Peru

Bandeira: Peru

Código Telefônico

+51

Capital

Lima

População

34,2 mi (2025)

Idiomas

espanhol · Língua aymará · quíchua

Área

1.285.216 km²

Eletricidade

220 V

Tipos de tomada

NEMA 1-15 · NEMA 5-15 · Europlug

Mão de direção

direita

Nome Nativo

Perú

Região

Américas

América do Sul

Fuso Horário

Horário Padrão do Peru

UTC-05:00

O Peru reúne três mundos num só país: a cordilheira dos Andes, a costa desértica do Pacífico e a floresta amazónica. É o coração do antigo império inca, com Machu Picchu e o Vale Sagrado, mas também a capital gastronómica da América Latina, com Lima a concentrar alguns dos melhores restaurantes do mundo. A maioria dos roteiros começa em Lima e segue para Cusco e Machu Picchu, acrescentando depois Arequipa e o Cânion do Colca, o lago Titicaca ou a Amazónia de Iquitos. Para o viajante lusófono, o Peru é acessível: cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo, e há boas ligações aéreas via Lima.

Vistos e regras de entrada no Peru

O Peru isenta de visto de turismo a maioria dos viajantes das Américas e da Europa. Cidadãos brasileiros entram sem visto para turismo e podem permanecer até 183 dias por ano — o Brasil e o Peru fazem parte do espaço do Mercosul, o que facilita ainda a entrada apenas com o documento de identidade em certos casos. Cidadãos portugueses (e dos restantes países da UE) também entram sem visto, em geral por até 90 dias. Em ambos os casos, o prazo concreto é fixado pelo agente de migração na entrada, conforme o motivo da viagem e a prova de regresso — guarde o registo de entrada, pois é verificado na saída. Outras nacionalidades lusófonas, como Angola, Moçambique ou Cabo Verde, costumam precisar de visto consular prévio: confirme as condições para o seu passaporte antes de viajar. Para estudo, trabalho ou residência, aplica-se um regime próprio, que não se substitui pela entrada turística.

Tipos de visto comuns

Entrada de turismo sem visto

Brasil: até 183 dias por ano; Portugal/UE: em geral até 90 dias

Para cidadãos do Brasil, de Portugal e da maioria dos países das Américas e da Europa. Não exige pedido prévio — o prazo é fixado na entrada. Tenha o passaporte válido e, de preferência, prova de viagem de regresso ou continuação.

Visto de turismo consular

Variável por caso; pedido antes de viajar

Para nacionalidades não abrangidas pela isenção — entre elas vários países africanos lusófonos. Solicita-se num consulado peruano antes da partida, com documentação de suporte da viagem.

Entrada de negócios

Conforme a categoria e a documentação da entidade anfitriã

Para reuniões, eventos e deslocações profissionais de curta duração. Muitas nacionalidades isentas de visto de turismo podem realizar atividades de negócios pontuais com a mesma entrada — confirme os limites.

Permanência de longa duração

Dependente do regime específico; pedido prévio

Para estudo, trabalho, residência prolongada ou reagrupamento familiar. Exige o regime de imigração próprio e não é coberta pela entrada de turismo.

Informações importantes de viagem

•Cidadãos do Brasil e de...

Cidadãos do Brasil e de Portugal não precisam de visto para turismo; confirme o prazo concreto na entrada e guarde o registo de migração, pedido na saída.

•Prepare a aclimatação à altitude...

Prepare a aclimatação à altitude (o «soroche») em Cusco, Puno e no Colca — suba devagar, beba água e considere o mate de coca local.

•Reserve com antecedência os bilhetes...

Reserve com antecedência os bilhetes de Machu Picchu e o comboio de Aguas Calientes, sobretudo na alta estação (maio a setembro).

•Mantenha margem entre voos internos...

Mantenha margem entre voos internos e use companhias e horários com folga, pois atrasos são comuns.

•As estações invertem-se em relação...

As estações invertem-se em relação ao hemisfério norte; a estação seca nos Andes vai de maio a setembro, e a costa de Lima é cinzenta no inverno (a «garúa»).

•A moeda é o sol...

