México
O México ocupa o extremo sul da América do Norte, entre os Estados Unidos ao norte e a Guatemala e Belize ao sudeste, com litoral no Pacífico, no golfo do México e no Caribe. São cerca de 130 milhões de habitantes em quase 2 milhões de km², o que faz dele o país de língua espanhola mais populoso do mundo. A capital, a Cidade do México, foi erguida sobre Tenochtitlán, a capital asteca, a 2.240 metros de altitude, e forma uma das maiores áreas metropolitanas do hemisfério. O território reúne as grandes civilizações mesoamericanas — maia, asteca, zapoteca, olmeca —, três séculos de domínio colonial espanhol e uma vida cultural contemporânea que se expressa com a mesma força na cozinha, na arte e nas festas populares. O espanhol é o idioma oficial e o peso mexicano é a moeda. A chegada a partir do Brasil é direta de São Paulo para a Cidade do México e para Cancún, com alternativas pelos hubs norte-americanos, e a partir da Europa por Madri, Lisboa e as conexões dos Estados Unidos.
Vistos e regras de entrada no México
Para quem viaja com passaporte brasileiro, a regra mudou e vale começar por ela: o México encerrou em 18 de agosto de 2022 a entrada sem visto para brasileiros e, desde 5 de fevereiro de 2026, passou a aceitar a Autorização Eletrônica (SAE, Sistema de Autorización Electrónica) para quem chega POR VIA AÉREA a turismo ou a negócios. A SAE é solicitada pela internet antes do embarque, é aprovada com um código QR que se apresenta na companhia aérea e na migração, e permite permanência de até 180 dias. Quem entra por via terrestre ou marítima não pode usar a SAE: nesse caso continua sendo necessário o visto de visitante solicitado em um consulado mexicano, com agendamento e entrevista. Vale conferir a regra vigente antes de comprar passagem, porque esta é justamente a condição que mudou duas vezes em poucos anos. Já o passaporte português, os demais da União Europeia e os de mais de 150 países seguem isentos de visto para turismo por até 180 dias: nesses casos não há SAE nem visto, e o visitante recebe na chegada o Cartão de Turista, a Forma Migratoria Múltiple (FMM), gratuito, com o prazo definido pelo agente de migração. Guarde o FMM durante toda a estadia e apresente-o na saída — perdê-lo significa multa e segunda via antes do embarque. O passaporte precisa ser válido para o período da viagem; o México não aplica a regra dos seis meses, mas companhias aéreas podem exigir margem própria. Para passaportes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe pode ser exigido visto mexicano; ainda assim, quem tem visto válido ou residência permanente dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão ou do Espaço Schengen entra sem visto mexicano adicional, regra que resolve a maioria desses casos. Estadias acima de 180 dias, trabalho remunerado e estudo longo passam por vias próprias e não se regularizam com SAE nem com o cartão de turista.
Tipos de visto
Autorização Eletrônica (SAE) — passaporte brasileiro, chegando de avião
A via do viajante brasileiro que chega ao México por via aérea a turismo, visita a familiares ou negócios. Substitui o visto consular para esse perfil desde 5 de fevereiro de 2026, e não serve para trabalho remunerado nem para estudo longo.
Visto de visitante consular
Para o viajante brasileiro que entra por via terrestre ou marítima, e para nacionalidades que não têm isenção nem se enquadram na regra do visto de país terceiro. Solicita-se em consulado mexicano, com agendamento e, na maioria dos postos, entrevista.
Cartão de Turista (FMM) — nacionalidades isentas
A via do passaporte português, dos demais países da União Europeia e de mais de 150 nacionalidades isentas, para turismo, visita a familiares e reuniões de negócios. Não é um visto, e sim um cartão de entrada emitido na chegada.
Residência temporária e trabalho remoto
Para estadias acima de 180 dias: aposentados, estudantes, trabalhadores remotos e quem se muda. Exige comprovação de renda própria ou de vínculo — emprego, matrícula, investimento — e solicitação prévia em consulado mexicano, nunca dentro do país.
Guias
O México é grande e fragmentado de um jeito que muda a forma de viajar nele: serras, desertos e duas penínsulas separam regiões que não se parecem e que ficam genuinamente longe umas das outras. A consequência prática é que a viagem rende quando se escolhe uma base e se explora o raio dela, em vez de emendar Cancún, Oaxaca e o altiplano colonial em um roteiro só — as distâncias consomem em voo e em estrada exatamente os dias que valeriam mais dentro de qualquer uma dessas regiões. Cidade do México, Cancún, Oaxaca, Mérida e Guadalajara funcionam todas como portas de entrada, e cada uma abre um país diferente. A estação seca, de novembro a abril, é a janela mais confortável em quase todo o território; o verão traz calor e chuva de tarde, e a temporada de furacões no Caribe vai de junho a novembro.
Guia de viagem: México →
Monte Albán, o cinturão da prata, as duas costas, as monarcas e o roteiro que escolhe uma base em vez de correr o país.
Dinheiro em México →
Peso mexicano, onde o cartão passa e por que o cifrão no cardápio não quer dizer dólar.
Comer em México →
Cozinhas regionais que não se parecem: os sete moles de Oaxaca, o mezcal assado em cova e a gramática local do taco.
Como se locomover em México →
O ônibus executivo como rede de verdade, quando o voo doméstico ganha, e o Tren Maya pela península.
Saúde e segurança em México →
A variação regional dita sem rodeios, a água da torneira e o que confirmar antes de fechar o roteiro.
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Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para o México?
Precisa de autorização, sim, e qual delas depende de como você chega. O México encerrou a entrada sem visto para brasileiros em agosto de 2022 e, desde fevereiro de 2026, quem chega de avião a turismo ou a negócios usa a Autorização Eletrônica (SAE), solicitada pela internet antes do embarque e aprovada por código QR, com até 180 dias de permanência. Quem entra por via terrestre ou marítima não pode usar a SAE e precisa do visto de visitante em consulado mexicano. O passaporte português e os da União Europeia seguem isentos.
O que é o FMM e o que fazer com ele?
A Forma Migratoria Múltiple é o documento de entrada gratuito de quem viaja isento de visto. Guarde-o durante toda a estadia e apresente-o ao sair do país: a perda implica multa e a emissão de uma segunda via na repartição de migração antes do embarque.
Quanto tempo posso ficar no México como turista?
Até 180 dias, tanto pela Autorização Eletrônica quanto pelo cartão de turista das nacionalidades isentas. O prazo efetivo, porém, é decidido pelo agente de migração na chegada e não é garantido: confira o número de dias que ficou registrado antes de deixar o controle, principalmente se planeja uma estadia longa — alguns postos terrestres concedem prazos bem menores.
Passaportes africanos de língua portuguesa precisam de visto?
Pode ser exigido visto para passaportes de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Quem já tem visto válido, ou residência permanente, dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão ou do Espaço Schengen entra sem visto mexicano adicional — uma regra que resolve a maioria desses casos na prática.
E para ficar mais de 180 dias?
Estadias longas — aposentadoria, estudo, trabalho remoto — passam pela Residência Temporária, solicitada em um consulado mexicano antes da viagem. A janela turística de 180 dias não é prorrogável dentro do país.
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As informações vêm do banco de dados de missões da Visaja (visaja.com), conferido com fontes governamentais oficiais; para respostas definitivas, a palavra final é sempre da própria representação.