Brasil

Bandeira: Brasil

Código Telefônico

+55

Capital

Brasília

População

216 milhões

Nome Nativo

Brasil

Região

Américas

América do Sul

Fusos Horários

Brasília Time

UTC-03:00

+15 mais

O Brasil é um continente em si — o quinto maior país do mundo, ocupando metade da América do Sul, com 7 500 km de litoral e um interior que abriga a maior floresta tropical do planeta, o maior pantanal e alguns dos ecossistemas mais biodiversos da Terra. Rio de Janeiro com Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana e Ipanema; São Paulo como megacidade gastronômica de 22 milhões de habitantes; Iguaçu como uma das paisagens naturais mais avassaladoras do mundo; a Amazônia acessível a partir de Manaus e Belém; o Pantanal como o melhor lugar da América do Sul para observar onças-pintadas; Salvador como capital afro-brasileira; o litoral nordestino de Pipa a Jericoacoara até Fernando de Noronha; o Sul de Florianópolis, Porto Alegre e da Serra Gaúcha — a diversidade brasileira é genuinamente impressionante. O Brasil fala português (não espanhol), tem 213 milhões de habitantes e abrange três fusos horários. Para visitantes de países lusófonos e da Europa, o Brasil é uma ponte natural entre o Atlântico e o Pacífico, e a porta de entrada cultural da América do Sul.

Regras de visto e entrada para o Brasil

Para o leitor português, a entrada no Brasil é das mais simples que existem: cidadãos de Portugal e dos restantes Estados da União Europeia entram sem visto, para turismo ou negócios, por até 90 dias, prorrogáveis uma vez por mais 90 junto da Polícia Federal já dentro do país, até ao limite de 180 dias em cada período de 12 meses. Exige-se passaporte com validade mínima de seis meses a contar da entrada e páginas em branco para os carimbos. Há, porém, um instrumento que distingue o Brasil de qualquer outro destino para quem viaja com passaporte português e que raramente é explicado: o Acordo de Mobilidade da CPLP, assinado entre os países de língua portuguesa, que cria vias facilitadas de residência entre os Estados que já o regulamentaram — não substitui a entrada de turista nem dispensa formalidades, mas é a porta certa para quem pensa em ficar, trabalhar ou estudar, em vez de tentar converter uma estadia turística. Cidadãos de outras nacionalidades seguem regimes próprios: os dos Estados Unidos solicitam autorização eletrónica em linha; as nacionalidades sujeitas a visto pedem-no em consulado brasileiro com formulário, itinerário, alojamento e meios comprovados. Pode ser exigido certificado de vacinação contra a febre amarela a quem chega de áreas de risco ou nelas fez escala. As regras mudam — confirme sempre antes de planear.

Tipos de visto comuns

Entrada sem visto (90 dias)

Até 90 dias em período de 12 meses; prorrogável uma vez por mais 90 dias junto à Polícia Federal; sem taxa de visto

Para turismo, negócios curtos, visita familiar e participação em eventos culturais. Para cidadãos da UE, suíços, britânicos, australianos, canadenses, neozelandeses e da maioria das nacionalidades sul-americanas. Passaporte com 6 meses de validade.

E-visa (VITUR)

Até 90 dias por entrada; validade de 2 anos com múltiplas entradas; processamento típico de 5 a 10 dias úteis; taxa aplicável

Para cidadãos dos Estados Unidos e outras nacionalidades designadas via solicitação online no portal do MRE. Cobre turismo, negócios, eventos culturais e esportivos.

Visto de turismo consular (VITUR)

Até 90 dias por entrada; múltiplas entradas dentro do prazo de validade; processo consular

Para nacionalidades que não se enquadram em isenção nem em e-visa. Solicitação em consulado brasileiro, com carta-convite ou reserva de hospedagem.