A moeda é o sol peruano (PEN), não o euro nem o real — troque na chegada e leve notas pequenas.

•O Yape e o Plin...

O Yape e o Plin (as aplicações locais de QR code) exigem conta bancária peruana e quase nunca servem ao visitante; conte com cartão e dinheiro vivo.

•Beba água engarrafada e tenha...

Beba água engarrafada e tenha cuidado com a comida crua fora de restaurantes de confiança; o seguro de viagem com cobertura médica é muito recomendável.

•Use transporte oficial ou aplicações...

Use transporte oficial ou aplicações reconhecidas (Uber, InDriver) nas grandes cidades, em vez de táxis de rua sem taxímetro.
Visão geral da viagem

O Peru organiza-se melhor por blocos, com Lima como porta de entrada e centro logístico. A capital, na costa do Pacífico, combina um centro histórico classificado pela UNESCO com os bairros à beira-falésia de Miraflores e Barranco e uma cena gastronómica de classe mundial — o ceviche, os anticuchos e restaurantes como o Central e o Maido, repetidamente entre os melhores do planeta. De Lima, um voo curto leva a Cusco, antiga capital inca a 3.400 metros de altitude, base para o Vale Sagrado, Ollantaytambo e o comboio até Machu Picchu, a cidadela inca que é o ícone do país. Mais a sul, Arequipa, a «cidade branca» de pedra vulcânica, dá acesso ao Cânion do Colca — um dos mais profundos do mundo, onde se observam os condores — e ao lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, com as ilhas flutuantes dos Uros. A Amazónia, a partir de Iquitos (só acessível por avião ou barco) ou de Puerto Maldonado, abre lodges de selva e navegação fluvial. A gestão da altitude (o «soroche», ou mal das alturas) e a reserva dos voos internos e dos bilhetes de Machu Picchu com antecedência são decisivas para o ritmo da viagem. As estações invertem-se em relação ao hemisfério norte, e o clima varia muito entre a costa, os Andes e a selva no mesmo dia de viagem.

Descubra Peru

Lima — porta de entrada e capital gastronómica

Lima concentra as melhores ligações internacionais e domésticas e merece dois a três dias por si só: o centro histórico colonial (a Plaza Mayor, a catedral, as catacumbas de São Francisco), os bairros à beira-falésia de Miraflores e Barranco, o Museu Larco e, sobretudo, a comida — de uma banca de ceviche no mercado a um dos melhores restaurantes do mundo.

Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu

O circuito clássico do Peru combina Cusco — capital do império inca, hoje cidade de pedra inca e barroco andino —, o Vale Sagrado (Pisac, Ollantaytambo, Moray e as salinas de Maras) e, no ponto alto, Machu Picchu, alcançada de comboio até Aguas Calientes. Reserve os bilhetes e o comboio com bastante antecedência e dê tempo para a aclimatação à altitude.

Arequipa, o Colca e o Titicaca

No sul andino, Arequipa encanta com a sua arquitetura em sillar (pedra vulcânica branca) e o mosteiro de Santa Catalina; é a base para o Cânion do Colca e o voo dos condores. O lago Titicaca, partilhado com a Bolívia, acrescenta as ilhas flutuantes dos Uros e a ilha de Taquile, num dos cenários mais altos e luminosos do continente.

Amazónia — Iquitos e Puerto Maldonado

A floresta cobre mais de metade do Peru. Iquitos, a maior cidade do mundo sem acesso por estrada, é a porta da Amazónia norte e dos cruzeiros pelo rio; Puerto Maldonado, a sul, dá acesso fácil às reservas de Tambopata e a lodges de selva, com fauna abundante a poucas horas de Cusco.

A costa do Pacífico — Paracas, Nazca e o deserto

A sul de Lima, a Panamericana atravessa um deserto costeiro espetacular: a Reserva de Paracas e as Ilhas Ballestas (lobos-marinhos, pinguins de Humboldt), o oásis de Huacachina entre dunas e, mais longe, as enigmáticas Linhas de Nazca, vistas de avião. É uma extensão de costa fácil de juntar ao roteiro andino.

