Bandeira: Espanha

Espanha

A Espanha é o segundo país mais visitado do mundo, e o seu fascínio vai muito além do sol e da praia. Madrid pulsa como capital com os museus do Prado, Reina Sofía (com a «Guernica» de Picasso) e Thyssen-Bornemisza a poucos passos uns dos outros. Barcelona une a arquitetura fantasiosa de Gaudí à vida mediterrânea de praia. Sevilha é o coração do flamenco andaluz e da herança mourisca, com o Real Alcázar e, a um passo, a Alhambra de Granada. O País Basco oferece o Guggenheim de Bilbao e os famosos bares de pintxos de San Sebastián. Além disso: as Baleares (Maiorca, Menorca, Ibiza), as Canárias vulcânicas com calor o ano todo, os Pirineus, o Caminho de Santiago e mais de quarenta locais Património Mundial da UNESCO. Para o viajante lusófono a Espanha é, ainda por cima, vizinha e próxima: de Lisboa chega-se de carro, comboio ou avião em poucas horas, e do Brasil há voos diretos da Ibéria e da LATAM para Madrid e Barcelona, além das ligações da TAP via Lisboa. A Espanha é membro fundador da UE e do Espaço Schengen.

  • CapitalMadrid
  • MoedaEUR €
  • Fuso horárioCET/CEST (UTC+1/+2); Canárias WET/WEST (UTC+0/+1)
  • População47 milhões
  • RegiãoEuropa · Europa Meridional
  • DDI+34
  • Nome localEspaña

Vistos e regras de entrada na Espanha

A Espanha integra o Espaço Schengen e aplica as regras comuns europeias de entrada. Cidadãos da UE, do EEE e da Suíça — incluindo os portugueses — entram, residem e trabalham sem qualquer formalidade, apenas com cartão de identidade ou passaporte válido. Cidadãos brasileiros entram sem visto para turismo ou negócios até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias em todo o Espaço Schengen — não é preciso visto para estadias curtas, apenas passaporte válido. O mesmo vale para nacionais dos EUA, Reino Unido, Canadá e de vários outros países. Atenção: algumas nacionalidades lusófonas (por exemplo Angola, Moçambique e Cabo Verde) precisam de um visto Schengen — verifique sempre a regra para a sua nacionalidade antes de marcar a viagem. Quem precisa de visto Schengen (tipo C) solicita no consulado espanhol competente, em geral num centro de vistos autorizado, com seguro de viagem de pelo menos 30 000 €. Para estadias acima de 90 dias — trabalho, estudo, reagrupamento familiar, aposentadoria — é obrigatório um visto nacional de longa duração (tipo D), pedido antes da partida; após a chegada, há que tratar do cartão de residência (TIE) em 30 dias. O visto Schengen de curta duração costuma ser decidido em 15 dias corridos.

Tipos de visto

Permanência ilimitada

Para cidadãos da UE, do EEE e da Suíça — turismo, trabalho, residência ou qualquer finalidade, sem restrições. Entrada com cartão de identidade ou passaporte, com plena liberdade de circulação, incluindo o direito de trabalhar e residir sem autorização. Os portugueses viajam, portanto, sem qualquer formalidade.