Visto de longa duração (VITEM)

Variável por categoria; conduz a permissão de residência

Série VITEM para residência: trabalho (V), estudo (IV), reunificação familiar (II), pesquisa científica (XIII), investidor (IX), nômade digital (XI). Solicitação no consulado com documentação específica por categoria.

Mobilidade CPLP (países de língua portuguesa)

Conforme o que cada Estado já regulamentou e a categoria pedida; tratada antes da partida ou junto das autoridades competentes, nunca por conversão de uma estadia turística

Via própria para cidadãos dos Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ao abrigo do Acordo de Mobilidade — o instrumento que nenhum outro destino oferece a quem viaja com passaporte português, cabo-verdiano, angolano, moçambicano ou dos restantes membros. Destina-se a quem pretende residir, trabalhar ou estudar, e não substitui a entrada de turista.

Informações importantes para viajar ao Brasil

Validade do passaporte: deve ter pelo menos 6 meses a partir da data de entrada. Garanta páginas em branco para os carimbos de entrada.

Limite de 90 dias: a entrada sem visto e o visto de turismo permitem até 90 dias por estadia, prorrogáveis uma vez por mais 90 dias junto à Polícia Federal. Máximo 180 dias por período de 12 meses.

Vacina contra febre amarela: certificado internacional exigido para quem viaja a ou faz escala em áreas de risco (Amazônia, Pantanal, parte da Mata Atlântica perto de Iguaçu). Recomendada para a maioria dos visitantes.

Visão geral da viagem

O Brasil é um país-continente que se atravessa em vários ritmos, e a primeira coisa a interiorizar é a escala: do Rio a Manaus há mais distância do que de Lisboa a Moscovo, e nenhum roteiro sério ignora isso. As três grandes portas de entrada internacionais são o Rio de Janeiro, São Paulo — cujo aeroporto principal é o maior polo de ligações da América do Sul — e Brasília, a capital modernista e eixo de negócios. De qualquer uma delas, voos internos de duas a quatro horas alcançam Iguaçu, Manaus, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Florianópolis, Porto Alegre ou Belo Horizonte, e é essa malha aérea, e não a estrada, que torna o país percorrível — as ligações rodoviárias entre regiões medem-se em dias, não em horas. Para o leitor português, o país divide-se com clareza em blocos que funcionam como viagens distintas: o Sudeste do Rio e de São Paulo, o Nordeste do litoral e da cultura afro-brasileira, o Norte amazónico, o Centro-Oeste do Pantanal e o Sul de herança europeia. Escolher dois por viagem é a regra que evita passar as férias em aeroportos. O seguro de viagem não é exigido para entrar, mas com esta extensão geográfica um seguro com cobertura de evacuação médica é fortemente recomendado.

Descubra Brasil

Rio de Janeiro é a porta de entrada turística do Brasil para a maioria dos visitantes internacionais e cumpre todas as promessas. O Cristo Redentor no Corcovado dá o panorama da cidade; o Pão de Açúcar surge da Baía de Guanabara; Copacabana e Ipanema desenrolam a cultura carioca diariamente — caminhada matinal, vôlei de praia, sucos de açaí, biquíni-fio-dental e sunga, água-de-coco gelada. Os Arcos da Lapa e o samba dos botequins da Rua Joaquim Silva e do Clube dos Democráticos definem a noite. O Maracanã hospeda os jogos do Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Santa Teresa, no morro acima do centro, é o bairro boêmio com casas coloridas, ateliês de artista e o famoso bondinho. O Carnaval do Rio é o maior espetáculo do mundo: cinco dias de fevereiro/março com desfiles das escolas de samba no Sambódromo e blocos de rua em todas as zonas da cidade (Sargento Pimenta, Cordão da Bola Preta, Carmelitas, Monobloco, Simpatia É Quase Amor).

Formas de explorar este destino

Rio, Carnaval e Costa Carioca

Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Copacabana e Ipanema, Lapa e Santa Teresa, Carnaval com Sambódromo e blocos de rua, Maracanã. Búzios e Paraty como extensões pela Costa Verde.