Cozinha peruana — uma viagem em si

A gastronomia é razão de viagem ao Peru. O ceviche, os anticuchos, o lomo saltado, a causa e a cozinha chifa (peruano-chinesa) e nikkei (peruano-japonesa) mostram a fusão de culturas do país, com enormes diferenças regionais entre a costa, os Andes e a selva. Lima é o epicentro, mas come-se bem em todo o lado.

Formas de explorar este destino

Património inca

Cusco, o Vale Sagrado e Machu Picchu são o núcleo de uma primeira viagem ao Peru — arqueologia inca, comboios de montanha e paisagens de altitude.

Paisagens andinas

O altiplano, o Cânion do Colca com os seus condores, o lago Titicaca e a montanha de sete cores (Vinicunca) compõem um forte segmento de natureza de altitude.

Amazónia

As rotas de selva e os lodges de rio de Iquitos e Puerto Maldonado ampliam o itinerário para além do eixo andino, com fauna e navegação fluvial.

Costa do Pacífico

Do litoral urbano de Lima às dunas de Huacachina, às Ilhas Ballestas e às Linhas de Nazca — um deserto costeiro cheio de surpresas.

Viagem gastronómica

O Peru é referência culinária mundial: ceviche, anticuchos, a cozinha chifa e nikkei e restaurantes de Lima entre os melhores do planeta.

Roteiros combinados

Os voos internos a partir de Lima permitem itinerários eficientes entre regiões muito distintas — costa, Andes e selva — numa só viagem.

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
S/.

Sol peruano (PEN)

Código da moeda: PEN

Dicas práticas sobre dinheiro

Moeda local: o sol peruano (PEN)

A moeda oficial é o sol peruano (PEN, símbolo S/). Quem vem do Brasil troca reais e quem vem de Portugal troca euros — em nenhum dos casos se paga na moeda de origem. Troque em casas de câmbio formais (as «casas de cambio» de Miraflores, na Av. Larco, são fiáveis e dão boa taxa) ou saque num multibanco; evite o câmbio informal de rua. O dólar americano é aceite nalguns hotéis e operadores turísticos, mas a uma taxa pior do que pagar em soles. Leve sempre algum dinheiro em notas pequenas para o dia a dia.

Yape e Plin dominam o dia a dia — mas exigem conta peruana

No Peru, grande parte dos pagamentos locais passa por duas aplicações de QR code: o Yape (do banco BCP) e o Plin. Funcionam como o Pix no Brasil ou o MB WAY em Portugal, mas, tal como estes, precisam de uma conta bancária e de um número de telemóvel peruanos, por isso o visitante quase nunca os consegue usar. Na prática, conte com o cartão Visa ou Mastercard nas zonas turísticas e com dinheiro vivo para o resto. O Apple Pay e o Google Pay funcionam em terminais sem contacto de Lima, mas a cobertura é menor do que na Europa.

Multibancos: saque nas redes dos grandes bancos

Lima, Cusco e Arequipa têm boa rede de multibancos; fora desses centros a disponibilidade cai bastante, por isso saque antes de seguir para zonas rurais ou de montanha. Os caixas dos grandes bancos (BCP, Interbank, BBVA, Scotiabank) são os mais fiáveis e costumam cobrar menos do que os caixas independentes Globalnet, comuns em lojas de conveniência. Recuse sempre a conversão para a sua moeda (DCC) e escolha pagar em soles. Muitos caixas permitem escolher entre sacar em soles ou em dólares — escolha soles.

Dinheiro vivo e gorjeta

O dinheiro continua essencial nos mercados (como o de Surquillo), nas bancas de comida de rua, nos táxis e nas regiões fora das grandes cidades. Leve notas pequenas, pois o troco para notas grandes é difícil em pequenos comércios. A gorjeta não é tão obrigatória como nos EUA: muitos restaurantes já incluem 10% de «servicio» na conta — confira antes —, e arredondar ou deixar cerca de 10% por bom serviço é o habitual. Em guias e motoristas de excursão, uma gorjeta é apreciada. Confirme com o seu banco a tarifa de saque no estrangeiro.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

Que moeda se usa no Peru?