Informações práticas importantes

  • Um visto Schengen dá acesso a toda a área: o visto espanhol abrange também França, Alemanha, Itália, Portugal, os países do Benelux, a Escandinávia e muitos outros — não só a Espanha.
  • Regra dos 90/180: no máximo 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias em todo o Espaço Schengen. Os dias passados em Portugal, França ou Itália contam para o mesmo limite. Controle os dias; exceder pode gerar proibição de entrada.
  • Brasileiros: entrada sem visto para turismo ou negócios até 90 dias — basta passaporte válido por pelo menos 3 meses após a saída e emitido há menos de 10 anos. Portugueses e demais cidadãos da UE entram apenas com o cartão de cidadão.
  • Algumas nacionalidades lusófonas precisam de visto: Angola, Moçambique e Cabo Verde, entre outras, exigem visto Schengen (tipo C), pedido com antecedência. Verifique a regra atual para a sua nacionalidade.
  • Seguro de viagem: obrigatório para quem solicita visto Schengen — cobertura mínima de 30 000 € para emergências médicas, internação e repatriamento, válida em todo o Espaço Schengen. Recomendado a todos os viajantes.
  • Saúde para portugueses: com o Cartão Europeu de Seguro de Doença, os portugueses têm acesso aos cuidados de saúde necessários na Espanha nas mesmas condições dos locais. Número de emergência: 112.
  • Dinheiro: euro (EUR). Para quem vem de Portugal é a mesma moeda — sem câmbio. Para quem vem do Brasil, é preciso trocar reais por euros (de preferência em casa de câmbio antes de viajar ou sacando em caixa eletrônico na Espanha). Cartões são aceitos em quase toda parte nas cidades, mas em vilarejos, feiras e bares de praia o dinheiro em espécie é mais necessário do que no Brasil ou em Portugal.
  • Língua: o castelhano (espanhol) é o idioma oficial; o catalão, o galego, o basco e o valenciano são cooficiais nas suas regiões. O inglês ouve-se sobretudo nas zonas turísticas e entre os mais jovens — algumas palavras em espanhol abrem portas.
  • Horários e sesta: a Espanha vive tarde. O almoço costuma ser entre 14h e 16h e o jantar a partir das 21h. Lojas menores fora das grandes cidades fecham muitas vezes entre 14h e 17h para a sesta.
  • Transporte: a alta velocidade AVE liga Madrid a Barcelona (2h30), Sevilha (2h30) e Valência (1h40). As grandes cidades têm metrô (Madrid, Barcelona, Valência, Bilbao); companhias de baixo custo e balsas servem as ilhas.
  • Segurança: a Espanha é segura para o turista, com baixa criminalidade violenta. Nas zonas turísticas e no transporte de Barcelona, Madrid e Sevilha há furtos — cuide dos seus pertences.
  • Canárias: ficam uma hora atrás da Espanha continental (continente CET/CEST, ilhas WET/WEST).
  • Voos diretos: do Brasil há voos diretos da Ibéria e da LATAM para Madrid e Barcelona, além das ligações da TAP via Lisboa; de Portugal, voos curtos e frequentes para todo o país.

Visão geral da viagem

A Espanha pode ocupar você por meses e ainda deixar cantos por descobrir. Madrid ancora o centro com três museus de arte de nível mundial a uma curta caminhada — o Prado (Velázquez, Goya, El Greco), o Reina Sofía (a «Guernica» de Picasso) e o Thyssen-Bornemisza — além do parque do Retiro, do mercado de San Miguel e de uma cultura noturna em que o jantar começa às 22h e os bares só enchem perto da meia-noite. Barcelona é o seu contraponto mediterrâneo: a Sagrada Família de Gaudí (em obras desde 1882 e enfim perto da conclusão), o Park Güell, o labirinto de ruelas medievais do Bairro Gótico, a praia da Barceloneta e uma cena gastronômica que vai das bancas do mercado da Boqueria à alta cozinha com estrelas Michelin. A Andaluzia entrega as imagens mais icônicas da Espanha — a Alhambra de Granada (um conjunto palaciano mourisco que por si só justifica a viagem), os tablaos de flamenco e o Real Alcázar de Sevilha, a Mesquita de Córdoba com a sua floresta de arcos vermelhos e brancos, e os povoados brancos (pueblos blancos) ao longo das estradas entre Ronda e Cádiz. O País Basco oferece o Guggenheim de Bilbao, os lendários bares de pintxos de San Sebastián e uma das costas mais dramáticas da Europa. O Caminho de Santiago atrai caminhantes do mundo todo para atravessar o norte da Espanha a pé, terminando na catedral de Santiago de Compostela. As Baleares vão das superdiscotecas de Ibiza às enseadas intocadas de Menorca e às trilhas da Serra de Tramuntana, em Maiorca. As Canárias ficam diante da costa africana, com paisagens vulcânicas (o Teide, o Timanfaya em Lanzarote) e calor o ano todo. E por toda parte: tapas, vinho (Rioja, Ribera del Duero, Priorat, xerez de Jerez) e um modo de vida em que comer, beber e conversar são o sentido do dia, e não uma interrupção dele.