São Paulo: gastronomia e arte

A melhor cena gastronômica da América Latina (D.O.M., Casa do Porco, Maní), MASP e Pinacoteca, a vibração noturna da Vila Madalena, a multiculturalidade do Liberdade, Bixiga e Bom Retiro.

Amazônia e Pantanal

Floresta Amazônica a partir de Manaus (lodges no Rio Negro, encontro das águas) ou Belém (Ver-o-Peso, culinária paraense); Pantanal a partir de Cuiabá (Porto Jofre, onças-pintadas) ou Mato Grosso do Sul (Aquidauana, Miranda, Bonito).

Iguaçu e tríplice fronteira

Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro e argentino), Itaipu, combinação natural com Buenos Aires e Rio num roteiro de duas semanas.

Nordeste e cultura afro-brasileira

Salvador (Pelourinho UNESCO, Carnaval afro-brasileiro, candomblé, capoeira), Recife e Olinda (frevo), Fortaleza-Jericoacoara, Pipa, Fernando de Noronha, Lençóis Maranhenses.

Sul e herança europeia

Florianópolis (42 praias), Serra Gaúcha (vinhos, Gramado-Canela), Porto Alegre (chimarrão e churrascaria), Curitiba (urbanismo-modelo), Blumenau (Oktoberfest).

Dinheiro e moeda

Dinheiro e moeda
R$

Real brasileiro (BRL)

Código da moeda: BRL

Dicas práticas sobre dinheiro

Câmbio em bancos e casas de câmbio licenciadas

Bancos brasileiros e casas de câmbio licenciadas nos centros urbanos oferecem as melhores condições; os balcões dos grandes aeroportos internacionais resolvem as primeiras horas, mas ficam sistematicamente abaixo do câmbio da cidade. O euro e o dólar americano são as moedas com melhor margem — libras e moedas asiáticas trocam-se com condições um pouco piores, e o câmbio de moedas lusófonas africanas, como o escudo cabo-verdiano ou o metical, é raro fora de bancos. Há um mecanismo estrutural a reter: o real vive em regime de câmbio flutuante, e a sua cotação face ao euro e ao dólar oscila de forma visível ao longo do ano — o que significa que o nível de preços do país para quem chega de fora muda com ela. Consulte a cotação de referência antes de trocar quantias maiores e confirme o custo de vida na altura de orçamentar, em vez de confiar em valores lidos meses antes. Distribua o câmbio por várias ocasiões e peça cédulas pequenas, que são as que têm troco. Câmbio de rua sem licença do banco central é ilegal e arriscado — não use.

Caixas eletrônicos em cidades e em rotas remotas

Os caixas automáticos são abundantes nas cidades brasileiras, em agências bancárias, centros comerciais, postos e aeroportos — mas há uma armadilha que apanha quase todos os visitantes: muitos caixas brasileiros simplesmente NÃO aceitam cartões internacionais, e descobri-lo à terceira máquina é o normal. As redes que funcionam de forma mais consistente com cartões estrangeiros são as do Banco do Brasil e do Bradesco, e a rede partilhada Banco24Horas, instalada em lojas de conveniência e centros comerciais — vale memorizar esses três nomes, porque são infraestrutura e não publicidade. Conte com limite por transação, mais baixo do que o europeu, e com uma tarifa local por levantamento somada à do seu próprio banco, o que torna vantajoso levantar montantes maiores de cada vez em vez de vários pequenos. Por segurança, use caixas dentro de agências ou centros comerciais durante o horário de expediente, nunca máquinas isoladas na rua à noite. Recuse sempre a conversão para a sua moeda proposta pelo ecrã e escolha levantar em reais.