O sol peruano (PEN, símbolo S/). Quem vem do Brasil troca reais por soles, e quem vem de Portugal troca euros — a moeda de origem não circula no Peru. Troque em casas de câmbio formais ou saque num multibanco; evite o câmbio de rua. O dólar é aceite nalguns hotéis e operadores, mas a taxa é pior do que pagar em soles.

O Yape e o Plin funcionam para turistas?

Em geral, não. O Yape e o Plin são as aplicações de QR code que dominam os pagamentos locais — equivalem ao Pix do Brasil ou ao MB WAY de Portugal —, mas precisam de uma conta bancária e de um número de telemóvel peruanos, que o visitante quase nunca tem. Conte, por isso, com o cartão Visa ou Mastercard nas zonas turísticas e com dinheiro vivo para o resto.

Posso pagar sempre com cartão?

Nas zonas turísticas de Lima — hotéis, restaurantes e supermercados de Miraflores e Barranco — o cartão Visa ou Mastercard é amplamente aceite. Fora delas, nos mercados, na comida de rua, nos táxis e em regiões mais remotas, o dinheiro continua a ser o rei. A regra prática é simples: cartão na cidade turística, dinheiro para tudo o que seja local.

Quanto dinheiro vivo devo levar comigo?

Tenha sempre uma reserva em soles, sobretudo se vai sair de Lima ou de Cusco para o interior, onde os multibancos são raros. Para o dia a dia na cidade, basta uma quantia moderada, reposta num caixa de banco. Leve notas pequenas (S/ 10, 20, 50), pois trocar notas de S/ 100 ou 200 em pequenos comércios e táxis é difícil.

Quanto devo orçar por dia no Peru?

O Peru tem boa relação custo-benefício. Em viagem económica — albergue ou hotel simples, almoços de menu local e transporte público — é possível ficar por uma verba diária baixa. Um almoço de menu local sai por poucos soles, enquanto um jantar num bom restaurante de Lima e as grandes experiências gastronómicas (como o Central ou o Maido) ficam num patamar bem mais alto. Reserve verba à parte para entradas, voos internos e excursões, que pesam mais do que a comida e o alojamento do dia a dia.

Devo dar gorjeta no Peru?

A gorjeta é bem-vinda, mas não é tão obrigatória como nos EUA. Muitos restaurantes já incluem 10% de «servicio» na conta — confira antes de somar mais. Para bom serviço, arredondar ou deixar cerca de 10% é o habitual. Em guias e motoristas de excursão, uma gorjeta em dinheiro é apreciada e faz parte do costume.

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Perguntas frequentes

Brasileiros e portugueses precisam de visto para o Peru?

Não, para turismo, mas os prazos não são iguais. Com passaporte brasileiro pode permanecer-se até 183 dias por ano, um limite invulgarmente generoso que reflete a proximidade regional. Com passaporte português, e da União Europeia em geral, a entrada é igualmente isenta e o prazo habitual é de até 90 dias. Em ambos os casos há um detalhe que decide a saída: o prazo concreto é fixado pelo agente de migração à chegada, em função do motivo da viagem e da prova de regresso, e o registo de entrada é verificado quando se sai do país — guarde-o. Os outros passaportes lusófonos seguem regra diferente: Angola, Moçambique e Cabo Verde costumam exigir visto consular pedido antes de partir.

Como se lida com a altitude?

Com sequência, e não com sorte. Cusco está acima dos três mil e quatrocentos metros e recebe voos vindos do nível do mar, o que significa que muita gente passa de Lima à altitude em pouco mais de uma hora — é aí que nasce o soroche, com dor de cabeça, náusea e insónia. Duas decisões resolvem a maior parte dos casos: não marcar nada exigente para o primeiro dia e, melhor ainda, dormir as primeiras noites no Vale Sagrado, várias centenas de metros mais baixo do que Cusco, subindo à cidade depois de adaptado. Beba muita água, coma leve, evite álcool no primeiro dia e aceite o mate de coca, que é o hábito local. Deixe os pontos mais altos, como a montanha de sete cores, para o fim da estadia.

