Egito
O Egito concentra uma das maiores densidades históricas do mundo, com eixo principal entre Cairo, Gizé, Luxor e Aswan, complementado pela costa do Mar Vermelho e por rotas de deserto.
Regras de visto para o Egito
Para muitas nacionalidades, as vias principais são e-visa e visto à chegada. Existe ainda uma permissão regional limitada para partes do Sinai. A elegibilidade varia conforme passaporte, aeroporto de entrada e objetivo da viagem.
Tipos de visto
Entrada turística por canal digital oficial.
Informação importante de viagem
- Validade do passaporte: pelo menos seis meses a partir da data de entrada, com pelo menos uma página em branco para o carimbo.
- O e-visto é o caminho mais simples: submeta o pedido em linha pelo menos uma semana antes da partida, imprima a confirmação em PDF e apresente-a no controlo de passaportes — bem mais tranquilo do que a fila do visto à chegada.
- O pagamento do visto à chegada é feito em USD em numerário (montante exacto, sem moedas de outras divisas, sem cartões) no balcão bancário antes do controlo, nos aeroportos do Cairo, Hurghada, Sharm el-Sheikh e Luxor.
- Para portugueses e brasileiros, há serviços de visto em língua portuguesa que tratam do pedido sem exigir formulários em inglês — uma alternativa para famílias com vários pedidos ou viajantes com partida apertada.
- Para o Sul do Sinai (Sharm el-Sheikh, Dahab, Nuweiba, Santa Catarina) existe um permit gratuito de 15 dias emitido no aeroporto de Sharm — só vale para a península, não permite ir a Cairo, às pirâmides ou a Luxor.
- Melhor época: de Outubro a Abril para o Vale do Nilo, Cairo e Deserto Ocidental; o Mar Vermelho funciona todo o ano, com pico europeu de Novembro a Fevereiro.
- O calor é a realidade prática central fora do Inverno — entre Maio e Setembro inicie as visitas às seis da manhã, recolha-se ao meio-dia e retome às quatro da tarde.
- Os cruzeiros pelo Nilo entre Luxor e Aswan (três a sete noites) são a experiência icónica do Egipto — escolha entre dahabiyas à vela mais íntimas e os hotéis flutuantes maiores, reservando junto de operadores estabelecidos.
- A moeda é a libra egípcia (EGP); o dólar é amplamente aceite em sítios turísticos e cruzeiros, mas pague em EGP no resto para um câmbio mais vantajoso. Leve um maço de notas pequenas (5, 10, 20 EGP) para a baksheesh (gorjetas).
- Consulte sempre os avisos actualizados do Itamaraty (Brasil) ou da DGACCP/Portal das Comunidades (Portugal) antes da partida. O Vale do Nilo, o Cairo, a costa do Mar Vermelho, o Sul do Sinai e o circuito das oásis ocidentais são território turístico normal; o Norte do Sinai e zonas fronteiriças remotas mantêm preocupações de segurança e não são adequadas para viagem independente.
Visão geral da viagem
O Egito permite combinar, em poucos dias, grandes símbolos arqueológicos, percurso fluvial no Nilo e turismo marinho no Mar Vermelho. O roteiro mais eficiente costuma ser dividido por fases: Cairo/Gizé, vale do Nilo, costa ou deserto. Para portugueses e brasileiros a ligação faz-se, em regra, com uma escala num dos grandes hubs entre a Europa e o Golfo; ligações directas regulares a partir de Lisboa ou de São Paulo não têm sido a norma — verifique a oferta actual ao planear, e conte com charters sazonais para o Mar Vermelho.
Descubra Egito
O Cairo é a maior cidade de África e a capital cultural do mundo árabe — uma das experiências urbanas mais sobrepostas que existem. Reúne a Gizé faraónica, Saqqara e Dahshur, o Cairo Copto do século IV, o Cairo Islâmico com mais de 800 mesquitas classificadas e o bazar Khan El-Khalili em funcionamento desde 1382, o centro Belle Époque dos anos 1860–1940, e os bairros modernos das ilhas Zamalek e Gezira. O planalto de Gizé concentra as três pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos mais a Grande Esfinge; o limite urbano chega praticamente ao planalto. O Grand Egyptian Museum (GEM), ao lado das pirâmides, abriu em 2024 após vinte anos de obras — o maior museu arqueológico do mundo, com a colecção completa de Tutankhamon reunida pela primeira vez (mais de 5.000 peças, a máscara funerária dourada, os sarcófagos encaixados e as bigas). Para visitantes portugueses, a Colecção Calouste Gulbenkian em Lisboa é um excelente trabalho preparatório antes da viagem — o próprio Gulbenkian fez parte da sua fortuna no Egipto. Planeie no mínimo três noites no Cairo; quatro ou cinco se quiser incluir Saqqara, Dahshur e o antigo Museu Egípcio na Praça Tahrir.
Formas de explorar este destino
Pirâmides, Esfinge, Grand Egyptian Museum e tecido histórico urbano.
Templos, necrópoles e patrimônio monumental no corredor do Nilo.
Rota de vários dias entre cidades históricas com paragens arqueológicas.
Mergulho e snorkel em Sharm, Hurghada e outros polos costeiros.
Siwa e White Desert para itinerários de natureza e expedição.
Koshari, ful, bazares e forte experiência de rua.
