a isenção não se aplica, é preciso solicitar o visto adequado antes da viagem: o mais comum é o visto de turismo (tipo L), pedido num centro de vistos chinês com formulário, foto, itinerário e comprovação de hospedagem. Para estadias longas, trabalho, estudo ou jornalismo, há vistos específicos. O passaporte deve ter validade e páginas em branco suficientes. Atenção: o continente, Hong Kong e Macau têm sistemas de entrada distintos — entrar em Hong Kong ou Macau não dá acesso ao continente, e vice-versa.
Tipos de visto
Para turismo, negócios ou visita familiar, quando a sua nacionalidade está coberta pela regra em vigor. As listas de isenção e os prazos mudam com frequência — confirme antes de viajar.
Informações práticas importantes
- Confirme sempre, perto da data de partida, se a sua nacionalidade está coberta pela entrada sem visto — as regras mudam com frequência e valem por igual para brasileiros, portugueses e demais lusófonos, cada um com a sua lista.
- Hong Kong e Macau não seguem as regras de entrada do continente: têm imigração própria, e passar por um deles não dá acesso automático ao continente.
- Pagamentos por aplicativo dominam o dia a dia — configure Alipay ou WeChat Pay e vincule um cartão internacional antes de viajar; o Pix (do Brasil) e o MB WAY (de Portugal) não funcionam na China.
- Fora dos grandes centros turísticos, o inglês é limitado e o português inexistente; um app de tradução com modo offline ajuda muito.
- Alguns serviços digitais internacionais podem ter acesso restrito nas redes locais — leve isso em conta para mapas, mensagens e e-mail.
- As distâncias são enormes; combine trem de alta velocidade com voos domésticos quando necessário e planeje por blocos regionais.
- Em feriados nacionais (como a Semana Dourada de outubro e o Ano-Novo Chinês), passagens e hotéis esgotam depressa e os pontos turísticos ficam lotados.
- Cumpra as regras locais de registro de hospedagem durante a estadia — os hotéis costumam tratar disso na entrada.
Visão geral da viagem
A China junta profundidade histórica e modernidade acelerada como poucos destinos no mundo. Pequim e Xi'an concentram referências imperiais — a Cidade Proibida, o Exército de Terracota, segmentos da Grande Muralha —, enquanto Xangai e Shenzhen exibem a escala urbana contemporânea, com arranha-céus e uma vida noturna intensa. Regiões como Sichuan, Yunnan e Gansu entregam algumas das rotas mais fortes de natureza e gastronomia: dos pandas e da culinária picante de Sichuan às paisagens étnicas de Yunnan e aos oásis da Rota da Seda em Gansu. A malha ferroviária de alta velocidade — a maior do mundo — facilita grandes combinações de roteiro, ligando cidades distantes em poucas horas, mas o planejamento por blocos regionais continua essencial diante das distâncias. Hong Kong e Macau, com seus sistemas próprios, complementam a viagem: a primeira como metrópole cosmopolita, a segunda com sua herança luso-chinesa única. Em quase toda parte, os pagamentos passam por aplicativos (Alipay e WeChat Pay), e um app de tradução offline é um companheiro indispensável fora dos grandes centros turísticos.
Descubra China
A Cidade Proibida ocupa o eixo central norte-sul de Pequim — 980 edifícios em 72 hectares, residência dos imperadores Ming e Qing por quase cinco séculos e o maior complexo palaciano preservado do mundo. O Salão da Harmonia Suprema, o Pátio Interno, o Jardim Imperial e as exposições rotativas de cerâmica no Salão Wenhua recompensam mais de uma visita; a reserva on-line é obrigatória e o número diário de visitantes é limitado. Combine com a Praça da Paz Celestial (portão sul da Cidade Imperial), o Parque Jingshan (a colina artificial atrás do palácio, erguida com a terra escavada do fosso — o melhor mirante gratuito de Pequim), o Templo do Céu e o Palácio de Verão, com o Lago Kunming, o Longo Corredor e a Rua de Suzhou. A mesma camada imperial continua nas muralhas Ming e na Torre do Sino de Xi'an, nos Túmulos Ming ao norte de Pequim e no resort imperial de montanha em Chengde, a meio dia de trem-bala da capital.
Formas de explorar este destino
A Cidade Proibida, o Templo do Céu, o Exército de Terracota de Xi'an e segmentos da Grande Muralha formam o eixo clássico de história, sobretudo em torno de Pequim.