Com que antecedência devo reservar Machu Picchu?

Com meses, e é a reserva que estrutura todo o roteiro peruano. As entradas são por hora marcada e por circuito definido, com número limitado de visitantes por dia, e esgotam para a alta estação muito antes da viagem; o comboio para Aguas Calientes, que é o acesso normal, tem a mesma lógica de lugares finitos e preços que sobem com a procura. Compre primeiro a entrada, depois o comboio, e só então feche as noites em Cusco e no Vale — pela ordem inversa é como se acaba com bilhetes para dias em que já não se está lá. Reserve também o guia, obrigatório em parte dos circuitos, e conte com um dia inteiro para a visita, contando deslocação.

Qual é a melhor altura para viajar?

De maio a setembro para os Andes, que é a estação seca e a janela em que os trilhos, o Vale Sagrado e o Colca estão no seu melhor — também a mais concorrida, com reservas a fazerem-se com muita antecedência. É o inverso na costa: nesses mesmos meses Lima vive debaixo da garúa, o nevoeiro cinzento que lhe tira o sol, e a cidade só brilha no verão austral, entre dezembro e março. Para a Amazónia, a diferença é entre mais e menos chuva, não entre chuva e nada. Quem quiser equilíbrio deve olhar para abril e outubro, os meses de ombro, com tempo ainda razoável nos Andes e menos gente em Machu Picchu.

Como se circula entre as regiões?

De avião, com Lima como centro de tudo. As três grandes regiões do país — costa, Andes e selva — estão separadas por distâncias e desníveis que tornam a estrada impraticável para a maioria dos roteiros, e Iquitos, na Amazónia norte, nem sequer tem ligação rodoviária ao resto do país. A regra prática que evita perder ligações: deixe folga generosa entre voos internos e nunca marque um voo doméstico para a mesma manhã do voo internacional de regresso, porque atrasos são frequentes. Para trajetos mais curtos, os autocarros de longo curso peruanos são bons e a alternativa sensata, sobretudo entre Lima e a costa sul, ou entre Cusco e Puno.

Levo dinheiro vivo ou cartão?

Os dois, com mais dinheiro vivo do que estaria à espera. A moeda é o sol peruano, e não o euro nem o real; troque à chegada e peça notas pequenas, porque em mercados, táxis, entradas de sítios menores e no interior raramente há troco para notas grandes. Cartões funcionam em hotéis, restaurantes e lojas das cidades, mas deixam de ser suficientes assim que se sai do circuito urbano. Uma nota que apanha visitantes desprevenidos: as aplicações locais de pagamento por código, muito usadas pelos peruanos no dia a dia, exigem conta bancária no país e não servem a quem está de visita — não conte com elas para substituir o dinheiro.

Que cuidados de saúde devo ter?

Os habituais de viagem tropical e de altitude, sem alarmismo. Beba água engarrafada ou tratada, seja criterioso com comida crua fora de restaurantes de confiança — o que não significa evitar o ceviche, que é a razão de metade das viagens ao país, mas escolher onde o comer — e leve o básico de farmácia para desarranjos intestinais. Para a altitude, o cuidado é o da adaptação. Para a Amazónia, repelente e a conversa com o médico sobre febre amarela e profilaxia antes de partir, porque o que se aplica a Lima não se aplica a Iquitos. E leve seguro de viagem com cobertura médica: a rede privada é boa nas grandes cidades e cobra, e uma evacuação de altitude é cara.

Quantos dias são precisos?

Dez dias é o mínimo honesto para o circuito clássico e duas semanas é onde a viagem respira. Uma divisão que funciona: dois a três dias em Lima, entre o centro histórico, os bairros da falésia e a comida; quatro a cinco no eixo Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu, incluindo o tempo de aclimatação; e o resto para uma segunda região, à escolha entre o sul andino de Arequipa, Colca e Titicaca, ou a Amazónia a partir de Puerto Maldonado, que é a porta mais rápida desde Cusco. Juntar o sul andino e a selva na mesma quinzena é possível mas apertado. Com uma semana apenas, fique por Lima e Cusco e faça-os bem.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.