Egito · Sul do Sinai

Visite Sharm El-Sheikh: entrada Sinai grátis, Mar Vermelho & Monte Sinai

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  • População:73 mil
  • Fuso horário:EET (UTC+2)
  • IATA:SSH

Visão geral

Sharm El-Sheikh é um polo de resort e mergulho no sul do Sinai, com boa infraestrutura turística e atividades o ano inteiro.

Vista aérea de uma enseada do mar Vermelho na costa do Sinai do Sul — restaurantes de praia com telhado de bambu sobre estacas, areia dourada e águas turquesa que se tornam azul-profundo ao largo.

Uma enseada perto de Sharm el-Sheikh, onde o recife desce dos baixios turquesa para o azul aberto do mar Vermelho.

© sola_sola / Adobe Stock

Viagem

A cidade combina lazer de praia com acesso a alguns dos melhores pontos de mergulho da região. Além dos resorts, há passeios de barco, snorkel e rotas para Dahab e áreas desérticas do Sinai.

Parque Nacional de Ras Mohammed

Ras Mohammed, na ponta sul do Sinai onde o golfo de Áqaba encontra o golfo de Suez, é consistentemente classificado entre os cinco melhores locais de mergulho do mundo. As paredes verticais dos recifes Shark e Yolanda caem dos 5 metros para os 800 metros de profundidade — bancos de barracudas em parafuso, atuns gigantes e vez por outra um tubarão-martelo solitário ao largo. O Yolanda Wreck, um cargueiro chipriota que naufragou em 1980 com carga de banheiras (parte do recife ainda hoje), é um clássico de mergulho. Bilhete do parque cerca de €5 + taxa de mergulho. Operadores partem de Sharm com saída às 7h, três mergulhos, regresso às 16h — orçamento de €60–€80 com almoço a bordo. Para mergulhadores sem certificação, o snorkel sobre os mesmos recifes mostra recortes coloridos da mesma vida marinha; barcos de snorkel saem a um terço do preço.

Naufrágio do SS Thistlegorm: o melhor wreck dive do mundo

O SS Thistlegorm é um cargueiro britânico afundado pela Luftwaffe em 1941, no estreito de Gubal, com a carga militar intacta nos porões: motas BSA M20, jipes, vagões de comboio, peças de tanque, munições. Repousa a 30 metros, em águas relativamente calmas. Para mergulhadores certificados, é uma das experiências definidoras da modalidade — entrar nos porões e ver a história congelada na ferrugem. Saída de Sharm com barco-base (live-aboard) ou daily-trip; o daily-trip parte às 4h30 da manhã (sim, da madrugada — duas horas de barco rápido), faz dois mergulhos no wreck e um terceiro num recife adjacente. Custo cerca de €100–€130 com equipamento. Necessária certificação Advanced Open Water (mínimo) — penetração no wreck requer wreck specialty. Para brasileiros: o Thistlegorm é equiparável ao Cristo da Linha em Sicília mas com história naval da II Guerra Mundial.

Naama Bay, Shark's Bay e Nabq: escolher a base

Sharm divide-se em três grandes zonas de hospedagem. Naama Bay é o centro original, com a maioria dos restaurantes, bares, lojas e a passeio à beira-mar; bom para primeira viagem, vida nocturna e quem prefere caminhar para fora do hotel. Shark's Bay (Sharks Bay) está 10 km a norte de Naama, junto ao aeroporto — hotéis mais novos, praias mais sossegadas, acesso directo ao recife de Far Garden e Ras Nasrani. Nabq, 25 km a norte, é all-inclusive em grande escala com praias longas e menos restaurantes próximos; cómodo para férias de família ou casal que quer ficar no resort. Old Market (Sharm el-Maya), no centro antigo, é a opção autêntica — peixe grelhado nos restaurantes locais, café egípcio caseiro, sem a estética turística standard. Para brasileiros habituados ao Nordeste, Sharm é mais resort-tipo Porto de Galinhas do que praia-cidade-tipo Maceió.