Xangai, Pequim, Shenzhen, Guangzhou e Chengdu revelam diferentes modelos urbanos, da arquitetura de vanguarda à vida noturna e às cenas criativas.
Guilin, Zhangjiajie, Huangshan e as zonas alpinas mostram paisagens de grande contraste — montanhas de arenito, rios e terraços.
Itinerários por Gansu e Xinjiang ligam oásis, desertos e sítios históricos de alto valor cultural, no antigo corredor entre a China e a Ásia Central.
Da cozinha picante de Sichuan ao universo cantonês e aos macarrões do norte, a China é um destino de referência para quem viaja pela comida.
Dinheiro e moeda
Yuan chinês (CNY)
Código da moeda: CNY
Dicas práticas sobre dinheiro
Pagamentos por aplicativo são o padrão (Pix e MB WAY não funcionam)
Na China, a maior parte das transações do dia a dia passa por Alipay e WeChat Pay, com leitura de QR code — de restaurantes e táxis a pequenas lojas e máquinas. O melhor é instalar um desses aplicativos e vincular um cartão internacional Visa ou Mastercard antes de viajar, o que hoje já funciona para turistas. Lembre-se de que o Pix (do Brasil) e o MB WAY (de Portugal) não funcionam na China, e os cartões estrangeiros físicos são aceitos em muito menos lugares do que na Europa ou no Brasil — sobretudo em hotéis e grandes redes. Ter os aplicativos configurados evita quase todos os imprevistos.
Moeda local: yuan/renminbi (CNY)
A moeda oficial é o yuan, ou renminbi (CNY/RMB). Quem vem do Brasil troca reais por yuans, e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se usa a moeda de origem na China. Troque em bancos ou casas de câmbio formais e evite o câmbio informal de rua. Como o uso de dinheiro físico caiu muito com os aplicativos, não é preciso trocar grandes quantias: leve uma reserva moderada em yuans e pague o restante pelo celular.
Caixas eletrônicos (ATM) nas grandes cidades
Nos centros urbanos, sacar dinheiro costuma ser simples — os caixas dos grandes bancos (Bank of China, ICBC, China Construction Bank) aceitam a maioria dos cartões Visa e Mastercard internacionais. Em zonas rurais ou remotas, a disponibilidade cai bastante, por isso saque antes de sair das cidades. Recuse a opção de conversão para a sua moeda (DCC) e escolha pagar em yuans. Confira com o seu banco a tarifa de saque no exterior.
Leve algum dinheiro como plano B
Mesmo com o predomínio digital, ter dinheiro em espécie ajuda quando há falha de rede, bateria fraca ou recusa do pagamento no momento da compra — situações comuns para o visitante. Uma reserva modesta em yuans cobre táxis, pequenos comércios e mercados onde o aplicativo, por algum motivo, não funcionar. Gorjeta não faz parte da cultura na China continental e, em geral, não é esperada.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Cidades e planejamento
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Hong Kong e Macau
Regiões administrativas especiais da China — regras de entrada próprias: o visto da China não as cobre.
Embaixadas e missões
Américas · 1
Europa · 1
Perguntas frequentes
Para visitas curtas, hoje, não: Brasil e Portugal constam da lista de isenção unilateral da China, com até 30 dias por entrada para turismo, negócios, visitas familiares e trânsito. A política vale por períodos — a atual foi prorrogada até o fim de 2026 — e a lista pode mudar; confirme a regra em vigor num consulado ou centro de vistos chinês antes de comprar as passagens. Trabalho, estudo longo e jornalismo continuam exigindo visto prévio.
Quem chega com passagem confirmada para um terceiro país ou região pode entrar por dezenas de portos autorizados e ficar até 10 dias na área designada de entrada — tempo de sobra para conhecer Pequim ou Xangai numa escala. O regime substituiu os antigos prazos de poucas horas e serve sobretudo a nacionalidades fora da lista de isenção; para brasileiros e portugueses, a entrada sem visto de 30 dias costuma ser o caminho mais simples.
Não — as duas são Regiões Administrativas Especiais com imigração própria: o carimbo de uma não vale para o continente, e seguir viagem exige isenção ou visto do continente. Para o viajante lusófono, Macau é parada natural: o português é língua oficial e está nas placas, nos tribunais e nos nomes das ruas. As regras de entrada de Macau são independentes — consulte-as em separado, como faria para outro destino.
Próximo destino: China? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.