Cartão e Pix: pagamentos modernos no Brasil

O Brasil tem uma das infraestruturas de pagamento mais avançadas do mundo. Visa, Mastercard e American Express são aceitos na maioria dos restaurantes, lojas, supermercados, hotéis e postos de gasolina nas cidades, e o pagamento por aproximação, incluindo por telefone com cartão internacional, funciona bem em estabelecimentos urbanos. O Pix, o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, merece um aviso próprio: é onipresente entre residentes, mas exige documento fiscal e conta bancária brasileiros, pelo que não está ao alcance de quem vem em estadia curta — não conte com ele e não estranhe que um pequeno comércio o prefira ao cartão. Há ainda um hábito local que confunde o visitante: o parcelamento em prestações com cartão de crédito, que faz com que lhe perguntem «débito ou crédito?» em quase toda transação e, por vezes, «em quantas vezes?». Responda «à vista», que significa pagamento único, e evita confusão na fatura. Guarde dinheiro em espécie para comida de rua, vendedores de praia, feiras e pequenos comércios, sempre em cédulas pequenas, que são as que têm troco.

Gorjetas, taxa de serviço e o desconto à vista

A gorjeta no Brasil é moderada e, ao contrário do que acontece noutros países, vem quase sempre resolvida na conta: a maioria dos restaurantes acrescenta uma taxa de serviço de cerca de dez por cento, tecnicamente opcional mas paga por norma — verifique se está lá antes de somar seja o que for, porque pagar duas vezes é fácil. Se não estiver, uma percentagem equivalente é o padrão. Em botecos e casas informais, arredondar chega. Bagageiros, pessoal de limpeza de hotel e guias recebem gratificação em dinheiro, com o valor a escalar conforme o serviço e o tempo dedicado; em táxis arredonda-se. Nos restaurantes servidos ao peso não se deixa gorjeta. E há um hábito local que poupa dinheiro real: o pagamento único, sem parcelar, ainda dá direito a desconto em pequenos comércios e prestadores de serviço, sobretudo fora dos centros turísticos — pergunte se há desconto à vista antes de fechar a compra.

Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.

Perguntas frequentes sobre dinheiro

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Perguntas frequentes

Não, para turismo ou negócios: entra-se sem visto e recebe-se autorização de permanência até 90 dias, prorrogável uma vez por mais 90 junto da Polícia Federal já dentro do país, com o teto de 180 dias em cada período de 12 meses. O passaporte deve ter pelo menos seis meses de validade a contar da entrada e páginas em branco para os carimbos. À chegada podem ser pedidos o bilhete de regresso ou de continuação e o comprovativo de onde vai ficar — leve ambos à mão, impressos, mesmo que fique em casa de família. Confirme sempre as condições em vigor antes de partir, porque este é um domínio que muda.

É o instrumento que distingue o Brasil de qualquer outro destino para quem viaja com passaporte de um país de língua portuguesa, e o mais mal compreendido. Assinado entre os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, cria vias facilitadas de circulação e de residência entre os membros que já o regulamentaram internamente — o que está efetivamente em vigor varia de país para país e é isso que convém confirmar. O que NÃO é: não substitui a entrada de turista, não dispensa formalidades e não se ativa depois de já estar no país como visitante. Serve a quem pensa em residir, trabalhar ou estudar, e nesse caso é a porta certa desde o início, em vez de tentar prorrogar indefinidamente uma estadia turística.

Menos do que a maioria supõe. Para uma visita, não há visto a pedir: entra sem visto por até 90 dias, prorrogáveis uma vez por mais 90 na Polícia Federal, com passaporte válido por seis meses a contar da entrada. O que costuma ser verificado à chegada, e vale preparar de antemão, é o bilhete de regresso ou de continuação e a prova de onde vai ficar. Se for ficar em sua casa, uma carta sua com morada completa, contactos, datas da estadia e cópia do seu documento resolve na esmagadora maioria dos casos — não é um formulário oficial, é apenas o comprovativo que o agente pode pedir. Para estadias longas, trabalho ou estudo, trate da via de residência antes de ele embarcar.

Use esta página da Visaja como ponto de partida: verifique as regras em vigor diretamente na fonte oficial antes de fazer sua solicitação.