Descubra Espanha

O «Triângulo de Ouro da arte» de Madrid reúne três coleções de nível mundial a poucos minutos a pé umas das outras ao longo do Paseo del Prado: o Prado ancora a coleção nacional espanhola com Velázquez (As Meninas), Goya (dos retratos da corte real às pungentes Pinturas Negras) e El Greco; o Reina Sofía guarda a «Guernica» de Picasso ao lado de Dalí e Miró; o Thyssen-Bornemisza preenche as lacunas de ambos com uma coleção particular que vai dos mestres antigos à vanguarda do século XX. Um bilhete combinado cobre os três. Além dos museus, o Palácio Real (Palacio Real) — o maior da Europa em área, embora a família real atual não resida lá — abre grande parte das suas salas aos visitantes. O Palácio de Cristal e o lago de barcos a remos do parque do Retiro oferecem uma pausa da visita aos museus, enquanto a estrutura de ferro restaurada de 1916 do Mercado de San Miguel se tornou, ela própria, um destino de degustação de tapas, ainda que mais turístico e caro do que os bares dos bairros de La Latina ou Malasaña.

Formas de explorar este destino

Cidades e cultura

O Triângulo de Ouro da arte em Madrid (Prado, Reina Sofía, Thyssen-Bornemisza), a arquitetura de Gaudí e o Bairro Gótico de Barcelona, o flamenco e o Real Alcázar de Sevilha, a Alhambra de Granada, a Mesquita de Córdoba, o Guggenheim de Bilbao e o perfil medieval de Toledo. A Espanha tem mais de 40 locais da UNESCO — o terceiro maior número do mundo.

Praias e ilhas

As Baleares (a Serra de Tramuntana em Maiorca, as enseadas virgens de Menorca, os clubes de praia e o norte mais tranquilo de Ibiza), as Canárias (o vulcão Teide em Tenerife, os campos de lava de Lanzarote, as dunas de Fuerteventura), a Costa del Sol (Marbella, Málaga), a Costa Brava, a Costa Blanca (Alicante) e as praias atlânticas selvagens da Galícia e das Astúrias.

Gastronomia e vinho

A cultura das tapas — do giro de bares de La Latina em Madrid aos bares de bairro de Sevilha e aos pintxos de San Sebastián (a maior densidade de estrelas Michelin por habitante do mundo). Regiões de vinho: Rioja, Ribera del Duero, Priorat, Albariño das Rías Baixas e xerez de Jerez. Paella em Valência, presunto ibérico da Estremadura, churros com chocolate em Madrid e frutos do mar na costa galega.

Caminhadas e peregrinação

O Caminho de Santiago — vários trajetos pelo norte da Espanha (o clássico Caminho Francês, o Caminho do Norte pela costa, o Caminho Português vindo do sul), terminando na catedral de Santiago de Compostela. E ainda: as trilhas GR nos Pirineus, o Caminito del Rey num desfiladeiro perto de Málaga e a Ruta del Cares nos Picos da Europa.

Festas e vida noturna

As procissões da Semana Santa em Sevilha, Málaga e Valladolid. O San Fermín (corrida de touros) em Pamplona. La Tomatina (batalha de tomates) em Buñol. A Feria de Abril em Sevilha. As Fallas em Valência, com esculturas gigantes queimadas nas ruas. O Carnaval em Cádiz e em Tenerife. E a noite espanhola — jantar às 22h, bares cheios à meia-noite, discotecas até o amanhecer.

História e arquitetura

Espanha mourisca: a Alhambra (Granada), a Mesquita (Córdoba), o Alcázar (Sevilha). Medieval: a Toledo amuralhada, o aqueduto romano de Segóvia, as muralhas completas de Ávila. Gótico: as catedrais de Burgos, León e Sevilha (a maior igreja gótica do mundo). Modernista: a Barcelona de Gaudí (Sagrada Família, Casa Batlló, La Pedrera). Contemporâneo: o Guggenheim de Bilbao e a Cidade das Artes e das Ciências em Valência.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda

Euro (EUR)