Excursão a Dahab e ao Blue Hole

Dahab, 90 minutos a norte de Sharm pela costa do golfo de Áqaba, é o oposto operacional: backpacker e mergulho técnico em vez de resort, cafés de almofadas sobre a beira-mar em vez de spas, vento constante para windsurf e kite. O Blue Hole — um buraco circular de mergulho com 100+ metros de profundidade rodeado por recife pouco profundo — é o local de tech-diving mais famoso do mundo e infelizmente um cemitério para mergulhadores que tentam o «arch» sem treino apropriado. Para mergulho recreativo e snorkel à superfície é seguro e espectacular. Saídas de dia de Sharm a Dahab custam cerca de €30–€50 e incluem normalmente almoço e tempo de praia. Para quem fica em Sharm uma semana, vale uma noite em Dahab para sentir o ritmo diferente — vida nocturna lenta com fogueiras na areia, comida beduína (zarb cozido sob a areia) e o céu nocturno mais escuro que se vê na região.

Monte Sinai e Mosteiro de Santa Catarina ao amanhecer

A duas horas e meia de carro do norte de Sharm, o Monte Sinai (Jebel Musa, 2 285 m) é onde a tradição localiza a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés. Excursões nocturnas saem dos hotéis de Sharm às 23h, chegada às 2h da madrugada à base, subida de 3 horas pelo Caminho do Camelo ou pelos Degraus do Arrependimento (3 750 degraus de pedra esculpidos por monges), nascer do sol no cume às 5h–6h. Não é exigente em termos atléticos mas é cansativo pela hora da noite e pelo frio na altitude (5 °C de madrugada, 25 °C ao chegar à base ao meio-dia). Aos pés da montanha, o Mosteiro de Santa Catarina — fundado em 548 d.C., o mosteiro em funcionamento contínuo mais antigo do mundo — abriga a Capela da Sarça Ardente, uma biblioteca de manuscritos mais antiga do que a do Vaticano e uma mesquita fatímida construída para o proteger. Para católicos portugueses e brasileiros, é uma etapa lógica de uma peregrinação que pode estender-se à Terra Santa.

Coloured Canyon e safari pelo Sinai interior

Para lá da costa, o Sinai interior é uma paisagem de granito vermelho-dourado, wadis secos e silêncio profundo. O Coloured Canyon perto de Nuweiba é o passeio mais clássico: 800 metros de slot canyon estreito (algumas passagens com apenas um metro de largura) com paredes pintadas naturalmente por óxido de ferro em tons de ocre, laranja, roxo e vermelho. Tour de dia de Sharm cerca de €60 com transporte em 4x4 (3 horas por sentido), almoço beduíno, descida ao canyon (2 horas a pé, exigência atlética baixa), regresso. Operadores reputados: Wind Sand Stars, Sheikh Sina, Bedouin Trails. Alternativamente, a Sinai Trail (550 km de trilho de longa distância através de comunidades beduínas) abriu em 2015 e oferece secções de 2-5 dias com guias locais — uma forma diferente de visitar o deserto, com acampamento estrelado e cozinha tradicional.

Dicas práticas: voos, vistos, melhor altura para visitar

O aeroporto de Sharm el-Sheikh (SSH) tem voos directos charter sazonais da Europa (com frequência crescente da Itália, Reino Unido, Alemanha, Polónia) mas não há voos directos de Lisboa ou de São Paulo — chega-se via Cairo (1h de voo doméstico, EgyptAir) ou via Istambul/Doha/Dubai (Turkish/Qatar/Emirates). Charter directo desde a Europa Central é frequente em época alta (Outubro–Abril) e raro fora dela. Permit Sinai-only: para quem fica exclusivamente em Sharm/Dahab/Nuweiba/Santa Catarina, há um permit gratuito de 15 dias emitido no aeroporto SSH — não exige e-visa nem visto à chegada e poupa USD 25 + filas. Não vale para Cairo ou pirâmides. Clima: Sharm é seca e quente todo o ano — água do mar 22 °C no Inverno (Janeiro) e 28 °C no Verão (Agosto). Outubro a Abril é a janela europeia preferida; Maio–Setembro vai aos 38 °C+, mas o mergulho continua confortável. Para portugueses e brasileiros que vêm do Atlântico, a transparência da água do Mar Vermelho é a primeira surpresa: vê-se claramente o fundo a 30 metros.

A Visaja mantém em revisão contínua os contatos e as informações de visto desta página; ainda assim, as exigências mudam sem aviso — confirme o essencial com a missão ou o portal oficial antes de viajar.