Dinheiro e moeda
Libra egípcia (EGP)
Código da moeda: EGP
Dicas práticas sobre dinheiro
Câmbio em bancos e casas oficiais
Bancos e casas de câmbio licenciadas na cidade oferecem a melhor taxa; os balcões dos aeroportos do Cairo, Hurghada e Sharm el-Sheikh resolvem as primeiras horas mas estão um pouco abaixo da cotação urbana. Euro e dólar dos EUA têm os melhores spreads — libra esterlina e moedas do Golfo são aceites mas com taxa ligeiramente mais fraca; o real brasileiro raramente é cambiável fora dos balcões internacionais de Cairo, traga euros ou dólares se vier do Brasil. A libra egípcia está em flutuação gerida desde 2022 — a cotação contra o euro e o dólar muda visivelmente de mês para mês. Confirme a taxa mid-market em tempo real no Wise ou XE antes de cambiar valores altos, divida a operação em vários momentos em vez de fazer tudo de uma vez, e peça uma mistura de notas de 20, 50 e 100 EGP em vez de apenas notas de 200. Traga notas estrangeiras intactas e limpas — as gastas ou rasgadas são frequentemente recusadas.
Caixas automáticas no Cairo, no Mar Vermelho e na rota do Nilo
Há caixas automáticas suficientes no Cairo, Luxor, Aswan, Hurghada e Sharm el-Sheikh. Os bancos mais fiáveis são CIB (Commercial International Bank), Banque Misr, National Bank of Egypt e QNB Alahli — todos aceitam Visa, Mastercard e Maestro. O limite diário fica habitualmente entre 5 000 e 10 000 EGP por levantamento; algumas máquinas só dispensam notas de 100 ou 200 EGP. Em época alta, uma máquina num resort pode ficar sem notas — tenha um plano B. O cartão multibanco português (Visa/Maestro) e o cartão brasileiro Elo/Visa funcionam, mas conte com uma taxa fixa de levantamento mais uma comissão cambial; contas multimoeda do Revolut, Wise, N26 ou Nubank evitam essa dupla penalização. O Cairo International tem caixas logo após o controlo de passaportes, suficientes para as primeiras 24 horas.
Contactless funciona nos polos; cash continua essencial fora deles
Em hotéis modernos, restaurantes de cadeia, supermercados, centros comerciais e no Cairo International, o pagamento contactless com Visa e Mastercard funciona com fiabilidade — a cobertura expandiu-se rapidamente nos últimos anos, sobretudo em zonas turísticas. Apple Pay e Google Pay funcionam onde houver contactless, sem SIM egípcio ou registo local. Alguns comerciantes mais pequenos cobram um acréscimo de 2 a 3 por cento por pagamento com cartão — vale a pena perguntar antes da transacção. Os meios de pagamento egípcios (Instapay como sistema instantâneo nacional, Fawry como rede de pagamentos em quiosque, Vodafone Cash, cartões pré-pagos Meeza) foram desenhados para residentes com identificação nacional egípcia e conta bancária local, pelo que não são práticos numa viagem curta. Para portugueses, o MB e o MB WAY não funcionam fora de Portugal; para brasileiros, o Pix não funciona fora do Brasil. Conte com numerário para 30 a 50 por cento das suas despesas, mesmo numa viagem maioritariamente de hotel e resort: táxis fora do Uber/Careem, comida de rua, baksheesh, bazares, pequenos restaurantes e tudo fora do circuito turístico.
Notas pequenas para baksheesh
A baksheesh (gorjeta) no Egipto não é um extra opcional — é estrutural na prestação de serviços, mais um lubrificante social do que uma recompensa. Linhas gerais: restaurantes 10 a 15 por cento (confirme se já está incluída uma taxa de serviço de cerca de 12 por cento); carregadores de hotel 20 a 50 EGP por mala; limpeza 50 a 100 EGP por noite; guias 200 a 500 EGP por dia; motoristas 100 a 200 EGP por dia; encarregados de casas-de-banho 5 a 10 EGP; guardas que abrem portas em mesquitas ou túmulos 10 a 20 EGP. Mantenha um maço de notas pequenas (5, 10, 20 EGP) à mão — evita o momento incómodo de esperar troco. Para portugueses habituados a arredondar para cima e brasileiros habituados ao «só 10 por cento», a gorjeta explícita com notas pequenas funciona melhor no Egipto do que o arredondamento silencioso. Vale a pena também trazer notas pequenas de USD ($1, $2, $5) para sítios turísticos onde dólares são bem recebidos.
Nota: Verifique sempre as taxas de câmbio atuais antes de viajar. Pode trocar dinheiro em aeroportos, bancos e casas de câmbio autorizadas.
Cidades e planejamento
Regiões
Embaixadas e missões
Américas · 1
Europa · 1
Institutos culturais — Egito
Cursos de idioma, exames, bibliotecas e programas culturais com presença local.
Perguntas frequentes
A maioria dos visitantes precisa, sim, de visto — e as duas vias práticas são o e-visa, pedido online no portal oficial antes da viagem, e o visto à chegada nos aeroportos internacionais, para as nacionalidades elegíveis. A elegibilidade e as taxas variam com o passaporte e mudam de tempos a tempos: confirme a sua situação no portal oficial antes de reservar.
Se o seu passaporte é elegível para ambos, o e-visa compra tranquilidade: chega com o assunto resolvido, evita a fila do balcão de visto e elimina o risco de contratempos à chegada. O visto à chegada continua a funcionar para quem decide em cima da hora — mas exige dinheiro para a taxa e paciência para a fila. Em qualquer dos casos, use apenas o portal oficial: os sites imitadores que cobram comissões são uma armadilha conhecida.
É uma entrada regional gratuita, limitada à zona costeira do sul do Sinai (Sharm el-Sheikh e arredores) por um período curto, pensada para férias de resort e mergulho. Não serve para sair do Sinai — Cairo, Luxor e o resto do país exigem visto normal. Se há qualquer hipótese de querer ver as pirâmides, peça o visto completo desde o início.
Próximo destino: Egito? Veja as opções de entrada e solicite on-line.
As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.