Código da moeda: EUR

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda e câmbio na Espanha

A Espanha usa o euro (EUR). Para quem vem de Portugal é a mesma moeda — não há câmbio a fazer. Para quem vem do Brasil, é preciso trocar reais por euros: o melhor é comprar euros numa casa de câmbio no Brasil antes de viajar ou sacar diretamente de um caixa eletrônico na Espanha, pois ambas as opções costumam superar o câmbio de aeroporto ou de hotel. Casas de câmbio funcionam em Madrid (Sol, Gran Vía), Barcelona (Las Ramblas, Plaça de Catalunya) e noutros centros turísticos, mas cobram 3% a 8% de comissão — as de Las Ramblas são das menos vantajosas. Evite trocar nos aeroportos de Madrid-Barajas e Barcelona-El Prat, onde as taxas são as piores. Em cidades menores as casas de câmbio são raras e o caixa eletrônico é a única opção prática.

Caixas eletrônicos (cajeros automáticos)

Os caixas eletrônicos (em espanhol «cajero automático») são abundantes na Espanha — em agências bancárias, centros comerciais, aeroportos, estações e mesmo em cidades pequenas. Os maiores bancos são CaixaBank, Santander, BBVA, Bankinter e Sabadell. O limite diário costuma ser de 300 a 600 €. Cartões portugueses e brasileiros Visa e Mastercard funcionam na prática em todas as máquinas. Recuse sempre a opção de «conversão para a sua moeda» (DCC) — escolha o valor em euros, pois a conversão pelo lado da máquina acrescenta 3% a 5%. Confira com o seu banco a tarifa de saque no exterior; viajantes do Brasil costumam ter taxas mais altas, por isso uma conta ou cartão multimoeda (Wise, Nomad, C6, Revolut) ajuda bastante.

Pagamentos com cartão e celular (o Pix não funciona)

Cartões são amplamente aceitos nas cidades, zonas turísticas e estabelecimentos maiores da Espanha. Visa e Mastercard funcionam em quase toda parte, e o pagamento por aproximação (contactless) é padrão nas máquinas modernas; Apple Pay e Google Pay são aceitos na maioria dos terminais. Atenção para o viajante brasileiro: o Pix é um sistema do Brasil e não funciona na Espanha — pague com cartão ou celular, e ative o uso internacional do cartão antes de viajar. Para quem vem de Portugal, os cartões habituais funcionam normalmente. O dinheiro em espécie ainda é útil: bares de tapas tradicionais, lojas menores, feiras de rua, áreas rurais e barracas de praia (chiringuitos) preferem ou exigem dinheiro, e alguns locais têm valor mínimo para cartão (5 a 10 €). Leve 30 a 50 € em notas pequenas além dos cartões.

Gorjetas na Espanha

Na Espanha a gorjeta não é obrigatória — não existe taxa de serviço nem a expectativa de 15% a 20% como nos EUA. Os espanhóis costumam deixar o troco em moedas ou arredondar a conta. Num restaurante com serviço à mesa, deixar 5% a 10% por um bom atendimento é generoso; muitos locais deixam apenas 1 a 2 € ou as moedas do troco. Nos bares de tapas a gorjeta é simbólica; no café, deixa-se o troco em moedas. Para carregadores de hotel, 1 a 2 € por mala; para taxistas, arredonda-se para cima; para guias, 5 a 10 € por pessoa numa visita de meio dia. Dê a gorjeta sempre em dinheiro, mesmo pagando a conta com cartão.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Cidades e planejamento

Embaixadas e missões

Perguntas frequentes

Não. Como cidadão da UE, do EEE ou da Suíça, entra com cartão de cidadão ou passaporte, sem visto e sem limite de estadia, podendo também trabalhar e estudar livremente.

Não para estadias curtas de turismo ou negócios — o passaporte brasileiro entra sem visto no Espaço Schengen até 90 dias em qualquer período de 180 dias, bastando passaporte válido por pelo menos 3 meses após a saída e emitido há menos de 10 anos. Para estadias mais longas — trabalho, estudo, reagrupamento familiar — é necessário um visto nacional de longa duração (tipo D), pedido antes da viagem.

Depende da nacionalidade. Para brasileiros e outros cidadãos de fora da UE que entram sem visto, sim — no máximo 90 dias em qualquer período de 180 dias em todo o Espaço Schengen. Para portugueses e outros cidadãos da UE, do EEE ou da Suíça, não: a livre circulação não tem limite de dias.

Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.